23/05/2012 atualizado às 6:57

Muitos portugueses pagarão mais impostos em 2011 do que em 2012

Apesar dos limites à dedução de despesas com educação ou saúde previstas para o próximo ano, muitos portugueses vão pagar mais impostos em 2011 que em 2012. Clique para visitar o dossiê Orçamento do Estado 2012

19:38 Sábado, 5 de novembro de 2011

Muitos portugueses vão pagar mais IRS em 2011 do que em 2012, mesmo com os limites à dedução de despesas com educação ou saúde previstas no Orçamento para 2012, de acordo com os cálculos da consultora Deloitte .

Clique para aceder ao índice do dossiê Orçamento do Estado 2012

A proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano agrava a tributação dos contribuintes singulares, em grande parte devido às limitações nas deduções à coleta.

Ao mesmo tempo, o Governo pretende introduzir um limite global nas deduções do terceiro ao sexto escalão, e elimina por completo as deduções nos dois escalões de IRS mais elevados.

Além disto, e considerando apenas as deduções com despesas de saúde, o Governo pretende limitá-las e quer impor que só possa ser dedutível um valor equivalente a 10 por cento das despesas efetuadas e, ainda assim, com um limite de duas vezes o indexante de apoios sociais, ou
seja 834,44 euros.

Mas, apesar deste agravamento da tributação para 2012, e só considerando o IRS, muitos portugueses pagarão menos imposto no próximo, de acordo com os cálculos da consultora Deloitte.

Sobretaxa extraordinária de IRS


A explicação deve-se ao efeito da sobretaxa extraordinária em sede de IRS, vulgarmente conhecida como o corte de 50 por cento no subsídio de natal, para quem tem um rendimento mensal acima do salário mínimo.

"Para surpresa de alguns, as simulações do IRS indicam que muitos irão pagar menos em 2012 do que em 2011. Isto explica-se pela sobretaxa extraordinária de IRS que, até agora, parece ter passado despercebida aos portugueses. A sobretaxa é de 3,5 por cento e aplica-se a todos os
rendimentos de 2011 que ultrapassem o valor anual do salário mínimo (6.790 euros), por cada elemento do casal", explica Luis Leon, 'associate partner' da divisão de consultoria fiscal da Deloitte.

O fiscalista explica que a confusão surge porque a taxa não é paga de uma vez só, quando as pessoas receberem o subsidio já reduzido. Nesta primeira fase, 50 por cento do valor líquido do subsídio de natal (ou seja, já com os descontos feitos) é sujeito a retenção na fonte (nos descontos mensais automáticos).

A segunda fase será quando, no próximo ano, os contribuintes entregarem a sua declaração de IRS.

Só nessa altura se saberá se a retenção de 50 por cento do subsídio de natal foi suficiente ou ultrapassou o imposto calculado com base na sobretaxa de 3,5 por cento.

Se o valor do subsídio que ficou retido for inferior ao valor, o contribuinte terá de pagar a diferença (daí o Governo estimar ainda uma receita de 185 milhões de euros em 2012 com estes ajustes), mas se tiver retido mais que o valor anual, também terá direito ao reembolso.

Aumento do IRS em 2012 será menor


Por isso mesmo, Luis Leon explica que, apesar dos agravamentos previstos para 2012, em muitas situações acabará por ser mais baixo o IRS a pagar em referência aos rendimentos de 2012 do que aquele que os contribuintes terão de pagar em referência aos rendimentos de 2011.

De acordo com os cálculos da consultora Deloitte, "para a maioria das simulações efetuadas, o aumento do IRS que vai acontecer em 2012 pela redução das deduções é, apesar de tudo, mais pequeno que o aumento do IRS que, em 2011, resultou da sobretaxa extraordinária", diz.

Nem mesmo o último escalão, onde no próximo ano irá ser acrescentada uma taxa adicional de 2,5 por cento, este aumento será menor que o valor devido pela sobretaxa.
 

Lusa
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Grandes consultores!
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 20:07 | Sábado, 5 de novembro de 2011
Se o desemprego vai aumentar em 2012, claro que há menos Portugueses a pagar impostos.

Isso, mais o corte nas reformas, mais o corte nos subsídios...olhem, quanto é que cobraram pelo estudo, digam lá?
 
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La Palisse...
Raposo7 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:03 | Sábado, 5 de novembro de 2011
A Deloite descobriu a roda... então se os FPs e os reformados ficam sem 1/7 do rendimento não haviam de pagar menos impostos do que em 2011???
Claro que se, "tecnicamente", esses cortes não fossem 'despesa', o total de receitas de IRS seria maior do que em 2011.
Cabecinhas pensadoras...
 
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    Re: La Palisse...    Ver comentário
Joao Cannpos (seguir utilizador), 1 ponto , 10:13 | Domingo, 6 de novembro de 2011
Grande notícia!
lsreis (seguir utilizador), 1 ponto , 0:20 | Domingo, 6 de novembro de 2011
Os contribuintes portugueses agradecem ... hoje vamos dormir mais descansados!
Será que estes senhores não veêm que o acerto de 2011 será feito em 2012, o ano em que uma maioria dos trabalhadores vão ter menos rendimentos e que a eventual redução dos impostos em 2012 não tem implicação nas taxas de retenção mensal, mas só no acerto em 2013!
Hoje vou dormir mais descansado ... e se fossem à m**da mais o vosso estudo!
 
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Mais engenharia financeira ......
Joao Cannpos (seguir utilizador), 1 ponto , 10:12 | Domingo, 6 de novembro de 2011
Em 2012, POR CADA EURO GANHO VAMOS PAGAR MAIS IRS como é evidente !!!

Os FP com corte de 2 salários vão pagar menos. O problemaé que o valor bruto é MUITO MENOR, NÃO É ???

Deixem de gozar com a malta que já não começa a haver pachorra. Devem pensar que somos todos analfabetos
 
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2012? Espera por mim...
Falsete (seguir utilizador), 1 ponto , 12:28 | Domingo, 6 de novembro de 2011
Como as coisas estão e como nos são explicadas, já começo a ter saudades do futuro.
 
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