23/05/2012 atualizado às 7:38
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Na entrega dos prémios Príncipe de Astúrias

Museu do Holocausto foi o mais aplaudido

A cerimónia oficial foi marcada pelo discurso do escritor Amos Oz sobre o conflito entre Israel e a Palestina. Al Gore fez um breve improviso, em que lembrou que a vontade política "é um recurso renovável".

José Pedro Castanheira (texto) e Ana Baião (fotos), enviados a Oviedo
21:45 Sexta feira, 26 de outubro de 2007
Príncipes das Astúrias acompanhados pela Rainha Sofia à chegada ao Teatro Campoamor, em Oviedo
Príncipes das Astúrias acompanhados pela Rainha Sofia à chegada ao Teatro Campoamor, em Oviedo

O melhor discurso da noite de entrega dos prémios Príncipe de Astúrias pertenceu ao escritor israelita Amos Oz. Com o título de "A mulher da janela", o texto, de apenas uma página e meia, foi lido em hebraico, "o idioma da Bíblia", como frisou Oz, que recebeu o prémio das Letras e foi o único laureado que dispensou a gravata. Um texto de antologia, em que o escritor aproveitou para desafiar a Europa. "Os judeus e os árabes têm algo em comum: ambos sofreram no passado sob a pesada e violenta mão da Europa". Esta realidade histórica "impõe à Europa uma especial responsabilidade na solução do conflito entre árabes e israelitas: em lugar de levantar um dedo acusador para uma ou outra das partes, os europeus deveriam mostrar afecto e compreensão e prestar ajuda a ambos. A Europa não tem que escolher entre ser pró-israelitas ou pró-palestinianos. Deve estar é a favor da paz".

Al Gore, o principal laureado da edição deste ano, com o prémio de cooperação internacional, dissertou sobre o tema da verdade. Foi um curso improviso, muito semelhante no conteúdo às suas famosas conferências sobre o aquecimento global. Citou Ghandi: "A força mais poderosa da humanidade é a força da verdade". Referindo-se aos problemas que afectam o planeta e o homem, exortou: "Somos um só povo, vivendo em nações separadas, mas que enfrentamos um futuro comum". Terminou com uma palavra de esperança, lembrando que "a vontade política é um recurso renovável".

A cerimónia decorreu ao princípio da noite de sexta-feira, no Teatro Campoamor, em Oviedo. Presidida pelos príncipes das Astúrias, Felipe e Letizia, esteve igualmente presente a rainha Sofia. Como é costume, o teatro estava completamente cheio de convidados, enquanto nas imediações se aglomeravam alguns milhares de asturianos, sempre desejosos de ver os "seus" príncipes.

Michael Shumacher, distinguido com o prémio dos Desportos, foi um dos mais ovacionados da noite
Michael Shumacher, distinguido com o prémio dos Desportos, foi um dos mais ovacionados da noite

Duas infracções ao protocolo

O protocolo foi extremamente rígido, quase suplantado pelas medidas de segurança. Um protocolo que só foi violado em dois momentos. O primeiro, aquando da entrega do prémio de investigação científica e técnica a dois biólogos. O cientista inglês Peter Lawrence fez questão não só de saudar o seu colega espanhol Ginés Morata, como de erguer a mão deste, propiciando-lhe uma saudação especial do público. Com efeito, Morata foi o único espanhol galardoado este ano. O que explica que, aquando da entrada solene dos laureados, tenha recebido uma das maiores ovações da noite, muito superior, por exemplo, à dispensada a Al Gore. No entanto, se houvesse um instrumento capaz de medir o ritmo e a intensidade dos aplausos, teria sido registado um pico máximo aquando da entrega do Prémio Concórdia ao Yad Vashem, o Museu da Memória do Holocausto. A numerosa delegação do museu, que incluía uma dezena de sobreviventes do holocausto, agradeceu colectivamente - e esta foi a segundo infracção ao protocolo -, de mãos dadas e ao alto, a que a assistência respondeu de pé, tributando-lhe uma prolongada e emocionada salva de palmas. Seguiu-se um respeitoso minuto de silêncio, em memória dos mais de seis milhões de judeus vítimas do nazismo. O segundo lugar num "ranking" dos aplausos foi para o campeoníssimo Michael Schumacher, distinguido com o prémio dos Desportos.

A finalizar a cerimónia, falou o príncipe de Astúrias, na qualidade de anfitrião e responsável máximo pela fundação que, desde 1980, atribui estes prémios, já considerados uma espécie de "Nobel dois". Do seu longo discurso, foi notória uma referência à polémica aberta pelo périplo espanhol de Al Gore. Mariano Rajoy, o líder do Partido Popular, tentou desvalorizar a mensagem do norte-americano, recusando-se a aceitar que as mudanças climáticas se transformem "no grande problema mundial". Al Gore preferiu não responder directamente, mas não deixou de lamentar "os cépticos que, em Espanha, afirmam que as mudanças climáticas se inserem num ciclo natural". O herdeiro da coroa aproveitou a ocasião para intervir, à sua maneira, neste debate, para enfatizar que "a mudança climática é uma das ameaças que os seres humanos devem enfrentar com decisão e urgência".

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putin em Portugal palhaçada no transito
bathory (seguir utilizador), 1 ponto , 23:42 | Sexta feira, 26 de outubro de 2007
A unica coisa que eu vou comentar, refere se a palhaçada, do caos no transito que este senhor a convite, do nosso governo, e com o nosso dinheiro, conseguiu criar, e que fez a economia da cidade de Lisboa parar quase toda a manha, com o aval dos nossos tristes governantes, que conseguiram fechar pasme se, crel a5 a8 e a21(mafra),eu fui tambem uma das vitimas, em queijas nao consegui entrar, na a5 e crel, em queluz de baixo, nada na crel, e por fim perto de mafra, fiquei meia hora parado, porque o sr putin, que não faz ca falta nenhuma, ia passar.
 
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Bia2 (seguir utilizador), 1 ponto , 9:11 | Sábado, 27 de outubro de 2007
Re: Museu do Holocausto foi o mais aplaudido
leitura (seguir utilizador), 1 ponto , 11:36 | Sábado, 27 de outubro de 2007
Sr Amos Oz, lamentável a sua prosa lançadiça. É exactamente por também se manipular, que o mundo está como está.
 
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    Re: Museu do Holocausto foi o mais aplaudido    Ver comentário
Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 11:52 | Sábado, 27 de outubro de 2007
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leitura (seguir utilizador), 1 ponto , 15:38 | Sábado, 27 de outubro de 2007
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taralhouco (seguir utilizador), 1 ponto , 12:00 | Sábado, 27 de outubro de 2007
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Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 12:23 | Sábado, 27 de outubro de 2007
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leitura (seguir utilizador), 1 ponto , 15:39 | Sábado, 27 de outubro de 2007
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Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 16:07 | Sábado, 27 de outubro de 2007
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leitura (seguir utilizador), 1 ponto , 18:16 | Sábado, 27 de outubro de 2007
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Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 8:04 | Domingo, 28 de outubro de 2007
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leitura (seguir utilizador), 1 ponto , 15:38 | Sábado, 27 de outubro de 2007
    Re: Museu do Holocausto foi o mais aplaudido    Ver comentário
taralhouco (seguir utilizador), 1 ponto , 16:49 | Sábado, 27 de outubro de 2007
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leitura (seguir utilizador), 1 ponto , 18:17 | Sábado, 27 de outubro de 2007
    Re: Museu do Holocausto foi o mais aplaudido    Ver comentário
taralhouco (seguir utilizador), 1 ponto , 21:08 | Sábado, 27 de outubro de 2007
Este Al Gore parece parvo mas não é nada ..
Sóescrevooquepenso (seguir utilizador), 1 ponto , 17:26 | Segunda feira, 29 de outubro de 2007
"Citou Ghandi: "A força mais poderosa da humanidade é a força da verdade". Referindo-se aos problemas que afectam o planeta e o homem, exortou: "Somos um só povo, vivendo em nações separadas, mas que enfrentamos um futuro comum". "

Muito Bom.

Quanto ao sr. Oz, esquece-se que os judeus são dos povos mais racistas que existem, e que por via disso, é que foram maltratados pela Europa. Pôr o ónus na Europa é o mesmo que “sacudir a água do capote” ....
 
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