O deputado do PSD António Preto suspendeu temporariamente o mandato durante o tempo necessário à realização do julgamento no processo que decorre na quinta vara criminal de Lisboa, conhecido como o "caso da mala".
O pedido de suspensão do mandato de António Preto, que deve ser limitado "ao tempo estrito necessário ao julgamento", foi admitido por unanimidade pela comissão eventual de verificação de poderes, segundo o relatório lido pela deputada relatora da comissão eventual de verificação de mandatos, Maria de Belém Roseira.
O relatório foi aprovado por unanimidade na sessão de instalação da nova Assembleia da República.
António Preto está acusado de falsificação de documento e fraude fiscal qualificada, em co-autoria, num processo que ficou conhecido como o "caso da mala" e que começará a ser julgado na manhã de 27 de Outubro, nas varas criminais de Lisboa.
Em causa estão 150 mil euros que o deputado alegadamente recebeu em 2002, em envelopes e malas, dos empresários da construção civil Virgílio Sobral de Sousa e Jorge Silvério, na campanha das eleições para a liderança da distrital do PSD de Lisboa, que acabou por vencer.
Segundo a acusação, concluída em 2005, António Preto e os dois empresários causaram também um prejuízo ao Estado de mais de 37,5 mil euros.
O deputado terá tentado justificar aquelas quantias como honorários relativos a serviços de advogado, através de um contrato de prestação de serviços, elaborado posteriormente ao recebimento de várias quantias, e da emissão de recibos, o que o juiz considerou falsificação.
Os dois empresários também são arguidos no processo e estão acusados de fraude fiscal qualificada.