Fernando Guerreiro, professor na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, confessa passar horas na Internet a tentar descobrir plágio nos trabalhos dos alunos. "Escrevo uma frase no Google e às vezes apanho logo o trabalho inteiro. É uma pequena percentagem, mas parece ter tendência a aumentar", diz.
Para facilitar este trabalho aos docentes, algumas instituições já têm programas especializados na detecção de plágio. É o caso da Universidade do Minho, que comprou por cerca de 50 mil euros anuais um programa de e-learning, que inclui um software específico para apanhar os alunos que copiam.
É nessa ferramenta que todos os estudantes submetem os trabalhos ou as teses. Assim que o fazem, o software faz a pesquisa automática na net e cruza o documento com uma base de dados internacional onde estão milhares de teses e trabalhos científicos. Com isso, já foram apanhados trabalhos feitos exclusivamente com recurso ao 'corta e cola'.
Texto publicado na edição do Expresso de 1 de Agosto de 2009