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Teses à venda na Net por 1500 euros

A venda de trabalhos académicos, monografias e teses de mestrado não tem parado de crescer e é cada vez mais profissional. A Universidade do Minho usa software para apanhar plágio.

Joana Pereira Bastos (texto) e Cristina Sampaio (ilustração)
8:30 Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
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Carolina acabou a licenciatura há quatro anos e não planeia fazer o mestrado. Mas se tudo fosse transparente no crescente e obscuro negócio da venda de trabalhos académicos, o seu nome já devia constar em dezenas de teses. E "nas mais variadas áreas", admite. Desde a Psicologia, em que é formada, até à Sociologia, passando pela Enfermagem e até pela Informática.

Recém-licenciada e sem conseguir encontrar emprego, Carolina, 28 anos, decidiu em 2005 anunciar na Internet os seus serviços de "apoio" à realização de trabalhos para cadeiras, monografias e teses de mestrado - as mais trabalhosas, mas também as mais lucrativas.

Na prática, contudo, dá muito mais do que uma ajuda. Faz quase tudo, menos o trabalho de campo. "Os alunos fazem entrevistas ou aplicam inquéritos, entregam-me esse material e eu trabalho a partir daí. Faço a análise qualitativa, ou seja, a parte do pensamento, que é o principal da tese. Mas às vezes faço também a parte teórica e todas as pesquisas com base na Internet ou nos livros que os alunos me dão. Quando faço isso tudo, mais a conclusão, acabo por seu eu a fazer a tese (de mestrado) toda", admite.

Como a maior parte das pessoas neste mercado, não gosta de falar nos preços cobrados. Alega que variam muito e dependem "da exigência e do empenho" que os alunos lhe pedem. Até porque "há pessoas que ambicionam uma boa nota e outras que só querem passar". Ainda assim, lá vai dizendo que uma tese de mestrado "pode chegar aos 1500 euros se implicar o trabalho todo".

"Do mais comum que há"

O negócio é rentável, mas já correu melhor. "A concorrência é cada vez maior e, por isso, estou a receber menos contactos", lamenta. A verdade é que há cada vez mais pessoas dedicadas a este mercado. E de uma forma cada vez mais profissional. Carla (nome fictício) é um bom exemplo. É responsável por uma microempresa, onde uma equipa de cinco pessoas produz trabalhos académicos em áreas tão diferentes como Sociologia, Gestão, Economia ou Farmácia. Sempre com "confidencialidade absoluta". "Uma vez um professor viu o nosso anúncio na Net e ligou-me, fazendo-se passar por um aluno para ver se vendíamos mesmo os trabalhos prontos. No fim identificou-se e disse que o que fazíamos não era ético e estava muito errado. O senhor devia ser de outro planeta porque isto é do mais comum que há", diz sem qualquer prurido.

Uma simples pesquisa na net comprova-o. Poucos minutos bastam para encontrar quem apregoe os mesmos serviços. "Fazem-se trabalhos académicos com o máximo rigor e com a correcção prévia de um docente da área", garante um anúncio. "Se precisa da minha ajuda, basta mandar o tema, assim como as regras impostas ao trabalho", refere outro.
Graças a este tipo de publicidade colocada na Net, Ana Ferreira, 26 anos, não se pode queixar de falta de procura. Todas as semanas faz, em média, dois trabalhos académicos e também "ajuda" na realização de teses de mestrado, ainda que garanta nunca ter feito nenhuma completa.

No final, os alunos costumam enviar-lhe um e-mail a contar a nota que tiveram. "Ainda não tive maus resultados", diz. Ana confirma que a oferta destes serviços não tem parado de crescer porque muitos, como ela, não conseguem encontrar emprego quando deixam a faculdade. E há sempre quem, por preguiça, falta de tempo ou incapacidade, esteja disposto a comprar o trabalho.

Em fóruns consultados por muitos estudantes universitários encontram-se vários anúncios de alunos desesperados. "Compro tese de mestrado na área da gerontologia social. Preço a negociar", anuncia um estudante. "Compro urgente tese final de licenciatura em assistência social", diz outra.

Vasco (nome fictício), recém-licenciado em Informática de Gestão, confessa já ter pago por um trabalho. A cadeira de Inteligência Artificial do último ano do curso ameaçava ficar pendurada quando o professor pediu como trabalho de grupo um projecto de programação, matéria em que ele e os três colegas não estavam "nada à vontade". Um programador conhecido acabou por resolver o problema. A troco de €200. "No final, tirou umas horas para nos explicar o que tinha feito e como. Graças a esse briefing fizemos a apresentação sem que o professor desconfiasse. E tivemos 18, o que seria impensável se fôssemos nós a fazer", conta.


Números

400
a 500 euros é o preço habitualmente cobrado por uma monografia

1500
euros é quanto pode custar a compra de uma tese de mestrado

3
anos de prisão é a pena prevista para casos de plágio de teses e outras obras científicas


Texto publicado na edição do Expresso de 1 de Agosto de 2009

Palavras-chave  venda de teses  mestrado  alunos  educação  teses
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Miranda07 (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 8:57 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
Esta notícia, que considero muito interessante, é, de novo, a lembrança de que um dos maiores problemas que Portugal tem reside num dos maiores centros de preparação do futuro: a Universidade. Pensar que num País como Portugal estas "coisas", as de que se fala na notícia, já não são nada do outro mundo, faz-me simplesmente pensar que, por um lado, a Universidade, grosso modo, não sabe o que anda a fazer; por outro, que a nossa sociedade se está a tornar numa estrutura em que a falsidade, a falsificação, o engano se estão a tornar na ordem do dia. O problema, porém, tem de ser resolvido onde ele está: na Universidade e na Sociedade. A Universidade tem de começar a ser séria e os professores têm de fazer o trabalho que lhes compete. Por seu lado, os alunos apanhados em flagrante, sobretudo nas piores formas de plágio, devem ser, desde logo, exemplarmente punidos. Mas repito: uma Universidade assente no princípio do não-te-rales, na lei do menor esforço, nomeadamente por parte de (alguns? Muitos?) professores, é, ou só pode ser, um sistema em decadência, um sistema falido. Mas com uma agravante: uma Sociedade em que instituições de referência, como é o caso da Universidade, estão em processo de falência (ética, quero eu aqui dizer), é uma Sociedade em processo de descalabro. É uma sociedade condenada a não ser mais do que uma sociedade sem Valor(es).
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porradonovosite (seguir utilizador), 1 ponto , 10:26 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
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Nanquim (seguir utilizador), 1 ponto , 0:59 | Domingo, 9 de Ago de 2009
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Ñ nasci pra ser Tuga (seguir utilizador), 1 ponto , 12:50 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
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celios (seguir utilizador), 1 ponto , 14:42 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
Os novos doutores são os Mathews do futuro?
dedalo11 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 10:07 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
Lembram-se do pequeno Mathew que escreveu a uma empresa norte-americana a dizer que não precisavam de estudar ou de trabalhar porque os adolescentes comandavam o mundo virtual e, por essa via, também o mundo real? Sempre acreditei e aqui está mais uma forma de, virtualmente, se cinsegir mais um passo na Vida. Será um passo em falso a médio prazo, mas como o imediato é o que mais conta para alguns membros desta geração, vale tudo. Tmbém se vendem - e que baratos são!-diplomas de todos os cursos, e até por 10 dólares se pode comprar o estatuto de bispo das mais diversas religiões. Chegamos ao chamado point of no return ou alguém vai "serenar" os virtualistas?
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Deixem lá os profs em paz!
celios (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 15:04 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
Nós sabemos perfeitamente que é da história do ensino universitário - e não é só em Portugal - haver sempre aqueles "mestres" sisudos que impunham o seu respeito e fama pela quantidade de reprovações! Quantos de nós nunca apanharam essas aves raras? Muito poucos certamente! Mas todos nós também tivemos a sorte de ter sido orientados por verdadeiros e bons mestres, mesmo que tenham sido poucos, que nos marcaram com a sua sabedoria e justiça na avaliação, mesmo que esta tenha sido menos boa...
Aquilo que está a ser debatido aqui são as falcatruas e a lei do menor esforço a ser levada a cabo por meninos já crescidinhos, maiores e vacinados que sabem muito bem o que fazem, não me venham com as costumeiras tretas contra os profs - até falam na avaliação dos profs, eh pá guardem lá os vossos traumas para outras notícias... - que não são nenhuns super-homens com visão de raio-x para avaliar falsificações de trabalho que agora, precisamente com softwares usados pelas chefias, começam a ser apanhadas!
De uma vez por todas ponham cada macaco no seu galho, não estamos a falar dos problemas ou exemplos dos docentes, estamos a falar de alunos adultos, que têm paizinhos que provavelmente até são piores exemplos, com perfeita noção do que fazem! Parabéns à Universidade do Minho por aproveitar a tecnologia em nome da transparência e as outras universidades que lhes copiem o exemplo!
E o país que aposte mais na auto-responsabilização e menos na procura de "bodes expiatórios"!...
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A GENERALIZAÇÃO DO FENÓMENO ANTIGO
NJP (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 17:11 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
A compra de teses está na mesma linha de compra de curso em universidades privadas em que se pagaram propinas princepescas ou se moveram influências e trocas de favores comprofessores apanhados a laço e sem qualificações .
Por hipocrisia poucos têm querido ver a verdadeira dimensão do icebergue, bastaria observar os doutores da mula ruça que de repente surgiram na cena políica e que subiram ás administrações de empressa públicas e ex-públicas onde ficaria mal não se ter um qualquer título académico.
Isto para não se falar das cartas de curso fidedignas, com selos brancos e assinaturas, das universidades das ex-colónias que se venderam no Rossio no período da descolonização.
Nada é novo, excepto a generalização do fenómeno, demonstrando que a mentira compensa sempre os medíocres.
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Fraude e moralidade!!!
Marvica01 (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 11:03 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
Esta noticia vem confirmar que neste nosso - e por vezes triste - país a fraude continua a compensar! Esta lamentável realidade apenas nos pode fazer cair na conta de que de facto é possível ser fraudulento, publicitar a fraude e, finalmente, ser promovido por ela. É profundamente confrangedor que tudo isto seja tão conhecido e os responsáveis académicos - desde logo os professores - não tomem a consciência de que é necessário identificar os fraudulentos e, para além disso, puni-los severamente, de modo a que demovam outros de de dedicarem a estas práticas.
Recentemente um bom professor - um dos de bom tempo que tem conhecimento e lê realmente os trabalhos dos seus mestrandos - detectou plágio de vários parágrafos que um aluno havia retirado da Internet e logo fez saber que pela parte que lhe dizia respeito estava excluído da sua cadeira, enviando de seguida o seu processo para os órgãos pedagógicos da universidade. Só assim é possível colocar ordem e se pode exigir seriedade e lealdade no trabalho que se está a desenvolver.
Cada vez mais é urgente dar credibilidade ao trabalho académico e valorizar e promover o esforço verdadeiro.
Sim, porque aquilo que mais me faz impressão é que com grande frequência nós assistimos a estes "Xicos espertos" a apregoar a moralidade!!! Bem prega o Frei Tomás......
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    Re: Fraude e moralidade!!!    Ver comentário
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:33 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
Finalmente
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 11:36 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
Alguém diz o que todos já sabiam...

Se já assistiram a uma prestação de provas de mestrado ou doutoramento, sabem bem a palhaçada que aquilo representa.
1º, a tese não passa do desenvolvimento das idéias do professor orientador. Depois, o júri dá a nota ao candidato em função do poder que o orientador tem.
Nada mais.

Pouco ou nada há de inovador nas teses dos mestrandos e doutorandos deste país.
A prestação de provas é apenas uma longa troca de galhardetes e agradecimentos, conforme se goste ou não do orientador.

De resto, pouco vale.
Por alguma razão neste país, um doutoramento é considerado um fim de carreira, enquanto nas universidades "lá fora" é apenas o início.
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    Re: Finalmente    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:14 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
    Re: Finalmente    Ver comentário
forevertheuni (seguir utilizador), 1 ponto , 16:03 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
    Só uma resposta    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:34 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
    Re: Finalmente    Ver comentário
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 23:47 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
    Re: Finalmente    Ver comentário
forevertheuni (seguir utilizador), 1 ponto , 8:55 | Sexta-feira, 7 de Ago de 2009
    Re: Finalmente    Ver comentário
estica (seguir utilizador), 1 ponto , 19:48 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
o nosso país é uma fraude
B l u e S k y (seguir utilizador), 2 pontos , 12:20 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
e o exemplo vem de cima...
Não é assim, Sr. Engenheiro José Sócrates???
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Teses à venda na Net por 1500 euros
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:11 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
Tive um professor, infelismente já falecido que dizia que doutores há muitos sabedoria é que há pouca. Que muitos cursos em muitas Universidades deixam muito a desejar, já todos sabiamos mas este problema era até agora só do conhecimento de alguns e passou a partir deste momento a ser do conhecimento de todos. Trata-se de uma fraude que não é exclusiva do nosso País,mas que se tornou extensiva a toda a Europa e à maior parte do Mundo. Segundo me consta este problema é grave nos cursos das humanidades e praticamente inexisteste nas ciências, pois esses cursos dão emprego e não há ninguém disponivel para fazer tais trabalhos por tão pouco dinheiro, além de serem muito mais difíceis como é óbvio.
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duplo problema!
porradonovosite (seguir utilizador), 1 ponto , 10:10 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
Isto levanta peo menos dois problemas graves para o país:

Primeiro, a total incompetência dos professores que são incapazes de detectar a fraude. Então para que serve a avaliação? Como sei como as coisas funcionam em Portugal e lá fora, há muitos anos que sei que as avaliações em portugal são UMA FRAUDE. Casos destes só vêm confirmar a minha suspeita: provavelmente, os professores nem lêm as teses e os alunos são avaliados «pela cara». Se houvesse uma avaliação séria do trabalho do aluno as fraudes seriam apanhadas.

Segundo, e não menos importante, é a questão ética: Estes são os políticos, os directores e os jornalistas do futuro. Compram teses, prostituem-se na internet, copiam nos exames.. e este pessoal safa-se! É este pessoal que vai liderar este país e continuar a tradição de fraude e corrupção de que todos somos vítimas. Será isto uma élite? Ou será a fina flôr do entulho?
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    Re: duplo problema!    Ver comentário
userEX141019 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:10 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
    Re: duplo problema!    Ver comentário
Nanquim (seguir utilizador), 1 ponto , 1:08 | Domingo, 9 de Ago de 2009
Infelizmente, não surprende
LeggoScrivo (seguir utilizador), 1 ponto , 10:49 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
O ensino e educação Portuguesas, são no seu geral consideradas "fracas" internacionalmente. A raíz do problema começa logo na escola primária onde a exigência é nula, e, a política do "relaxe", é mantida até se atingir a Universidade.

Depois, à boa maneira Portuguesa, oportunistas tentam ganhar dinheiro à custa da "incapacidade e dificuldade" sentidas por muitos, devido ao fraco sistema educacional, quase nada exigente. Professores não se apercebem da fraude e alunos gozam com isto tudo...

São teses de mestrado, mas se houvessem exames na primária, seriam esses mesmos exames...
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    Re: Infelizmente, não surprende    Ver comentário
Marvica01 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:24 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
    Re: Infelizmente, não surprende    Ver comentário
MarioResina (seguir utilizador), 1 ponto , 15:48 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
    Re: Infelizmente, não surprende    Ver comentário
LeggoScrivo (seguir utilizador), 1 ponto , 21:36 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
República dos Doutores...
MUNDO CLEPTOMANÍACO (seguir utilizador), 1 ponto , 11:17 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
Este Portugal sempre foi e há-de ser uma República de Doutores. Até os licenciados se auto-intitulam de "DOUTORES".
Trabalhei com um alemão aqui em Portugal que, a determinada altura, chamou-se a ele próprio "DOUTOR".
Perguntei-lhe por que razão, inesperadamente, ele se auto-intitulava de "DOUTOR" e respondeu-me: "Oh pá, todos os portugueses que têm o bacharelato ou licenciatura, se auto-intitulam de "DOUTORES", eu acho que também tenho esse direito e até sou "MESTRADO".
Eu respondi-lhe: " então também vou passar a ser "DOUTOR" por que tenho uma licenciatura em contabilidade e finanças por uma universidade sul-africana...
Mas na África do Sul nem os doutorados são chamados pelo seu título. " My name is "JACK". É assim que se apresentam e são tratados... Outros povos outras gentes...
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O plágio é muito comum em Portugal
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 11:51 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
Quando vim para cá, notei que os portugueses sentiam uma grande necessidade de copiar os brasileiros, tanto a nível musical como a nível da publicidade, por exemplo (hoje em dia, tanta cópia levou a que o país também se parecesse mais com o Brasil na violência e na pobreza). Os portugueses do interior, das aldeias, os que ainda conservam a autenticidade da sua cultura, esses não precisavam de copiar nada. Portugal tinha uma cultura belíssima, mas alguém decidiu que se o país estava atrasado era por causa dessa mesma cultura. Os portugueses tentaram destruí-la, porque não gostavam de si mesmos, daí a necessidade permanente de copiarem outros povos que, diga-se de passagem, alguns até nem servem de exemplo para ninguém.

O mesmo se passa nas Universidades. Vim transferido da Universidade de São Paulo para a Universidade do Porto e fiquei espantado com a existência de alunos, em pleno Ensino Superior, que pagavam a pessoas de fora para realizarem os seus trabalhos. Uma autêntica vergonha!

Infelizmente, nasci num país com grande fama de corrupto, mas o que presenciei em Portugal, no Ensino Superior, nunca presenciei no Brasil ...
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    Também existe no Brasil...    Ver comentário
filipe@rio (seguir utilizador), 1 ponto , 12:32 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
    Acredito que sim ...    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 16:17 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
    Re: O plágio é muito comum em Portugal    Ver comentário
Nanquim (seguir utilizador), 1 ponto , 1:34 | Domingo, 9 de Ago de 2009
A mentira tem sempre perna curta.
filipe@rio (seguir utilizador), 1 ponto , 12:34 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
Trabalhos plagiados ou "encomendados" não sustentam carreiras académicas e profissionais.
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    Re: A mentira tem sempre perna curta.    Ver comentário
vera_paisano (seguir utilizador), 1 ponto , 7:24 | Sexta-feira, 7 de Ago de 2009
Nada mais normal
JJFF (seguir utilizador), 1 ponto , 12:36 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
Depois do que se soube acerca da licenciatura do Sr. Eng.º S...
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sempre existiu
forevertheuni (seguir utilizador), 1 ponto , 13:12 | Quinta-feira, 6 de Ago de 2009
Infelizmente sempre existiu, vai sempre existir. E não, não é só em Portugal, como temos o hábito de dizer.
Eu sempre preferi ter um 17 MEU do que como muitos, um 19 a copiar. Mas isso cada qual é como cada um.
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