13/02/2012 atualizado às 12:15
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Professores, os escravos do ministério

Ante o relatório da OCDE, José Sócrates esqueceu um pormenor: os nossos professores são escravos. E Sócrates continua a esquecer aquilo que não pode aparecer nesses relatórios da OCDE: um aluno de 12º ano não sabe escrever.

Henrique Raposo (www.expresso.pt)
9:15 Quinta feira, 9 de setembro de 2010

I. José Sócrates, o propagandista-que-por-acaso-é-o-nosso-primeiro-ministro, lançou por aí uns foguetes pedagógicos depois de ver um relatório da OCDE sobre a educação. Consta que a educação em Portugal melhorou. Pois claro, com um ministério da educação a fabricar falsas estatísticas através do facilitismo, eu aposto que Portugal ainda vai passar a Suécia. As nossas crianças não sabem escrever ou fazer uma simples conta, mas, força Sócrates, tu consegues .

II. Mas, enquanto a Ministra Alçada apanhava as canas do eng., outras pessoas fizeram outras contas. Por exemplo, Paulo Guinote viu aqui uma coisa: os professores portugueses trabalham mais 100 horas do que a média europeia. Não são 10. São 100. Eu não percebi se estas horas são apenas horas passadas nas salas de aula ou se já incluem as horas infindáveis que um professor gasta a preencher papéis e fichas para o ministério.

III. Em todo o caso, interessa fixar isto: se o excesso de trabalho fosse em prol dos alunos, o problema não seria grave. Mas, na verdade, o excesso de trabalho dos professores representa trabalho escravo, representa a subalternização do professor em relação aos pedagogos do ministério da educação. Como já escrevi 1234 vezes, o nosso maior problema é este centralismo do Ministério da Educação. E esse centralismo autoritário (e herdeiro de Salazar) é visível na forma como Lisboa controla as escolas no Fundão, Faro ou Bragança. Um absurdo intolerável. Mas este absurdo intolerável não se vê apenas nesta parte burocrática e administrativa. Também se vê na parte pedagógica. Os desgraçados dos professores têm de preencher fichas e fichinhas intermináveis. Para quê? Para que os pedagogos centralistas controlem tudo. Para que a senhora ministra tenha dados bonitinhos para apresentar à OCDE. Resultado? Sempre que se fala com um professora, a desilusão é sempre a mesma: "eu não sou uma professora, sou uma burocrata do ministério".

IV. Um partido que pretenda, de facto, resolver este assunto tem de atacar os pedagogos do ministério e não os professores que estão nas escolas. Temos de tirar poder ao ministério. Temos de dar esse poder às escolas e aos professores. É preciso retirar poder a estes pedagogos pós-moderninhos que têm mestrados e doutoramentos naquela pseudo-ciência (ciências da educação? É assim que se diz?) e que têm, acima de tudo, um cartão da cor política certa. Quantos boys and girls vivem nas catacumbas do ministério da educação? Quantas horas os professores perdem a preencher as fichinhas dos boys and girls que andam a destruir o futuro dos jovens portugueses há duas ou três décadas? Sem poder sobre o ministério, os professores nunca vão conseguir fazer aquilo que têm de fazer: ensinar sem facilitismos. 

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A Escola é rica,mas a politica é pobre
águiadois (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 11:03 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Sócrates só publicita o que lhe convêm- o relatório da OCDE, infelizmente, coloca Portugal no fundo da tabela da Educação.
Os edifícios e os computadores não chegam para alterar a qualidade do ensino e os resultados anuais de quem lá trabalha, professores e alunos.
A Comunidade escolar tem que ter as condições de estabilidade que as entusiasme no ensinar e aorender.
E a Comunidade envolvente á Escola tem que empenhar-se e partticipar mais na educação dos seus filhos
Mas tudo isso só é possivel com uma politica nacional séria , com menos espalhafato, menos mentira e menos incompetêmciia.
Infelizmente assim não acontece- e é quase um milagre os professores- emigrantes e de mala sempre ás costas no seu próprio País- ainda terem forças para durante todo o ano-e com paciência- ensinar alunos com fome, mal vestidos e carregando todos os dramas familiares que a crise acarreta.
 
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    Re: A Escola é rica,mas a politica é pobre    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 12:39 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
    Você só vê o que quer    Ver comentário
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 22:05 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
    Re: Você só vê o que quer    Ver comentário
Lima2 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:09 | Sexta feira, 10 de setembro de 2010
    Não enfio essa carapuça    Ver comentário
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 1:11 | Sábado, 11 de setembro de 2010
    Re: Não enfio essa carapuça    Ver comentário
Lima2 (seguir utilizador), 1 ponto , 9:22 | Segunda feira, 13 de setembro de 2010
    Continua...    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 12:40 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
    Só não vê quem não quer ver    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 12:46 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Vamos ver...
Fortitudine (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 12:53 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Como alguém que já foi professora no ensino público e fez o seu trabalho com a maior dedicação, posso dizer que as burocracias atrapalham e irritam. No entanto, quebrem-se alguns mitos - também pude ver as salas dos professores cheias de colegas que se dedicavam avidamente às burocracias e seus consequentes faits divers, ao passo que dos alunos e suas reais necessidades pouco queriam saber. É que, sabem, os alunos dão muito mais trabalho do que as burocracias! Claro que, ao gastar-se o tempo com uma coisa, não pode sobrar para a outra! Se me perguntarem o que é que eu fazia, respondo-lhes com a maior honestidade - rejeitei tudo aquilo que considerei prejudicial para os meus alunos, fosse obrigatório ou não, e nunca fiz greve porque não me parecia responsável ver as turmas a zanzar pela rua, quando deviam estar nas aulas. Saí da Universidade de Aveiro, com recursos suficientes para melhorar continuamente enquanto profissional. Mostraram-me os caminhos do que de mais avançado se sabe em Ciências da Educação, logo, não é suposto que me comporte como um autómato acéfalo. Os professores têm de se comportar como os profissionais que se espera que sejam e não se deixar vergar por coisas como um emprego para a vida e um vencimento certinho 14 vezes por ano. Eu não deixei que isso acontecesse e aceitei o preço - não tenho a mesma segurança que tem um professor efectivo. Mas fiz mais pelos meus alunos e isso é que é importante. Se foi um sacrifício, fi-lo de bom grado!
 
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    Re: Vamos ver...    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 13:50 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
    Re: Vamos ver...    Ver comentário
Diog0 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:09 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
    Re: Vamos ver...    Ver comentário
VISCOPE (seguir utilizador), 1 ponto , 20:38 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
    Re: Vamos ver...    Ver comentário
Fortitudine (seguir utilizador), 1 ponto , 17:56 | Sexta feira, 10 de setembro de 2010
Professores, os escravos
Toni 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 15:16 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Vou contar este episódio que diz muito do que se passa no Ensino em Portugal. Por força das circunstâncias que me abstanho de mencionar um jovem Engenheiro acabou por caír numa escola por sinal dessas de bairros problemáticos. Fez o seu baptismo com uma turma que o ano anterior tinham morrido dois num acidente de automovel que tinham roubado. Nenhum professor os queria e estavam desejosos que completassem o 9º. ano para os despacharem. Além de insubordinados, desatentos, chegavam a abrir facas na aula. Esse jovem foi professor deles não chegou a dois meses e virou-lhe completamente a cabeça e mau grado do professor que o subtituiu, pois andaram todo ano a chatear o Conselho Directivo e a escrever cartas para que o professor voltasse, mas este era necessário noutra missão a que se deu mais valor. Este jovem tem um Mestrado e diversos trabalhos cientificos publicados, deslocando-se algumas vezes ao estrangeiro para os dar a conhecer. É ainda Certificado em sete areas para dar os cursos de formação aos Prof. do Secundário. Deram-lhe sempre a classificação de Muito Bom o que era pouco e este ano depois de lhe atribuirem a mesma nota a Directora resolveu baixar-lha para Bom. Não pensem que é anedota porque foi mesmo assim. Ele deixa-se rir e diz que era um cavalo no meio de burros e que alguns nem entendiam e ainda diziam que aquele burro era esquesito. Como eng. poupou muito dinheiro à escola no campo da informática. Já não é professor do secundário. Joga na liga dos campeões
 
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Professores os escravos do ministério
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:49 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Comecemos por chamar os bois pelo nome. Não sou eu que digo, mas sim os entendidos na matéria, que as ESES e todas as Universidades viradas para o Ensino estão a dar cabo dele em Portugal. Segundo consta à uma falta de preparação nas disciplinas que vão lecionar, que até os alunos percebem. De lamentar que o Ministério depois destes anos já ter constactado o óbvio não tenha feito nada. Ainda mais grave é que estão a criar falsas expectativas como se vê todos os anos pelos que ficam de fora. Com a porta fechada sem vagas, pois por este andar é impossivel resolver o problema se nos lembrarmos que os alunos cada vez são menos e os candidatos a professores cada vez mais. Muitas das borocracias são criadas nas escolas e passam horas intermináveis a discutir o sexo dos anjos, perdendo tempo que podia e devia ser muito melhor aproveitado em beneficio dos alunos. O Ministério tem muitas culpas, mas se as mesmas forem postas numa balança vai pela certa pender para as Escolas e professores. A culpa é sempre dos outros e por isso é que ela acaba sempre por morrer solteira.
 
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Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 13:05 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
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Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:10 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
    Seja honesto    Ver comentário
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 1:19 | Sábado, 11 de setembro de 2010
O que está a dar
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:10 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
É as novas oportunidades, conta para as estatísticas!
Mas Sócrates quer lá saber se sabem ler ou escrever, desde que tenham um canudo para mostrar.
 
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Demagogia e escravatura de praia
JNv (seguir utilizador), 2 pontos , 16:32 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Só o título já tresanda a demagogia. Quem acredita nisso?

Onde anda o H Raposo que nos trouxe aqui alguns temas interessantes relativos à despesa pública?

Desconfio que vestiu de vez a farda do PSD (mas não se esqueça destes artigos quando e se o PSD for governo…).

A propósito, tenho uma amiga que é professora efectiva do secundário e que teve uns três meses de escravatura de praia e de viagens. Azares… dela e inveja minha.
 
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Dedo na ferida
Carlos Bettencourt (seguir utilizador), 1 ponto , 10:05 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Uma noticia que subscrevo na integtra. Coloca-se o dedo naquilo que é o maior cancro do nosso actual ensino. Muita burocracia e pouco tempo para o aluno. Desprestigio da profissão e o facilitismo a que os professores são "obrigados" para que as estatisticas sejam o que são.
É necessária uma reforma urgente no ensino e essa reforma tem que começar pelo Ministério e não pelos alunos ou pelos planos curriculares, que devem ter um longo periodo de maturação para serem avaliados.
A aposta que deve ser feita no ensino tem que ser transversal e com enfoque no trabalho produtivo, na exigência e na qualidade.
Muitas horas nas escolas (sejam alunos ou professores) não são sinónimos de qualidade ou melhor ensino. Os professores devem ter tempo para preparar as aulas e os alunos para estudar, mas tambem para as actividades lúdicas e desportivas.
 
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Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 13:39 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Pelo andar da carruagem
rumoaofuturo (seguir utilizador), 1 ponto , 10:21 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Os professores nem sequer vão necessitar de ensinar nada. Uma das ultimas ideias brilhantes deste Governo é que os alunos nem sequer chumbam. A próxima ideia brilhante será algo do genero: à nascença, ainda na maternidade dão a escolher aos Pais se a criança será Dr, Eng, ou outra coisa qualquer. A criança fica automaticamente licenciada. Assim Portugal será o nº1 da qualidade do ensino. Esperemos é que a Universidade não seja a mesma onde o PM "tirou" a licenciatura dele.
 
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Ricardo33 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:39 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
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userEX50677 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:52 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
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Bucephalus (seguir utilizador), 1 ponto , 13:16 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
    Re: Pelo andar da carruagem    Ver comentário
userEX50677 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:41 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
    Re: Pelo andar da carruagem    Ver comentário
pekatex (seguir utilizador), 1 ponto , 14:32 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Educação em Portugal
migmeira (seguir utilizador), 1 ponto , 11:00 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
1. Caro Raposo, volta e meia escreve umas coisas acertadas. Mas... Estava a ir muito bem até ao momento em que se refere de forma desdenhosa às ciências da educação. O problema não está nem de perto nem de longe nas ciências da educação, o Raposo fala sem conhecimento de causa (para variar). Aliás, se houvesse mais educólogos nas escolas e no ministério, pode ter a certeza que o nosso ensino estaria bem melhor. Mas um dia explico-lhe porquê.

2. Admira-me, de resto, que não se tenha referido aos professores da mesma forma como se referiu há uns tempos aos enfermeiros ou daquela forma enraivecida e cega que utiliza para falar dos funcionários públicos. Por que só os professores são os desgraçadinhos? Já reparou no salário dos enfermeiros? Tenho um amigo que diz: experimenta tirar, por um dia, todos os médicos de um hospital; depois experimenta tirar todos os enfermeiros num outro dia e compara o que acontece em ambos. É fácil de perceber não é, Raposo? Talvez para si não seja. Mas um dia explico-lhe porquê.
 
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Xyzt (seguir utilizador), 1 ponto , 11:23 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Só os alunos do 12.º ano?? Cadê os outros?
ifadarra (seguir utilizador), 1 ponto , 11:05 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Não são somente os alunos do 12º ano que não sabem escrever! Ou melhor, com o novo acordo ortográfico TODA A GENTE sabe escrever. Eu não aprendi a escrever como vejo agora nos jornais o que me faz pensar que tudo muda por decreto. O que ontem era bom hoje é mau e vice-versa. Afinal o que é o "bom português"? E nem quero falar das traduções legendadas de alguns filmes da nossa TV. O AXN por exemplo deveria escolher melhor os seus "tradutores" porque traduzir nomes próprios não cabe na cabeça de ninguém, só de alguns.... e devem ter licenciatura...
 
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As Ciências da Educação ?
istoeumcaos (seguir utilizador), 1 ponto , 11:17 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Eu estudei na Universidade de Aveiro até 1983 e essa deve ter sido uma das primeiras, se não a primeira, em ter um departamento de Ciências da Educação. Tinha cursos virados exclusivamente para a educação. Os professores desse departamento eram todos doidos. As aulas não faziam sentido para os alunos que lhes pareciam uma verdadeira barbaridade. Ou seja, os alunos tinham mais sentido comum que os professores. Vou dar um exemplo. Era famoso um casal de professores desse departamento que não tinha televisão e passava os serões da seguinte maneira: um deles (não me lembro qual) tocava o piano enquanto o outro lia poesia. Magnífico. E são estes os génios que estão a fazer experiências poedagógicas para benefício dos seus enfezados curriculum hipotecando todo o ensino de um país.

Há muitos anos que eles tomaram conta do ministério e aqui temos a consequência.

Nota: este texto foi escrito ao abrigo do acordo ortográfico das pessoas que aprenderam a ler, a escrever e a pensar.
 
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    Re: As Ciências da Educação ?    Ver comentário
Ricardo33 (seguir utilizador), 1 ponto , 21:21 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
    Re: As Ciências da Educação ?    Ver comentário
istoeumcaos (seguir utilizador), 1 ponto , 23:18 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
    Re: As Ciências da Educação ?    Ver comentário
VISCOPE (seguir utilizador), 1 ponto , 2:09 | Sexta feira, 10 de setembro de 2010
Educação mal-educada
Maxx (seguir utilizador), 1 ponto , 11:27 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Não me surpreende nem se espera outro resultado de quem pode mas não sabe, ordena mas desorganiza, ofende quem já se formou, brinca com quem se quer formar e ainda tenta corromper as gerações futuras. O que me surpreende é a passividade dos Portugueses dia após dia perante a apressada degradação do nosso sistema de educação.
 
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O PODER DOS PROFESSORES
Anamanacosta (seguir utilizador), 1 ponto , 11:37 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010

Os professores são funcionários públicos que estão ao serviço do Estado com uma determinada função: ensinar os alunos de acordo com as leis vigentes aprovadas pelo Governo e pela Assembleia da República. Estas leis estão enquadradas pela Lei de Bases do Sistema Educativo aprovada em 1986, por unanimidade, naquela Assembleia e consolidada em 2005. A questão da eficácia da educação não é uma questão de poder. Não faz sentido dar o poder aos professores, um dos elementos do processo educativo que envolve o ministério, a escola, as autarquias, os professores, os funcionários, os encarregados de educação e os alunos. Quando se pergunta a um professor o que acha sobre os problemas da educação em Portugal é evidente que ele acha que os professores fazem o seu trabalho, mais do que aquilo que lhe é pedido, e que tudo o resto funciona mal. Bater nos ministérios da Educação, criticar os pais que não têm autoridade sobre os filhos e os alunos que nunca sabem o suficiente é habitual.
 
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    Re: O PODER DOS PROFESSORES    Ver comentário
Relance (seguir utilizador), 1 ponto , 20:45 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
e o circo continua....
Diog0 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:58 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Mais uma vez o Sr. Raposo baralha-se....
leio e constato que o Sr. felizmente 8ou infelizmente) vem nas suas crónicas defender uma classe proffisional. Até aqui os Funcionários Públicos na opinião do Sr. Raposo eram/são uma "classe" a abater, assim como os enfermeiros, e agora porque será que o Sr. Raposo vem em defesa de uma classe profissional?!?! Estranho....

Depois méte no mesmo saco a Sra Ministra/Sec de estado e todos os formados em ciências de educação... Oh Sr. Raposo mais uma crónica lamentavel....

E deixe-me que lhe diga Sr. Raposo que escravos das burocracias não são só os professores.... é toda a Sociedade Portuguesa! Portugal está mergulhado num mar de burocracias e muitas delas (senão a maioria) burocracias contraditórias e completamente desadequadas com os tempos de hoje..

Ciências da Educação não é pseudo-ciência caro Raposo, isso existe e deve /tem que ser respeitada... mesmo não se concordando das politicas de educação deste Pais....

E falando em boys e girls.... o Sr. deve ter um cartãozinho de uma bela cor também porque a avaliar pelos conteúdos e a forma que os expõe.... deve ter o cartão da cor de alguém de certeza.

Cmps
 
 
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Quanto á Universidade de Aveiro...
Fortitudine (seguir utilizador), 1 ponto , 13:04 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Sim... Havia professores estranhos... Mas a Biblioteca, a Mediateca e alguns investigadores estão lá para se lhes dar uso.
Além disso, recomendo a leitura dos relatórios da UNESCO, Faure e Delors para a Educação. Basta essa bibliografia para nos dar uma ideia do que se aconselha desde 1976 e que os responsáveis têm interpretado da maneira que melhor lhes convem (ou se calhar têm mesmo problemas de interpretação de textos!!!)! Também ajuda a que haja menos lamentos, menos apontar de dedos acusadores e mais reflexão e acção.
 
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