Duplas de navegadores oceânicos a caminho de Cascais
Team PRB
Depois de quatro dias de rota desde Barcelona, a frota da regata Europa Warm' Up encontra-se a navegar próximo do cabo de São Vicente, na costa sudoeste de Portugal, rumo a Cascais. Na sombra das históricas falésias do Algarve, a luta entre os líderes continua com o veleiro Virbac Paprec 3 a liderar com apenas 0,1 milha de vantagem em relação ao PRB e ao MACIF, duas milhas atrás. Os ventos continuam a soprar fracos ao largo da costa algarvia mas esta tarde espera-se uma alteração de direção da brisa de nordeste para noroeste para a navegação nas 80 milhas finais Depois da travessia do estreito de Gibraltar, com ventos instáveis e correntes fortes, e a passagem ao largo da costa algarvia com ventos fracos, os líderes da frota já marcam agora rumo para Cascais. Mas os restantes quatro barcos da frota ainda está mais atrás, com défices de quase 40 milhas, como o Banque Populaire, 4º colocado, e mais de 157 milhas, como o Cheminées Poujoulat, de Bernard Stamm, último colocado.
Franceses com uma margem de apenas 1,6 milhas na rota.
Yann Riou/Groupama
As equipas do Groupama e do Team Telefónica passaram a noite a trocar a vez na liderança da frota da Volvo Ocean Race, em rota para Lisboa. A vantagem que os franceses tinham ainda ontem chegou a reduzir-se a zero, apesar da separação lateral de mais de 30 milhas. Hoje pela manhã apenas 1,6 milha separava o Groupama do Team Telefónica, enquanto os veleiros Abu Dhabi e o PUMA já somam um défice de mais de 23 milhas. Com um cenário meteorológico pouco claro, os navegadores decidiram rumar para oeste, diretamente para Lisboa.
Posicionados na latitude 33 N e longitude 64 O, os franceses e espanhóis estão a navegar com ventos de sul-sudoeste, com força de 17 nós, a mais de 500 milhas de distância da costa americana. Com os modelos meteorológicos a indicar situações diversas daquelas encontradas no terreno, os navegadores estão a optar por uma rota direta para Lisboa. "As frentes frias e o sistema de alta pressão dos Açores não estão a comportar-se como habitualmente e então toda as táticas tradicionais não se aplicam.", disse Yann Riou, tripulante-repórter do Groupama, dizendo que ontem os ventos fortes beneficiaram os barcos que vinham atrás.
Ventos de mais de 35 nós e mar agitado, captados pelo tripulante-repórter do veleiro Abu Dhabi
Nick Dana/Abu Dhabi
Depois de uma noite de tempestade na rota ao largo da costa este dos Estados Unidos, com ventos de 35 nós, apenas o líder francês Groupama escapou do temporal tropical Alberto, que se moveu para sudeste e apanhou a frota em cheio. As equipas tiveram de lidar com a tormenta durante 12 horas. Agora a frota já marca rumo agora para este no Atlântico Norte, com boas velocidades, com os franceses a somar 26 milhas de avanço, os americanos do PUMA em 2º lugar e o Team Telefónica em 3º posto.
"Foram 12 horas caóticas, com ventos fortes e ondas grandes, que colocaram as tripulações em modo de sobrevivência. A tempestade alterou o curso e de repente estávamos no meio dela, a navegar com três rizes na vela grande e uma vela de proa pesada.", contou Ian Walker, skipper do Abu Dhabi, em 4º lugar, que esteve preocupadíssimo com os raios e relâmpagos que atingiam o mar. Walker contou ainda que alguns tripulantes a bordo estão a sofrer com dores nas costas, devido às várias mudanças de vela, e um deles chegou mesmo a ter um corte na testa quando caiu no convés.
Depois da batalha contra os elementos naturais, os navegadores conseguiram escapar ao pior da tempestade e reajustar a rota em melhores condições, com ventos mais fracos e mar mais calmo.
Com exceção dos franceses do Groupama, o restante da frota apanhou a tempestade Alberto em cheio. Ventos de mais de 35 nós e ondas grandes marcaram a noite de difícil navegação para as tripulações na rota para Lisboa.
As duplas de navegadores a bordo de cada veleiro estuda as previsões meteorológicas
Virbac-Paprec Team
Esta madrugada, o veleiro PRB, de Vincent Riou, surgiu na liderança da frota da nova regata Europa Warm'Up, agora que a frota está a cruzar o estreito de Gibraltar. Riou optou por uma rota mais junto à costa espanhola, destronando assim o skipper Jean-Pierre Dick, do Virbac Paprec 3, que seguiu próximo à costa marroquina, juntamente com o veleiro MACIF. Ambos entretanto já manobraram para norte e seguem cerca de 3 milhas atrás do novo líder. Agora faltam 280 milhas até a primeira escala em Cascais.
A passagem pelo estreito de Gibraltar ainda decorrerá durante o dia de hoje, sob ventos fracos e variáveis de oeste que passarão a este. Nesta zona de transição, os navegadores devem ser extremamente cautelosos para preservar os avanços frente aos rivais.
A noite passada, as duplas de naveadores zigue-zaguearam através do mar de Alboran, em busca do melhor ângulo de navegação e a fim de evitar as correntes contrárias.
Os franceses do Groupama estão a liderar a rota na costa este dos Estados Unidos.
Yann Riou/Groupama
Depois da largada sob ventos fraquíssimos em Miami, a frota da Volvo Ocean Race já navega com ventos do quadrante norte a soprar contra a corrente do Golfo, criando um mar agitado para os seis veleiros na rota para Lisboa. Os franceses do Groupama registam um avanço de cerca de 3 milhas sobre a equipa americana do PUMA e os espanhóis do Team Telefónica. Numa difícil navegação à bolina os líderes seguem em direcão à tempestade tropical Alberto.
O progresso da frota para norte está a ser ajudado com os 3 nós da corrente favorável do Golfo, mas a navegação contra o vento de norte está a tornar muito desconfortável a vida a bordo. "Não há nada como seguir à bolina no corrente do Golfo, com o barco a bater nas grandes ondas.", comentou de forma sarcástica o chefe de turno Tony Mutter, do veleiro PUMA
As equipas do Abu Dhabi e do CAMPER/ETNZ seguem em 4º e 5º lugares, a apenas uma milha de distância uma do outra, enquanto o Team Sanya já soma um défice de mais de 15 milhas em relação ao líder francês.
A bordo dos veleiros IMOCA 60 pés, as duplas de navegadores se preparam para a travessia do estreito de Gibraltar, rumo a Cascais
PRB Team
Depois de uma noite um tanto agitada, com refregas frequentes no Mediterrâneo a frota da nova regata Europa Warm'Up está a navegar próximo do cabo da Gata, em Almeria, na costa espanhola, já no mar de Alboran. A dupla de navegadores do veleiro Virbac-Paprec 3 continua na liderança, com um avanço de seis milhas sobre os dois rivais MACIF e Banque Populaire, que seguem em ritmo de match racing, separados apenas por meia milha de distância. A 190 milhas do estreito de Gibraltar os líderes preparam-se para a difícil passagem, antes de alcançar a costa portuguesa. Hoje, os ventos sopram de forma mais estável, mas os líderes irão encontrar brisas mais fracas que os restante da frota mais atrás. A navegação à bolina deve continuar por todo o dia de hoje, numa performance mais lenta do que uma navegação à popa, em que os veleiros IMOCA 60 atingem boa velocidades.
O veleiro árabe Abu Dhabi em primeiro lugar no início da 7ª etapa da Volvo Ocean Race
Ian Roman/Volvo Ocean Race
A equipa do Abu Dhabi voltou a dominar a frota hoje na largada da 7ª etapa da Volvo Ocean Race em Miami, que decorreu em 'slow motion' com ventos fraquíssimos de nordeste a soprar no percurso triangular que serviu de prólogo. O skipper inglês Ian Walker soube negociar a brisa que foi enfraquecendo ao longo das 8 milhas e mesmo os efeitos da corrente do Golfo que quase toca a costa de Miami Beach. Os franceses do Groupama conseguiram manter-se em 2º lugar, enquanto os espanhóis do Team Telefónica e a equipa do CAMPER/ETNZ lutavam pelo 3º lugar. Agora, são 3950 milhas através do Atlântico Norte até Lisboa, que acolhe a frota pela primeira vez nos 38 anos de história desta regata.
A frota segue agora ao embalo da corrente do Golfo - o poderoso fluxo que corre a norte na costa este dos Estados Unidos, com velocidade de mais de 3 nós - e que irá acompanhar a frota no rumo para o norte. A presença de uma frente fria a norte de Miami indica que nas primeiras oito horas da rota as condições meteorológicas serão muito instáveis - a tempestade tropical Alberto.
A rota através do Atlântico Norte ainda irá apresentar mais desafios para os navegadores e muitos admitem que esta etapa será decisiva na classificação geral. As quatro tripulações no topo da classificação sabem que um lugar no pódio em Lisboa pode cimentar as suas aspirações para a conquista do troféu na meta final em Galway, Irlanda, em Julho.
Os espanhóis do Team Telefónica, agora com apenas 7 pontos de vantagem, sabem que não podem se dar ao luxo de qualquer erro na rota. "Temos de navegar muito bem, a diferença na pontuação é muito pequena. Se ficarmos em 4º lugar nesta etapa, tudo vai mudar na classificação geral.", declarou o skipper Iker Martínez, lembrando que só restam três etapas oceânicas e três regatas costeiras.
As imagens da largada da 7ª etapa da regata à volta do mundo em Miami, rumo a Lisboa. A rota de 3.950 milhas através do Atlântico Norte será mais um desafio para as seis tripulações profissionais a bordo dos veleiros VOR 70. A chegada à capital portuguesa está prevista a 31 de Maio, marcando a primeira vez que o evento toca a costa portuguesa em 38 anos de história.
Veleiro Virbac-Paprec 3 lidera a rota em direção a Cascais, primeira escala da nova regata Europa Warm'Up
Virbac-Paprec Team
A dupla de navegadores liderada por Jean-Pierre Dick, a bordo do veleiro Virbac-Paprec 3, já se encontra a navegar na latitude da Palma de Maiorca, esta manhã, com um avanço de 12 milhas sobre o rival mais próximo, o PRB de Vincent Riou. Ventos fracos e inconstantes desde a largada em Barcelona ontem à tarde está a complicar a vida a bordo para as duplas de velejadores - muitas cambadelas e mudanças de velas de proa não deixaram tempo algum para descanso na primeira noite da rota pelo Mediterrâneo, rumo a Cascais, primeira escala da nova regata Europa Warm'Up.
"Estamos a seguir bem na rota e o objetivo é alcançar os ventos fortes em primeiro lugar. Mas ainda temos um longo caminho até Cascais.", disse Jean-Pierre Dick, campeão mundial na classe IMOCA 60 em 2010, que faz dupla com Roland Jourdan.