23/05/2012 atualizado às 6:57
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Ministro das Finanças grego pede respeito pela "identidade nacional"

Evangelos Venizelos apelou à Europa para respeitar "a identidade nacional" da Grécia, após a proposta alemã de colocar o país sob tutela orçamental.

23:35 Domingo, 29 de janeiro de 2012
Evangelos Venizelos voltou a dizer que Grécia não vai perder soberania
Evangelos Venizelos voltou a dizer que Grécia não vai perder soberania
AP

O ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, apelou hoje à Europa para respeitar "a identidade nacional" da Grécia e o princípio da igualdade entre Estados da União Europeia, após a proposta alemã de colocar Atenas sob tutela orçamental.

"Alguém que coloca a um povo o dilema entre a ajuda financeira e a dignidade nacional ignora as lições históricas fundamentais", afirmou Venizelos, antes de partir para Bruxelas, onde participará numa reunião da União Europeia (UE).

"Os nossos parceiros sabem que a União Europeia se baseia na igualdade institucional de Estados-membros e no respeito pela identidade nacional", acrescentou, citado em comunicado.

Venizelos disse ainda que "os dirigentes dos países europeus, em particular dos que têm responsabilidades acrescidas na Europa devido à sua dimensão, sabem como tratar as questões entre parceiros".

"A Grécia tem de melhorar de forma significativa o cumprimento dos compromissos assumidos com os credores"


Atenas já tinha rejeitado no sábado qualquer perda da sua soberania, depois de ter sido divulgada uma proposta da Alemanha, apoiada por outros países, para colocar a Grécia sob controlo orçamental da UE.

A referida proposta defendia que a Grécia ficasse sob tutela de "um comissário europeu para questões orçamentais" como condição prévia para a obtenção de um segundo programa de empréstimo de 130 mil milhões de euros.

Caso este segundo pacote não seja aprovado, a Grécia poderá entrar em incumprimento a partir de 20 de março.

"A Grécia tem de melhorar de forma significativa o cumprimento dos compromissos assumidos com os credores" em matéria de redução de défice público, de reformas e de privatizações, diz o documento citado pela France Presse, "caso contrário a zona euro não está em condições de aprovar as garantias" para um segundo programa de empréstimo.

Para cumprir esta condição prévia, o país "deve aceitar uma transferência de soberania orçamental a nível europeu durante um determinado período".

Grécia já está sob tutela parcial dos credores


O comissário sugerido seria nomeado pelos ministros das Finanças da zona euro com a missão de garantir o controlo orçamental do governo grego e com o direito de vetar decisões que não respeitassem os compromissos assumidos em relação aos credores.

Segundo o documento, o abandono de soberania da Grécia deveria ser inscrito na legislação nacional "de preferência através de uma emenda constitucional".

A Grécia já está de facto sob tutela parcial dos credores, que têm negociado sucessivos pacotes e programas, avaliados de forma regular, antes da concessão de novas 'tranches' do empréstimo já concedido, mas a proposta alemã marcaria uma perda de soberania sem precedentes.

Lusa
Palavras-chave  Grécia, Economia
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Uma pouca vergonha
machanga1950 (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 0:47 | Segunda feira, 30 de janeiro
Uma questão legal e de respeito pela soberania de um Estado. Não julgo que esteja prevista na legislação comunitária, a possibilidade de se nomear um Comissário com poderes de veto sobre as decisões de política orçamental de um Estado membro, mesmo sujeito a um programa de resgate. Não é admissível que um Estado, mesmo com responsabilidades acrescidas na UE, como a Alemanha, se possa permitir propor este tipo de intervenção, lesiva da soberania de outro Estado, que só pode ser entendida com base no pressuposto de que a Grécia é um Estado menor, incapaz de se governar a si próprio. Ora isso só pode ser considerado uma ofensa infame a esse país e ao seu povo e deveria ser denunciado pela Comissão Europeia e por todos os Estados que respeitam os princípios fundamentais do direito internacional. Portugal deveria por maioria de razão defender estes princípios, porque pode ficar sujeito a idêntica proposta.
 
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Não merecem mais. Nem eles, nem nós.
Fastrabbit (seguir utilizador), 1 ponto , 1:59 | Segunda feira, 30 de janeiro
A Grécia tal como Portugal só tem duas opções. Ou aceita o que lhe impõem ou declara bancarrota.

Não consigo compreender todo este debate quando a solução é simples. Tomem opções claras. Ninguém os obriga a pagar e concerteza nenhuma nação vai invadir e ocupar militarmente um Estado incumpridor pois não têm interesse em tal acto.

Já mete nojo esta conversa de que os povos não são responsáveis pela dívida, que os responsáveis são os governos. Portugal e a Grécia são democracias. Tivemos 37 anos de desgoverno e votamos sempre naquilo que nos apresentaram. Podiamos ter sido enganados 4,8, ou 12 anos, mas optámos por ser enganados durante 37 anos. Não digam que a culpa não é nossa.

No caso grego, este Min. das Finanças tanto quanto sei tem muitos "casos" muito mal explicados relativos às últimas Olimpídas realizadas na Grécia e mesmo assim é Min. das Finanças no período mais críitico que este atravessa desde a WWII.

A Grécia, tal como Portugal, só tem duas opções. Aceitem as imposições, ou como muita gente gosta de apregoar mandem os credores e os mercados à m#rda e sigam o vosso rumo livre e democrático como tanto querem.

Eu cá estarei em Portugal para ver, como dizia o vice presidente da bancada parlamentar do PS, as "pernas dos credores a tremer" com a poderosa "bomba atómica" de que ele falou em Castelo de Paiva.
...
 
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