23/05/2012 atualizado às 6:57

Morte de feto após vacinação foi "circunstancial"

Luís Graça, especialista em obstetrícia, considera infundadas as suspeitas de que a morte do feto de 34 semanas esteja relacionada com o facto da mãe ter recebido três dias antes a vacina da Gripe AClique para visitar o dossiê especial gripe A.

11:46 Segunda feira, 16 de novembro de 2009

O especialista em obstetrícia Luís Graça afirmou hoje que a associação entre a morte de um feto e a vacinação contra a gripe A foi circunstancial, sublinhando que, se a autópsia revelasse uma ligação, seria o primeiro caso no mundo.

Clique para aceder ao índice dossiê GRIPE A (H1N1)

Uma grávida de 34 semanas perdeu o bebé no sábado, três dias depois de ter sido vacinada contra o vírus H1N1, dois factos que os familiares suspeitam que estejam ligados, mas que o hospital diz não ser possível relacionar.

"Esta associação é meramente circunstancial, pelo menos, até que haja uma nova explicação para este caso", disse à agência Lusa o presidente do colégio de especialidade da Ordem dos Médicos de ginecologia e obstetrícia.

O médico adiantou que, caso fosse estabelecida uma ligação, seria o "primeiro caso no mundo".

"Isso é uma situação que não está descrita e, a acontecer neste caso, seria a primeira do mundo", sustentou, comentando que não será "muito lógico" estar a tirar-se essa ilação.

Mais de 300 mortes interinas por ano


Neste momento, acrescentou, "posso dizer que se esta senhora não tivesse sido vacinada, provavelmente, esta morte fetal perto do termo aconteceria na mesma".

Luís Graça explicou que a morte interina perto do termo é uma situação que acontece, registando mais de 300 casos por ano em Portugal.

Segundo o responsável, são mortes inexplicáveis de fetos normais, que podem ser associadas, "muito indirectamente, à morte súbita do recém-nascido".

Ressalvou ainda que, enquanto não forem revelados os resultados da autópsia não se pode tirar outras ilações, porque o bebé pode ter morrido por uma quantidade de causas relacionadas com malformações da placenta, com circulares do cordão umbilical, entre outras situações que nada tem a ver com o facto de a grávida ter sido vacinada contra a gripe.

Médico defende vacinação antigripal das grávidas


O médico sublinhou ainda a segurança da vacinação antigripal nas grávidas: "É mais seguro uma pessoa ter contacto com o vírus da gripe morto do que ter o contacto com o vírus da pandemia".

"O risco é muito maior se uma grávida for infectada com o vírus da gripe", sustentou, lembrando que, apesar de a doença ser benigna a maior parte das vezes, as grávidas têm um risco dez vezes superior de ter uma complicação do que a população em geral.

"A grávida deve ser imunizada sem ter qualquer tipo de receio", reiterou o médico.

Os resultados da autópsia ao feto deverão ser conhecidos "a meio da semana", disse uma fonte oficial do Ministério da Saúde à Lusa.

"A autópsia será feita no hospital Egas Moniz o mais rapidamente possível, mas só hoje saberemos quando ela será feita", disse uma fonte oficial do Ministério da Saúde à Lusa.

Lusa
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Linguagem
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:11 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
Com o máximo de respeito por todas as pessoas envolvidas, desejo perguntar: porque razaõ se fala de morte de um "feto" e não, como acho seria devido, da morte de um bebé não-nascido? Ou será que quando um adulto morre também se diz: morreu uma carcaça? Não! Não pode ser. A linguagem é muito importante e as coisas têm de ser chamadas pelo nome: o bebé que morreu era uma pessoa não nascida, com 34 semanas de existência; de um adulto que morre, também se deve dizer que a sua foi a morte de uma pessoa com x anos de vida. Falar de "feto" dá a impressão que, de facto, ali não morreu ninguém. A verdade, porém, é que morreu um ser humano nos estádios iniciais do seu desenvolvimento. É que cuidado é preciso ter não apenas com a gripe, mas também com a linguagem que se usa. Pois esta, de facto, não infecta menos do que aquela!
 
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J Saints (seguir utilizador), 2 pontos , 16:06 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
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Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 20:33 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
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J Saints (seguir utilizador), 1 ponto , 11:40 | Terça feira, 17 de novembro de 2009
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Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 13:23 | Terça feira, 17 de novembro de 2009
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Vidiguera1 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:44 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
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Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 20:34 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
Circunstancial uma ova!!
Nuvem Branca (seguir utilizador), 1 ponto , 12:15 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
Eu até sou a favor da vacinação, mas este caso vem mostrar qual a razão de haver países a vacinarem certos grupos de pessoas com vacinas sem adjuvantes.

Pode ter sido mera coincidência,mas eu inclino-me mais para a então primeira morte de um feto devido a esta vacina com adjuvantes.
 
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É tudo muito bonito.
Fabio84 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:24 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
É óbvio que os médicos não iriam dizer que foi devido à vacina! Quanto mais calavam-se. Mas claro existem muitos interesses à volta desta gripe, pelas farmacêuticas e pelos médicos também, ou não fossem eles muitas vezes aliciados a prescrever medicamentos conforme as farmacêuticas lhes pedissem, em troca de uns honorários.

E mais absurdo é vir este senhor dizer que seria a primeira morte devido à vacina, como é que ele sabe? Está também a trabalhar nos outros países para saber isso? Recebe relatórios da vacinação, vindos do exterior? Será que esses relatórios não podem ser falsificados? Foi ele que acompanhou esta grávida?

Ainda por cima esta vacina nunca foi testada, está a ser testada agora, nas pessoas que se "voluntariam" para receber a vacina. Até os médicos e enfermeiros se recusam a receber esta vacina!

Existem ainda muitos riscos associados a esta vacina que "nós" não conhecemos. E será que vale a pena ser vacinado? Por mim, não. Conheço pessoas que estiveram doentes com gripe A e não morreram. E para piorar, os jornais não são capazes de informar devidamente as pessoas, pois esta gripe como outra qualquer apenas é perigosa nos doentes crónicos.

É bom não esquecer que existiu o mesmo alarido em volta da gripe das aves, mas como não houve nenhum caso registado, foi esquecido. Mas não pelas farmacêuticas, que estavam à espera de comercializar as vacinas! Ou acham que se produzem milhões de vacinas em tão pouco tempo.
 
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Alguem que me diga?
etica (seguir utilizador), 1 ponto , 13:59 | Segunda feira, 16 de novembro de 2009
Alguem que me diga como é que numa autópsia se pode dizer se foi ou não.
Gripe A: Obstetra diz que morte de feto após vacinação foi "circunstancial" O que é que ele havia de dizer? Alguem que me diga como é que numa autópsia se pode dizer se foi ou não. Se alguma coisa se visse era na placenta e não no feto e aposto que não mandarão o tecido para análise. O esqualeno é um activador inespecifico do sistema imunológico. A gravidez acarreta um estadio muito especial do mesmo sistema pois embora a mãe tenha dentro de si um ser diferente dela própria, normalmente não o rejeita como aconteceria com um órgão, mesmo que fosse dessa mesma criança. Ninguém sabe ao certo porque é que a mãe não rejeita o feto. Esta tem sido uma das perguntas centrais da Imunologia. Há no entanto uma coisa que todos estão de acordo; pelo menos uma das chaves do problema está na placenta, barreira que separa o feto da mãe. Qualquer processo inflamatório que atinja a placenta, e ninguém pode dizer que um activador inespecifico do sistema imunológico não o faz, pode desencadear um aborto.
 
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...as grávidas têm um risco dez vezes superior
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 1:54 | Quinta feira, 19 de novembro de 2009
...relativamente à gripe A parece exagerado!
Aliás muita da informação debitada e exagerada!
A informação que os espanhóis recolheram diz respeito apenas que a taxa de aborto espontâneo que é três vezes maior nas grávidas que contraem gripe A no primeiro trimestre de gestação.
A Taxa de Mortalidade fetal baixou dos 2,8 por mil nado-vivos em 2007 para os 2,5 em 2008. "A taxa de mortalidade perinatal continua com tendência decrescente a nível nacional, nas duas componentes fetal tardia e neonatal precoce", (DGS).
Banalizar esta mortalidade num país que começa a ter problemas demográficos de natalidade e que se prepara para investir pequenas fortunas no aumento da fertilidade e má política! dizer banalidades displicentes como: "Isso é uma situação que não está descrita e, a acontecer neste caso, seria a primeira do mundo"! Mas não esta a ser tudo novo neste pandemónio de nova gripe A?
Bom, uma morte fetal tardia nos tempos modernos já é socialmente encarada como uma mortalidade infantil difícil de aceitar. Que a vacinação contra a gripe A seja circunstancial num caso, aceita-se...mas já vai em 3! Primum non nocere! A gravidez de termo é um investimento social importante. A vacinação não é um acto circunstancial mas um risco iatrogénico conhecido que neste caso importa saber se compensa, se tem responsáveis (os espanhóis usam uma vacina sem adjuvante, por alguma razão será) se a vacina feita à pressa será sempre de vírus mortos, etc
 
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