13/02/2012 atualizado às 13:51
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Turismo do Algarve vê oportunidades na crise

Quatro décadas depois da criação da Região de Turismo do Algarve, o sector atravessa uma das piores crises de que há memória. Presidente do organismo fala em confiança e qualidade para o caminho futuro.

Mário Lino, correspondente no Algarve (www.expresso.pt)
10:02 Sexta feira, 19 de março de 2010
Região de Turismo do Algarve soprou as velas do 40º aniversário, mas bolo 'amarga' por causa da crise.
Região de Turismo do Algarve soprou as velas do 40º aniversário, mas bolo 'amarga' por causa da crise.
Mário Lino

"Temos de olhar em frente com confiança, que tem existido por parte dos operadores turísticos dos mercados emissores, mas também dos profissionais aqui do Algarve. É preciso uma plataforma de entendimento conjunta entre o sector público e o privado, com uma estratégia que passa por diversificar os produtos turísticos para além do sol e mar e atenuar o efeito de sazonalidade", explica o presidente do Turismo do Algarve, Nuno Aires.

Nuno Aires falou ao Expresso à margem da comemoração dos 40 anos da Região de Turismo do Algarve, hoje Entidade Regional de Turismo do Algarve, assinalada com o lançamento de um livro com 40 olhares sobre a região de algumas personalidades bem conhecidas dos portugueses:  Diogo Infante, Fátima Lopes, Luís Figo, Luís Represas, Maria Barroso, Maria Cavaco Silva, Mário Zambujal e Miguel Sousa Tavares, só para nomear alguns.

E se o livro é feito de olhares, como olha o actual responsável pela promoção do turismo algarvio, para a saída da crise? "Temos de investir no turismo de natureza, de saúde e bem estar, náutico, turismo acessível, que têm potencial. Depois, trabalhar para além dos principais mercados emissores - Reino Unido e Alemanha - outros mercados que estejam num arco de duas horas e meia de distância do Algarve, tais como os países nórdicos e do Benelux, onde estamos a fazer uma grande aposta. Para além disso, há uma margem de crescimento possível no mercado nacional", salienta Nuno Aires, falando das orientações estratégicas "que já estão a dar alguns resultados".

"O Algarve tem oportunidades, nesta crise, de se posicionar ainda melhor, afinar o seu target, mas sobretudo de melhorar a sua qualidade. É bom sensibilizar todos os envolvidos nesta indústria de que o único caminho é o da qualidade, da formação dos profissionais, da hotelaria e da animação. Temos também de trabalhar a nossa requalificação urbana e por isso convoquei os autarcas. Para termos um destino 5 estrelas não basta ter hotéis de 5 estrelas", constata Nuno Aires.

Não há hotéis a mais há é turistas a menos 


"O Algarve não tem excesso de oferta, poderá ter desiquilibrios na forma como se desenvolveu, mas o problema é que estratégias vamos desenvolver para que a nossa oferta se adapte à procura", interpõe Elidérico Viegas, presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, a AHETA.

"Nós desenvolvemo-nos sempre no sentido contrário, impondo à procura uma oferta que ela não queria, e isto aconteceu com as políticas públicas do passado, sejam de ordenamento do território seja a política de turismo, estilo nós é que sabemos e os ignorantes dos turistas que aceitem o que temos para lhes oferecer", critica.

O seu olhar sobre o Algarve - que não consta do livro - é o de que o turismo bateu no fundo e que vai demorar a sair dele: 'Esta crise bateu lá em baixo e vai lá ficar e só depois iniciará um período de recuperação muito lento. Temos de estar preparados para nos confrontarmos com esta realidade, numa actividade que requer investimentos muito significativos. Daí que as políticas públicas sejam decisivas para que o turismo seja uma actividade em que vale a pena apostar", salienta Elidérico Viegas.

Ainda assim, Elidérico Viegas remata com um laivo de optimismo: "Também é verdade que assim que a crise começar a desaparecer sabemos que o turismo será uma das primeiras actividades a recuperar", antevê o presidente da AHETA.

   

 

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Investir na cultura
gaivota 49 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 10:28 | Sexta feira, 19 de março de 2010
Hoje o Algarve não é o mesmo de há 40 anos,isso é sabido.
No fundo perdeu-se a tranqualidade de praias desertas,a calma,as vilas autênticas de pescadores,as casas pintadas de branco com suas típicas chaminés algarvias.
Hoje temos um mundo de cimento armado por todo o Algarve,prédios enormes,sem estética,uns em cima dos outros,tapando a paisagem indiscriminadamente.
Mas temos qualidade na hotelaria,há várias ofertas para todas as bolsas,e variada gastronomia de restaurantes do
mais fino ao mais popular.
Mas falta cultura,sim,de toda a espécie,desde o cinema,á literatura e ao teatro.
Pensem nisso a sério,as férias não são só praia e esplanada,é preciso cultivar o espírito.
 
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Algarve: Mãos à obra!
Marta Marques (seguir utilizador), 1 ponto , 14:10 | Sexta feira, 19 de março de 2010
Concordo plenamente com Nuno Aires e o comentário anterior. O que vai fazer acabar a sazonalidade é a cultura e o lazer, além da praia e da boa gastronomia óbvio. Encorajar o mercado nacional e internacional de cultura, espectáculos, e lazer (como museus de interesse que conte a história local e nacional, casinos, comércio mais variado desde o tradicional ao internacional) fazer o Algarve um local de praia e descanso, mas também um local europeu onde se dá valor às raízes e ao tradicional, mas onde se abrem portas a todos os que queiram entrar! E tudo isto é fazer evoluir o Algarve de uma região para "turista ver" para um sítio onde os algarvios possam também viver melhor. Assim será um local mais chamativo para habitar todo o ano e não só nos meses de Sol. O que falta à excepcional gastronomia, hotelaria e praia, é esta visão mais expansiva (óbvio que isto se confina às cidades, nas partes mais interiores a ruralidade é também um grande potencial de turismo rural, desde que criadas algumas condições e comunicações com os moradores, de modo a preservar os seus modos de vida). Já há alguma coisa feita, mas é preciso mais! Mãos à obra!
 
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Al Gharb
Press (seguir utilizador), 1 ponto , 19:56 | Sexta feira, 19 de março de 2010
Como não poderia deixar de ser a crise bateu à porta do turismo algarvio. Independentemente do modelo de desenvolvimento seguido e do desordenamento do território algarvio, o que importa resolver é como se poderá minimizar a sazonalidade do turismo algarvio ainda acente no binómio sol e praia. A resposta a essa questão passa muito pela cultura e pela criação de polos de interesse, sejam eles desportivos, artisticos ou institucionais. Há muito a fazer na inversão do modelo escolhido e na criação de uma oferta mais ampla e diferenciada. Aquele Algarve saudoso dos anos 50 é uma miragem. Não há retorno possível, há que evoluir com qualidade minimizando os estragos.
 
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Há sempre oportunidades
clareza (seguir utilizador), 1 ponto , 20:40 | Sexta feira, 19 de março de 2010
para os hoteis de 5 estrelas. Mas não há oportunidades para os 30 mil desempregados, 50% de precarios entre os que trabalham.
 
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SOL E PRAIA NÃO BASTAM!
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 22:36 | Sexta feira, 19 de março de 2010
Hoje não basta ter Sol e Praia para atrair turistas.

Veja-se o exemplo de Palma de Maiorca com uma mão cheia de atrações que levam os turistas a querer lá voltar.

O Algarve também tem possibilidades de fazer o mesmo.

BASTA QUERER!

http://www.panoramio.com/...

http://pausas.blogs.sapo....

http://www.youtube.com/wa...

http://www.youtube.com/wa...
 
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futuro?
userEX133503 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:28 | Sábado, 20 de março de 2010

Subject: Gestão por Objectivos...
 
Era uma vez uma aldeia onde viviam dois homens que tinham o mesmo nome:
Joaquim Gonçalves
 
Um era sacerdote e o outro, taxista.
Quis o destino que morressem no mesmo dia. Quando chegaram ao céu, São Pedro esperava-os.

- O teu nome ?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote ?
- Não, o taxista.
São Pedro consulta as suas notas e diz:
- Bom, ganhaste o paraíso. Levas esta túnica com fios de ouro e este ceptro de platina com incrustações de rubis. Podes entrar.
- O teu nome ?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote ?
- Sim, sou eu mesmo.
- Muito bem, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e este ceptro de ferro.
O sacerdote diz:
- Desculpe, mas deve haver engano. Eu sou o Joaquim Gonçalves, o sacerdote!
- Sim, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e...
- Não pode ser! Eu conheço o outro senhor. Era taxista, vivia na minha aldeia e era um desastre! Subia os passeios, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou, apesar das multas e repreensões policiais. E quanto a mim, passei 75 anos pregando todos os domingos na paróquia. Como é que ele recebe a túnica com fios de ouro e eu... isto?
- Não é nenhum engano - diz São Pedro. - Aqui no céu, estamos a fazer uma gestão mais profissional, como a que vocês fazem lá na Terra.
- Não entendo!
- Eu explico. Agora orientamo-nos por objectivos ! ...
 
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futuro?
userEX133503 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:29 | Sábado, 20 de março de 2010
Subject: Gestão por Objectivos...
 
Era uma vez uma aldeia onde viviam dois homens que tinham o mesmo nome:
Joaquim Gonçalves
 
Um era sacerdote e o outro, taxista.
Quis o destino que morressem no mesmo dia. Quando chegaram ao céu, São Pedro esperava-os.

- O teu nome ?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote ?
- Não, o taxista.
São Pedro consulta as suas notas e diz:
- Bom, ganhaste o paraíso. Levas esta túnica com fios de ouro e este ceptro de platina com incrustações de rubis. Podes entrar.
- O teu nome ?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote ?
- Sim, sou eu mesmo.
- Muito bem, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e este ceptro de ferro.
O sacerdote diz:
- Desculpe, mas deve haver engano. Eu sou o Joaquim Gonçalves, o sacerdote!
- Sim, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e...
- Não pode ser! Eu conheço o outro senhor. Era taxista, vivia na minha aldeia e era um desastre! Subia os passeios, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou, apesar das multas e repreensões policiais. E quanto a mim, passei 75 anos pregando todos os domingos na paróquia. Como é que ele recebe a túnica com fios de ouro e eu... isto?
- Não é nenhum engano - diz São Pedro. - Aqui no céu, estamos a fazer uma gestão mais profissional, como a que vocês fazem lá na Terra.
- Não entendo!
- Eu explico. Agora orientamo-nos por objectivos !
  ...
 
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futturo? 2...cont...
userEX133503 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:40 | Sábado, 20 de março de 2010
- Eu explico. Agora orientamo-nos por objectivos !
- É assim: durante os últimos anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas dormiam. E cada vez que ele conduzia o táxi, as pessoas começavam a rezar.
Resultados! Percebeste? Gestão por Objectivos! O que interessa são os resultados, a forma de lá chegar é completamente secundária...!
 
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Marketing com imagem errada e ultrapassada
Tomarense (seguir utilizador), 1 ponto , 12:07 | Sábado, 20 de março de 2010
A crise do Algarve deve-se a quem promove uma imagem do Algarve para os ricos e celebridades. Querem mostrar que quem vai ao Algarve tem que levar muito dinheiro para gastar porque o "local" é das celebridades "Jetset" e endinheirados. Aquela imagem de "Dubai" não dá para o Algarve. Na realidade os hoteis praticam preços abusivos e serviço mediocre. Estão fora da sintonia com o resto do mundo. Merecem o castigo. Sejam mais "democraticos"... procurem ocupação de massas em vez da selecionada. Turismo de élite Ah! Ah! fazem me rir...
 
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modernidade
3S (seguir utilizador), 1 ponto , 21:31 | Sábado, 20 de março de 2010
De um modo geral, não se vê no Turismo do Algarve modernidade: não há, por exemplo, construção segundo critérios de sustentabilidade, salvo raras excepções como em http://www.almaverde.com/... : “ In response to local climatic conditions, AlmaVerde has developed an innovative, award-winning building system, selecting materials for their thermal and insulating properties, as well as their beauty and durability…”
Por outro lado sabemos que a melhor maneira de combater a sazonalidade é provavelmente favorecer o Turismo de Negócios: os congressos podem ter lugar fora da época alta na Primavera ou Outono e o número de ‘Turistas’ é claramente superior aos de Turismo de Lazer.
 
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