24/05/2012 atualizado às 1:52
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Síria: ataques deixam pelo menos 217 mortos em Homs

Um projeto de resolução que condena a repressão do regime de Bashar al-Assad deverá ser votado hoje pelo Conselho de Segurança da ONU. (Vídeo SIC no fim do texto) Clique para visitar o dossiê Revoltas no Magrebe e no Médio Oriente

8:57 Sábado, 4 de fevereiro de 2012
Militantes da oposição síria bloqueiam uma estrada em Damasco durante um protesto contra a violência perpetrada em Homs
Militantes da oposição síria bloqueiam uma estrada em Damasco durante um protesto contra a violência perpetrada em Homs
Stringer/Reuters

Grupos de Direitos Humanos como o Observatório Sírio dos Direitos do Homem (OSDH) atualizou para 217 mortos e centenas de feridos o números de vítimas dos tiros de morteiros disparados na cidade de Homs, no centro da Síria, noticia a AFP.

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Imagens das cadeias televisivas árabes de informação Al-Arabiya e Al-Jazeera mostram dezenas de corpos sem vida no solo.

O regime sírio afirmou hoje que a morte de civis em Homs foi perpetrada por homens armados, revelou a agência oficial Sana.

"Os civis que os canais de televisão mostraram são cidadãos que foram sequestrados e mortos por homens armados", acrescenta a agência.

Os 15 países do Conselho de Segurança da ONU devem votar hoje um projeto de resolução que condena a repressão do regime de Bashar al-Assad. A reunião tem início marcado para as 9h em Nova Iorque (14h em Lisboa).

Rússia: "O projeto não nos convém nada"


O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, declarou que submeter hoje, ao Conselho de Segurança, o projeto de resolução sobre a Síria apoiado pelos ocidentais, provocaria um "escândalo".

"O projeto não nos convém nada", declarou Lavrov numa entrevista à televisão russa Rossia, adiantando que "se (os Estados Unidos) ainda querem um escândalo no Conselho de Segurança, não se pode dete-los".  Lavrov sublinhou que enviou à secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, as alterações desejadas por Moscovo.

"Não há qualquer razão para ninguém duvidar da boa fundamentação e da objetividade das alterações. Espero que a razão triunfe sobre a avaliação tendenciosa", referiu. "Espero que (o projeto) não seja submetido a votação", disse. 

Transição de poderes posta de lado


Apesar de 10 meses de violência, dos quais resultaram mais de 6.000 mortos, segundo militantes da oposição síria, o Conselho foi incapaz até agora de adotar uma resolução sobre a Síria. Um texto precedente foi bloqueado em outubro último por um veto russo e chinês.

Segundo diplomatas, os 15 países vão pronunciar-se sobre um texto concluído na quinta-feira e que "apoia plenamente" as decisões tomadas pela Liga Árabe em janeiro para assegurar uma transição para a democracia na Síria.

Mas, os pormenores da transição, em particular a transferência de poderes do presidente sírio, Bachar al-Assad, para o vice-presidente, foram deixados de lado para não contrariar Moscovo.

Protestos em Washington e Londres


Dezenas de pessoas protestaram hoje em frente da embaixada da Síria em Washington contra a repressão aplicada pelas autoridades policiais do país e que nas últimas horas provocaram a morte a, pelo menos, 217 pessoas.

A poucas horas de uma nova reunião do Conselho de Segurança para discutir uma Resolução sobre a situação no país, confrontos entre a polícia e manifestantes em várias cidades sírias provocaram mais de duas centenas de mortos.

Além de Washington, também em Londres cinco pessoas foram detidas depois de invadirem a embaixada da Síria para protestarem contra as mortes no país.



Lusa
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Nada de novo.
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 12:48 | Sábado, 4 de fevereiro
Dissociar qualquer analise destes sangrentos episódios do renascimento xiita - conforme a imprensa iraniniana lhe chama - só contribui para adensar a incompreensao geral do fenómeno. Na Síria esta já em curso um conflito aberto entre os xiitas e os sunitas. Estes liderados pelos radicais da Irmandade Muçulmana. Na década de oitenta o paizinho de Bashar mandou numa só cidade matar numa singela semana mais de 20 mil sunitas. Na altura estávamos na Guerra Fria e uma certa classe jornalística apoiava incondicionalmente tudo o que fosse anti occidente e Israel. Pouca ou nenhuma divulgação se deu então as revoltas populares de então. O que se esta a verificar hoje mais não e do que mais um episódio de velhas rivalidades. Atrevo-me a dizer que enquanto o Líbano estiver sob a permanente ameaça do Hizbolah e o Irão estiver governado pelos retrógradas dos aiatolas nada, mas mesmo nada será alterado sem a participação do clan dos aluitas.
 
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Com absoluta certeza,
Rio Grande (seguir utilizador), 2 pontos , 14:04 | Sábado, 4 de fevereiro
não há novidades no "front" e é preciso conhecer (com profundidade, que não é o meu caso) a colcha de retalhos que é o Islã, na sua veia política-partidária, para compreender a luta intestina entre facções rivais (pelo menos em teoria) e, principalmente, as muitas facções associadas ao Ocidente, geralmente minorias que governam com punho de ferro. Portanto, continuará chovendo fogo nessas terras. Rio Grande
 
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Mas
Atento_da_Silva (seguir utilizador), 1 ponto , 1:58 | Sábado, 4 de fevereiro
quando é que vai acabar esta carnificina? Por razões muito menos graves foram a correr para Líbia, lançar bombas a torto e a eito, e agora com todo este banho de sangue que está acontecendo, não há sinais da comunidade internacional? Acredito que uma das razões de tal alheamento se deva ao facto de se tratar de um país com recursos naturais a um nível irrelevante.
 
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A passividade do mundo.
héraut (seguir utilizador), 1 ponto , 10:26 | Sábado, 4 de fevereiro
A ONU pouco mais é do que a treta que foi a Sociedade das Nações. Assistimos a isto com a mesma descontracção com que bebemos água. Uma Organização que funciona, ou melhor, que não funciona. Só quando os interesses são comuns, de decidem a tomar qualquer atitude. O Veto de alguns países, não faz o menor sentido. Patético!
 
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