O jovem de 17 anos detido na Madeira por alegada violação de um indivíduo de 50 anos enquadra-se no perfil do violador português, explicou Francisca Rebocho, professora académica da Faculdade de Psicologia do Porto. "No caso de violações de homens contra outros homens, os agressores são sempre mais jovens e cometem o crime contra pessoas mais velhas e vulneráveis"disse a psicóloga, autora do livro 'O Perfil do Violador Português'.
Isto acontece por uma questão de "facilidade", pois se o crime for cometido contra um indivíduo mais jovem, o agressor corre o risco de encontrar grande resistência, e de não levar a 'bom termo' o seu propósito, explicou Francisca Rebocho. O 'modus operandi' deste tipo de agressor mais jovem também passa por estar no interior da residência da vítima.
"Normalmente escolhem cometer o crime dentro de quatro paredes porque sentem-se mais seguros, mais protegidos", referiu, admitindo que poderá tratar-se de um jovem homossexual, cuja motivação poderá ter várias origens.
"No que diz respeito à questão do poder, há dois tipos: aquele violador que se sente inseguro em relação à sua própria masculinidade e para provar a sua virilidade têm a necessidade de exercer poder sobre outra; e o violador que não sente insegurança, mas tem necessidade de se exibir, estes também conhecidos como super-machos", disse a psicóloga.
No perfil do violador português insere-se ainda o violador que tem como motivação a raiva, que tem origem na frustração em relação a uma mulher específica, às mulheres em geral, ou em relação ao mundo. A tipologia mais rara em Portugal é a do violador 'sádicos'. Há ainda os oportunistas cujo crime é incaracterístico, porque é secindário, ou seja, decorre de um outro crime, normalmente o furto, concluiu a especialista.





