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Podemos mesmo não fazer o TGV?

8:00 Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
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A construção do TGV, que já era um ponto de fricção entre o Governo e a actual liderança do PSD, tornou-se um tema central que vai marcar o debate político até às eleições legislativas do Outono, com o Governo a ser sujeito a uma enorme pressão para adiar a decisão. E o certo é que, "por escrúpulos democráticos", segundo o primeiro-ministro, o Governo adiou a decisão para depois das legislativas, uma medida saudada pelo Presidente da República com uma frase que não deixa dúvidas sobre o que pensa: "É um caminho de bom senso. No tempo económico, financeiro e político que vivemos, devemos ser muito cuidadosos e ponderados em todas as decisões que tenham influência no futuro do país".

Hoje, o Expresso revela um abaixo-assinado de 28 reputados economistas, pedindo a Sócrates para reavaliar os grandes investimentos públicos. Os pressupostos de que partem são inquestionáveis: a taxa potencial de crescimento da economia caiu de um valor médio anual de 3% para 1%; na última década a economia portuguesa teve o pior desempenho relativo dos últimos 80 anos; o défice externo, que andava na casa dos 8% do PIB desde 1999 passou para 10,5% do PIB em 2008; a dívida externa líquida cresceu de 14% do PIB em 1999 para 100% em 2008; a dívida pública directa passou de 56% para 67% entre 1999 e 2008. E assim propõem que se reavaliem os grandes investimentos públicos, recorrendo ao apoio consultivo de um painel de economistas, gestores e engenheiros, nacionais e estrangeiros, de reconhecida competência e independência.

Ora, posto o assunto nestes termos, quem não estará de acordo? Sobram, no entanto, algumas questões. A primeira delas é: mas os Governos têm andado a brincar aos comboios de alta velocidade com os dinheiros dos contribuintes? É que a decisão tem vindo a ser ratificada por sucessivos Executivos de cores diferentes. Exemplo: na Cimeira Luso-Espanhola (XXI) de Évora, em 18 e 19 de Novembro de 2005 (Governo Sócrates), foi reafirmado, pelo Governo português, o compromisso de manter todas as ligações internacionais em Alta Velocidade anteriormente assumidas nas Cimeiras da Figueira da Foz (XIX) e de Santiago de Compostela (XX), realizadas em Novembro de 2003 (Governo Durão Barroso) e Outubro de 2004 (Governo Santana Lopes): Lisboa-Madrid, Porto-Vigo, Aveiro-Salamanca e Faro-Huelva.

Bom, mas admitindo que os Governos sabiam o que estavam a fazer, podemos nós colocar-nos agora fora da Rede Europeia de Alta Velocidade? Vejamos. Em 29 de Abril de 2008 o Parlamento Europeu e o Conselho Europeu aprovaram um conjunto de 30 projectos prioritários, no qual se incluem: o Eixo Ferroviário de AV do Sudoeste Europeu, que integra as ligações Lisboa-Porto, Aveiro-Salamanca, Lisboa-Madrid e as ligações de Madrid às linhas de Alta Velocidade francesas Paris-Tours e Paris-Lion-Marselha/Nîmes; e o projecto Interoperabilidade Ferroviária de AV na Península Ibérica, onde se inclui a ligação Porto-Vigo. Podemos saltar fora destes compromissos? Ou apenas adiá-los?

É que, para os que estão distraídos, os transportes ferroviários são a grande aposta da União Europeia para o século XXI. Na verdade, em 2020 a Rede Transeuropeia de Transportes terá uma extensão total de 94.000 km de ferrovia, incluindo cerca de 20.000 km de linhas de alta velocidade. Este objectivo implica a construção de 12.500 km de novas linhas de caminho-de-ferro e a modernização de 12.300 km. Quando estiver concluída, espera-se uma redução de 14% no congestionamento rodoviário e uma redução anual de 4% das emissões de CO2.

Última nota: a linha Madrid-Sevilha dá dinheiro. Madrid-Barcelona regista um tráfego colossal. Os franceses vão duplicar a linha Paris-Lyon e vão investir mais 14 mil milhões em novas linhas. Ou seja, há vários países a concretizar os seus projectos: Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Bélgica, Itália, Holanda, Suécia, Grécia, Suíça, República Checa...

Finalmente: olhe-se para o mapa acima. Somos muito periféricos. Queremos ficar ainda mais? E quantos fundos comunitários vamos perder? Adiemos portanto a decisão. Estude-se mais. Mas acho que vamos mesmo ter Alta Velocidade em Portugal. Só não sabemos é quando.

Palavras-chave  TGV  Governo  PSD  eleições legislativas  Outono
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23 Jun 2009 Quem te viu e quem TGV!?...
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Ligação á Europa?
Kurrusivo (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 14:22 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
Dizer que o TGV vai melhorar a nossa ligação á europa parece-me um pouco exagerado, senão vejamos:
1- O TGV é um transporte manifestamente caro. Bastante mais caro do que o avião nos dias que correm, por força das low cost...
2- Dado o custo, o TGV só faz sentido para passageiros e só raramente para mercadorias.
3- Mesmo que o TGV consiga uma media de 300 Km/h (que não consegue), qualquer cidade para lá da Espanha está, no mínimo, a 4 horas (Bordeaux, +/- 1200km do Porto)
4- O custo aproximado de uma viagem de 1200km é na ordem dos 300eur (vejam os preços do TGV Bruxelas-Marselha).
5-Para viagens superiores a 4 horas é mais rapido (e geralmente mais barato) ir de avião
 
Resumindo, O nosso TGV apenas vai ser util para irmos a Espanha com conforto e um pouco mais depressa. Eu não sou contra o TGV (pelo contrario) mas considero-o um luxo que neste momento não podemos pagar. O mesmo valor poderia ser gasto a remodelar (ou construir novas) as linhas de comboio que temos (como a do norte que está super congestionada) e a fazer verdadeiros interfaces entre os nosso principais portos de mar (que é por onde entram e saem as mercadorias) e as vias ferreas. Algum dinheiro também podia ser gasto a limpar a CP de muitos parasitas e incompetentes que por lá andam, que já vai sendo hora.

O resto é foclore político.

Kurrusivo
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    Re: Ligação á Europa?    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 16:07 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
    Re: Ligação á Europa?    Ver comentário
Kurrusivo (seguir utilizador), 1 ponto , 16:21 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
    Re: Ligação á Europa?    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 17:01 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
    Re: Ligação á Europa?    Ver comentário
Kurrusivo (seguir utilizador), 1 ponto , 8:58 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
    Re: Ligação á Europa?    Ver comentário
nana007 (seguir utilizador), 1 ponto , 0:25 | Terça-feira, 30 de Jun de 2009
    Re: Ligação á Europa?    Ver comentário
ccandido (seguir utilizador), 1 ponto , 0:21 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
O síndrome demencial do endeusamento
ameijoafresca (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 12:07 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
I Parte

É sensato travar
o TGV e outros que tais,
pois não se deve incentivar
descalabros orçamentais!

As dúvidas são evidentes
na respectiva rentabilidade,
com razões estridentes
não se conquista razoabilidade.

A falta de razoabilidade
e da mais pura sensatez,
desmascara a humildade
de gente de rosácea tez.

II Parte

O síndrome de endeusamento
através de obras majestáticas,
conduzirá ao desmoronamento
de ignóbeis políticas estáticas.

Mais próximo das comunidades
e de implementação mais agilizada,
responde-se às necessidades
da população mais fragilizada.

O mexilhão carenciado
das mais básicas necessidades,
sente-se sentenciado
com sumptuosas infantilidades!
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    Re: O síndrome demencial do endeusamento    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 16:15 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
LISBOA-MADRID JÁ.
4 DE DEZEMBRO (seguir utilizador), 2 pontos , 13:01 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
Só interesses mesquinhos e guerras de capelinhas têm adiado o TGV.
Estou de acordo que não podemos querer ser mais periferia. A Europa está a desenvolver o TGV por todo lado. Os voos de Bruxelas para Amesterdão são hoje 20% do que eram. Há gente a habitar em Bruxelas e a trabalhar em Paris. Esta Europa não pode passar-nos ao lado.
Enriqueçam o país com esta infra estrutura de futuro e não queiram enriquecer à custa de quem vai construir o TGV.
Não será esta a grande guerra partidária?
Por isso é que se esquecem de governar.
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    Re: LISBOA-MADRID JÁ.    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 16:42 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
    Re: LISBOA-MADRID JÁ.    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 18:38 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
    Continuação:    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 18:40 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
    Re: LISBOA-MADRID JÁ.    Ver comentário
userEX50677 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:06 | Segunda-feira, 13 de Jul de 2009
Podemos não fazer o TGV?
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:41 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
Mais palavras para quê se o artigo diz tudo. Construam-me porra. Foi com esta fraze escrita no paredão de Álqueva que um alentejano disse muito com tão pouco. Foram precisos 40 anos de cega rega para chegarem à conclusão do construam-me porra. Os que eram contra fecharam a matraca porque já nem se atrevem a inumerar as desvantagens que acabaram por não se confirmar. A minha esperança é que a CE não vai permitir a este povo que nem se governa nem se deixa governar, fazer tal disparate. Já vem de tempo dos Romanos o conceito que as vias de comunicação criam só por si mais valias. No Reinado de D. Luis, Fontes Pereira de Melo, o grande impulsionador do caminho de ferro em Portugal, teve ainda mais problemas e ainda disseram pior dele do que agora do Sócrates. Só não fico admirado porque empreendemos a Odisseia dos Descobrimentos porque sei a razão. A partir dessa data os Velhos do Restelo cresceram e multiplicaram-se e fizeram deste País o que ele é hoje. Se não são os mesmos que se oposeram a ir para a India são os seus descendentes que agora se opõem a ir para a Europa. Como nada fazem e nunca fizeram, só sabem levantar a voz para dizer não. Fazem lembrar virgens que só dizem o que a mama lhes ensinou.
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    Re: Podemos não fazer o TGV?    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 16:37 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
Podemos.
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 14:52 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
Mas vai ser a mesma coisa : Portugal na periferia da Europa.

O mais certo, é termos de o construir à pressa e a expensas próprias daqui a uma década.

Orgulhosamente sós. Como dantes.

Pena é que o caso se tenha tornado alvo de uma enorme briga e birra política e não haja neste momente ninguém com poder de decisão que, objectivamente, trate do caso.

Todos os que, infelizmente, estão envolvidos, têm algo a perder ou a ganhar eleitoralmente falando e transformaram o TGV no programa eleitoral, à falta de melhores idéias...

Assim se adia um país.
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    Re: Podemos.    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 16:27 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
    Re: Podemos.    Ver comentário
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 22:10 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
    Re: Podemos.    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 8:33 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
    Re: Podemos.    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 16:35 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
Um passo atrás
Manuel Almeida (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 17:57 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
Podemos tornar-nos ainda mais periféricos e atrasados, pergunta justamente Nicolau Santos (NS). A resposta é obviamente podemos. Portugal, dirigido pelas elites do rotativismo (ora PS ora PSD) não tem feito outra coisa nas últimas décadas.

A construção do TGV pode seguramente contribuir para mais outro passo atrás. Como contribuíram os estádios, como contribuíram os centro culturais de Belém e outros, como contribuíram muitas auto-estradas inúteis.

Entre as causas do nosso atraso duas avultam: a estreiteza do nosso mercado interno (devido à pobreza da população) e o baixo nível de instrução das elites e, consequentemente, dos governados. Só combatendo estas duas causas se pode fazer progredir o país e entrar em rota de convergência com a média da União Europeia.

Para o alargamento do mercado interno é necessária uma melhor distribuição da riqueza, sem isso, teremos um país de 10 milhões de habitantes mas um mercado equivalente a 2 ou 3 milhões. As empresas não podem singrar num mercado estreito. Principalmente hoje em que as economias de escala são fundamentais para competir.

Para o aumento da instrução o que é importante é investir em formação, garantindo que todos os jovens terminam o 12 ano, e que uma percentagem crescente prossegue estudos superiores.

Nada disto passa pelo TGV. E sem um mercado interno mais forte, capaz de suportar as empresas nacionais, e sem uma maior instrução, Portugal será cada vez mais atrasado e periférico.
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    Re: Um passo atrás    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 21:58 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
    Re: Um passo atrás    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 23:13 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
    Re: Um passo atrás    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 23:29 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
    Re: Um passo atrás    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 0:52 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
    Re: Um passo atrás    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 14:17 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
    Re: Um passo atrás    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 19:37 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
    Re: Um passo atrás    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 22:11 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
    Europa e Africa    Ver comentário
Manuel Almeida (seguir utilizador), 1 ponto , 23:03 | Quarta-feira, 24 de Jun de 2009
    Re: Um passo atrás    Ver comentário
ccandido (seguir utilizador), 1 ponto , 11:37 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
    Re: OS PASSOS PERDIDOS DOS COMISSÁRIOS DA VELHA    Ver comentário
martacarapacho (seguir utilizador), 1 ponto , 19:16 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
    Mercado interno e equidade    Ver comentário
Escada (seguir utilizador), 1 ponto , 3:14 | Terça-feira, 30 de Jun de 2009
    Injustiça e grau de desenvolvimento    Ver comentário
Manuel Almeida (seguir utilizador), 1 ponto , 20:46 | Terça-feira, 30 de Jun de 2009
Não
Resignado (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 0:01 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
Oh meus senhores, a nossa condição económica não permite tal vaidade para nos aproximarmo-nos da Europa. Em troco do TGV não vamos ter nada a não ser a proximidade que tanto apregoam. Ficaremos endividados por um período de tempo muito longo e hipotecados em gerações. Não se pode ir sempre a reboque dos outros. Se a União Europeia está muito interessada em que Portugal esteja ligado por TGV assumam os custos. Não podemos pagar e ponto. A nossa perifiria pode fazer de nós uma excepção. Viajar hoje pela Europa é quase igual do norte a sul. Podemos ser diferentes. Se tivermos uma boa linha ferroviária sem ser TGV servimos melhor as populações e as pessoas não se importam de fazer um transbordo. Um bom comboio atravessa o País em uma hora e meia vá lá duas, por exemplo de Badajoz a Lisboa. Temos imensos problemas para resolver internos que estão a causar danos muito grandes à sociedade portuguesa que é preciso dar a devida e inteligente atenção desde da justiça, educação e mesmo a criação de empresas exportadoras. Não se iludam com a treta de uns kilómetros de ferro que não vão trazer nada a Portugal a não ser mais importações. Não se iludam com a Europa. Interessa-lhes obviamente que se faça essa enorme infra-estrutura no ponto de vista económico das empresas mais fortes da Europa. Portugal pode ser firme neste momento e dizer. Não queremos oTGV não podemos pagar é simples.
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    Re: Não    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 0:36 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
PROPAGANDA ELEITORAL DESACTUALIZADA.
Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 11:15 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
O TGV TEM DER SER construído, seja pelo PS ou pela Coligação Fascista. E será construído, seja em Outubro de 2009, ou em 2014.

A diferença é esta... Vamos aproveitar os 1,3 mil milhões de euros da UE, ou vamos pagá-lo na totalidade?

É incrível ver que, uma coligação que deixou o país na bancarrota e que mesmo naquela situação, queria um TGV com 5 linhas (5 linhas!!), vem agora dizer que é preciso adiar, por causa da crise. É verdade... Há uma Grande Depressão... Mas as contas públicas estão sãs e estas infraestruturas (TGV e aeroporto) são essenciais para a economia do país...

Em primeiro lugar, para vencer a crise, pois a injecção de dinheiro na economia será extremamente benéfica.

Em segundo lugar, porque essas infraestruturas, uma vez construídas, encurtarão o caminho a outros mercados na UE. Portugal deixará de ser periférico e isso, tem um efeito bastante benéfico na dinâmica da economia.

Mas enfim... O melhor seria ter alguém da Coligação Fascista nas placas de inauguração. NÃO SE DEIXEM ENGANAR!! Seja com PS ou pandilha Força Portugal, o TGV e o aeroporto, irão avançar.

Os 30 economistas cavaquistas podem dizer aquilo que quiserem... Mas não passa de propaganda eleitoral desactualizada, pois o governo adiou a adjudicação desses projectos para a próxima legislatura... É tão triste ver propaganda eleitoral desactualizada...
...
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    Re: PROPAGANDA ELEITORAL DESACTUALIZADA.    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 16:21 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
Fazer ou não o Train de Grande Vitesse?
Cool Carlos (seguir utilizador), 1 ponto , 12:33 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
Toda a discussão em torno do comboio de Alta Velocidade em Portugal está viciada à partida por alguns dos mais negativos aspectos do 'modus operandi' nacional de há muitos anos a esta parte.
É exactamente por isso, e SÓ POR ISSO, que após tantos anos de estudos e opiniões ainda exista tanta 'CONFUSÃO' relativamente ao projecto.
Quando todos os partidos do arco da governação dizem e desdizem consoante sopra o vento, quando a ambição de fazer desmedidamente não sei quantas linhas, quando se diz que a Espanha tem, a França tem, a Alemanha tem, a Itália tem, a Bélgica tem, a Holanda tem, o Japão tem mas não não se refere nenhum da maioria dos países que ainda não tem, quando se invoca o aproveitamento de fundos comunitários disponíveis e os já despendidos, quando qualquer presidente de câmara também acha que deve opinar para exigir o traçado que mais convém à sua cidade, quando se fala sobre quase tudo menos daquilo que porventura seria o mais importante saber ao avaliar projectos desta magnitude e com este tipo de encargos futuros, quando tudo isto e muito mais é possível - não admira que em Portugal todos tenham sempre razão, na aparência, claro, e Portugal e os portugueses é que saiem sempre ou a perder ou a não beneficiar tanto como deveriam se apenas e tão somente se fizessem as coisas certas pelas razões certas!
É assim tão difícil?
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    Re: Fazer ou não o Train de Grande Vitesse?    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 16:12 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
Eu sei quando....
Brilhantina (seguir utilizador), 1 ponto , 18:16 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
'' Adiemos portanto a decisão. Estude-se mais. Mas acho que vamos mesmo ter Alta Velocidade em Portugal. Só não sabemos é quando.''

Eu se quando.... Quando o TGV estiver obsoleto!!
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    Re: Eu sei quando....    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 22:05 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
Por estas e outras
lord byron (seguir utilizador), 1 ponto , 22:20 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
O que irrita é este assunto do TGV andar a ser tratado em Portugal como um dérbi de futebol entre os contra e os a favor.
Não são os argumentos razoáveis como os que aqui estão explicados que falta entender ou ajuizar; são os outros, os da “clubite”, os da cor da camisola e contra isso não existe argumentos que nos valham!
Vou tentar o argumento que para mim desequilibra a balança em definitivo: alguém acha que a o transporte de alta velocidade por ferrovia deve terminar em Badajoz?
Se sim, então estamos conversados e não existe nada que se possa afirmar com toda a certeza, desde rentabilidade, continuando com a forma como os transportes se vão processar num futuro não muito distante, até ao facto de queremos ou não uma Europa a funcionar a uma só voz que mais não seja sobre projectos estruturantes, visto que no que toca a politica externa a uma só voz ainda estamos mais longe!
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    Re: Por estas e outras    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 22:45 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
Contrua-se a linha de Alta Velocidade, PORRA!
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 22:23 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
Fez bem o colega Toni em lembrar esta inscrição a propósito do Alqueva, que todos achavam bem, mas que tinham medo de avançar.

Não há que ter medo quando se trata da rede trans europeia de transportes: é triste haver uma mulher, política da velha guarda reaccionária, que está a fazer a campanha mais demagoga que alguma vez houve em PORTUGAL; nem quando foi da regionalização eles, os do bloqueio, actuaram desta maneira.

Também é vergonhoso que os que deviam falar, se acomodem de pantufas frente à TV e pareçam um estáticos, com medo de ficarem mal na foto!

Quanto ao Senhor Presidente da República, que tem dado uma ajuda descarada à dita senhora para a levar ao poleiro, eu como português, republicano e progressista digo-lhe muito sinceramente:

PORQUE NÃO TE CALLAS?

Viva a República!
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    Re: Contrua-se a linha de Alta Velocidade, PORRA!    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 22:53 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
Só para a assessoria e consultoria... 1,5 mil milh
Pseudo... (seguir utilizador), 1 ponto , 22:27 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
"A empresa KPMG vai fazer a consultadoria financeira do projecto português de alta velocidade, anunciou hoje a RAVE - Rede Ferroviária de Alta Velocidade.
Em comunicado, a RAVE informa que a consultadoria financeira do projecto foi adjudicada à consultora KPMG por 1,491 milhões euros (valor global do contrato), na sequência de um concurso público internacional.
Fora da corrida à consultadoria da alta velocidade portuguesa ficaram a Deloitte Consultores, S.A., que apresentou uma proposta de 1,960 milhões de euros e o Banco Efisa, S.A., cuja proposta se cifrou nos 1,815 milhões de euros.
"O objecto da prestação de serviços consiste no apoio em todo o processo lançamento, condução e conclusão dos procedimentos concorrenciais relativos às Parcerias Público Privadas (PPP) previstas no modelo de negócio da alta velocidade", lê-se no comunicado da RAVE.
O contrato tem a duração de 42 meses, estando prevista a possibilidade de prorrogação por mais três períodos de seis meses, "caso se venha a demonstrar necessário". "!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

http://ultimahora.publico...

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    Re: Só para a assessoria e consultoria... 1,5 mil    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 22:56 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
os orçomilhões...
Pseudo... (seguir utilizador), 1 ponto , 22:45 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
os sócios felizardos da sócios da KPMG & Associados - S.R.O.C., S.A.

http://www.cnsa.pt/regist...
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Nem tudo neste artigo me parece ser realidade
ccandido (seguir utilizador), 1 ponto , 23:06 | Segunda-feira, 22 de Jun de 2009
Em primeiro lugar, não é nos meios de transporte mais caros que as empresas transportam mercadorias, enfim, podendo nalguns casos de mercadorias mais caras e pereciveis usar-se esses meios. Se não se transportam mercadorias praticamente nenhumas por comboio em Portugal, não é com o tgv que se vai passar a fazê-lo.
Em segundo lugar, a noticia parecer dar a ideia que sem o tgv não teremos ligação ferroviária à Europa. O que obiamente não é verdade.
Em terceiro lugar, quanto se poupa no percurso Lisboa-Madrid? No percuirso para o Porto tem sido dito que serão vinte minutos. Por vinte minutos de diferença nas cerca de 3 horas de duração da viagem é que se vai gastar bilioes de euros? Sejamos razoáveis. Se o TGV não permitir reduzir para metade o tempo da viagem não é aceitável gastar esse dinheiro. Note-se que o TGV que vai ser posto a funcionar no reino unido permite reduzir para metade os tempo de viagem.
Por mim, TGV NÃO!

PS: Um dos colegas comentadores referiu-se ao tempo do Fontes Pereira de Melo. Eu recordo que no tempo de Fontes Pereira de Melo, os combóios serviram, de acordo com o meu manual de história, não para desenvolver o país, mas para transpostar as mercadorias que importávamos de outros países e, portanto, para facilitar as exportações dos outros.

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    Re: Nem tudo neste artigo me parece ser realidade    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 1:00 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
    Re: Nem tudo neste artigo me parece ser realidade    Ver comentário
ccandido (seguir utilizador), 1 ponto , 1:20 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
    Re: Nem tudo neste artigo me parece ser realidade    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 14:24 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
    Re: Nem tudo neste artigo me parece ser realidade    Ver comentário
ccandido (seguir utilizador), 1 ponto , 13:53 | Terça-feira, 23 de Jun de 2009
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