23/05/2012 atualizado às 20:26
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Penas recorde por explorarem prostitutas com violência

Tribunal de Ovar aplicou penas recorde (a maior de 12 anos de prisão efetiva) para os principais arguidos acusados de exploração de prostitutas com violência.

 

14:46 Sexta feira, 7 de outubro de 2011
A Mata da Bicha deu o nome à operação “Reis da Mata”
A Mata da Bicha deu o nome à operação “Reis da Mata”
Uma das carrinhas utilizadas para a prática da prostituição na Mata da Bicha
Uma das carrinhas utilizadas para a prática da prostituição na Mata da Bicha

As penas entre 12 anos e sete anos e meio acabaram de ser ditadas pelo juiz Raul Cordeiro, o mesmo magistrado que dentro de um mês vai presidir ao julgamento do processo "Face Oculta", em Aveiro.

José de Castro Oliveira, Vítor Manuel Castro Moreira e Américo Rodrigues de Sousa ("Canelas") foram há minutos sentenciados com penas de prisão efetiva de 12, 11 e sete anos e meio, respetivamente, por se ter provado que cometeram sucessivos crimes de lenocínio (exploração violenta de prostitutas).

A mulher de José Oliveira (que seria prostituta mas também exploraria outras colegas) e um "cobrador" do principal arguido foram condenados a quatro anos de prisão, mas ambas as condenações foram suspensas por igual período.

As penas aplicadas pela exploração violenta de prostitutas são acima do que solicitou o próprio Ministério Público durante as alegações finais. Ao todo há 16 arguidos, três dos quais estão em prisão preventiva e há ainda uma arguida em prisão domiciliária.

Violência física e psicológica


Uma das prostitutas afirmou ao Expresso "que isto para nós foi um 25 de abril", referindo-se à operação "Reis da Mata" que a Polícia Judiciária realizou em 6 de janeiro de 2010, entre Ovar e Vila Nova de Gaia.

Segundo aquilo que o tribunal acabou de provar, ao longo dos últimos anos os arguidos exigiam pagamento de dinheiro para todas as prostitutas que exercessem a sua atividade na "Mata da Bicha", a antiga mata nacional de Ovar, agredindo algumas quando se recusavam a pagar as verbas para "proteção", que chegavam a atingir 50 euros por dia.

Algumas vítimas foram ameaçadas com armas de fogo pelos arguidos, que as intimidavam junto das suas residências dizendo que matariam os filhos das prostitutas.

Na leitura do acórdão o juiz Raul Cordeiro descreveu situações de violência física e psicológica que as prostitutas, durante o julgamento, confirmaram ter sofrido. Para além de pistolas e revólveres, foram utilizados cães de raças perigosas para amedrontarem as prostitutas que não pagassem todos os dias. As intimidações incluíram danos nos carros dos clientes e, inclusivamente, o envio de prostitutas mais novas para a mata, fazendo "concorrência desleal" às que se recusavam a pagar os "impostos" aos proxenetas.

Dezenas de milhares de euros apreendidos


Os arguidos terão ganho dezenas de milhar de euros - tendo hoje os três juízes de Ovar (Raul José Cordeiro, Vítor Azevedo Soares e Nélson Salvadorinho) declarados perdidos a favor do Estado tais valores - em depósitos bancários e automóveis de alta cilindrada.

Para além da antiga Mata Nacional em Ovar, os arguidos teriam obrigado a pagar-lhes parte do que ganhavam a prostituir-se também em Santa Maria da Feira e em Estarreja.

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Chulem... mas sem bater
CM84 (seguir utilizador), 3 pontos (Divertido), 15:30 | Sexta feira, 7 de outubro de 2011
Não sou jurista nem percebo nada de leis e, por isso, estava convencido que “lenocínio”, era a práticas de actos que promovam a prostituição, ou dela tiram proveito.

Mas o/a jornalista explicou-me que afinal: “é com violência.”

Depreendo portanto que um chulo meigo, carinhoso e educado não transgride a lei.

-“A menina Sónia Sofia fazia o favor de me dar a minha parte?” – Isto já não é crime.

- “Boa noite menina Kátia. Vim só ver se está a aviar como deve de ser e aproveito para levar o dinheiro, porque pode ser assaltada.” – Também não é crime e só demonstra que o chulo não confia na polícia.

Mas comecei a pensar na coisa e conclui: sou um prostituto. É verdade. A todo o momento e em todas as ocasiões tenho um chulo que é uma autêntica carraça: o Estado.

E se é violento… o problema é que tem tudo na “mão”. Incluindo a polícia.

Já não sei o que fazer. Eu e os “colegas”.

Quando eles aparecem, entram todos em pânico. E nem precisam de usar a violência, basta falarem. Refiro-mo ao Passos “educadinho” e ao Gaspar “falinhas-mansas”

São os piores. Por mais quecas que dê, o dinheiro nunca chega.

Estou a pensar ir-me prostituir para o estrangeiro. Lá, os chulos cobram menos.

PS. Excepto Paris, porque me constaram umas coisas...

 
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!
Desiludido... (seguir utilizador), 2 pontos , 15:22 | Sexta feira, 7 de outubro de 2011
Não sou a favor das prostitutas, mas penso que não devem ser mal tratadas, quer pelos seus chulos, quer pelos clientes. Nunca utilizo os seus serviços, mas cada um, ou cada uma, é como é. E prostitutas há muitas, como os chapeus. Trabalhei numa empresa pública (deles) como aqui tenho escrito muitas vezes, e lá também as havia. Se havia... Mas eram finas. Prostituiam-se para subir na carreira. Para mim eram piores do que as que se vêem nas estradas. Estas podem ser por dificuldades económicas, mas aquelas era para subirem na vida.
 
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Fazer dinheiro com o c. dos outros poupando o seu.
JJFF (seguir utilizador), 1 ponto , 15:06 | Sexta feira, 7 de outubro de 2011
As penas atribuídas foram acertadas. Se os arguidos queriam ganhar dinheiro utilizassem os seus traseiros e deixassem a exploração dos que não lhes pertenciam.
 
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Um juízes trabalham outros não!
Miguel Lifôro (seguir utilizador), 1 ponto , 16:08 | Sexta feira, 7 de outubro de 2011
Não concordo, não concordo, não concordo! Apenas se fala nos direitos da mulher como protagonismo, ou meio de entrada num tacho qualquer porque pouco se faz pelos direitos das mulheres.

A mulher por norma acumula os trabalhos de casa com o emprego e ante a sociedade é vista com dependente do marido. E não é nada assim. É verdade que nas empresas publicas as mulheres muitas vezes sobem na horizontal, mas isso não implica que se chegue a este extremo. Já frequentei os bares de alterne e deixei de o fazer por notar que a maioria das portuguesas ali presentes tinham filhos. Faziam aquilo não por ser fácil como toda a gente afirma mas por necessidade dos filhos. E nunca mais lá fui.

Não se vai acabar com as prostitutas nas matas de um dia para o outro, porque toda a gente se mostra solidária mas ninguém faz realmente nada, mas ao menos deveriam ter um cartão médico e receber assistência. Ás vezes gostaria de ser outra coisa. sei lá um pássaro. Será que algum homem se sente mais macho por pinar uma mulher que está ali ao serviço de todos? Sem higiene nenhuma!

Boa decisão do juiz.
 
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Lufada de ar fresco.
Motuproprio (seguir utilizador), 1 ponto , 16:36 | Sexta feira, 7 de outubro de 2011
Todos os dias lemos notícias que nos põem os nervos em franja, com decisões medíocres e até inconcebíveis, da justiça deste país. Ao ler esta notícia, por momentos até pensei que se tratasse de uma notícia de um qualquer país decente da Europa.
 
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Bem...
Kizumba99 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:47 | Sexta feira, 7 de outubro de 2011
A prostituição é a profissão mais antiga do mundo.
Quando o Estado Novo proibiu o exercício da profissão, não aceitei. Tinha 17 anos e tive que cornear um "amigo".
Criou com isso um vácuo social, onde essas valorosas e esforçadas trabalhadoras por conta de outrem, se viram marginalizadas.
Com o advento do vinte cinco barra quatro, tentaram debalde fazer valer os seus direitos, criar um sindicato, coisa a que todo o trabalhador tem direito.
A hipocrisia social não o permitiu, demasiado agarrada que estava e está a velhos e obsoletos princípios religiosos, reminiscentes do Vaticano, esse coio de estupradores e pedófilos.
Quantas mães solteiras precisam de ganhar a vida, através desse mister?
Quantas esposas infelizes, em que o cônjuge se embriaga numa taberna e ela, a valorosa lutadora, tem que enfrentar as despesas do lar, alugando a sua vagina?
Quantas mulheres, cujo marido as ignora e escolhe uma amante, deixando-a a sofrer anseios sozinha, procura na prostituição a descarga para as suas frustrações pessoais?
Ser puta não é defeito.
Muitas vezes é solução.
Deixemo-nos de ser fariseus.
Pedofilia, isso não!
Há quem proponha a castração química, quando uma simples faca de cozinha faz o trabalho e bem mais barato, ou até uma maceta nos testículos do tarado!
Avante, putaria, avante.
Prostitutas de todo o mundo, uni-vos.
A luta continua!
Vencereis... vencereis...

 
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Penas recorde por explorarem...
WebLogs (seguir utilizador), 1 ponto , 22:46 | Sexta feira, 7 de outubro de 2011
...deputados portugueses estão condenados pela exploração dos contribuintes em impostos para gastos a belo prazer de ulguns XULOS menos escrupulos da a...R. mas são todos cor-uptos, pela sosndagens não se aproveita ninguem, é só MERDA e da grossa.
 
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