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Nove auto-estradas não são necessárias

Especialistas pedem maior rigor nas decisões de investimento rodoviário. (Veja mapa em PDF no final do texto)

Helder C. Martins
13:32 Terça feira, 7 de abril de 2009
Nove auto-estradas não são necessárias
António Pedro Ferreira

Dez a 12 mil veículos por dia é o volume de tráfego a partir do qual se justifica construir uma auto-estrada. Isto de acordo com os parâmetros internacionais e com as normas vigentes no próprio Plano Rodoviário 2000. Fomos fazer as contas ao tráfego médio registado e a conclusão é, no mínimo, preocupante: nove auto-estradas não têm razão de existir. Abaixo deste limite ficam três no Norte (A11, A7 e A24), duas no centro (A14, A17) e quatro mais a sul (A10, A15, A13 e A6) (ver infografia). E uma análise troço a troço multiplicaria os exemplos acima das dezenas.

Quando o Eurostat, o gabinete de estatísticas europeu, diz que Portugal é dos países da Europa com mais auto-estradas por habitante e densidade geográfica e que a Região de Lisboa e Vale do Tejo é a "campeã" da Europa, está a atestar o resultado de décadas de política de betão. A discussão se há ou não estradas a mais divide opiniões dentro do Governo e no próprio mundo empresarial, mas "há que remunerar os accionistas". Por isso, os concursos não ficam desertos. Uma situação que levou o Presidente da República há duas semanas a afirmar que "em Portugal ainda se confunde custo com benefício. Uma estrada é toda ela custos. O benefício é o trânsito que passará nela. Se não houver trânsito não há benefício, é zero", disse Cavaco Silva.

Em tempos de crise económica profunda um estudo das necessidades e uma definição de prioridades é a tónica dominante não só dos especialistas como das próprias associações de construção. A nível da União Europeia há também uma inflexão, mesmo o plano de relançamento económico dá a prioridade ao transporte marítimo e à ferrovia. "Depende muito da rede existente no local, mas o valor de referência internacional está entre os 10 mil e os 12 mil veículos por dia", adianta o professor do IST José Manuel Viegas. E este especialista diz que as elevadas exigências de serviço definidas no PRN 2000, que chega a estabelecer capacidades para 750 veículos/hora estão desadequadas.

Viegas dá como exemplo o que se fez em Espanha, onde existe a autopista - uma auto-estrada com elevados níveis de serviço e capacidade de tráfego - e as autovias, auto-estradas em zonas de menor tráfego, com especificações técnicas inferiores, mas pouco visíveis para os utilizadores. "Em Portugal não existe essa especificação, que era o que fazia sentido. Só se construíram hotéis de cinco estrelas esquecendo que muitas vezes os de três estrelas serviam perfeitamente". Para uma qualidade de serviço idêntica, o custo de uma autovia espanhola é 60% do de uma autopista", salienta.

"Para a decisão de construir uma auto-estrada não basta a justificação económica", alerta João Vasconcelos Guimarães, consultor e antigo presidente da Brisa e da Somague Concessões. "Por vezes, um afastamento geográfico de uma via de transporte para permitir ligar o litoral ao interior pode ser justificável. Porém, em época de crise económica, de restrições orçamentais, isso não pode ser feito", afirmou.

Nunes da Silva, também docente do IST, corrobora aquele patamar e salienta que não há um modelo de tráfego para o país. "Pouco ou nada se estuda a nível da concorrência entre os vários meios de transporte". Lembra que com a ligação por TGV entre Lisboa e Porto em menos de duas horas a auto-estrada vai ter uma quebra significativa. Segundo disse o ministro Mário Lino, o TGV Lisboa-Porto vai ter seis milhões de passageiros.

Quanto à procura de auto-estradas, com um crescimento de tráfego avaliado em 1,8% ao ano, os especialistas salientam que não é expectável que a taxa de motorização da população portuguesa venha a crescer, sobretudo a curto prazo. "Temos 500 veículos por mil habitantes, poderemos chegar aos 600, mas não passaremos disso", diz Nunes da Silva. E mesmo o terceiro ou quarto carro por família não gera tráfego de longo curso mas apenas de proximidade.


É necessário mais uma AE Lisboa-Porto?

Nas duas auto-estradas actuais circulam 50,5 mil carros dia, a capacidade é de 150 mil e o Governo quer construir mais uma

A concessão Auto-estradas do Centro e a Pinhal Interior fazem ou não uma nova AE para o Porto? Os especialistas dizem que sim, o Governo oficialmente diz que não. Mas dentro do Executivo e nos meios empresariais há quem olhe para este projecto como um absurdo.

As duas auto-estradas actuais (A1 e a ligação A8-A-17-SCUT Costa de Prata), separadas por 10 quilómetros em algumas zonas, têm uma capacidade instalada que permite chegar aos 150 mil veículos/ dia, segundo técnicos do sector. O que significa que há ainda muita margem se tivermos em conta que em 2008 em toda a A1 circularam 34 198 veículos/dia e na A17 16 423.

"Ver nas concessões Auto-estradas do centro e Pinhal Interior uma nova Lisboa-Porto é errado", contrapõe o secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos. "Esse trajecto Lisboa-Porto tem 370 km, mais 25% do que o normal", salientou. Para o responsável, o objectivo da Auto-estradas do Centro é ligar Coimbra a Viseu e resolver a ligação IP3 Coimbra-Viseu e o IC-2 Coimbra-Porto, tal como definido no PRN-2000, aprovado por todos os partidos. Campos diz que o objectivo é optimizar traçados no IP2-IP-3 (ligação Mira-Nelas), "fechar" a ligação Mealhada-Oliveira de Azeméis, sem ter quer fazer duas vias novas. "Poupámos a construção de estradas novas e esta opção permite gerar mais portagens". Salienta que o IC2 é hoje das zonas de maior tráfego do país com cerca de 30 mil veículos/dia. Quanto ao Pinhal Interior, Paulo Campos diz que é uma concessão que vai permitir às populações do Interior uma melhor acessibilidade a Lisboa e ao Porto. "Dos 1300 km de novas estradas, 1200 são para ligar ao Interior", afirma. E daquele total, 600 km são de auto-estradas. E "mais de metade dos 1300 km de estradas são nos distritos de maior sinistralidade Évora, Beja, Portalegre, Bragança, Santarém e Faro", acrescentou.

A Auto-estradas do Centro é uma concessão avaliada em €740 milhões, em cuja short-list estão os consórcios da Mota-Engil e o da Edifer. Esta nova via terá 185 quilómetros com portagem. Na Pinhal Interior, o investimento é de €670 milhões e 97 km são portajados.


Mapa de Portugal com os troços com mais e menos de 10 mil veículos/dia (clique na imagem para ver o documento em formato PDF)

Texto publicado na edição do Expresso de 4 de Abril de 2009

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Planificações....
doctorcj (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 13:58 | Terça feira, 7 de abril de 2009
A avaliação das necessidades e a definição de prioridades tornou-se um "must" neste jardim à beira mar plantado. Esbanjar dinheiros públicos tornou-se um saudável exercício de uma classe política incompetente e trauliteira que ao longo destes anos se tem pavoneado pelo Terreiro do Paço. Ele são obras desnecessárias, são estádios de futebol para coisa nenhuma, derrapagens, megalomanias e auto-estradas (de preferência de cobrança real) como a notícia refere. E o mais grave é que o circo vai continuar com aeroportos e TGV e mais umas concessões "viárias" para os amigos (Olá Coelhone) com o Zé Pagode, mais uma vez, a contribuir alegremente para a depauperada caixa das esmolas da Paróquia do Terreiro do Paço.
 
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ratajana (seguir utilizador), 1 ponto , 20:33 | Terça feira, 7 de abril de 2009
Auto Estradas
Toni 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 15:32 | Terça feira, 7 de abril de 2009
Este é um problema sempre complicado de comentar. Se para mim a Auto Estrada para Bragança,Vizeu, Vila Real,Beja ou Évora não faz falta e acho uma inutilidade o mesmo não acontece com a opinião daqueles que vivem nessas Zonas isoladas e que têm os mesmos direitos,que os que vivem com todos estes confortos. A Pátria quando da guerra no Ultramar,não esqueceu os jovens que viviam nas aldeias isoladas,sem água, electricidade,estradas etc. Mais grave ainda foram esses a quem a Pátria tinha desprezado,aqueles que mais morreram,pois sem cunhas foram os que piores especialidades tiveram e os que foram mobilizados para os piores cenários de guerra. São também estas populações que não têm nada que contribuiem para outros terem tudo. É uma obrigação de solidariedade e equilibrio territorial.
 
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Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 23:01 | Terça feira, 7 de abril de 2009
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TheDuck (seguir utilizador), 1 ponto , 18:38 | Terça feira, 7 de abril de 2009
    Re: Auto Estradas    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:47 | Terça feira, 7 de abril de 2009
RODOVIA E TRANSPORTE PRIVADO
Musoko (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 17:50 | Terça feira, 7 de abril de 2009
Em Portugal venceram os «gestores» das rodoviárias, que se encheram de dinheiro. As rodovias tb dão muito dinheiro ao Estado através do imposto dos combustíveis. O comboio, em Portugal, é o parente miserável e no entanto as linhas férreas estavam lá, era só desenvolver.
A escala de prioridades em Portugal, pelo menos após Cavaco Silva, é: rodovia e transporte privado.
 
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Sejamos justos e coerentes!...
possivel (seguir utilizador), 1 ponto , 14:52 | Terça feira, 7 de abril de 2009
Sempre fui contra a construção do TGV e também de algumas auto-estradas. Agora, não podemos argumentar que algumas das auto-estradas já construidas não deviam existir, só porque a Europa e o Mundo vive uma crise. A opção europeia no passado, foi o desenvolvimento do tráfico rodoviário. Os governos de Cavaco Silva desenvolveram esse conceito, que na altura era necessário. Hoje chega-se á conclusão que se deve desenvolver o trafico maritimo e ferroviario, por questões inerentes á própria crise. O problema é que em Portugal não houve um equilibrio equitativo para manter todas essas opções.
 
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o mandato das descobertas
Carlos A R Ferreira (seguir utilizador), 1 ponto , 14:55 | Terça feira, 7 de abril de 2009
Pode dizer-se sem risco de errar, que o mandato de Sócrates é o mandato das descobertas.
Aqui está mais um tema de enorme gravidade, em relação ao qual os estudiosos estiveram a dormir durante duas décadas.
Acordaram agora - vale mais tarde do que nunca!
 
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    Re: o mandato das descobertas    Ver comentário
TheDuck (seguir utilizador), 1 ponto , 17:01 | Terça feira, 7 de abril de 2009
    Re: o mandato das descobertas    Ver comentário
ANPICAPA (seguir utilizador), 1 ponto , 18:00 | Terça feira, 7 de abril de 2009
    Re: o mandato das descobertas    Ver comentário
TheDuck (seguir utilizador), 1 ponto , 18:16 | Terça feira, 7 de abril de 2009
A 2ª auto-estrada Porto-Lisboa
jelopes (seguir utilizador), 1 ponto , 15:10 | Terça feira, 7 de abril de 2009
O artigo menciona a possibilidade de uma 3ª auto-estrada Porto-Lisboa. Também está demonstrada a inutilidade de tal possível futura obra. Creio que se a classe politica o pretender, lá teremos que a pagar........
O que muitas pessoas não sabem é que hoje praticamente já temos uma 2ª auto-estrada Porto-Lisboa.
Com a excepção de meia dúzia de quilómetros que faltam à A29, (o que obriga a igual trajecto na A1), podemos fazer este itinerário pela A29 - A1 - A25 - A17 - A8 e chegar a Lisboa ou ao Porto na mesma distância e no mesmo tempo.
Pode parecer complicado, mas sugiro que tentem este itinerário, podem confirmar que com a excepção dos últimos 10 quilómetros da A8 que estão em obras, o resto do trajecto é muito mais "interessante" do que a A1. Podemos fazer 150 quilómetros em "piloto automático", (entre Aveiro e Caldas da Rainha), quase em tráfego e em algumas zonas com 3 faixas !!!. O artigo demonstra isto mesmo…………
A única coisa intrigante é o facto deste trajecto não ser divulgado, até pela própria Brisa.
Ainda bem, alguns como eu vão continuando a ter uma viagem muito mais confortável............

Que país fantástico o nosso, tem 2 auto-estradas a ligar as 2 principais cidades......... e já pensa na 3ª...........os Holandeses que como se sabe são muito mais pobres do que nós , só tem uma auto-estrada entre Amesterdão e Roterdão, coitados dos Holandeses.............
 
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...
corta bushos (seguir utilizador), 1 ponto , 15:11 | Terça feira, 7 de abril de 2009
país do alcatrão, betão e corrupção!
 
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ANPICAPA (seguir utilizador), 1 ponto , 17:36 | Terça feira, 7 de abril de 2009
E a fixação das Populações no Interior...
Aristeu (seguir utilizador), 1 ponto , 15:29 | Terça feira, 7 de abril de 2009
Quando entramos para a UE o incentivo à construção de Auto- Estradas tinha como base a fixação das populações no Interior com o correlativo desenvolvimento sócio-económico dessas Regiões sempre menos favorecidas que o Litoral sobrelotado.

Quem queria trabalho e melhores condições de vida emigrava para o Litoral.

Nos consulados dos Responsáveis pela gestão dos Fundos da UE privilegiou-se o betão e o alcatrão em perfeita desconexão com o desenvolvimento produtivo-industrial do Interior que fixaria populações e até as poderiaa fazer regressar ... (Quem, se pudesse, não voltaria à sua terra natal se aí fosse viver com qualidade?)

Ninguem neste País é reponsabilizado pelas opções políticas na errada gestão dos dinheiros Públicos...

Agora temos um País com o Interior desertificado, o Litoral sobrelotado com Bairros problemáticos nas periferias, auto-estradas não necessárias, estádios de futebol às moscas com cadeiras multicores para darem a ilusão que estão cheios, e as facturas dos "adiantamentos" da UE à espera de serem cobradas. (Nossos filhos e netos já estão a pagar!)

Mas o mais grave não é o que bem ou mal já está feito, o pior é persistir-se no mesmo erro! TGV? Aeroportos (o da Portela perdeu centenas de voos), Mundiais de Futebol, nova auto-estrada Porto /Lisboa, enfim...

Ao contrário do que antes se dizia - agora já se pode dizer - infelizmente ainda não chegamos à Madeira!

Crise ? Qual Crise?
 
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Podiam ter pensado nisso antes, não?
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 15:32 | Terça feira, 7 de abril de 2009
Aqui há uns tempos, tive uma discussão com um comentador do Expresso Online, em que lhe dizia que havia estradas em Portugal onde o trânsito era praticamente inexistente. Não me quiseram dar razão. Só quando o comentador Viking 2000 apareceu com os números reais dos quilómetros de estradas construídos em Portugal e os kms existentes em Inglaterra, por exemplo, é que não foi mais possível negar a realidade dos factos. Pena é que o sr. Cavaco Silva, um dos maiores culpados por essa política de betão, só venha reconhecer o erro agora, passados 20 anos. Um pouco tarde para quem, supostamente, pertence à "elite" da nação ...

Com exemplos de gestão como este, ainda querem estes senhores que acreditemos que os descobrimentos não ocorreram por acaso ...
 
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    Re: Podiam ter pensado nisso antes, não?    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 17:36 | Terça feira, 7 de abril de 2009
    Re: Podiam ter pensado nisso antes, não?    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 19:52 | Terça feira, 7 de abril de 2009
Só interessa ao pessoal da Brisa...
LeggoScrivo (seguir utilizador), 1 ponto , 15:35 | Terça feira, 7 de abril de 2009
As Auto-Estradas são uma Santa Casa da Misericórdia para dirigentes e engenheiros das concessionárias (Brisa). Têm direito a automóvel, com gasolina paga, não importa os quilómetros que possam fazer. Tudo pago pelo dinheiro das portagens, pois claro. Isto só por si significa, que até as portagens poderiam ser mais baratas, não houvesse a necessidade de sustentar tanta gente...
 
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Conhecimento de causa....
Bairrada Vigilante (seguir utilizador), 1 ponto , 15:45 | Terça feira, 7 de abril de 2009


Gostaria de ver alguém, com conhecimento e vivência diária, argumentar contra a necessidade da construção de uma auto-estrada, via-rápida ou o que lhe queiram chamar, entre a Mealhada e Oliveira de Azeméis.

Se existir apareça e apresente os seus argumentos...
 
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Dizer mal de tudo e todos não é de todo correcto.
LNPereira (seguir utilizador), 1 ponto , 16:31 | Terça feira, 7 de abril de 2009
Fala-se de Cavaco Silva como o primeiro culpado, mas esquecem-se que foi ele que construiu as primeiras "reais" autoestradas deste país. A ele devemos a conclusão da A1. Será que não era necessária? Por outro lado, construiu IP's que até deviam ser AE's, como o IP 5. Isso numa lógica de alterar para AE's as IP's, quando tal fosse necessário. Houve erros, claro. Mas pelo menos não andou a desbaratar dinheiro em obras megalómonas, como as que este governo tem vindo a fazer e, pior, se propõe a fazer. Não, não sou contra o progresso, mas penso que as obras deviam ser feitas com conta e medida.

Ao BairradaVigilante
Verdade! Não sou da Bairrada, mas já lá passei várias vezes e aquilo é um inferno. Até tira o sono só de pensar que se tem de passar por ali e perder um montão de tempo a passo de caracol, travagens, esperas, escapes, businadelas, e muitos mais etc. Aquilo é um sorvedouro de dinheiro nas importações de combustível para nada.
Aqui sim, é necessário uma AE ou similar.
Aliás, o erro já antigo, foi não se ter previsto passar a A1 na zona.
 
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    Cavaco pensou pequeno!    Ver comentário
ratajana (seguir utilizador), 2 pontos , 20:40 | Terça feira, 7 de abril de 2009
    Re: Cavaco pensou pequeno!    Ver comentário
LNPereira (seguir utilizador), 1 ponto , 22:02 | Terça feira, 7 de abril de 2009
Artigo sem significado real
vasil (seguir utilizador), 1 ponto , 17:10 | Terça feira, 7 de abril de 2009
Para que a questão possa ter significado é necessário ter em conta as portagens, o seu preço e a questão 'senhorial', a questão de a população e as mercadorias no país, para se deslocarem, pagarem um imposto (taxa ou portagem, como lhe queiram mudar o nome) a um qualquer Senhorio medieval, como nas pontes.

Por exemplo, o IC2 tem mais de 34.000 veículos a circular exactamente porque se paga nas autoestradas, grande parte destes veículos seriam transito nas autoestradas.

Há no norte do país autoestradas para parques industriais fantasma, construídos com infraestruturas mas nunca ocupados por qualquer actividade... E portanto estradas desertas! No Algarve há transito e não há estradas! Porquê? Porque o Algarver tam muito menos vontantes que o Norte!

Para que qualquer 'estudo', artigo, sobre o assunto possa ter significado, é preciso levar em conta a actividade produtiva, o transportes de mercadorias, mas também o custo da deslocação, que faz aumentar o preço das mercadorias, e sobretudo o tempo da deslocação, tempo é dinheiro... E por isso a lentidão, redução de velocidade (uso das estradas em vez de autoestradas sem portagens) é aumento de preços das mercadorias, prejuízo para o país...

Por último se o estado aproveitasse o dinheiro que oferece à Banca para tornar as autoestradas livres de portagens o país só tinha a ganhar!

Assim, apesar do pronunciamento dos DOUTORES, julgo que o artigo não tam qualquer significado real ou mesmo util...
 
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Não estarão a fazer confusão?
Ilha das Ponchas (seguir utilizador), 1 ponto , 18:02 | Terça feira, 7 de abril de 2009
Rentável: adjectivo; 1. que se pode rentar ou cortar rente.
2. que produz lucro ou proveito; rendível. (Do fr. rentable, «id.»)

Necessário: adjectivo;1. de que se tem necessidade; de que se precisa mesmo; indispensável; imprescindível.
2. importante; útil. 3. preciso; requerido; exigido. 4. que não pode ser de outro modo, nem deixar de ser; inevitável; forçoso. 5. FILOSOFIA subsistente por si mesmo; 6. LÓGICA que decorre obrigatoriamente do que foi admitido antes; não contigente.
Nome masculino1. o que é preciso ou requerido. 2. o que é indispensável. 3. o que é essencial ou básico. 4. o que não pode ser de outro modo. 5. LÓGICA aquilo cujo oposto implica contradição. (Do lat. necessarìu-, «id.»)

in "INFOPÉDIA Enciclopédia e Dicionários da Porto Editora"
Link: http://www.infopedia.pt/
 
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Auto estradas?
ANPICAPA (seguir utilizador), 1 ponto , 18:20 | Terça feira, 7 de abril de 2009
Com as centenas de milhares de desempregados, que tudo leva a crer, nem tão depressa arranjarão emprego, vão gastar milhões em auto estradas para quê? Se andamos todos e principalmente o país na penúria, quem vai precisar de auto estradas? Não seria preferivel construir-se mais cadeias?!...
 
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