Segundo o Instituto de Meteorologia, todo o território continental estava, no final de janeiro, em situação de seca meteorológica, com 11% em seca severa, 76% em seca moderada e 13% em seca fraca.
No último dia do mês de janeiro de 2012 e comparativamente ao último dia do mês anterior verificou-se um aumento do volume armazenado em 5 bacias hidrográficas e uma descida em 7.
Das 56 albufeiras monitorizadas, 17 apresentam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e 4 têm disponibilidades inferiores a 40% do volume total.
"O Ministério tem estado a monitorizar com muita atenção a questão da seca. Neste momento temos constituída uma task force para identificar os casos de prejuízo e as soluções possíveis para essas situações, nomeadamente com recurso aos mecanismos comunitários que possamos acionar", afirmou Assunção Cristas à Lusa.
A ministra adiantou que os casos mais complicados verificam-se, para já, a nível de pastos e alimentação para animais, mas acrescentou que não recebeu ainda informação sobre prejuízos concretos.
"Neste momento, o que tem havido é a sinalização de preocupações que são também as nossas", declarou.
Do ponto de vista da produção de energia hidroelétrica a questão não se coloca por enquanto.
"Ao nível das barragens não temos dificuldades. No ano passado choveu bem e ao nível da água armazenada nas albufeiras não temos problema, portanto no que tem a ver com a água para consumo humano e produção de energia não há, neste momento, problema. O setor afetado é, de facto, a agricultura".
A responsável pela pasta da Agricultura salientou que Portugal vai ficar "muito vulnerável às situações de seca" devido às alterações climáticas e salientou que o Governo está a trabalhar nas estratégias de adaptação e no desenvolvimento do regadio.
De acordo com o Observatório de Secas do Instituto de Meteorologia, todo o território continental estava, no final de janeiro, em situação de seca meteorológica, com 11% em seca severa, 76% em seca moderada e 13% em seca fraca.
A meteorológica pode não corresponder às secas hidrológica ou agrícola, dado que existe sempre um desfasamento de tempo entre os valores meteorológicos e hidrológicos, porque a falta de chuva pode demorar a reflectir-se nas albufeiras.