A comissária europeia da Concorrência, Neelie Kroes, alertou em Londres que "não haverá mais dinheiro para um segundo salvamento dos bancos", sobretudo os britânicos, considerando que é preciso reestruturá-los, citando o RBS e o Lloys, amplamente nacionalizados.
Kroes, que falava na associação de banqueiros britânicos, afirmou que "é provavél que aconteçam alienações" no caso do RBS, detido em 70 por cento pelo governo, e do Lloyds, detido em 43% pelo executivo britânico.
Neelie Kroes referiu ainda que o governo do Reino Unido tinha investido 1260 libras (quase 1.5 mil milhões de euros) para apoiar os bancos, tendo sido cerca de quatro mil milhões dispensados pela Europa.
A comissária sublinhou também que as perdas acumuladas pelos bancos do Reino Unido desde a queda do Lehman Brothers representam 250 mil milhões de libras (293 mil milhões de euros).
"A reestruturação deve seguir-se à ajuda. Os bancos não podem ser apoiados para sempre", acrescentou a comissária, defendendo também "uma transparência maior e uma melhor supervisão", uma vez que "a auto-regulação não resulta."