Pinto Monteiro fez questão de ouvir todos os conselheiros, a quem entregou um resumo dos quatro despachos que fez sobre o caso PT/TVI. Segundo uma fonte judicial, apesar de aceitarem a legitimidade da decisão, alguns conselheiros criticaram a decisão de arquivar tudo sem sequer abrir um processo. "As críticas vieram principalmente dos magistrados", diz a mesma fonte.
Ao fim de dez horas de reunião, a procuradora-distrital de Lisboa, Francisca Van Dunem leu um curto comunicado (ver link no fim do texto) onde ficou patente o cuidado em defender todos os magistrados que intervieram neste processo: o procurador de Aveiro, Marques Vidal, que queria investigar José Sócrates pela eventual prática de um crime de atentado contra o Estado de Direito e o Procurador-geral da República, Pinto Monteiro, que mandou arquivar.
A reunião, certamente uma das maiores da história do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) começou às dez da manhã e acabou há minutos. Pinto Monteiro, segundo o comunicado, esclareceu o conselho sobre tudo o que foi perguntado.
Sem ser expresso, o comunicado acaba por ser um voto de confiança em Pinto Monteiro.
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