A edição impressa do Expresso revela hoje em manchete que está marcada este mês uma diligência da Polícia Judiciária a Londres a fim de investigar novas pistas contra o primeiro-ministro, José Sócrates, no âmbito do processo Freeport.
O segredo de justiça do caso termina em Junho. José Sócrates não é arguido no caso de corrupção para a aprovação do outlet de Alcochete, mas indícios recentes sobre o seu alegado envolvimento obrigam a que os investigadores regressem a Londres para mais inquirições a cidadãos ingleses.
No lote de informação recolhida em Inglaterra, em Dezembro de 2009, haverá um documento de um responsável financeiro do Freeport com alusões explícitas à alegada necessidade de pagar luvas a um triângulo de figuras - a Sócrates e outros membros do Governo.
No entanto, a Polícia Judiciária não encontrou provas de transferências directas de dinheiro que sustentem a suspeita de que a aprovação do Freeport teria como contrapartida o financiamento ilegal do PS através de José Sócrates, o então ministro do Ambiente.
A viagem a Londres vai ser determinante para decidir o que fazer com José Sócrates: colocá-lo definitivamente fora do processo ou propor ao procurador-geral da República uma investigação directa ao primeiro-ministro, incluindo às suas contas bancárias .
Em reacção à notícia divulgada hoje pelo Expresso, a agência Lusa cita uma fonte judicial para desmentir a existência de novos indícios contra o primeiro-ministro bem como o regresso da equipa de investigadores a Londres.
À Lusa, a directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida, recusou comentar o assunto.
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