23/05/2012 atualizado às 19:07

Novas regras para gestores públicos, institutos públicos e gabinetes ministeriais

Governo vai aprovar na próxima semana alterações que constituem uma "mudança de regime".

19:17 Terça feira, 25 de outubro de 2011

O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo vai aprovar na próxima semana alterações ao estatuto dos gestores públicos e novas regras relativas aos institutos públicos e gabinetes ministeriais que constituem uma "mudança de regime".

Pedro Passos Coelho disse que a intenção do Governo é que os lugares da Administração Pública sejam preenchidos segundo uma escolha "que esteja muito para além da questão da confiança política e que envolva o mérito, independentemente da área partidária" dos candidatos.

"Até 2013 haverá concursos públicos para prover aqueles lugares em termos diferentes do que aconteceu até hoje", assegurou o primeiro-ministro, que falava durante uma conferência promovida pelo Diário Económico, num hotel de Lisboa.

Segundo o primeiro-ministro, é preciso evitar "que cada vez que um Governo é substituído ou uma equipa ministerial é substituída todo o saber, toda a competência saia com os titulares desses lugares" e fazer com que esta permaneça "na Administração para que seja efetivamente do Estado e não do Governo".

Redução do número de administradores


Passos Coelho adiantou que "relativamente às empresas públicas e aos institutos públicos" o Governo vai atuar "reduzindo o número de administradores: onde são sete deverão passar para cinco, senão mesmo para três, onde são cinco deverão passar para três".

Quanto a remunerações, o primeiro-ministro disse que, "em todas as áreas que estão protegidas do mercado", estas serão indexadas às "do Presidente da República ou do primeiro-ministro" e que, no caso das "empresas do Estado que estejam em concorrência", será permitido, "durante um tempo a estipular, que os rendimentos médios auferidos possam ser preferidos".

Segundo Passos Coelho, trata-se de "uma mudança de regime completa relativamente a tudo aquilo que tem sido observado".

"E a forma como o Estado manterá a sua disposição de se retirar de uma grande parte dos negócios da economia complementa esta visão de que o Estado não existe, na nossa aceção, para ter muitas empresas. O que o Estado deve é regular bem o papel da economia. Essa é a sua função, essa deve ser a regra, as empresas públicas devem ser a exceção, e não o contrário", defendeu.

 

 

Lusa
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Pass.Coelho:Será o animal feroz que precisávamos ?
carlos-carlos (seguir utilizador), 2 pontos , 22:09 | Terça feira, 25 de outubro de 2011
Pode ser a revolução tranquila!

Será que Passos Coelho vai ter coragem para moralizar os políticos e gestores que são servidores do Estado e das empresas participadas do Estado?

Parece-me que ele quer transformar a Administração Pública à semelhança do que existe em todos os países desenvolvidos...
Será isso possível?
E então os "amigos", vão para o desemprego?
Não vai adiantar nada ser "boy" do PSD?

Isso é que não consigo acreditar!

Se ele o fizer, é dar uma passo de gigante na moralização, e rentabilização e modernização da Administração Pública, como não há memória.

...Desculpem, mas não acredito!

Isso seria num país moralizado, responsável, com políticos sérios, não oportunistas, e que não estão na política para se servirem...

Desculpem, mas isso não tem nada a ver com Portugal!

Prefiro não acreditar. para não ficar desiludido!

Um líder político português, fazer uma revolução dessas?
- Não pode ser!

Lembram-se quando Sócrates tentou acabar com as reformas dos políticos?,
quando quis limitar os mandatos seguidos, apenas a dois?,
quando pretendeu acabar com as subvenções vitalícias?

Ele, que era um "animal feroz", ou pelo menos tinha mau feitio, não conseguiu totalmente os seus intentos, e acham que Passos Coelho vai conseguir?
 
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ESTA A MEXER NUM VESPEIRO
Expedita (seguir utilizador), 1 ponto , 1:23 | Quarta feira, 26 de outubro de 2011
Não sou simpatizante do PSD, mas de todos os que por la passaram, e com quem mais simpatizo, quando faz os seus discursos, sente se que ele tem vomtade de mudar isto. mas acho que é um pouco ingenuo, está a mexer em terreno minado, em muitos interesses, e está rodeado de cobras venenosas.

Oxala consiga cumprir, aquilo em que acredita ( seu eu não estiver enganada com ele claro)
 
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As empresas públicas e municipais, fundações, etc.
entrenos (seguir utilizador), 1 ponto , 17:12 | Quarta feira, 26 de outubro de 2011
Descaramento deste governo que iria cortar as gorduras do estado! Viu-se!!!
Ontém o ministro Álvaro disse que iria existir um gestor, sabem de quem? Dos gestores
 
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