13/02/2012 atualizado às 18:12
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Violador de Telheiras pedia desculpa às vítimas

Henrique Sotero mudava radicalmente de atitude depois de violar as jovens. À namorada dizia que ia ao ginásio.

Hugo Franco (www.expresso.pt)
12:04 Quinta feira, 18 de março de 2010

A extrema violência dos primeiros segundos deixava, quase sempre, as raparigas paralisadas de medo. Henrique Sotero, o 'violador de Telheiras', sabia que bastava encostar a lâmina fria da faca ao pescoço das vítimas para não sofrer grandes contratempos. Mas jogava pelo seguro e apertava-as contra si, com demasiada força. "Nunca feriu ninguém com gravidade mas chegou a deixar marcas físicas visíveis", conta uma fonte policial.

Embora tenha cometido o mesmo tipo de crime ao longo de uma década, o engenheiro de 30 anos nunca aperfeiçoou os ataques. "A experiência não lhe trouxe qualquer sofisticação. Agia de forma rudimentar e atabalhoada", revela o mesmo investigador.

Henrique Sotero estava, no entanto, longe de ser um criminoso previsível. Depois de consumar as violações, mudava radicalmente de atitude para com as vítimas. Conversava de uma forma serena com elas, como se nada de anormal se tivesse passado nos minutos anteriores, tentando seduzir as que considerava mais atraentes. "Usava tanto charme que só faltava convidá-las para sair com ele".

Noutras ocasiões, optava por se desculpabilizar dos seus actos violentos. Como se uma força incontrolável se tivesse apoderado dele, não lhe restando outra hipótese senão obedecer a esse instinto maligno. As autoridades julgam que Henrique Sotero guardava a secreta esperança de que elas o perdoassem e se tornassem até suas amigas. Algo que nunca aconteceu.

Violações às terças-feiras


Logo que foi detido pela PJ, na sexta-feira, dia 5, Henrique Paulino Sotero confessou ser autor de 40 violações na Grande Lisboa. Na maioria das vezes, obrigava as vítimas, algumas delas menores de idade, a praticarem sexo oral. E houve também casos de penetração. Ambos os delitos sexuais estão previstos no mesmo artigo do Código Penal - Henrique Sotero arrisca-se por isso a uma pena de dez anos de prisão, já que a condenação para um único crime de violação situa-se entre três e dez anos de cadeia.

Os crimes eram cometidos às terças-feiras, dia da semana em que dizia à companheira - com quem vivia num apartamento em Massamá - que ia ao ginásio. Telheiras, Linda-a-Velha, Oeiras e Alfragide foram os locais escolhidos para actuar, sempre de cara destapada.

Crime no terraço


As autoridades estranham que, até ao momento, apenas cinco mulheres tenham apresentado queixa, até porque a PJ tem já conhecimento de dez crimes da autoria do engenheiro. "Para a investigação, pouco interessam os crimes cometidos há dez anos, uma vez que já prescreveram. Estamos a apostar em identificar os delitos recentes", diz a mesma fonte.

Uma das primeiras queixas, e a mais mediática, foi a de Joana (nome fictício), uma menor de 17 anos que, no final da tarde de 18 de Agosto do ano passado (uma terça-feira), foi ameaçada à porta do prédio onde morava, em Telheiras.

O edifício de onze andares é vigiado por um porteiro, que naquele dia estava de folga, e tem um sistema de alarme ligado directamente a uma empresa de segurança. De nada serviu. Henrique Sotero estudou a rotina dos moradores, a maioria de férias, provavelmente do interior do Ford Focus estacionado no extenso baldio, defronte do prédio.

Terá atacado a jovem em poucos segundos, com uma faca, obrigando-a a subir até ao terraço. Consumada a violação, fugiu a pé com o telemóvel da vítima, sem se cruzar com ninguém. Em pânico, Joana alertou os familiares, que a levaram de imediato ao Hospital de Santa Maria.

Tal como acontece com outras vítimas de abusos, a jovem foi informada pelos médicos de que teria de ser submetida a exames ginecológicos para confirmar o crime. Só que em Agosto de 2009 o Instituto de Medicina Legal (IML), local onde se faz este tipo de exames, tinha as urgências fechadas entre as 18h e as 8h. Os técnicos da urgência do Santa Maria não tiveram outra solução senão recomendar a Joana que não tomasse banho, não bebesse água e voltasse ao IML doze horas depois.

O drama da vítima do 'violador de Telheiras' prolongou-se até à manhã seguinte. Pior: as amostras de ADN pouco serviram para a investigação até ao dia da detenção de Henrique Sotero. "Não tendo ele cadastro não era possível chegar até ao violador", explica a mesma fonte ligada ao processo. Joana já não reside em Telheiras. "Mudaram-se poucos meses depois do crime", revela uma pessoa próxima da família.

Nenhum dos vizinhos com quem o Expresso falou sabe do seu paradeiro e muitos desconheciam de quem se tratava. "Entramos para a garagem de carro, à noite, e saímos de carro, de manhã. Só nos cruzamos no elevador. Como poderemos saber da vida uns dos outros?".


Números

40 violações confessadas pelo engenheiro de 30 anos. Só cinco vítimas terão feito queixa

9 anos. Duração do namoro entre Sotero e a namorada, com quem dividia o T-3 em Massamá

25 de Fevereiro. A PJ emite um retrato-robô para ajudar a identificar o suspeito

10 anos. Início do curso de Engenharia Química no Técnico

19h
Espera
Joana chega a casa, despreocupada depois de mais um dia de férias. À sua espera, na penumbra da entrada do prédio, está Henrique Sotero, que tinha estudado as rotinas da estudante com uma precisão cirúrgica. Ele já sabia que naquele dia o porteiro não iria trabalhar.






19h01
Ameaça

O 'violador de Telheiras' encosta uma faca à garganta da menor, obriga-a a digitar o código secreto de moradora e a abrir a enorme porta de vidro que dá acesso ao átrio interior. Entram num dos três elevadores e sobem até ao 11.º andar, sem se cruzarem com nenhum dos vizinhos.






19h03
Violação

À saída do elevador, no 11.º andar, Henrique Sotero encaminha Joana pelas escadas de incêndio que vão dar ao 12.º andar. É uma zona do prédio não habitada e sem qualquer movimento a qualquer hora do dia. O violador força a jovem a abrir a porta que dá acesso ao pequeno terraço. É ali que a obriga a praticar sexo oral. Não há penetração. Como não existem prédios em frente, é impossível que sejam detectados.




19h10
Fuga

Durante o regresso ao rés-do-chão, Henrique Sotero tenta fazer conversa com a vítima. Antes de se pôr em fuga, rouba-lhe o telemóvel e obriga-a a depositar a bateria numa das caixas de correio. Foge, a pé, em direcção ao Ford Focus. Joana sobe para casa, para pedir ajuda à família.








Texto publicado na edição do Expresso de 13 de Março de 2010

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Violava, não violava????
Santropez (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 12:40 | Quinta feira, 18 de março de 2010
Se violava, trabalhem a notícia considerando que estão a falar de um criminoso e não evidenciem o pedido de desculpas às vítimas no titulo porque sabendo como é a cabeça de muita gente, só leva as pessoas a terem lá bem no fundo alguma simpatia por ele.

Era preferivel terem evidenciado no título a extrema violencia como as vítimas eram abordadas.
 
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Os Violetas...
kcorreia (seguir utilizador), 2 pontos , 16:32 | Quinta feira, 18 de março de 2010

Castração física para todos os abusadores sexuais, incluindo os padrófilos.
Prisão, e serviço ao duche dos mais perigosos (apanha sabonetes) 6 vezes por semana…Com direito a descansar o traseiro apenas no shabbat.
 
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Pontos de vista
ckage (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 12:35 | Sexta feira, 19 de março de 2010
Quando se escreve no artigo, que "As autoridades julgam que Henrique Sotero guardava a secreta esperança de que elas o perdoassem", tal não significa que as autoridades estão a fazer a apologia do comportamento do indivíduo; estão somente a levantar dados sobre as espectativas e atitudes do mesmo. Trata-se apenas disto: factos.

É interessante verificar o choque existente entre a visão do cidadão comum espelhada nos comentários - mais emocional e imediata -, e a visão do investigador - racional e "fria". Pelo menos, espera-se que essa seja a atitude do investigador. De um ponto de vista de quem investiga, utilizam-se termos que podem chocar quem está de fora, como a questão do "pouco interessam". Para o investigador, "pouco interessam" porque a probabilidade de adquirir provas físicas de tais crimes é praticamente inexistente; para quem está de fora, parece que o termo é uma forma de minimizar o sofrimento das vitimas.

Depois, no que toca à relação entre Pena de Morte e evolução de sociedades, também se toca um pouco com o emocional vs. racional. Emocionalmente, parece-nos que a morte é o único tipo de justiça para determinados crimes e esse tipo de punições leva a que o criminoso pense duas vezes; racional e factualmente, verifica-se que em países com Pena de Morte (ex.: EUA) a criminalidade violenta não é de maneira nenhuma tão diminuta quanto o esperado, e que a tomada de decisão que leva à pratica de crimes não passa pela linearidade defendida pelo cidadão comum.
 
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Desculpas de merd...
saramago666 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:28 | Quinta feira, 18 de março de 2010
Agora o advogado já o ensinou para o mal,o que havia de dizer, castração fisica para este bandido ou perpetua, visto que não há pena de morte por enquanto... bandido fdp.
 
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    Re: Desculpas de merd...    Ver comentário
heidern (seguir utilizador), 1 ponto , 13:45 | Quinta feira, 18 de março de 2010
Sold (seguir utilizador), 1 ponto , 14:19 | Quinta feira, 18 de março de 2010
Bestas desiquilibradas. Mas como este há muitos porcos a merecerem serem castrados como se fazem aos caes
 
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Os crimes sexuais...
M.Farid (seguir utilizador), 1 ponto , 15:09 | Quinta feira, 18 de março de 2010
...são dos que mais atingem a integridade psíquica (e por vezes física) das vítimas,especialmente se jovens,período no qual se forma a personalidade do indivíduo.

Também é verdade que os agressores sexuais exibem graves distúrbios de personalidade do foro da psicopatia,fruto de uma história de vida desequilibrada,mas dos quais importa salvaguardar a população do potencial perigo que eles representam.

O psicopata,incapaz de compaixão,ao não sentir o sofrimento do outro,comporta-se como um verdadeiro agressor e como tal terá que ser impedido de conviver em sociedade como se uma doença contagiosa o tivesse atingido.

Há de facto necessidade de internamento destes doentes,porque são compulsivamente agressores e, em última análise,estão privados da liberdade de escolha.

Mas se a cura do psicopata é problemática,a das suas vítimas não o será menos.

 
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Pena = Crime
Rui.MBP.Duarte (seguir utilizador), 1 ponto , 15:24 | Quinta feira, 18 de março de 2010
Talvez por estar a ficar mais velho esteja a fazer o conhecido percurso que dizem é feito: Mais liberal quando se é jovem, Mais conservador quando se fica mais velho.

Neste caso, como naqueles onde existe trauma causado à vitima ou aos seus familiares, a mera pena de prisão de não basta.

Para este senhores a pena aplicada devia ser passarem por aquilo que fizeram passar as suas vitimas.

Penso isto e sou de esquerda.
 
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Deviam não poder exercer
forevertheuni (seguir utilizador), 1 ponto , 15:29 | Quinta feira, 18 de março de 2010
"Os técnicos da urgência do Santa Maria não tiveram outra solução senão recomendar a Joana que não tomasse banho, não bebesse água e voltasse ao IML doze horas depois."
Deviam ir para o desemprego. E porquê? Simples. A saúde futura da moça é mais importante que apanhar o tipo. Todas as infecções dependem de vários factores. Local de exposição...que foi das maiores. Tempo de exposição, que os senhhores fizeram aumentar!! Bem como o que é que infecta....Sinceramente..não entendo a burrice
 
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"... pouco interessam..."
AnaD (seguir utilizador), 1 ponto , 16:03 | Quinta feira, 18 de março de 2010
"Para a investigação, pouco interessam os crimes cometidos há dez anos, uma vez que já prescreveram. Estamos a apostar em identificar os delitos recentes", diz a mesma fonte."

As investigações são sempre assim! As vítimas POUCO INTERESSAM e só servem se forem úteis para a investigação. Se não forem, que se.....

Não há humanidade nas investigações e, até há pouco tempo, as vítimas que se dirigiam directamente às autoridades (e não ao hospital) quase que eram convencidas a não apresentar queixa; eram tratadas como alegres sedutoras golpistas cujo único objectivo era lixar a vida a um qualquer gajo.

"pouco interessam"
"pouco interessam"
"pouco interessam"
"pouco interessam"

Compreendo perfeitamente que seja impossível (ou quase impossível) encontrar as referidas vítimas. Mas elas existem e lêem jornais. Deviam ter mais cuidado ao escolher as palavras que usam em declarações públicas!!!!

 
 
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Soltem-no!!!
crypto (seguir utilizador), 1 ponto , 17:07 | Quinta feira, 18 de março de 2010
Soltem-no e avisem previamente a comunidade de que este monstro vai ser solto.
E virem as costas ao que ira acontecer a seguir. Um verme destes nao merece cadeia, merece ser linchado, isso sim.
 
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Sorte tem tido ele.
Mr. Jolie (seguir utilizador), 1 ponto , 17:23 | Quinta feira, 18 de março de 2010
Se tivesse feito isso a uma filha minha, ia sofrer muito e lentamente nas minhas mãos.
 
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.
Buma (seguir utilizador), 1 ponto , 20:15 | Quinta feira, 18 de março de 2010
Se fosse eu a mandar este fdp ia direito para uma prisão no Brasil com um t shirt a dizer esturpador pedófilo...
 
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Ora
xadrez (seguir utilizador), 1 ponto , 21:58 | Quinta feira, 18 de março de 2010
aqui está uma excelente ideia para que, embora muito brevemente, alijemos as nossas culpas... Sendo assim, um dia destes, vou às ventas ao meu vizinho de cima, que me tem vindo a lixar a paciência (e o sossego), com o barulho que vem fazendo a hora impróprias, e, depois, digo-lhe: "- Ó vizinho, desculpe lá qualquer coisinha, está bem?-"
 
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Pera aí que vou ali matar alguém
alexhp (seguir utilizador), 1 ponto , 23:20 | Quinta feira, 18 de março de 2010
E depois peço desculpa por qualquer coisinha
 
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Perdoa-me querida foi mais forte que eu...
descobretachos (seguir utilizador), 1 ponto , 23:47 | Quinta feira, 18 de março de 2010
olhem para este comentário"As autoridades julgam que Henrique Sotero guardava a secreta esperança de que elas o perdoassem e se tornassem até suas amigas. Algo que nunca aconteceu..." mas que cambada de atrasados mentais é que andamos rodeados..este TIPO VIOLOU MAIS DE 40 RAPARIGAS!Já pensaram nas 40 vidas desfeitas que causou mais as famílias..Isto em países bem mais evoluídos que os nossos significava Pena de Morte! que de certeza houvesse neste pais de brandos costumes ,haveria de certeza muito menos crimes deste tipo ..já pensavam 2 vezes antes de os fazer
 
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