A relação entre uma das procuradoras responsáveis pela investigação e o responsável pela empresa que fez as perícias para o Ministério Público volta a trazer o caso dos submarinos para o centro da polémica. A informação é avançada pela SIC
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Em causa estão questões de ordem legal, mas, sobretudo, de ordem ética e deontológica. O procurador-geral da República diz que desconhece toda a situação, mas que vai investigar.
Um dia depois do começo da fase instrutória do processo, Carla Dias, a procuradora-adjunta do processo, e o responsável pela Inteli, empresa que efetuou as perícias para o Ministério Público, partiram para o estrangeiro.
O regresso a Portugal fez-se a 2 Maio, dois dias antes da segunda audiência de instrução - uma das últimas sessões a que a procuradora-adjunta assistiu.
Foi por esta altura que vários intervenientes no processo tomaram conhecimento da relação entre a magistrada do Ministério Público e o presidente da Inteli. Relação que já durava desde Outubro de 2008, quando os processos dos submarinos estavam em plena fase de inquérito.
O Ministério Público mantém até hoje os peritos da Inteli indicados e pagos por José Rui Felizardo no processo. A hierarquia não afastou a procuradora-adjunta do processo por não encontrar nenhum impedimento legal. Mas esta relação pode levantar dúvidas de ordem ética e deontológica.
A independência da Inteli tem sido posta em causa em todas as sessões da fase instrutória pelo facto da empresa ter trabalhado para quase todos os intervenientes do processo.