23/02/2012 atualizado às 14:24
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A Angola mimada pelo dr. Relvas (e pela RTP e RDP)

Henrique Raposo (www.expresso.pt)
8:00 Sexta feira, 27 de janeiro de 2012
Henrique Raposo, A Tempo e a Desmodo - A Angola mimada pelo dr. Relvas (e pela RTP e RDP)

A RTP, a dr.ª Fátima Campos Ferreira (eterna-ideóloga-de-quem-se-senta-no-poder), a RDP e o dr. Relvas deviam ler este livrinho. Não custa nada. Soares de Oliveira explica aqui uma coisa muito simples: Angola está, vá, assombrada pela maldição dos recursos. Tal como todos os países produtores de petróleo de África, Angola é controlada por uma petro-elite (que aparece muito no El Corte Inglês e nas lojas da Av. Liberdade). O que é uma petro-elite? São aqueles senhores e aquelas senhoras que não aplicam as receitas do petróleo na construção de um país. Nada dessas frescuras ocidentais. A petro-elite é uma entidade predatória, pois transforma a riqueza nacional numa coutada privada. Quando faz programas sobre Angola, a RTP não pode esquecer isto. E a RDP não pode dispensar uma pessoa só porque essa pessoa tem a coragem para dizer isto. Como dizia o meu avô num português perfeito: shame on you.

Mas há mais. Soares de Oliveira é particularmente sofisticado na forma como aborda o paradoxo dos "estados falhados de sucesso" (Angola é um deles). Estes Estados têm todas as características dos estados-falhados, mas, de forma surpreendente, não entram em colapso. Isto sucede porque as petro-elites conseguem fazer duas coisas: (a) capturaram a riqueza do país, como já afirmámos, e (b) alcançam legitimidade no exterior. Quem é que fica preso e esquecido entre (a) e (b)? A população do país, que não é tida nem achada. Neste contexto, o Estado acaba por ser um mero entreposto comercial que permite à elite local vender petróleo ao exterior sem prestar contas ao resto da população. Ao fazer programas que não passam de propaganda do MPLA, a RTP está a legitimar a elite angolana. E isso tem um nome: shame-on-you.

Portugal e as empresas portuguesas podem (e devem) fazer negócios com Angola. Os revolucionários de cadeirão que se indignem com esse facto da vidinha. Mas os órgãos de comunicação social e o governo de Portugal não se podem curvar perante um regime ditatorial. Portanto, vale a pena repetir: uma coisa é fazer negócios com uma ditadura; outra coisa é legitimar politicamente essa ditadura.  Uma coisa é o jogo do cifrão; outra coisa é o jogo da legitimidade. Uma coisa é ir a um restaurante com um sujeito; outra coisa é abrir a nossa casa a esse sujeito. 

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OS RESTOS DO PATERNALISMO LUSO
odisseia na terra (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 10:41 | Sexta feira, 27 de janeiro
Com este seu artigo revela uma enorme ignorância do q é a Angola d hoje. Alinha “comendo” os restos dos ressabiados d esquerda q ainda não digeriram a abertura q o MPLA fez nas ultimas décadas, especialmente após os Acordos de NY. Tudo é pretexto p uma certa gentinha atacar, a ainda em gestação, democracia angolana. É bom não esquecer q Angola viveu uma guerra total durante décadas e na qual tbem se digladiaram os dois blocos mundiais, o dos aliados e o comunista. Nessa altura os hoje detractores elogiavam os excessos então cometidos e típicos de contendas civis. Angola há 8 anos ainda estava em guerra e, qualquer analise não pode esquecer esse facto. Do meio d todo este difícil contexto surge a figura impar d JES q não só venceu, como perdoou e integrou o inimigo q esmagou militarmente. Não sei se sabe mas o Chefe d Estado-maior do exercito angolano é um ex oficial superior da UNITA, o Provedor d Justiça tbém é da UNITA. Em Angola tudo está a nascer e como consequência do anteriormente referido tudo enfrenta obstáculos difíceis. É o desafio da paz. É o desafio da Democracia. É o desafio do desenvolvimento. É o desafio da afirmação internacional. É o desafio d criar uma economia estruturada. Tudo isto ao mesmo tempo! Em 8 anos muito foi feito e p isso muito terão contribuído os 150 mil portugueses q dizem por lá já estar. Outros milhares se juntarão a estes e disso pode ter a certeza. Angola é talvez a maior e melhor solução p os problemas imediatos dos milhares d desempregad
 
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odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 10:45 | Sexta feira, 27 de janeiro
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Tito D'alva (seguir utilizador), 1 ponto , 20:16 | Sexta feira, 27 de janeiro
O despertar
moncarapacho (seguir utilizador), 2 pontos , 8:52 | Sexta feira, 27 de janeiro
Parece que só agora HR e outros escribas se aperceberam o que é Angola. No entanto nada tem de muito diferente dentro do panorama dos países produtores de riquezas, desde o petróleo aos diamantes. Há quantos anos não vêm os nababos para a Riviera francesa, alugando hotéis de 5 estrelas, inteiros, com dezenas de princesas, comprando automóveis com maçanetas de ouro.

Quantos palácios e solares de Inglaterra e França são propriedade dessa quadrilha de ladrões que se está nas tintas para os respectivos povos ??

Quantos bancos suíços (e não só) estão a abarrotar com as carradas de dólares e euros que essa gente lá deposita??

A Europa ocidental e democrática tem-se aproveitado dessa roubalheira, ao longo de décadas, e agora que Portugal está a fazer uma operação de charme, a ver se lhe toca também algum, é que todos estes moralistas de pacotilha se estão a armar em democratas.Temos lá mais de 100 mil pessoas, podemos fazer negócios que nos safem a onça, construímos pontes e estradas melhor que os chineses. Negócios não significa aldrabice ou exploração. Podem-se fazer negócios limpos, com mútuas vantagens.

Criem um ambiente hostil, os Santos levantam ferro e depois chorem sobre o leite derramado...............
 
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    Re: O despertar    Ver comentário
leaodaselva (seguir utilizador), 1 ponto , 10:07 | Sexta feira, 27 de janeiro
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poiz (seguir utilizador), 2 pontos , 10:38 | Sexta feira, 27 de janeiro
    Re: O despertar    Ver comentário
leaodaselva (seguir utilizador), 1 ponto , 17:58 | Sexta feira, 27 de janeiro
    Re: O despertar    Ver comentário
ditirambo (seguir utilizador), 2 pontos , 15:07 | Sexta feira, 3
HR
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 9:47 | Sexta feira, 27 de janeiro
Se o schwarzenegger fosse a Angola tinha tema para mais filmes que nunca acabavam, tais são os predadores.
Mas por cá também os temos.
 
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"Falar, não enche barriga" !!!
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 10:04 | Sexta feira, 27 de janeiro
Infelizmente, digo eu! Fosse o contrário e éramos o país mais rico d a Terra!
África é um continente esquecido e abandonado, em especial os países q não dispõem de petróleo, ouro, diamantes ou produtos de grande interesse comercial. Aí predomina a barbárie. Os “Hoteis Ruanda”!
Contrariamente, outros Estados cuja sorte os bafejou com um enorme manancial de riquezas, a ambição desmedida de líderes corruptos e despóticos são "acarinhados politicamente de forma encapotada pelos governos dos países Ocidentais; o jogo não é 100% aberto; porque a opinião pública do lado de cá não come tudo o q lhe impingem. Este é um caso paradigmático onde entram vários jornalistas entre eles Henrique Raposo.
Entretanto, no meio deste saque institucional com o devido apoio diplomático da comunidade ocidental, as populações são foi deixadas à sua própria sorte, sem amparo e projetos de recuperação por parte da comunidade internacional.
Portugal não foge á regra, com uma desvantagem acrescida relativamente a outros Países mais ricos. Necessita do investimento Angolano como de pão para a boca e de dar o pão a milhares de Portugueses, em Angola.
Daniel Bessa, por estes dias, afirmava numa entrevista que deixou indignados muitos indígenas: "Cada português que emigra resolve dois problemas o dele e o dos outros."
E talvez aqui esteja o busílis de toda esta questão!
Angola tem ajudado a resolver-nos dois problemas:
O do financiamento das nossas empresas e o do desemprego.
 
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Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 10:21 | Sexta feira, 27 de janeiro
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Fastrabbit (seguir utilizador), 1 ponto , 11:07 | Sexta feira, 27 de janeiro
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Jorge Espada (seguir utilizador), 1 ponto , 13:39 | Sexta feira, 27 de janeiro
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Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 15:49 | Sexta feira, 27 de janeiro
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Jorge Espada (seguir utilizador), 1 ponto , 16:31 | Sexta feira, 27 de janeiro
    Re: Cont.    Ver comentário
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 17:39 | Sexta feira, 27 de janeiro
NOME ?... ANGOLA ...
CENSURADO SARL (seguir utilizador), 2 pontos , 10:52 | Sexta feira, 27 de janeiro
Nome completo ?... Angola dos Santos ...

E o resto são negócios ... negociantes ... e traficantes ... a quem pouco importam os princípios e os valores morais ...
 
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Olhar Angola que é mimada pelo Dr. Relvas e RTP
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:09 | Sexta feira, 27 de janeiro
Anda por aí muita gente que já viu o óbvio, mas ainda há muita que não o quer admitir, embora outros comecem a despertar para uma realidade nua e crua. O que não disseram de Sócrates e das suas amizades comerciais com Chavez e Kadafi. Não há duvidas que o dinheiro não tem cor nem Pátria. Os que criticavam ontem, fazem hoje exatamente o mesmo. O que pode acontecer é que as consequências de quem critica sejam diferentes, pois já ouve exonerações e já acabaram com programas. Não percebo a razão da falta de solidariedade dos jornalistas, porque se fosse Sócrates não faltariam cobras e lagartos para o morder. Agora já se podem cometer atrocidades se é que o são na vendadada do BPN, mas também da EDP e por aí adiante, porque o pior ainda está para vir. Nem quero falar em directos do exterior feitos nesses Países, onde só falta deitar as calças abaixo para mostrar o traseiro. Afinal a asfixia democrática tal como a virgindade já não tem o valor de outros tempos.

http://www.tsf.pt/PaginaI...
 
http://www.jornaldenegoci...

http://www.nytimes.com/20...
 
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'Olhar para a Angola que é mimada pelo dr. Relvas
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 11:18 | Sexta feira, 27 de janeiro
Ao ler o seu texto, só me ocorre voltar a escrever o que escrevi à Vera, quando comentei o post de Daniel Oliveira sobre o mesmo tema, na quarta:
***
Longe de mim defender que Portugal não deve ter diplomacia económica.
...
Mas a questão aqui é outra, e insisto nela: Rosa Mendes foi silenciado por causa de Angola, ou isso foi apenas coincidência? Este ponto não é de só menos. O Daniel acredita que sim, e daí a sua crónica. Percebe-se a metáfora dele: se censurámos Rosa Mendes por dizer mal da visita, então passamos bem por "visitadoras". É que isto está para além da mera discrição em relação a defeitos de amigos, estamos também a "vender" os nossos valores fundamentais como a liberdade de expressão dos nossos, para os satisfazer. O lenocínio de DO é uma comparação apropriada.
***
Vem isto a propósito do texto do Henrique seguir de muito perto a crónica de Rosa Mendes na denuncia dos mecanismos da petro-élite, o primeiro socorrendo-se do livro de Soares de Oliveira, o segundo recorrendo a Christine Messiant, autora do termo óleocracia... e Rosa Mendes, ter sido aparentemente despedido por isso. Se isso se confirmar, já estaríamos para lá da amizade, e repare-se que esta, ao contrário do Henrique, eu até aceito.

Curioso termo. As monarquias do golfo também começam/são ditaduras, mas quem lhes aponta isso à cara?
 
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São só calunias.
JJFF (seguir utilizador), 2 pontos , 12:46 | Sexta feira, 27 de janeiro
Chamar de "petro-elite" aos dirigentes do MPLA só poderá ser uma calúnia porque Fidel de Castro nunca empenharia o seu exército para defender gente que não fosse tão democrata quanto ele.
 
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Angola é a esperança das negociatas...
Resistente (seguir utilizador), 2 pontos , 23:08 | Sexta feira, 27 de janeiro
 
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À grande Raposo!
Franco5612 (seguir utilizador), 2 pontos , 1:33 | Sábado, 28 de janeiro


Falas assim porque não trabalhas para a RDP.

Olha que quem se mete com Angola leva!
 
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Que grande salganhada...
Jolitras (seguir utilizador), 1 ponto , 9:37 | Sexta feira, 27 de janeiro
... para não ser identificado como Daniel Oliveira, Henrique Raposo diz, que negócios com ditaduras tudo bem, aparecerem no Canal 1 é que não. Comprarem o país, tudo bem.. epá, mas surgirem no horário nobre das cadeias televisivas, Deus nos livre. Façam tudo, mas nos bastidores, que não queremos nada legitimado. Tá certo...

http://barbarraridades.bl...
 
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Visão esquecida
Jorge Duque (seguir utilizador), 1 ponto , 10:03 | Sexta feira, 27 de janeiro
Um dos motivos porque o nosso país não queria conceder a independência a Angola devia-se à existência de uma diminuta elite académica local.

Como o restante povo era primário e inculto (indígenas) esta elite iria apropriar-se do poder e das riquezas de Angola em seu proveito.

E se não fosse o MPLA teria sido a UNITA.

 
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Africa minha..
Vera Santorini (seguir utilizador), 1 ponto , 11:59 | Sexta feira, 27 de janeiro
O Relvas é o ódio de estimação de muita gente. Não o conheço nem nunca ouvi ou li qualquer explicação concisa sobre o seu percurso tão "tenebroso" como o pintam..pois eu dou-lhe valor e entendo o reavivar das relações que ele está a implementar com Angola e que estavam muito azedas antes disso( por ter tido um percurso de vida semelhante ao dele embora noutra ex-colonia entendo perfeitamente a sensibilidade que ele tem demonstrado ter por Africa e só quem nasceu ou viveu nesse gde e maravilhoso continente consegue perceber a sua dimensão) .
Viajando até Angola ou Moçambique constata-se que são aos milhares (e desde a Independencia ),os Europeus / Americanos/ Chineses que estão por lá a fazer negócios. Nós temos uma relação previligiada pq falamos a mesma lingua e temos um longo passado comum pq não aproveitar?
Há negócios muito sérios , há gente decente , nem todos são corruptos e não deviam falar sem conhecer a realidade nem ofender as pessoas.
Com tanta animosidade podem acreditar que mais uma vez todos nos vão passar à frente e perderemos mais esta oportunidade de dar um pouco de animo à nossa economia.
Pois eu prefiro que Portugal faça negócios com Angola ou até com o Brazil do que com os Chineses...
 
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Só 16
MárioJTAlmeida (seguir utilizador), 1 ponto , 13:19 | Sexta feira, 27 de janeiro
O Henrique Raposo hoje ainda só tem 16 comentários!

De facto Angola tapa a boca a muita gente!
 
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À procura de negócios e visitadoras.
Anthos (seguir utilizador), 1 ponto , 14:09 | Sexta feira, 27 de janeiro


E' uma verdadeira vergonha que o Governo Português se curve perante um regime ditatorial: Shame on it!

A meu parecer, negociar com uma ditadura é o mesmo do que legitimá-la politicamente porque este lixo deve ser posto de lado.

Agora Relvas está a dedicar-se a obras de caridade a tal ponto que entrega, com enorme denodo, visitadoras ao domicílio dos soldados amazónicos em guerra.
Mais: uma vez assistiu pessoalmente à consumação dum ato sexual como um excitado voyeur. Portanto deve ser rotulado como um eminente benfeitor da sociedade pois (torno a repetir o que disse ontem) ele formou o exército da salvação.

Mas aonde ele vai à procura das visitadoras?

                    ἄѵϑος

 
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