16/02/2010
17h43 - Durão Barroso deseja "êxito no seu mandato"
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, felicitou hoje Vítor Constâncio pela eleição para a vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE), referindo ser um cargo "que honra Portugal".
José Manuel Durão Barroso enviou a Constâncio "uma mensagem pessoal", em que lhe manifestou os "votos sinceros de parabéns", considerando ter sido escolhido para "um lugar que honra Portugal", disse à Lusa fonte comunitária.
O governador do Banco de Portugal foi nomeado na segunda feira para uma vice-presidência do BCE pelo Eurogrupo, escolha que foi hoje confirmada pelos ministros das Finanças da União Europeia (UE).
O presidente da Comissão Europeia desejou ainda a Constâncio que tenha "êxito no seu mandato", que começa a 01 de junho próximo.
O Parlamento Europeu deverá sancionar a nomeação de Constâncio na próxima sessão plenária e a última etapa é a confirmação pelos chefes de Estado e de Governo da UE na cimeira do próximo mês.
16h54 - Cavaco Silva congratula-se com nomeação de Constâncio
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, congratula-se com a nomeação de Vítor Constâncio para o cargo de vice presidente do Banco Central Europeu, segundo uma nota da presidência da República hoje divulgada.
A nota refere que Cavaco Silva "manifesta a convicção de que a experiência e as qualidades pessoais de Vítor Constâncio muito contribuirão para a prossecução" do processo da integração europeia, que é "garantia da melhoria do bem-estar e da prosperidade de todos os europeus".
O Presidente da República "considera que os importantes desafios que se colocam à União Europeia, designadamente à União Económica e Monetária, exigem uma resposta conjunta e determinada, que não deixe dúvidas quanto ao empenho de todos no continuado sucesso do processo de integração europeia", diz o documento.
16h38 - Eurodeputados do PSD desejam "muito sucesso"
Os eurodeputados do PSD felicitaram hoje, em Bruxelas, a designação de Vitor Constâncio para o cargo de Vice-Governador do Banco Central Europeu, fazendo votos de "muito sucesso".
Regina Bastos, que integra a comissão temporária do Parlamento Europeu sobre a crise económica, congratulou-se, em nome do grupo parlamentar dos sociais democratas, pela eleição de Vítor Constâncio, recordando que esta "contou com o apoio público dos euro deputados do PSD".
Numa declaração escrita, a deputada europeia faz votos de muito sucesso para o ainda governador do Banco de Portugal no exercício das novas funções a partir de 1 de junho próximo, "a bem da Europa e de Portugal".
O PSD é o partido português que mais euro deputados elegeu (oito em 22) para o Parlamento Europeu.
15h15 - PSD congratula-se com nomeação de Vítor Constâncio
O PSD congratulou-se hoje com a escolha de Vítor Constâncio para vice-governador do Banco Central Europeu e espera que o Governo nomeie um sucessor no cargo de governador do Banco de Portugal que "prestigie" a instituição.
Os ministros das Finanças da Zona Euro reunidos em Bruxelas designaram segunda feira à noite Vítor Constâncio para ocupar o lugar de vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) a partir de 1 de junho.
Comentando esta eleição, o vice-presidente da bancada do PSD disse à agência Lusa que "é mais um cargo internacional de prestígio para o qual uma personalidade portuguesa é eleita", lembrando outras nomeações como a de Durão Barroso, na Comissão Europeia e de António Guterres, no Alto-Comissariado para os Refugiados das Nações Unidas (ONU).
Miguel Frasquilho sublinhou que são cargos que "prestigiam Portugal" e aproveitou para, em nome do PSD, desejar as "maiores felicidades" a Vítor Constâncio nas suas novas funções.
O deputado do PSD não quis apontar nomes para sucederem a Constâncio, justificando que "não compete ao PSD referir nomes para o cargo de governador do Banco de Portugal".
"Nós confiamos e esperamos que o Governo atenderá ao interesse nacional e ao prestígio que tem de ter o Banco de Portugal para nomear uma pessoa com o perfil adequado para as funções", sustentou.
Por outro lado, acrescentou, "não é um processo que tenha de se resolver nesta semana ou na próxima", uma vez que Vítor Constâncio se manterá em funções até final de maio.
15h03 - UE confirma designação de Vítor Constâncio que abre a porta a pretensões
alemãs
Os ministros das Finanças da União Europeia confirmaram hoje, em Bruxelas, a designação de Vítor Constâncio para a vice-presidência do BCE, vista como essencial para o sucesso de uma futura presidência alemã da instituição.
O nome "recomendado" terá ainda de receber um "parecer" não vinculativo do Parlamento Europeu, antes de ser formalmente aprovado pelos chefes de Estado e de Governo reunidos em Bruxelas a 25 e 26 de março próximo.
A decisão é vista em Bruxelas como a abertura da porta para que o atual presidente do banco central alemão, Axel Weber, substitua o presidente francês do BCE, Jean-Claude Trichet, em 2011.
O presidente do Eurogrupo e primeiro ministro do Luxemburgo sugeriu segunda feira que Vítor Constâncio acabou por ser o escolhido para a vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE) por razões de equilíbrio geográfico que convêm à Alemanha.
"Penso que certos Estados-membros tinham em ideia outra designação para além daquela em que votaram esta noite", disse Jean-Claude Juncker, no final da reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro, numa alusão à possibilidade de a Alemanha ter apoiado Constâncio por motivos estratégicos.
A indicação de Vítor Constâncio para o cargo foi considerada praticamente como certa a partir do momento em que, na semana passada, recebeu o apoio da Alemanha.
Para aumentar as probabilidades de que o seu candidato seja o escolhido, Berlim sabia que seria melhor apoiar um pretendente do Sul da Europa, por razões de equilíbrio geográfico, preferindo então um português para a vice-presidência em vez de um dos outros dois candidatos ao lugar, um luxemburguês e um belga.
A especulação sobre este jogo político também foi alimentada pelo ministro das Finanças da Bélgica, o outro país com um candidato perdedor que concorreu contra Constâncio.
Didier Renders disse à agência de notícias belga ter "constatado um acordo entre vários grandes países" para apoiar o candidato português.
"Lamento que muitas vezes seja este tipo de coisas que domina as discussões" e "deveria ter havido um debate sobre a qualidade das pessoas", declarou Renders.
"Não penso que se trate de um mau candidato", disse Didier Renders em relação a Vítor Constâncio, acrescentando em seguida que o candidato belga "era melhor".
12h26 - PCP defende que novo governador do BdP deverá dar "prioridade" aos grandes problemas sociais "
Os deputados socialistas portugueses no Parlamento Europeu manifestaram hoje, em Bruxelas, a sua "enorme satisfação" pela designação de Vitor Constâncio para o cargo de Vice-Governador do Banco Central Europeu.
A delegação socialista portuguesa no Parlamento Europeu considera, em comunicado à imprensa, que a candidatura do ainda governador do Banco de Portugal foi "muito importante" e a sua escolha "merecida", sendo o novo cargo "o corolário de uma prestigiada e admirável carreira".
Os ministros das Finanças da Zona Euro reunidos em Bruxelas designaram segunda feira à noite Vítor Constâncio para ocupar o lugar de vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) a partir de 1 de junho.
O governador do Banco de Portugal concorreu ao lugar com o governador do Banco Central do Luxemburgo, Yves Mersch, e o diretor do Banco Central da Bélgica, Peter Praet.
"O seu [de Vítor Constâncio] garantido sucesso prestigiará mais uma vez Portugal", concluem os deputados europeus socialistas.
12h15 - PCP defende que novo governador do BdP deverá dar "prioridade" aos grandes problemas sociais "
O PCP defendeu hoje que o futuro governador do Banco de Portugal (BP), que irá substituir Vítor Constâncio, deverá dar "prioridade" à resolução dos grandes problemas sociais, o que contribuiria para o "crescimento económico" do país.
Ângelo Alves, da comissão política do PCP, disse à agência Lusa que a eleição de Vítor Constâncio para vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) "não surpreendeu" o PCP e advogou que o seu sucessor deverá "inverter" a linha seguida pelo ainda governador do BP de "apelo a medidas antissociais".
O PCP considerou que o novo governador do BP terá de assumir "dois grandes compromissos": contribuir para uma "economia direcionada para o apoio aos sectores produtivos e produção nacional" e contribuir para "orientar a economia portuguesa para a questão social".
Para o comunista, as políticas impostas pelo BCE aos Estados da União
Europeia (UE) são "profundamente lesivas do interesse e soberania nacional" e são "as mesmas que, na sua essência, Vítor Constâncio defendeu enquanto governador do Banco de Portugal".
"Para nós o essencial, não é se um português é diretamente envolvido na direção do BCE ou instituições europeias, mas sim as questões políticas e o seu conteúdo", sustentou.
Nesse sentido, acrescentou, "a nomeação de Vítor Constâncio não significa qualquer alteração das orientações do BCE".
"O que se exigiria neste momento e perante a atual situação de profunda crise económica e social seria uma profunda alteração dos estatutos e orientações do BCE, que pudesse contribuir para uma política monetária a favor do emprego e desenvolvimento dos Estados da UE", acrescentou.
11h00 - Murteira Nabo: "É uma distinção que honra o país"
O bastonário da Ordem dos Economistas, Murteira Nabo, considerou hoje a eleição de Vítor Constâncio para vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) uma distinção que honra o país e o "reconhecimento de um valor".
"É uma distinção que honra o país, a Europa e, em particular a ele", disse hoje à agência Lusa Murteira Nabo, comentando a nomeação de Vítor Constâncio, que, no próximo dia 01 de junho, sucederá no cargo ao grego Lucas Papademos, cujo mandato dura oito anos.
Murteira Nabo classificou o ainda governador do Banco de Portugal (BP) como "um dos economistas mais prestigiados do país" e defendeu que o seu sucessor deverá ter um "perfil semelhante".
"Tem de ser alguém com enorme prestígio, enormes qualidades e um profundo conhecedor das matérias de supervisão", que estão hoje em cima da mesa dos bancos centrais, sustentou.
O bastonário da Ordem dos Economistas afirmou que o Banco de Portugal tem sido "maltratado nos últimos tempos, por razões da crise que aconteceu no sistema bancário, e é preciso que haja uma pessoa que prestigie a instituição, como Vítor Constâncio o fez".
Murteira Nabo disse não ter nomes para apontar para o cargo de governador do Banco de Portugal, por conhecer "mal o setor", mas, na sua opinião, devia ser "alguém reconhecido por consenso".
Considerou ainda que esta "matéria não devia ser politizada".
Em declarações ao jornal i, Vítor Constâncio disse sentir "uma grande responsabilidade e também alguma amargura por ter sido motivado a deixar o país".
00h24 - BE não está "entusiasmado" com eleição Constâncio
O BE "não está entusiasmado" com a eleição de Vítor Constâncio para a vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE), porque ela "não resulta" de uma "proposta de alteração da política" daquela instituição, disse o deputado Heitor de Sousa.
"Não é uma eleição que nos entusiasme porque a nomeação do doutor Vítor Constâncio não resulta de nenhuma posição que ele se tenha proposto defender para alterar a política económica e financeira do Banco Central Europeu", afirmou o deputado bloquista eleito pelo círculo de Leiria.
Heitor de Sousa acusou o BCE de ter "uma política monetarista de controlo de preços, da inflação e das taxas de juro e não uma política de promoção do emprego e do crescimento económico".
"Não é público que o doutor Vítor Constâncio se tenha manifestado contra o facto de o BCE não ter um estatuto minimamente democrático", uma vez que "os seus princípios não são sufragados pelo Parlamento Europeu", acrescentou o economista.
Questionado sobre quem deverá ocupar o cargo de governador do Banco de Portugal após a saída de Constâncio, Heitor de Sousa disse que é preciso encontrar um "perfil técnico e político".
"A definição desse perfil técnico e político creio que era, neste momento, aquilo que deveria preocupar o Governo e todos nós em geral, porque não se pretende, para um cargo deste tipo, nem que seja uma espécie de mastervoice [porta-voz] do Governo nem o seu contrário do ponto de vista da oposição", afirmou.
15/02/2010
23h20 - Silva Lopes acredita que Constâncio "fará um bom trabalho a favor da Europa"
A escolha de Vítor Constâncio para a vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE) é "prestigiosa para o próprio e para o país", considerou o economista José Silva Lopes, em declarações à agência Lusa.
O ainda governador do Banco de Portugal "é das poucas pessoas do país com qualificações para aceder a um lugar daqueles", adiantou Silva Lopes, que também já dirigiu o banco central, entre outros cargos, como o de ministro das Finanças.
Convencido de que Constâncio "fará um bom trabalho a favor da Europa" e de que "Portugal também ficará prestigiado", Silva Lopes antevê ainda a participação do futuro vice-presidente do BCE, a partir de 01 de junho e durante oito anos, nos debates internos da instituição.
"No BCE há um certo debate entre os que seguem orientações mais conservadoras, como os alemães, no sentido de que o que é preciso é manter a inflação baixa, mesmo que obrigue a sacrifícios do lado do emprego. Vítor Constâncio representa a ala menos conservadora, mais preocupada com o crescimento económico e com o emprego", disse.
"Sobre esse aspeto, é um contrapeso interessante", considerou.
Por outro lado, Silva Lopes deseja que a vaga de governador do Banco de Portugal não seja preenchida com base em critérios políticos.
"A pessoa deve ser escolhida pelo seu mérito, pela sua capacidade de desempenhar a função, com prestígio, com autoridade, com independência, não só em relação aos partidos, mas também em relação aos poderes económicos", especificou.
23h00 - Presidente do Eurogrupo sugere conveniência da Alemanha
O presidente do Eurogrupo sugeriu hoje, em Bruxelas, que Vítor Constâncio acabou por ser o escolhido para a vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE) por razões de equilíbrio geográfico que convêm à Alemanha.
"Penso que o candidato luxemburguês dispõe exatamente da mesma qualidade do que o governador do Banco Central português, que eu conheço, que é um amigo meu", disse Jean-Claude Juncker, também primeiro ministro do Luxemburgo, no final da reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro.
Poucos minutos antes, o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, tinha sido o nome escolhido numa eleição em que concorria contra o governador do Banco Central do Luxemburgo, Yves Mersch, e o diretor do Banco Central da Bélgica, Peter Praet.
"Penso que certos Estados-membros tinham em ideia outra designação para além daquela em que votaram esta noite", afirmou o presidente do Eurogrupo, numa alusão ao facto de a Alemanha ter apoiado Constâncio por motivos estratégicos.
A indicação de Vítor Constâncio para o cargo foi considerada praticamente como certa a partir do momento em que, na semana passada, recebeu o apoio da Alemanha.
Berlim pretende que o atual presidente do banco central alemão, Axel Weber, substitua o presidente francês do BCE, Jean-Claude Trichet, em 2011.
Para aumentar as probabilidades de que o seu candidato seja o escolhido, Berlim sabia que seria melhor apoiar um pretendente do Sul da Europa, por razões de equilíbrio geográfico, preferindo então um português para a vice-presidência em vez de um dos outros dois candidatos ao lugar, um luxemburguês e um belga.
22h55 - CDS novo governador do BdP sem "filiação partidária"
O CDS-PP entende que o próximo governador do Banco de Portugal (BdP, que substituirá Vítor Constâncio, eleito hoje para o Banco Central Europeu (BCE), deve ter "um perfil de credibilidade e independência", pelo que "não deve ter qualquer filiação partidária".
Num comunicado enviado à agência Lusa, a presidência do partido considera que "o novo governador deve ter um perfil essencialmente técnico, de elevada competência" e que "não deve ter qualquer filiação partidária e deve ser, indiscutivelmente, uma personalidade independente, quer do poder político, quer do poder económico".
Reconhecendo que esta é matéria "da competência do Governo", o CDS afirma ainda que "o novo governador deve ter uma leitura moderna, completa e corajosa dos poderes de supervisão e da sua efetivação prática", além de "uma atitude de comunicação prudente e sóbria".
Para o partido de Paulo Portas, o substituto de Vítor Constâncio à frente do Banco de Portugal deve "ser o mais possível consensual, contribuir para um ambiente de confiança e não conduzir a quaisquer polémicas estéreis".
22h49 - Nogueira Leite salienta currículo e experiência
Antóhnio Nogueira Leite salientou o currículo e a experiência de Vítor Constâncio, comentando a escolha do ainda governador do Banco de Portugal para a vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE).
À agência Lusa, este catedrático da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa considerou que a atribuição da vice-presidência do BCE a Vítor Constâncio, que, no próximo dia 01 de junho, sucederá ao grego Lucas Papademos, se enquadra "no equilíbrio de forças" que se perspetivava para o BCE.
Equilíbrio de forças este que decorre de se prever que a presidência do BCE será ocupada por um alemão, quando o atual presidente, o francês
Jean-Claude Trichet, acabar o seu mandato, em 31 de outubro de 2011, o que permite que um dos países da periferia tenha acesso ao lugar de vice-presidente.
Nogueira Leite, que foi secretário de Estado do Tesouro e das Finanças de novembro de 1999 a agosto de 2000, espera que "as coisas corram melhor" a Constâncio nas tarefas que terá pela frente, relacionadas com a supervisão macroprudencial, do que enquanto esteve à frente do Banco de Portugal.
Nogueira Leite sintetiza as razões da escolha de Constâncio pela sua "longa experiência no sector bancário, para além da sua experiência como macroeconomista".
"E depois, claro, há os jogos de poder entre os vários países", acrescenta. Ou seja: "Um bom currículo num bom momento, numa altura em que os países da periferia teriam de ter um lugar."
Antevê, não obstante, que Vítor Constâncio venha a ter "uma tarefa complexa", dado que a composição do BCE será "de linha dura, claramente".
Para o novo governador do Banco de Portugal, Nogueira Leite faz votos de que seja "alguém independente e competente".
22h45 - João Duque: Desafio é definir política monetária adequada à recuperação
económica
O economista João Duque elogiou hoje a escolha de Vítor Constâncio para a vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE), destacando-o como um "excelente economista" que terá como desafio definir uma política monetária adequada à recuperação da economia europeia.
Em declarações à agência Lusa, o economista João Duque considerou "muito boa" a escolha de Vítor Constâncio, por ser "um excelente economista, competente", que "aprendeu" com os casos de supervisão bancária do BCP, BPN e BPP.
O também presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão apontou como desafio de Constâncio "ajudar a estabelecer uma política monetária adequada à recuperação da Europa", perante "tensões grandes" internas no grupo dos 27.
João Duque lembrou que há países, como a Alemanha, "absolutamente avessos a este tipo de políticas" e outros, como Portugal, "a necessitar que se baixem as taxas de juro" e que haja uma "paridade cambial" entre o euro e outras moedas, sobretudo o dólar, para que aumentem as exportações.
Para o docente, Vítor Constâncio pode ser uma "voz importante" para "tentar convencer os decisores económicos" europeus de que o BCE tem um papel importante na promoção do crescimento económico, para além do controlo de preços, da inflação e das taxas de juro.
Para substituir Constâncio no cargo de governador do Banco de Portugal, João Duque elege como favorito o ex-diretor-geral do Tesouro e atual presidente da Sociedade Interbancária de Serviços, Vítor Bento, por ser uma pessoa "independente".
22h32 - Bagão Félix seria"boa opção" para Banco de Portugal
A economista Aurora Teixeira, da Universidade do Porto, considera que Bagão Félix seria uma "boa opção" para o Banco de Portugal, depois da saída de Vítor Constâncio para o Banco Central Europeu (BCE), que considera ser "boa" para Portugal.
Questionada sobre quem poderá substituir Constâncio à frente do Banco de Portugal, Aurora Teixeira disse que Bagão Félix seria uma boa aposta, mas admite que também se tem falado em Manuel Pinho, uma opção que não recomenda por ser uma personalidade próxima do atual Governo.
Não sei se tem um fundo de verdade mas tem-se "falado muito no Manuel Pinho, porque já foi ministro da Economia e porque, independentemente de como saiu do Governo, tinha algum reconhecimento por parte de empresários e políticos", referiu à agência Lusa.
"Pessoalmente, não vejo que seja muito boa aposta, porque preferiria alguém mais isento e mais afastado do Governo. Para mim, um senhor que já foi ministro das Finanças, que é o Bagão Félix, seria uma boa opção, porque, apesar de estar conotado com o CDS, é mais independente e estaria também mais afastado do atual Governo", afirmou a economista.
Aurora Teixeira entende que o atual ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, também seria uma personalidade capaz de chefiar o Banco de Portugal, mas acredita que essa hipótese "está fora de causa", uma vez que "o país não pode acumular uma crise económica com uma crise política", pelo que "seria muito mau se esse cenário se viesse a concretizar".
A economista da Faculdade de Economia da Universidade do Porto afirmou que "para Portugal, [a eleição de Constâncio para o BCE] é uma boa escolha".
"É importante que tenhamos alguém no Banco Central [Europeu]. É bom para o país que altos representantes estejam, em termos de política económica, nestes lugares. Termos informação e pessoas bem colocadas é sempre um reconhecimento do talento que temos cá por casa", afirmou.
22h11 - Teixeira dos Santos exprime "satisfação" e "orgulho
O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, manifestou hoje, em Bruxelas, "satisfação" e "orgulho" pela escolha de Vítor Constâncio para ocupar o lugar de vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) a partir de 1 de junho.
"Acho que é um motivo de orgulho sabermos que um português poderá ocupar uma posição tão relevante no contexto das instituições europeias", disse Teixeira dos Santos no final da reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro, acrescentando que o apoio a Vítor Constâncio "foi unânime".
Poucos minutos antes, o ainda governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, tinha sido o nome escolhido numa eleição em que concorria contra o governador do Banco Central do Luxemburgo, Yves Mersch, e o diretor do Banco Central da Bélgica, Peter Praet.
"Da nossa parte, estamos satisfeitos, porque todas as diligências levadas a cabo pela nossa diplomacia, pelo Governo, foram coroadas de êxito", declarou o responsável pelas Finanças portuguesas.
Teixeira dos Santos considerou ainda ser "cedo" para se pensar no substituto de Vítor Constâncio, visto ainda faltarem mais de três meses para este assumir as novas funções.
"Isso ainda é cedo. O dr. Vítor Constâncio vai começar as suas funções no BCE no dia 01 de junho deste ano, portanto ainda faltam pouco mais de três meses e teremos muito tempo para pensar em quem o vai substituir", disse o ministro.
22h02 - Sócrates considera nomeção um "êxito" da diplomacia portuguesa
O primeiro ministro, José Sócrates, felicitou hoje Vítor Constâncio pela sua nomeação para a vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE), considerando tratar-se de "um êxito" da diplomacia nacional.
"Para além de consagrar o reconhecimento internacional da carreira profissional do dr. Vítor Constâncio, a presente nomeação é simultaneamente importante para Portugal e para o prestígio das nossas entidades de supervisão financeira, constituindo também mais um êxito da nossa diplomacia internacional", refere a nota enviada à agência Lusa pelo gabinete do primeiro ministro.
21h56 - Escolha "merecida" e "prestigia Portugal
O ex-ministro das Finanças Luís Campos e Cunha considerou hoje que a escolha de Vítor Constâncio para a vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE) "prestigia Portugal e é uma posição inteiramente merecida".
"Fico muito satisfeito, é uma excelente escolha. Fico contente por ele, por Portugal e pelo BCE", declarou o economista à agência Lusa.
Para Luís Campos e Cunha, que foi vice-governador do Banco de Portugal entre 1996 e 2002, o cargo de vice-presidente do BCE "é uma posição muito honrosa, uma posição que prestigia Portugal e é uma posição inteiramente merecida para o dr. Vítor Constâncio, que é uma pessoa tecnicamente e humanamente excecional na sua geração".
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Nota da Direcção do Expresso
O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.
Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.