O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) admite que os responsáveis das instituições de Ensino Superior estão preocupados com o fenómeno da compra e venda de teses e trabalhos académicos.
"Tenho conversado com outros reitores e sabemos que existem casos desses e também de plágio. É preciso ter consciência de que a fraude existe e agir com sanções exemplares", diz Seabra Santos. Desde logo, a tese é chumbada e o aluno pode arriscar a expulsão da faculdade. "A mancha ética e moral que isso deixa sobre ele, se for apanhado, é dificilmente ultrapassável", considera o presidente do CRUP.
O problema, reconhece, "é que é cada vez mais difícil detectar essas fraudes, nomeadamente o plágio, porque a informação a que os estudantes têm hoje acesso é praticamente infinita". Por isso, as instituições devem apostar na prevenção e apertar as regras no que diz respeito à orientação de teses de mestrado. "Quanto mais regulares forem as reuniões entre os orientadores e os orientandos, mais fácil é combater a fraude", defende.
Para Jorge Ramos do Ó, professor da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, deve mesmo ser imposto um número máximo de orientandos por docente, como já acontece no Reino Unido.
Texto publicado na edição do Expresso de 1 de Agosto de 2009