"Se os números que foram ontem apresentados pelo Governo são corretos, então todos os números que apresentou até esta data não estão certos", afirmou o líder do PSD. (Veja o vídeo no final do artigo)Clique para visitar o dossiê Orçamento do Estado 2011
Pedro Passos Coelho: «a proposta de Orçamento no Parlamento e marcará não o fim, mas o início da conversa»
Miguel A. Lopes/Lusa
O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, considerou hoje que as medidas de austeridade anunciadas quarta feira pelo Governo demonstram que o país foi enganado "sobre a verdadeira dimensão do problema financeiro" de Portugal.
Para Pedro Passos Coelho, que falava à margem de uma visita ao Instituto de Ciências Aplicadas e Tecnologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o Governo terá agora que "esclarecer exatamente qual a razão" por só quarta feira o país ter ficado a saber "que tinha um grave problema" de finanças públicas.
"Grave problema"
"Se os números que foram ontem [quarta feira] apresentados pelo Governo são corretos relativamente àquilo que é necessário cortar no défice, quer este ano, quer em 2011, então todos os números que apresentou até esta data não estão certos. Isso significa que andámos demasiado tempo a enganar o país e a ocultar a verdadeira dimensão do problema financeiro que tínhamos", afirmou.
O líder do PSD sublinhou ainda que "não é possível encontrar uma resposta para futuro", seja em medidas adicionais para este ano, seja em 2011, "sem que o Governo esclareça exatamente o que é que se passou com o PEC, com o PEC II e qual foi a razão por que o país ontem [quarta feira] percebeu que tinha um grave problema que todo o Governo andou demasiado tempo a dizer que não existia".
PSD estará "à altura das suas responsabilidades"
O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, garantiu ainda que os sociais democratas estarão "à altura das suas responsabilidades" para "encontrar uma maneira de tirar o país da situação em que ele se encontra".
"A proposta que o governo apresentou e que precisa de ser explicada e detalhada será apresentada com a proposta de Orçamento no Parlamento e marcará não o fim, mas o início da conversa e do caminho que haveremos de encontrar para sairmos da grave situação em que estamos".
E acrescentou: "O PSD estará com certeza à altura das suas responsabilidades para, no Parlamento, encontrar uma maneira de tirar o país da situação em que ele se encontra".
Pedro Passos Coelho sublinhou, contudo, que a busca de uma solução implica verdade sobre o verdadeiro estado das contas públicas.
"Só estaremos mais próximos de uma solução se ela assentar na verdade. E enquanto ela não for explicada com detalhe e com responsabilidade ao país, o principal está por fazer", salientou.
No entender do líder do PSD, as medidas a adotar para sanear as contas públicas devem evitar asfixiar o crescimento da economia.
"O caminho que a economia portuguesa precisa não é de matar o crescimento nem é de mostrar determinação e força com o dinheiro dos outros e com o dinheiro dos contribuintes. É preciso que as pessoas percebam qual é o caminho que o Estado também quer seguir nesta matéria", reforçou.
Chegou a hora de dizer a Sócrates que entegue as chaves e saia da condução dos destinos do País.
É isso que se espera da liderança de Passos Coelho, como garante da História do PSD e capaz de honrar o sentido de coerênsia politica,sempre assumida por Francisco Sá Carneiro.
Não diga que não conhecia as peripécias e vigarices de JS, basta recordar-se das mentiras antes das eleições.
Espero solenemente que cumpra com a sua palavra em não aprovar o OE, e que tudo faça para o retirar da sua governação.
"O caminho que a economia portuguesa precisa não é de matar o crescimento nem é de mostrar determinação e força com o dinheiro dos outros e com o dinheiro dos contribuintes".
Com o dinheiro dos outros é melhor não até que melhorem muito as condições para no lo emprestarem. Com o dinheiro dos contribuites, sim senhor. É com esse dinheiro que contamos em primeira instância e enquanto os outros não baixarem os juros. Afinal de quem é o estado? Não é nosso? Ou será que Passos Coelho quer generalizar a ideia de alguns portugueses que o estado português é o ladrão dos portugueses em vez de ser o hiper condomínio dos portugueses mesmo quando mal gerido?
Que fará Passos Coelho quando chegar ao governo se não for com o dinheiro dos outros mais o dinheiro dos contribuintes? Há outro tipo de dinheiro para além desses dois? Só se for o dinheiro sujo.
Diz Passos que o "PSD estará à altura das suas responsabilidades". E nós bem sabemos quais elas são, basta ver o que Durão Barroso fez para enfrentar a crise...
Ao dizer que não falaria mais com Sócrates sem ser na presença de testemunhas Passos Coelho já tinha dado a entender qual seria o preço da abstenção ao OE2011 - que Sócrates passe por mentiroso. Agora vem confirmar exctamente isso.
Diga-se que se quer capitalizar eleitoralmente alguma coisa com a abstenção poderia ser um pouco mais imaginativo. Querer que Sócrates passe por mentiroso é chover no molhado.
Na história da democracia, nunca vi um governo que enganasse tanto o povo. perdeu-se completamente o pudor, e principalmente, o respeito pelas pessoas. Como é possível em quatro meses as coisas mudarem tanto? Claro que para o governo os únicos responsáveis são os mercados e as taxas de juro.
Espero honestamente, que PPC tenha a dignidade de manter a palavra ,e acabe de uma vez por todas,com a pouca vergonha que impera há seis anos neste país.
Ontem perdeu o Norte, teve de vir um seu segunda-linha debitar banalidade.
Hoje acordou com mais uma manobra de diversão, para tentar fazer esquecer o seu zig-zag permanente e o seu falhanço em todas as frentes, da revisão constitucional à recusa de qualquer aumento nos impostos.
O Passos anda toda a classe Politica a enganar o pais. Nao e so o governo. Nos ja estamos habituados... agora e necessario habituar a classe politica de que quando se portam mal sao postos na rua. Portugal precisa de fazer isso com urgencia.
Socrates não perdoa. Sempre, sublinho sempre, que puder distorcer, manipular, mentir, intrigar, usar de influencias e embustar os Portugueses para daí tirar proveitos, irá fazê-lo. Isso é garantidissímo.
As propostas vão ser o inicio do fim da liderança de PPC no PSD, isso sim...o economista relativo, anjinho, ingénuo como afirmou o prof. Martelo é um especialista a dar tiros nos próprios pés. Foi assim com a proposta de revisão constitucional feita fora de tempo e num contexto de grave crise económica e social e foi assim com as conversações pré-propostas do OGE2011, em que jurou a pés juntos que aumento de impostos, jamais.
Vamos ver agora que coelho irá tirar da cartola o economista relativo...será que tem coluna vertebral e vota contra o OGE2011 ou num acto transformista dá uma volta de 180º e aprova o OGE2011 votando a favor ou abstendo-se?
Seja como for se ficar o bicho come se correr o bicho pega: está a prazo...resta saber se o suicidio político vai ser súbito ou por lenta asfixia...
Há muitos anos que os políticos enganam o país! Para nós não é novidade. Pode dizer-se mesmo que já estamos habituados a essa DESGRAÇA que é ter milhares de políticos a saquear, a enganar, a dar o dito por não dito, a ocuparem cargos onde recebem o que não merecem, a encherem os Ministérios com os atrasados mentais da "família" que acentam praça em generais, etc. etc.
A Sonangol Imobiliária vai assumir a responsabilidade da construção das novas zonas residenciais de Kilamba Kiaxi, Zango e Cacuaco, em Luanda, projectos que até agora eram geridos pelo Gabinete de Reconstrução Nacional (GRN) do país.
Esta transferência de poderes deverá beneficiar a MOTA-ENGIL Angola, um consórcio onde a Sonangol, o Banco Privado Atlântico (BPA), a Finicapital e a Globalpactum terão 49% do capital.