23/05/2012 atualizado às 20:26

Portagens: SCUT só existem num "país de fantasia" -- ministro da Economia

19:33 Sexta feira, 10 de fevereiro de 2012

Castelo Branco, 10 fev (Lusa) - O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, referiu hoje que as estradas sem custos para o utilizador (SCUT) são próprias de um "país de fantasia, que existiu no passado e não existe mais".

O governante falava no final de uma visita a empresas do distrito de Castelo Branco e prometeu programas específicos para o crescimento das regiões e combate às assimetrias.

Confrontado pelos jornalistas com a contestação à cobrança de portagens no interior do país, o governante referiu que as estradas e infraestruturas "têm um custo [por isso] ou se pagam diretamente ou com os impostos".

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Percebo o que quer dizer...
poiz (seguir utilizador), 2 pontos , 20:03 | Sexta feira, 10 de fevereiro
... apesar de mal explicado. Este ministro é fraco na comunicação.
No entanto, têm de ver uma questão fundamental: a exequibilidade de cobrança de portagens e as alternativas para o utente.
Por ex. Se quiser ir ao Algarve e não utilizar a auto-estrada, posso fazê-lo. Demoro mais uma hora ou duas, mas dá.
Se quiser ir de Lagos a VRSA sem utilizar a via do Infante, já não dá. (posso, mas demoro mais duas horas no mínimo para fazer os 150km). Por outro lado, as vias NÃO foram preparadas para suportar portagens e o sistema utilizado é uma m...! O que é mais vantajoso para o País: cobrar ou não? Claramente esse exercício não foi feito. Existem vias onde o tráfego internacional é elevado e em que não é nitidamente uma boa opção (essencialmente pela forma de cobrança) e em que a perda para o País vs receitas claramente NÃO compensa.
Mas todos sabemos (Guterres demonstrou-o na TV) que os nossos políticos são fracos em contas...
 
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De fantasia, é este ministro !!!
BrincaNareia (seguir utilizador), 2 pontos , 3:47 | Sábado, 11 de fevereiro

Esquece ele, que nos países não de fantasia, existem alternativas com condições às estradas com portagem.

Esquece ele, que muitas das Scuts foram construídas aproveitando partes ou o todo das EN e de alguns IC, transformados em Scuts.

Esquece ele, que muitas das Scuts foram feitas em determinadas regiões, onde existiam projectos para a realização de EN, que já não foram avante.

Esquece ele, que muitas das Scuts foram feitas para servirem regiões que vieram a ser dotadas de zonas industriais, por forma a atrair investimentos para o interior, desenvolver economias locais e segurar as gentes próximo das "raízes".

Esquece ele, que Cravinho deixou um projecto de financiamento das Scuts: uma taxa a aplicar sobre o ISPP, pagável à boca da bomba da gasolina.
 
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