I. Dos três candidatos à liderança do PSD, José Pedro Aguiar Branco é o candidato mais fraco. Porém, Aguiar Branco é autor da melhor frase, da melhor ideia de toda a campanha interna do PSD: "O PS deixou Portugal deixou nas mãos dos credores internacionais". E os factos não deixam dúvidas a este respeito. O "i" de hoje publica dados do Banco de Portugal que são assustadores: em 1996, a nossa dívida externa representava 10% do PIB. Em 2009, essa dívida representava 111%.
II. Como é que isto aconteceu? Durante 15 anos, o PS só governou de uma certa maneira: vender dívida para fazer obras públicas, para alargar o raio de acção do Estado dentro da sociedade, através, claro, dos grandes projectos estatistas. É o evangelho socialista: arranjar dinheiro que não existe através da dívida, para depois torrar esse dinheiro em projectos megalómanos. O resultado desta política económica está aí: dívida enorme, défice gigante, reduzido crescimento.
III. E, agora, perante o caos que provocaram, muitos socialistas estão contra o PEC e contra Teixeira dos Santos. Ao que parece, a ala esquerda do PS (Vieira da Silva, Alberto Martins, Ana Jorge, etc.) está muito zangada com o PEC. Estas pessoas não aprendem, nem querem aprender. Só sabem fazer política com o dinheiro dos outros (impostos altos) e com o dinheiro-inventado (dívida). Para esta pessoas, fazer política é atirar dinheiro para cima dos problemas (obras públicas para criar emprego temporário; subsídios que não resolvem o problema da pobreza, etc.). Pior: não percebem que este tipo de socialismo baseado - paradoxalmente - no capitalismo global já não tem futuro.
IV. O futuro próximo de Portugal depende da vitória da responsabilidade de Teixeira dos Santos perante a irresponsabilidade da "ala esquerda" do PS.