12/02/2012 atualizado às 23:48
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Tanto faz

Os juízes do caso Casa Pia não entregam o acórdão da sentença aos arguidos. Esperem mais cinco dias. Chega ao dia e mais desculpas. E isto vindo de  quem tem o rigor como a sua principal obrigação. É como se o mundo acabasse nas suas secretária.

Daniel Oliveira (www.arrastao.org)
9:00 Quinta feira, 9 de setembro de 2010

O Mundo pode desabar que a maioria dos nossos juízes continuará imperturbável. Três juízes tiveram nas mãos, durante seis anos, o mais mediático dos casos que a justiça portuguesa já julgou. O assunto é sensível e acende paixões. As repercussões politicas, legislativas e mediáticas foram as que se conhecem. O julgamento demorou o tempo infinito que se sabe. Mas nada perturba a modorra em que vive justiça portuguesa.

Desde Fevereiro de 2009 que tudo o que tinha de ser dito em audiência foi dito. Depois foi esperar. A leitura seria a 5 de Agosto, depois de um adiamento em Julho. Mas foi de novo adiada para 3 de Setembro, que era preciso ainda mais tempo "para escrever o acórdão, que imediatamente a seguir à sua leitura tem de estar pronto e corrigido para ser depositado na secretaria do tribunal e consultado pelas partes" .

Para espanto de todos, os arguidos, os advogados e o País conheceram as condenações e as penas mas ficaram no escuro quanto à sua fundamentação. Porque o Mundo não pára quando um juiz assim o decreta, o debate sobre a sentença aqueceu. Mas um acórdão que já tinha de estar escrito antes da sua leitura não podia ser entregue. Era preciso rever o que tinha sido apresentado apenas a 3 de Setembro porque tinha de ser revisto e, para além do mais, a coisa ainda não estava assinada.

Como se tratava de uma sexta-feira, seria entregue na próxima segunda-feira? Claro que não. Na quarta, que não há razões para pressas. Porquê? Ninguém sabe ao certo quanto dias são necessários para rever o que já tinha de estar revisto. Esperamos então até quarta. É que em nenhuma sentença os seus fundamentos são um pormenor. São, na realidade, o que mais conta para o escrutínio público a que os tribunais devem estar sujeitos. Ainda mais num caso como estes.

Chega a quarta-feira e nada. Explica o Conselho Superior da Magistratura: os nomes das vítimas têm de ser apagados , coisa de que, supomos, ninguém se terá lembrado nem na segunda, nem na terça. Até que se fica a saber que o advogados foram ao tribunal e voltaram de mãos a abanar. Também não o receberam ontem. E como esses recebem o acórdão original, a desculpa é outra: um "problema informático" , esse álibi moderno para todas as incompetências.

Fosse mal intencionado e diria que afinal a dúvida do advogado Ricardo Sá Fernandes tinha pertinência: os fundamentos não estariam ainda escritos? Se assim fosse, seria de uma enorme gravidade. Porque as penas resultam de fundamentos e não o oposto. Porque não se podem fazer acertos conforme as reacções a uma sentença. Porque o caso é grave e quando se decide da liberdade dos outros não se improvisa.

Como todo eu sou boa vontade parece-me que a coisa é mais simples. A verdade é que nada perturba a nossa justiça. Ela é bem cega, mas é paralítica. Como não existe Mundo para além da secretária de um juíz, não se incomoda em exibir o seu laxismo. Nem mesmo quando, tratando-se de um caso que toda a gente está a acompanhar, é a sua imagem que se degrada aos olhos de todos. Tanto faz.

A entrega aos condenados dos fundamentos para uma sentença que lhes tira a liberdade com uma semana de atraso não é apenas um pormenor técnico. Não é apenas "papelada". A credibilidade da justiça depende do rigor absoluto dos seus procedimentos. Se nem mesmo quando todos estamos a olhar a coisa mais simples é feita com o mínimo de profissionalismo temos todas as razões para ficarmos assustados. É deste improviso que depende a nossa liberdade e a nossa segurança? Que medo.

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As vitimas dos pedófilos esperaram 8 anos
águiadois (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 9:18 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Daniel Oliveira, ideólogo do Bloco na má lingua,está em acesa campanha pública pela descredibilização do Tribunal que condenou á cadeia os arguidos da Casa Pia.Mas espremidos os argumentos que utiliza, percebe-se que não deitam sumo e são aquela "palha",onde se escreve muito e se diz muito pouco.
Como agora, mesmo não estando ninguém preso-o chimfrim que faz por ainda não ter as duas mil páginas da sentença em cima do nariz.
DO esquece-se das vítimas,nunca fala delas.Oito anos de espera e nunca se ouviu DO protestar por isso. .
 
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    Re: As vitimas dos pedófilos esperaram 8 anos    Ver comentário
tocaafalar (seguir utilizador), 2 pontos , 19:01 | Sexta feira, 10 de setembro de 2010
    Re: As vitimas dos pedófilos esperaram 8 anos    Ver comentário
Samm (seguir utilizador), 1 ponto , 10:23 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
    DO ´quer absolver os condenados    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 11:21 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
    Re: As vitimas dos pedófilos esperaram 8 anos    Ver comentário
Francisco-Lx (seguir utilizador), 1 ponto , 11:11 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
    O excesso de zêlo    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 11:53 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
    Re: O excesso de zêlo    Ver comentário
sacristão (seguir utilizador), 1 ponto , 15:11 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
    Re: As vitimas dos pedófilos esperaram 8 anos    Ver comentário
socrates_lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 16:32 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Incomodados (I)
CãodaRosa (seguir utilizador), 2 pontos , 10:18 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
A principal consequência da leitura da sentença condenatória do processo Casa Pia, foram as revelações de alguns dos acérrimos defensores dos arguidos, que se servem de todos os argumentos, sejam eles quais forem, para lançar suspeições sobre o Tribunal que os julgou. Seria interessante saber a sua opinião se a decisão tivesse sido absolutória, com ou sem fundamento, sem ou com prova produzida. Utilizaram tudo para denegrir o Tribunal e a Justiça, chamando até à colação um processo belga, o julgamento de Marc Dutroux concluíndo que este foi julgado em menos de mês e meio em 2004, omitiram que o homicida e abusador sexual belga havia sido detido em 1996, cerca de 7 ou 8 anos antes. Para as vítimas, nem uma palavra ou poucas e este colunista do Expresso, foi um dos que aproveitou o tempo de antena para exprimir, sem conhecer o acórdão, as suas certezas contra a sentença proferida. Neste escrito continua a ser parte, quando se lhe exigia imparcialidade, ou seja, do lado dos juízes tudo está mal, o advogado de um dos arguidos esse sim é capaz de ter razão nas dúvidas que desbragadamente colocou ao Tribunal nas alegações de rua habituais por parte de quem, digo eu sem ofensa, sente que algo lhe está a fugir. O coro de "atacantes" da Justiça, não a quer porque ela só é boa se decidir de acordo com os nossos interesses, mas confundir as pessoas é grave e é o que tem feito. Falam das vítimas como se fossem culpados, omitem as alterações penais que reduziram o número de crimes e ...
 
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    Re: Incomodados (I)    Ver comentário
socrates_lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 16:52 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
    Re: Incomodados (I)    Ver comentário
CãodaRosa (seguir utilizador), 2 pontos , 21:45 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
    Re: Incomodados (I)    Ver comentário
socrates_lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 23:16 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Caça às bruxas
Colaborador (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 10:47 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
O que interessa é se se está contra ou a favor. O conteúdo do que se escreve não interessa nada. Se alguém escreve ou diz alguma coisa que não bata certo com a alcateia, no fundo está a proteger os pedófilos. Como é perigosa a multidão.
 
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lumogo (seguir utilizador), 2 pontos , 12:21 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
    Re: Caça às bruxas    Ver comentário
George Rupp (seguir utilizador), 1 ponto , 13:12 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
    Re: Caça às bruxas    Ver comentário
socrates_lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 16:45 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Por acaso, tanto faz mesmo
AvôMetralha (seguir utilizador), 2 pontos , 10:56 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Esse é um argumento cheio de nada e o daniel sabe-o perfeitamente (e se não sabe, devia saber). Os prazos de recurso só se contam a partir do depósito da sentença (e não do "acordão da sentença", que é algo que não existe) e os arguidos não são absolutamente nada prejudicados pelo atraso do mesmo (antes pelo contrário, sempre são mais uns diazinhos que ganham).
O Daniel Oliveira é um indivíduo inteligente e que escreve bem. Habitualmente argumenta de modo consistente e feliz, mesmo que a sua posição não seja moderada. Porém, neste processo em particular, optou pela folclórica posição de defesa dos arguidos contra uma monstruosa inépcia dos juízes que, segundo ele, terão sido os únicos ou principais responsáveis pelo arrastar do julgamento e, pior ainda, se deixaram influenciar pela "pressão mediática". Haja dó! Nem os juízes são tão ineptos (a simples entrada na carreira é precedida, em regra, de um concurso a que, anualmente, concorrem milhares de licenciados em Direito e só entram os 100 melhores classificados), nem (bastou acompanhar os incidentes do julgamento) foram os principais responsáveis pelo seu arrastamento (que, de resto, repito, beneficia, exclusivamente, os arguidos). Quanto à pressão mediática, peço desculpa mas não vejo pressão mediática maior do que a de opinion makers como o DO e muitos outros a zurrar bem alto pela absolvição!!!!!
Os juízes demoram uma semana a fazer o depósito da sentença? So what?
 
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Tanto faz
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:26 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Isto não passa de desculpa de mau pagador. Quem assistiu a entrevistas antes da leitura da Sentença por alguns dos agora condenados já tinha percebido que ia haver condenações e eles estavam à espera do óbvio. Por isso leva-me a crer que eles melhor do que ninguém tinham sido confrontados com as provas dos factos. Fazem o papel do afogado que perante a iminência continuam a esbracejar, mas isso só contribui para ir ao fundo mais rápido. De uma vez por todas vamos lá ver se nos entendemos. A Justiça em Portugal condena muito pouca gente ou praticamente nenhuma, a não ser a ralé e para tal basta ir às cadeias para contactar o óbvio. Em caso de duvida é preferivel soltar um criminoso do que prender um inocente, é assim o princípio do direito. Não me venham a tentar deitar areia para os olhos fazendo crer que os Juizes que presidiram ao colectivo acabaram de saír do Júlio de Matos. Isto não passa de uma tentativa para distraír a opinião pública discutindo o sexo dos anjos, mas o que que está em causa é o abuso que foi feito às crianças da Casa Pia. Todos ficamos com a sensação de que não foi mostrado mais do que a ponta do aicebergue.
 
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Diog0 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:10 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
E AS VITIMAS?
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 12:09 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Este atraso só PREJUDICA alguém na imaginação de alguns sistematicamente desinformados e bastante dados a dar opiniões sobre o que não fazem a mínima ideia. Trata-se de mais um exemplo muito português ou seja a arrogância dos ignorantes é efectivamente um desporto nacionaL. Para os que não saibam os prazos para os legítimos recursos só contam após a notificação e divulgação da sentença. Este facto decorre da lei e não é uma atoarda gratuita e pró pedofilia como alguns dos comentários aqui vertidos e apadrinhados pelo ilustre colunista. Deste folhetim de fim de verão vejo que Daniel Oliveira anda eufórico com o tema Casa Pia. Provavelmente conta ver no rol de possíveis pedófilos alguns dos seus amigos e inimigos de estimação. A sua preocupação formal é totalmente gratuita e o que pretende é juntar-se ao coro que histericamente visa a confusão e acima de tudo a descredibilização. Porque será de Daniel esta do lado dos pedófilos? O que o leva a não reconhecer qualquer razão de queixa ás vítimas? A palavra vitima não faz parte do léxico do Daniel o que se pensarmos bem faz jus á sua formação e estrutura ideológica… milhões foram ás vitimas das teses socialistas utópicas que mereceram a sua devoção e sobre elas nem uma palavra, nem nenhum sinal de arrependimento. Foi o progresso dizem eles!
 
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VISCOPE (seguir utilizador), 1 ponto , 13:29 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
    Re: E AS VITIMAS?    Ver comentário
socrates_lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 17:02 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Incomodados (II)
CãodaRosa (seguir utilizador), 2 pontos , 12:16 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
... não denunciam quem esteve por detrás da célebre implantação do nº 3, do Artigo 30º, do Código Penal, que pelos vistos é órfão de pai, mãe e padrasto, ou seja, ninguém assume a paternidade da frase: "salvo tratando-se da mesma vítima." que a Lei nº 59/2007, de 4 de Setembro, acrescentou à redacção do artigo. Interessante é que desta alteração aproveitaram-se os arguidos do processo Casa Pia, para verem reduzidos o número de crimes, e decorridos 3 anos, menos um dia, precisamente no dia 3 de Setembro de 2010, é publicada a Lei nº 40/2010, que no seu Art. 4º, altera o Art. 30º, nº 3, do CP e retira-lhe a excrescência, voltando a ter a seguinte redacção: "3-O disposto no número anterior não abrange os crimes praticados contra bens eminentemente pessoais." Curiosa coincidência, precisamente no dia em que foi lida a súmula da polémica, voltou tudo ao que era dantes. O excerto de um acórdão antes da "casapiana" revisão de 2007, efectuada sob a égide da UMRP, rezava asssim: "Incorre na prática de 3 crimes da previsão do artigo 172 n.2 do Código Penal o arguido que, no interior do automóvel que conduzia, manteve relações sexuais de cópula com uma criança de 12 anos de idade, em 3 fins de semana consecutivos ...". Ora, estas manobras não podem ser ignoradas por quem participa na discussão do tema. Porque entendo que vale mais absolver um culpado do que condenar um inocente, tendo de acreditar que o Tribunal fez o seu trabalho respeitando os princípios. O articulista coloca-se ...
 
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Bucephalus (seguir utilizador), 1 ponto , 12:26 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Daniel Oliveira
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:21 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Como o compreendo, se vivêssemos numa era bloquista nem eram precisos papeis, entende?
 
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Concordo com Daniel Oliveira
O abreu dá cá o meu (seguir utilizador), 1 ponto , 10:54 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Os partidários da justiça de rua mostram aqui uma violência nos termos, alguns chegam mesmo a ofender o jornalista que escreve a sua opinião e coloca dúvidas quanto ao julgamento. Esta gente, que os dias os jornais permitem vomitar ódio escrito, pouco se importam com a seriedade e com o rigor da justiça, acobardando-se sempre no anonimato na defesa de convicções perigosas. Daniel Oliveira tece uma critica muito pertinente, pois o rigor da justiça deve ser uma constante nos tribunais, e por muito que os ofendidos sofram e tenham sofrido, o tribunal teria que provar que aqueles arguidos foram culpados. E pelo que parece, apesar destes anos todos, a sentença está longe de conter tais provas.
 
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Admitamos que não estava escrito!
Francisco-Lx (seguir utilizador), 1 ponto , 10:58 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Você perturba-me DO. Sempre apreciei os seus escritos e opiniões mas desta vez não percebo porque resolveu (com todos os seus amigos do Eixo do Mal) tomar partido pela parte mais forte. Não acha que eles já sabem muito bem defender-se? Mas, admitamos que não estava escrito (entenda-se "pensado", "preparado", "elaborado", "concluído"...), você acha que ao fim de tantos anos de trabalho no processo, estes juízes não seriam capazes de produzir uma súmula do acordão? Sim, porque se o que lhe faz tanta falta é o acordão "escrito-em-papel-pronto-a-entregar" acho de todo irrelevante. Nunca fez uma súmula das suas ideias antes de produzir um documento em "papel-pronto-a-entregar"? Para aquilo que é verdadeiramente importante, o que seria grave era se a súmula não fosse o resumo claro e preciso do acordão que entregam hoje. Mas isso só pode ser avaliado quando tiver estudado as milhares de páginas do acordão. Agora ainda não.
 
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E diz que não é mal intencionado!
Grunf (seguir utilizador), 1 ponto , 11:03 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Compreende-se a impaciência deste fulano!
É que em 2.000 páginas de acórdão vai encontrar muitas virgulas fora do sítio que lhe vão servir de pretexto para botar mais opiniões destinadas à campanha para a absolvição dos pedófilos no tribunal da Relação.

 
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E as vítimas DO?
rafaelas (seguir utilizador), 1 ponto , 11:29 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Do esquece-se das vítimas. As vítimas foram abusadas e em vez de acusarem aqueles que os violaram, alguns com bastante violência ao ponto de terem de usar fraldas para fazerem as necessidades, acusam estes senhores que são altamente prestigiados, gente fina e poderosa que assim são incomodados.
É esta a mensagem de DO.
 
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Novela Casa Pia
Nuno.Miguel (seguir utilizador), 1 ponto , 11:41 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Concordo inteiramente com o artigo de DO, este caso demonstra um laxismo aterrorizador por mais complexo que possa ser o caso Casa Pia.

A leitura da Sentença foi caricata já que os arguidos ainda hoje não tem conhecimento dos fundamentos de condenação, a interpelação do Dr. Sá Fernandes foi provocadora, incorrecta com o colectivo de Juízes mas esta demora vem demonstrar que provavelmente tinha algum fundamento a questão suscitada.

Penso que qualquer cidadão fica intrigado que um caso desta relevância tenha demorado quase 6 anos em tribunal e após diversos adiamentos da leitura da sentença, quando esta é feita o acórdão não foi entregue aos arguidos no momento que deveria ter sido entregue.

A justiça Portuguesa é lenta, injusta e pouco credível. Chega a ser assustador certos pormenores deste julgamento como por exemplo a alteração dos factos de pronuncia após 5 anos de julgamento, algo que nunca foi explicado com transparência.
 
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Caro DO
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 11:46 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Não te ponhas a pau e daqui a uns dias estás dado como pedófilo...
A alcateia anda esfomeada – o inverno foi longo e finalmente conseguiram deitar os dentes num “cão grande”. Que a Justiça seja aplicada em cima do joelho, apressada e tremida, não lhes interessa – eles, como os nossos antepassados nos “autos de fé”, querem é vê-los a berrar na fogueira...
E é claro que eles não percebem que o que aqui está em jogo não são os condenados, ou as vítimas, e ai de quem levante alguma dúvida sobre todo o processo. São estes, os mesmos que se indignam com a justiça iraniana por condenar à lapidação as “adúlteras”, falando exaltados da barbárie dos outros...
Uma tristeza de povo!
 
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    Re: Caro DO    Ver comentário
oqnco (seguir utilizador), 1 ponto , 11:32 | Sábado, 11 de setembro de 2010
    Re: Caro DO    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 17:14 | Sábado, 11 de setembro de 2010
Por vezes fico assim....
Bucephalus (seguir utilizador), 1 ponto , 12:15 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Fico admirado, por gente inteligente, aparentemente, não conseguir perceber o óbvio. E não começem já a bater palmas, não. Não me estou a referir ao DO.

Como é possível defender a actuação da policia e do tribunal neste caso. Não se trata agora de saber se o CC é ou não pedófilo, trata-se de avaliar se foi feita a prova que devia ter sido feita e se foi tomada uma decisão justa e fundamentada. Até hoje, tudo duvidoso em cima do joelho, isto após 8 anos...

Já agora por onde anda o Carlos Mota, o famoso secretário de CC desaparecido da face da terra, terá ido para Marte?

Porque razão não se empenhou a policia na captura deste individuo? Este sim poderia ajudar muito a calarificar este caso....mas não fugiu e ...surpresa...não se encontra....
 
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