Vítor Constâncio pode estar de partida para a vice-presidência do BCE - Banco Central Europeu. Aplaudido como economista, mas criticado como governador, precisa agora de mudar de gravata para imprimir uma imagem e governação mais credível.
Segundo o presidente do ISEG, João Duque, "Constâncio é excelente na análise económica e deficiente na supervisão." Já o primeiro-ministro, José Sócrates, e o presidente da República, Cavaco Silva, consideram que é o homem certo para este lugar.
A pergunta que se faz agora é 'quem o substituirá?'
Teixeira dos Santos, actual ministro das Finanças, poderá ser um dos interessados. Hoje tem em mãos tem um orçamento complicado de aprovar. Nas costas tem um fardo chamado défice. Com uma tarefa difícil pela frente, o actual governante pode sentir-se tentado a trocar o ministério das Finanças pelo Banco de Portugal. Por outro lado, afastar-se em plena crise económica e social poderia não ser bem visto pela opinião pública.
Falta saber se o primeiro-ministro estaria de acordo. E resta saber ainda qual a capacidade persuasiva de Sócrates para convencer alguém a assumir a dura pasta das Finanças, sem tempo determinado para o mandato. Afinal, tudo depende da instabilidade política que venha a instalar-se e da duração desta legislatura...
Carlos Tavares, presidente da CMVM; Vítor Bento, presidente da SIBS; Manuel Pinho, ex-ministro da Economia; Pina Moura, ex-ministro da Economia e Finanças; e ainda os economistas António Borges e Vítor Gaspar são outros nomes referidos como potenciais candidatos ao cargo de governador. Caro leitor, em qual destes nomes considera que ficará melhor entregue o banco central português?