"Portugal será visto na comunidade internacional como um país cumpridor da sua palavra", disse Portas
Miguel A.Lopes/Lusa
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, defendeu na sexta-feira ser "necessário um caso bem sucedido nos programas de ajuda externa", considerando que "Portugal pode ser um desses casos", tendo reiterado que "Portugal não é a Grécia".
Paulo Portas, enquanto presidente do CDS-PP, discursava durante o jantar de tomada de posse da concelhia do CDS-PP/Porto que decorreu na sexta-feira, naquele concelho, tendo voltado a sublinhar as diferenças entre o caso português e o caso grego, enfatizando a determinação para que "Portugal seja visto na comunidade internacional como um país cumpridor da sua palavra".
"Portugal não é a Grécia. Portugal tem um Governo maioritário e estável. Portugal tem, apesar da austeridade, um acordo de concertação social. Atingimos as metas orçamentais, estamos a fazer as reformas estruturais, a cumprir o plano de privatizações.
Cumprir os compromissos
Merecemos e vamos ser tratados como um país que está a cumprir e que está a conseguir sair da situação dificílima em que o deixaram", reiterou.
Na opinião do ministro dos Negócios Estrangeiros, "é necessário um caso bem sucedido nos programas de ajuda externa", considerando que "Portugal pode ser um desses casos bem sucedidos".
No final do discurso, questionado pelos jornalistas sobre a conversa informal entre o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e o seu homólogo alemão, Paulo Portas voltou a dizer "que Portugal é um caso diferente e está a cumprir as metas e está a fazer as reformas".
"Se essa conversa que vocês falam confirma essa ideia, eu mais do que isso não posso dizer porque não costumo comentar conversas que ainda assim são privadas", enfatizou.
Ainda no discurso, Paulo Portas disse que "Portugal é senhor da sua capacidade de cumprir os compromissos que o Estado português assumiu internacionalmente".
Caminho está certo
"Aquilo que está ao nosso alcance nós dominámos e depende da nossa determinação fazer. As circunstâncias externas da economia, de outros países, da turbulência que tem existido na Zona Euro, essas, muitas delas, não dependem de nós, mas podem afetar-nos", acrescentou.
Para o ministro "o caminho que está certo, o que nos tira da crise é aquele em que tudo o que depende de Portugal faz de Portugal um caso diferente, um caso singular, um caso que não é comparável a outros, que não é equiparável ao que acontece noutros lados".
"É a determinação que faz Portugal sair desta crise. Não é certamente a hesitação", declarou