23/02/2012 atualizado às 1:43
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Sim, sou liberal

Henrique Raposo
8:00 Terça feira, 17 de março de 2009

A ignorância é atrevida, e, por isso, muitos lisboetas acham que eu já não posso ser liberal. A crise bancária, dizem estes videntes alfacinhas, deveria forçar todos os liberais a deixar de lado as ideias liberais. Esta opinião - que já ouvi mil vezes - revela que a actual crise está a recauchutar o velho antiliberalismo português. Neste ambiente demagógico, muita gente pensa que pode reduzir o 'liberal' a uma espécie de apêndice engravatado do 'fascista'. Lamento, mas um liberal não é um fascista que veste Armani. E, sim, continuo a ser um liberal à moda antiga.

Esta renovação do antiliberalismo está a produzir uma enorme falácia intelectual, que tem sido repetida até à exaustão por José Sócrates: a crise portuguesa, reza a falácia, foi causada pelo liberalismo; o "neoliberalismo", coitado, é o culpado da desgraça portuguesa. Só há um problema nesta tese neo-socrática: a realidade. Nos últimos 100 anos, nenhum governo português colocou em prática políticas liberais. Perante este facto, a pergunta é óbvia: como é que a culpa da nossa crise pode ser atribuída a algo que nunca existiu em Portugal? Alguém me explica este milagre da lógica?

Meus caros neo-socráticos, a crise no sistema bancário não representa a morte do liberalismo; esta crise determina, isso sim, o desaparecimento de um modo de vida assente no crédito barato. E este modo de vida, vamos lá ver se nos entendemos, foi partilhado por países liberais (EUA, Inglaterra) e por países socialistas (Portugal, França). Ou seja, esta crise foi provocada, em igual medida, pelo liberalismo e pelo socialismo democrático. Mais: o facto de o liberalismo perder vitalidade na "vida virtual" do sistema bancário não determina a falência do liberalismo ao nível da "vida real". Por outras palavras, a crise de Wall Street não significa a crise do liberalismo junto da Main Street. Um exemplo histórico comprova esta asserção: os suecos nacionalizaram - temporariamente - os bancos, mas liberalizaram o código de trabalho e o sistema de ensino.

Portugal deveria olhar para este exemplo nórdico. O nosso Estado, quando necessário, deve intervir na "vida virtual" dos bancos, mas essa intervenção na virtualidade bancária não retira legitimidade à seguinte ideia: Portugal precisa de reformas liberais no código de trabalho e no sistema de ensino. Portugal necessita de liberalismo na "vida real".

Refundar

Viro-me para a esquerda, e apenas oiço o velho esquerdismo tecnocrata. Viro-me para a direita, e apenas oiço a direita da calculadora. Este cerco tecnocrata faz-me lembrar Henrique Paiva Couceiro (1861-1944), tal como foi descrito por Vasco Pulido Valente em "Um Herói Português" (Alêtheia). Paiva Couceiro era um cavaleiro romântico num tempo em que a política já começava a ser coisa de tecnocratas. Aliás, este livro acaba por ser o relato do choque entre o D. Quixote da tresloucada grandeza romântica (Paiva Couceiro) e o tecnocrata da pequenez do défice (Salazar). Hoje, Portugal não precisa de um Paiva Couceiro monárquico e com tiques de D. Sebastião, mas necessita de um Paiva Couceiro 'institucional' com a capacidade para refundar a III República.

Henrique Raposo

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pragmatismo...determinismo e outros ismos
L M O (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 11:31 | Terça feira, 17 de março de 2009
o que os paIses nordicos(manifestamente mais desenvolvidos e cultos), fazem E esta coisa simples de conectar a vida politico/partidaria com a vida mundana.

Os polticos deles souberam em determinado momento da vida o que E um problema, o que E preciso para resolver um problema e apresentar solucoes viaveis em tempo real e finalmente concretizar essa mesma solucao.

Ora bem, em Portugal nada E problematico, num sae apresentam solucoes viaveis nem atempadas e quando se parte para a resolucao de um problema E acima de tudo para determinar um culpado e nao para o resolver no concreto.

Temos politicos feitos na politica, que se fossem para uma empresa privada assumir funcoes de chefia seriam os melhores a resolver os problemas que eles proprios criaram
 
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    Re: pragmatismo...determinismo e outros ismos    Ver comentário
david77 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:24 | Terça feira, 17 de março de 2009
    sindicalismo    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 7:42 | Quarta feira, 18 de março de 2009
Ou seja,
Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 9:36 | Terça feira, 17 de março de 2009
a esquerda e os esquerdistas todos é que têm culpa.

Principalmente o Sócrates (claro!).

O vosso problema sempre foi a vossa perspectiva bastante limitada sobre a vida. Por exemplo, porque é que falam no "liberalismo" como se tal conceito apenas dissesse respeito à vertente económica? Então onde é que está o liberalismo social? Porque é que ignoram essa componente? Porquê esse autismo?

Uma sociedade que não evolua no aspecto social, não pode evoluir no resto. O tal liberalismo económico de que fala, levou exactamente ao contrário... Ao fascismo económico. Porquê? Porque a elite, a cuja auto-gestão foi delegada toda a vida, é composta por seres humanos como todos os outros. Apesar de viverem bem, de falarem bem, do seu estatuto e de andarem vestidos com fatos de 5000 euros, são também gananciosos, irresponsáveis e egocêntricos.

De facto, num certo aspecto concordo consigo... O liberalismo económico nunca aconteceu, porque estava defeituoso por concepção. A culpa não é da esquerda nem do Sócrates, mas sim de todo o sistema pôdre em que vivemos há milhares de anos (e que teimosamente sustentamos).

O liberalismo é para todos. Não foi isso que aconteceu. Concentrar todo o capital numa elite não é liberalismo, é exactamente o contrário e ao deixar o Estado de fora, marginalizou-se 95% da população do Planeta. Isto é liberalismo? Se é, então o regime Nazi foi o mais democrático da História.

A resposta do ocidente da direita monárquica ao comunismo (que concentrou o capital no Estado Público), foi concentrar o capital no Estado Privado... De que é que estavam à espera? É claro que nada de bom saíria disto.
 
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O fulcro da problemática
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 10:53 | Terça feira, 17 de março de 2009
Talvez não fosse má ideia o articulista definir, à cabeça, o que entende exactamente por liberalismo e por liberal.
Existe grande confusão acerca desses conceitos e é aí que reside o fulcro de grande parte da problemática...
 
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    Re: O fulcro da problemática    Ver comentário
david77 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:22 | Terça feira, 17 de março de 2009
    Libertário    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 7:34 | Quarta feira, 18 de março de 2009
    Re: Libertário    Ver comentário
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 14:13 | Quarta feira, 18 de março de 2009
    Procissão do partido    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 15:40 | Quarta feira, 18 de março de 2009
    Re: Procissão do partido    Ver comentário
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 16:58 | Quarta feira, 18 de março de 2009
Sim, somos Liberais…
kcorreia (seguir utilizador), 1 ponto , 12:13 | Terça feira, 17 de março de 2009

E sim, somos Liberais…
Eu, não uma fascista que veste Prada, mas uma liberal de calças de ganga ( nem me interessa a marca)…
Ao contrário do que muitos anunciam, a morte do liberalismo não está para breve.
A crise actual deve-se à falta de regulação adequada dos mercados de crédito e de derivativos, e ao longo período de juros baixos…Sem duvida que deveria ter havido mais regulação e isso nem sequer é incompatível com o modelo liberal mesmo Friedman defendia o controlo total nas questões financeiras…ele que também foi testemunha do desastre de 1929.
Mesmo que a crise tenha que ser atenuada com a intervenção do Estado o liberalismo continuará bem vivo, porque corrigir excessos e erros é bem mais fácil e mais produtivo do que adoptar políticas intervencionistas condenadas ao fracasso, como mostram as experiências “bem sucedidas” de vários países latino-americanos. Por isso, para quem não gosta…vão ter que continuar a engolir o liberalismo.
 
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    Compreensão    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 8:44 | Quarta feira, 18 de março de 2009
    Também posso ser liberal?    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 0 pontos , 7:51 | Quarta feira, 18 de março de 2009
A propósito de refundação...
Pedro Lemos (seguir utilizador), 1 ponto , 12:15 | Terça feira, 17 de março de 2009
Tem razão Henrique Raposo quando defende a necessidade de refundar.
É óbvio que a crescente incapacidade do Estado no que respeita ao exercício das suas funções essenciais (segurança, justiça, educação, cultura, saúde) obriga qualquer cidadão responsável e preocupado com o bem geral dos portugueses a pensar na necessidade de refundar o próprio Estado...
Não sei se haverá capacidade para refundar esta III República...Tenho cada vez mais dúvidas.
Agora do que não duvido é que se torna urgente refundar este Estado. Por razões de ordem cívica e patriótica.
 
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    refundir, refazer...    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 7:59 | Quarta feira, 18 de março de 2009
Sim, sou Liberal...
kcorreia (seguir utilizador), 1 ponto , 12:15 | Terça feira, 17 de março de 2009
Resposta para o comentador da “ Treta”
“ O vosso problema sempre foi a vossa perspectiva bastante limitada sobre a vida. Por exemplo, porque é que falam no "liberalismo" como se tal conceito apenas dissesse respeito à vertente económica? Então onde é que está o liberalismo social? Porque é que ignoram essa componente? Porquê esse autismo?”
O liberalismo não diz só respeito à vertente económica!
Alguns dos princípios básicos do liberalismo nos quais acredito…

  -Direitos Humanos - o comprometimento com os direitos humanos está acima de tudo. Entre os direitos humanos fundamentais estão o direito à dignidade humana, à vida, o direito à liberdade física, de religião, de credo, de expressão.
-Igualdade - todos os liberais concordarão em que igualdade significa que não pode haver discriminação. Os liberais defendem direitos iguais para todos, e isso significa que todos tenham as mesmas oportunidades - para isso, deve-se dar ênfase à melhoria da educação.
Ter as mesmas oportunidades significa, por exemplo: se um indivíduo tem direito a tratamento diferenciado porque tem problemas na aprendizagem, um indivíduo sobredotado tem também direito a tratamento diferenciado.
-Estado de Direito - o respeito aos Direitos Humanos está ligado ao respeito ao Estado de Direito. O Estado de Direito é um conjunto de salvaguardas contra o tratamento arbitrário e tirânico das autoridades.

-Liberdade Individual - a base para essas crenças liberais é a importância que os liberais atribuem ao indivíduo e aos seus direitos e responsabilidades. Os liberais acreditam que as pessoas devem decidir por si próprias e não receber imposições. Devem ser livres para seguir a vida que acharem por bem, desde que não limitem a liberdade de outros. Em outras palavras, sua liberdade termina onde começa a liberdade do seu próximo.

-Propriedade Privada e Mercado Livre - os liberais adoptam a ideia de liberdade e direitos individuais também em âmbito económico. Historicamente falando, o conceito de direitos de propriedade foi a verdadeira base da liberdade individual e dos direitos individuais. Em primeiro lugar está o princípio de que as pessoas têm direito à propriedade: roupas, livros, mobiliário, terras, casas, carros, e mesmo ideias, ou a propriedade intelectual.
-Democracia Liberal - estritamente falando, a democracia não é um dos objectivos principais do liberalismo, porém ao se juntar todos os seus objectivos, a democracia torna-se o único sistema político no qual esses valores podem realmente existir. Ou mais precisamente: os liberais acreditam que a democracia liberal é necessária, e não "democracia de partido único", a "democracia popular".
Adicionalmente, na tradição liberal, a compaixão é um valor liberal. Muitos liberais crêem que esse e outros valores seguem-se à crença em direitos humanos fundamentais e liberdade individual. Diferentemente de alguns outros sistemas de crenças políticas, o liberalismo não pretende ser científico, ou que seja medido o quão puro o liberal pode ser. O liberalismo é uma crença muito dinâmica, adaptável e pragmática que oferece soluções para os problemas de hoje. A democracia liberal é a melhor garantia descoberta contra o abuso de poder e da corrupção que o acompanha.

Fonte: instituto Friedrich Naumann
 
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    Temos muito que estudar ainda    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 8:10 | Quarta feira, 18 de março de 2009
    Re: Temos muito que estudar ainda    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 1 ponto , 12:49 | Quarta feira, 18 de março de 2009
    Dar trabalho ao intelecto    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 14:10 | Quarta feira, 18 de março de 2009
    Dar trabalho ao intelecto????    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 0 pontos , 16:25 | Quarta feira, 18 de março de 2009
    Como nao se deve responder    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 16:36 | Quarta feira, 18 de março de 2009
    - Discipuli,nunc tandem lectionem incipimus!    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 1 ponto , 16:10 | Quinta feira, 19 de março de 2009
    Re: - Discipuli,nunc tandem lectionem incipimus!    Ver comentário
THUNDERSSTORM (seguir utilizador), 0 pontos , 17:32 | Quinta feira, 19 de março de 2009
    Re: - Discipuli,nunc tandem lectionem incipimus!    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 2 pontos , 16:42 | Sexta feira, 20 de março de 2009
Os ismos e as utopias
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 13:04 | Quarta feira, 18 de março de 2009
Ser liberal à moda antiga é tão diletante como ser anarquista, ou “ista ou aquila”! São tudo utopias que encantam os espíritos românticos!
Sejamos apenas realistas como o velho Aristóteles. Ricos e pobres sempre os haverão, já diziam os evangelhos e comprova-os a história.
O problema dos tempos pós modernos é cada um teimar nas suas utopias quando o mundo está cada vez mais globalizado e inundado de múltiplas ideias locais, umas velhas outras futuristas. E nada de mal nisso. O que é preciso são ideias!
Mas a sabedoria não é feita apenas pela soma aritmética das ideias! A arte de saber viver à tona do moderno mar profundo da informação global talvez esteja por aprender mas seguramente que não será com ismos, e lirismos que tais, que evitaremos afogar-nos na confusão dos novos tempos.
Não é só a política direita/esquerda que desactualizada. É toda a filosofia de vida, de algibeira e de cartilha, que perdeu o prazo de validade. A sabedoria dos novos tempos já anda por ai, será entre muitas outras coisas também liberal, mas seguramente que não é liberal à moda antiga!
 
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    Liberalismo à moda antiga    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 14:19 | Quarta feira, 18 de março de 2009
    Re: Liberalismo à moda antiga    Ver comentário
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 14:35 | Quarta feira, 18 de março de 2009
    Diz bem: dos iluministas    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 15:59 | Quarta feira, 18 de março de 2009
    Re: Diz bem: dos iluministas    Ver comentário
ajotaef (seguir utilizador), 2 pontos , 16:20 | Quarta feira, 18 de março de 2009
Santa trindade
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 15:31 | Quarta feira, 18 de março de 2009
Estou a ver que a recomendação não funciona para a miopia...
Isso da tríade dos iluministas é assim com a "santa trindade", os três num só?
Diz bem: dos iluministas. Para além da perspectiva histórica, já têm pouco a ver com a época actual. Para esses já demos!
 
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AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 16:03 | Quarta feira, 18 de março de 2009
Seja o que for, não obrigado, pelo s/ liberalismo!
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 17:31 | Quarta feira, 18 de março de 2009
Sem saber o q/entende por “liberalismo”, e sem querer “reduzir o 'liberal' a uma espécie de apêndice engravatado do 'fascista'”, resolvi consultar os seus artigos para perceber se o “seu” conceito de liberalismo (é q/há tantos...) poderiam ser “aceites” por mim... e descobri q/V. apoia o ataque ao “bode-expiatório”/professores (“O actual Governo, por exemplo, não consegue controlar as escolas” - Maioria absoluta?; 29/12/2008), deduzo q/ para si, esse é o grande problema no Ensino. Fiquei a saber q/“O código laboral português, um dos mais arcaicos do mundo, atirou a minha geração para a emigração” (A recessão moral; 13/01/2009), o q/me levou a pensar q/V tem 1 problema geracional (no artigo anterior indignava-se por chamarem à sua geração de “rasca”) mas gerações à parte, a sua foi a q/menos foi “atirada” para emigração, para além de não acreditar q/1 código laboral q/defenda os direitos dos trabalhadores contra o tradicionalismo retrógrado patronal possa incentivar a dita emigração (o argumento q/usa, surpreendentemente, é usado para a “emigração” dos trabalhadores e dos investimentos...). O seu “liberalismo”, pelos vistos (Israel aqui em casa; 20/01/2009), dá para justificar um país ocupante q/exerce represálias sempre q/acha serem as mesmas um “exemplo” para a ignorância do ocupados. Reminiscências coloniais q/pensava não terem sido passadas para a “geração rasca”... bom, não havendo espaço p/mais, concluo: não, obrigado pelo seu “liberalismo”!
 
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    Bem escrito, interessante e divertido    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 8:05 | Quinta feira, 19 de março de 2009
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