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Médico acusado por colegas de fazer testes ilegais

Responsável pelo Serviço de Otorrino do Hospital de Santa Maria alvo de participação por práticas contra a ética médica.

Cristina Bernardo Silva e Vera Lúcia Arreigoso (www.expresso.pt)
20:05 Sexta-feira, 20 de Nov de 2009
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Mário Andrea é o decano de Otorrino da Faculdade de Medicina de Lisboa
Mário Andrea é o decano de Otorrino da Faculdade de Medicina de Lisboa
Manuel Almeida/Lusa

O decano de Otorrino em Portugal, Mário Andrea, é acusado de quebrar um dos princípios basilares da ética médica: o respeito pelos doentes. A suspeita contra o catedrático - que dirige o serviço da especialidade no Hospital de Santa Maria, Lisboa, há quase 30 anos - surgiu num manifesto de Junho passado, assinado por sete dos dez clínicos mais antigos do departamento dirigido por Andrea.

É a própria Administração do Santa Maria - através de uma fonte oficial - que afirma que "o caso afecta muito a imagem do hospital e da Faculdade de Medicina, pelo que todo o processo tem de ser gerido com respeito pelo bom nome da pessoa e das instituições".

O Expresso teve acesso ao documento e as acusações são demolidoras: "Consoante a necessidade de apresentar trabalhos em congressos internacionais, os doentes são submetidos ciclicamente, sem estarem informados ou darem o seu consentimento, a técnicas em fase experimental e a registos de imagem, nomeadamente em fotografia e vídeo, que prolongam desnecessariamente os tempos, tanto cirúrgicos como anestesiológicos".

O manifesto foi entregue à direcção clínica do hospital há perto de cinco meses, mas só na terça-feira o visado foi chamado pelos responsáveis hospitalares. "Disseram-me que era acusado de coisas muito graves, que não podiam contar-me o que era nem quem tinha assinado a carta. Comunicaram-me que o assunto já estava no Expresso e que, porventura, nos encontraríamos em tribunal", revela Mário Andrea. A Administração justifica-se com um parecer jurídico: "Por cortesia, foi dado conhecimento ao professor de que seria ouvido em sede de comissão de inquérito e os subscritores mantidos no anonimato para evitar retaliações".

Contactados três dos autores, limitaram-se a confirmar a entrega da carta em Junho ao director clínico. O catedrático questiona a demora: "Não percebo como é que sendo as acusações tão graves não fui logo ouvido. Ou a carta não tem nada de grave, ou são irresponsáveis".

A fonte da Administração atribui o intervalo de tempo a diligências "nos bastidores oficiais", que já tiveram como efeito a não renomeação formal de Mário Andrea na direcção do serviço, mantendo-se interino.

Agora, o hospital abriu um inquérito, criou com a faculdade uma comissão paritária - que poderá socorrer-se de peritos nacionais e internacionais - e deu conhecimento das acusações à Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS).

Fonte oficiosa da Faculdade de Medicina considera que "o assunto é delicado, ainda mais tratando-se de uma personalidade académica", e garante que "o caso será tratado com a maior isenção, e sempre tendo em vista a defesa das boas práticas médicas, dos doentes, da medicina académica e da medicina portuguesa".

A IGAS não comenta o processo. Ainda assim, o Expresso apurou que Andrea está envolvido em várias investigações - decorrentes de queixas contra e do próprio especialista - desde o final de 2008 e a carta será só mais uma peça a juntar ao processo, que deverá estar concluído em breve.

É extenso o rol de acusações de que Mário Andrea é alvo, mas a que mais o indigna é, precisamente, a de 'manipular' os doentes para experiências, aumentando desnecessariamente o tempo das operações. "As minhas cirurgias são mais demoradas devido ao grau de exigência e ao uso de tecnologia de ponta". Sobre a gravação e uso não autorizados de imagens dessas técnicas, responde: "Toda a cirurgia que eu faço está gravada e alguns doentes sabem, outros não, porque é rotina. Também não sabem que uso as imagens em congressos porque eu também não sei se vou usá-las".

O director interino está ainda 'debaixo de fogo' por dar alegadamente prioridade no bloco operatório a doentes "do seu círculo de relações pessoais". A resposta é um "não" peremptório sem mais explicações. Contudo, salienta que a relação de confiança médico-doente é para si um princípio inviolável.

A Administração do Santa Maria diz ser legalmente possível demitir o médico - que em quatro anos estará em condições de ser jubilado -, mas Mário Andrea prevê outro desfecho. "Não há nada no meu procedimento que possa levar a um processo disciplinar. Fui habituado a prestar contas do que faço e como trato os doentes. Estou certo de que caso as afirmações não sejam provadas, os responsáveis serão punidos".


Frente-a-frente
  • "Os livros de valor existentes estão confinados ao gabinete do director, onde os médicos estão proibidos de entrar, sob o pretexto de que furtam os livros". O catedrático afirma nunca ter dito isso e acrescenta que, "hoje em dia, qualquer pessoa em casa pode ter acesso a tudo na Internet".
  • "Proíbe-nos o acesso a qualquer forma de diferenciação pós-graduada". Andrea salienta que "a Função Pública permite que muitos médicos se acomodem e não se diferenciem, continuando a estudar e a publicar. Vou apostar numa pessoa de 40 anos que não quis valorizar-se profissionalmente?", questiona.
  • "Não há visita regular à enfermaria e ao recobro há mais de 20 anos. Os doentes, mesmo os mais graves, são informalmente discutidos entre colegas nos corredores". O decano afirma que "as enfermarias tradicionais deixaram de ter peso porque 90% das cirurgias são feitas em ambulatório. Os restantes 10% são doentes oncológicos cuja situação clínica é avaliada em reuniões de grupo multidisciplinares".
  • "Não há qualquer diálogo entre a direcção do serviço e a enfermeira chefe". Mário Andrea confirma. "Em Dezembro de 2008, pedi pela primeira vez na minha vida a substituição da enfermeira chefe. Imiscuiu-se em situações médicas e de ensino e perdi a confiança nela".
  • "A maior parte dos médicos mais graduados é impedida de dar aulas teóricas aos alunos em favor, muitas vezes, dos internos mais novos". O otorrino assegura que todas as aulas teóricas são dadas somente por si próprio e pelo chefe do serviço, o especialista Óscar Dias.

Texto publicado na edição do Expresso de 14 de Novembro de 2009


Inquérito a médico concluído num mês

Um catedrático e um médico vão avaliar as acusações contra Mário Andrea. Faculdade e hospital pedem urgência

A Faculdade de Medicina de Lisboa e o Hospital de Santa Maria já nomearam a comissão de inquérito que vai decidir se o decano e director de Otorrino, Mário Andrea, será alvo de processo disciplinar. A conclusão é esperada dentro de um mês. "Neste caso, impõe-se que seja célere", explica o responsável clínico, Correia da Cunha.

O director da faculdade, José Fernandes e Fernandes, confirma que "foi nomeada uma personalidade catedrática e um chefe de serviço hospitalar para, talvez em menos de um mês, comprovarem as acusações". A serem verdadeiras, "terão de ser seguidos os trâmites normais, nomeadamente o processo disciplinar", acrescenta.

Mário Andrea garante não ter sido ouvido, mas sabe que "outros médicos do Serviço já escreveram uma carta a repudiar as acusações" (ver carta abaixo). O Expresso teve acesso à missiva e entre os argumentos lê-se que "alguns médicos atacam o director, difamando-o com as mais estranhas e intoleráveis acusações, abalando profundamente o bom nome do departamento e de todos que nele trabalham". Segundo Andrea, a carta já foi entregue às direcções da faculdade e do hospital.

V.L.A.

Texto publicado na edição do Expresso de 21 de Novembro de 2009


Carta de Mário Andrea ao Expresso

O Expresso publicou, na edição de 14 de Novembro, uma notícia na pág. 15 sob o título "Médico acusado por colegas de fazer testes ilegais".

As acusações que alegadamente me são feitas por médicos do Serviço de ORL do Hospital de Santa Maria, que há 27 anos dirijo, afectam gravemente a minha honorabilidade pessoal e profissional. Por essa razão, para cabal esclarecimento dos leitores do Expresso e ao abrigo do Direito de Resposta, venho solicitar-lhe a publicação deste esclarecimento:

Na semana passada fui informado pelo presidente do Conselho de Administração do HSM, dr. Adalberto Campos Fernandes, da existência de uma carta assinada por alguns médicos que continha acusações contra mim, recebida em Junho. Passados cinco meses continuo a desconhecer o seu conteúdo assim como quem a assinou.

Embora as técnicas não sejam nomeadas no artigo, depreende-se que se trata da 'endoscopia rígida e da endoscopia de contacto' articuladas com a microcirurgia laríngea. Trata-se de técnicas de observação não invasivas que permitem melhorar o diagnóstico e o staging da patologia das mucosas dos territórios das vias aerodigestivas superiores, técnicas desenvolvidas por mim e Oscar Dias e que utilizamos por rotina desde 1992.

Em 1994, os dois desenhámos endoscópios para a laringe posteriormente fabricados pela Karl Storz, Alemanha; em 1995, publicámos um livro ("Atlas of Rigid and Contact Endoscopy associated to Microlaryngeal Surgery") editado pela Lippincott-Raven Publishers. O Prefácio foi assinado por Michael Johns, na altura Dean da John Hopkins University, considerada a melhor faculdade de medicina do mundo.

Em 1996, o "Journal of the American Medical Association" (JAMA), a mais prestigiada revista médica, considerou estas técnicas como sendo um dos três maiores progressos na área da otorrinolaringologia desse ano.

De 1994 a 2009, foram proferidas conferências nos mais prestigiados centros mundiais e efectuadas demonstrações operatórias destas técnicas na John Hopkins, no Instituto Europeu do Cancro de Milão, na Universidade de Giessen e em S. Paulo.

De 1993 a 2008, foram atribuídos prémios nacionais e internacionais a trabalhos que utilizaram as técnicas que idealizámos, desenvolvemos e que usamos diariamente. Relativamente à questão do registo de imagens, esclareço o seguinte:

Em ORL, especialidade endoscópica de vários territórios, os diagnósticos baseiam-se na observação e registo de imagens. A gravação começa logo na consulta, o que permite explicar ao doente e seus familiares a doença e o seu esquema de tratamento.

Estas imagens serão posteriormente comparadas com outras, o que permite avaliar o sucesso ou insucesso da terapêutica instituída.

Os doentes que passam pelo Serviço de ORL do Hospital Universitário de Santa Maria têm conhecimento da gravação de imagens, que, aliás, lhes são exibidas. Estas imagens, que são utilizadas em aulas para alunos de Medicina e/ou em congressos, são insusceptíveis de ser identificadas ou de qualquer modo relacionáveis com o doente, não havendo por isso lugar a violação ética como malevolamente os delatores pretendem fazer crer.

Aproveito para informar que tomei conhecimento de que 17 médicos, dos 22 que integram o meu departamento, enviaram ao Conselho de Administração uma carta repudiando a atitude do referido grupo delator, manifestando-me o seu apoio e solidariedade.

Mário Andrea

Texto publicado na edição do Expresso de 21 de Novembro de 2009

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O dr. House lá do sítio?
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 22:55 | Quinta-feira, 19 de Nov de 2009
Ou o master Frankenstein??? Pelo menos vai ser uma lenda... Sónão se entende a demora na invesvtigação, bem como perante tão graves acusações, porque ainda não foi suspenso... Quem serão os responsáveis pela manutenção no cargo de um possível monstro?
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    Re: O dr. House lá do sítio?    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 22:47 | Sexta-feira, 20 de Nov de 2009
    Re: O dr. House lá do sítio?    Ver comentário
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 13:20 | Sábado, 21 de Nov de 2009
    Re: O dr. House lá do sítio?    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:01 | Sábado, 21 de Nov de 2009
    Re: O dr. House lá do sítio?    Ver comentário
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:41 | Sábado, 21 de Nov de 2009
    Faça como diz    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 20:47 | Sábado, 21 de Nov de 2009
    Re: O dr. House lá do sítio?    Ver comentário
ManuelVilarinhoPires (seguir utilizador), 1 ponto , 22:22 | Sexta-feira, 20 de Nov de 2009
    Re: O dr. House lá do sítio?    Ver comentário
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 22:35 | Sexta-feira, 20 de Nov de 2009
    Re: O dr. House lá do sítio?    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 22:56 | Sexta-feira, 20 de Nov de 2009
    Re: O dr. House lá do sítio?    Ver comentário
ManuelVilarinhoPires (seguir utilizador), 1 ponto , 22:48 | Sexta-feira, 20 de Nov de 2009
    Re: O dr. House lá do sítio?    Ver comentário
SparkyQuasar (seguir utilizador), 1 ponto , 23:26 | Sexta-feira, 20 de Nov de 2009
    Re: O dr. House lá do sítio?    Ver comentário
PAH (seguir utilizador), 1 ponto , 7:41 | Sábado, 21 de Nov de 2009
    Re: O dr. House lá do sítio?    Ver comentário
etica (seguir utilizador), 1 ponto , 3:07 | Sábado, 21 de Nov de 2009
    Re: O dr. House lá do sítio?    Ver comentário
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:26 | Sábado, 21 de Nov de 2009
A minha Impressão
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 22:42 | Sexta-feira, 20 de Nov de 2009
Nunca antes tinha ouvido falar do nome do Professor Mário Andreia. Não conheço nem a situação nem nenhum dos intervenientes. Assim, antes de mais, quero pedir para que se faça justiça, se avalie a situação, se tomem, eventualmente, medidas. E caso o que se trata nesta história seja a velha manha portuguesa de, a coberto da mais elaborada COBARDIA, denegrir o bom nome de alguém, tentar deitar abaixo quem vai adiante, quem tem mérito, quem tem valor reconhecido, quem é, de facto, líder, então eu proponho que os DELATORES sejam todos nomeados em público e, caso tenham dito mentiras, distorcido os factos, destruído a verdade, sejam severamente punidos, inclusive em termos de carreira. Mas claro, se algum abuso sério de deontologia por parte do Catedrático aconteceu, então tomem-se igualmente as medidas relevantes e mais adequadas. Mas uma coisa é certa: o que leio na notícia faz-me seriamente pensar nesse inacreditável jogo que tantas vezes corre Portugal de abaixo acima, e esse é o jogo da INVEJA mais mesquinha, da trafulhice mais elaborada, da injustiça mais sofisticada. Digo isto, pois não leio nada que me pareça grave no que a notícia diz. Nada mesmo. Caso contrário, agradeço que me expliquem melhor o caso. E repito: as DENÚNCIAS ANÓNIMAS deviam ser proibidas. Sempre! É que dar cobertura a INVEJOSOS e COBARDES não é propriamente a função da Lei. Quem tem algum problema ou objecção a fazer, faça-o: frente a frente, olhos nos olhos. Mas, já sabemos: Portugal é assim, INVEJOSO!
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    Re: A minha Impressão    Ver comentário
BrunoManata (seguir utilizador), 1 ponto , 23:03 | Sexta-feira, 20 de Nov de 2009
    Re: A minha Impressão    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 9:02 | Sábado, 21 de Nov de 2009
    Re: A minha Impressão    Ver comentário
BrunoManata (seguir utilizador), 1 ponto , 1:14 | Segunda-feira, 23 de Nov de 2009
    Re: A minha Impressão    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 8:23 | Segunda-feira, 23 de Nov de 2009
Este é um caso típico ..
António Da Rocha (seguir utilizador), 2 pontos , 0:07 | Sábado, 21 de Nov de 2009

...de desentendimentos entre "os que vêem e os que olham", e nem sequer é novo e muito menos único, na classe médica e de enfermagem, um pouco por todas as especialidades!

No fundo, o que interessa mesmo é ganhar "nome".

Muitos conseguem-no por trabalho empenhado, outros,... por adesivação!

Só que a "adesivação", por vezes, é tão forte que só permite a respectiva carta de alforria quando o titular se fina!

Ora, como a esperança de vida está a aumentar, ...às vezes o desespero manifesta-se, pois as expectativas ficam cada vez mais goradas à medida que os anos passam!

E, sem nome "na praça", não há bom negócio!

Cumpts

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Que cheiro a esturro ....
siracusa (seguir utilizador), 1 ponto , 22:14 | Sexta-feira, 20 de Nov de 2009
São tantas e tão variadas as acusações que são feitas a este Director de Serviço, que, o que é mais provável é que exista um movimento interno para o depôr.

Isso é tão evidente que juntar acusações tais como: ter os livros no seu gabinete; prolongar intervenções para as documentar e apresentar posteriormente; e ter problemas com e enfermeira-chefe, são de tal modo variadas quanto são concerteza empoladas.
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Um problema muito mais vasto do que um ottorinolar
porradonovosite (seguir utilizador), 1 ponto , 23:24 | Sexta-feira, 20 de Nov de 2009
É um problema: os médicos vêm os pcientes como objectos. Ou melhor, como sujeitos. Somos cobaias.

Ainda bem que há médicos que se opõem a estas práticas. Os médicos devem descer do Olympo e tratar as pessoas com respeito.
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    Re: Um problema muito mais vasto do que um ottorin    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 1:17 | Sábado, 21 de Nov de 2009
COBAIAS
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:54 | Sexta-feira, 20 de Nov de 2009
Quantos seres humanos são vistos com cobaias sem qualquer direito perante empresários e cientistas gananciosos e imorais, enclausurados nas suas torres de marfim. Está mais que justificado que certos laboratórios violam os direitos humanos pondo em risco a integridade fisíca e da própria vida, lembram-se dos médicos NAZIS esses malditos que durante a 2 ª Guerra mundial quantas esperiênçias eles realizaram.
Bem que haja alguem que ponha cobro a estas situações.
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    Re: COBAIAS    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 2:04 | Sábado, 21 de Nov de 2009
A história tem este terrível hábito de se repetir
etica (seguir utilizador), 1 ponto , 3:14 | Sábado, 21 de Nov de 2009
"O homem que inventou a roda provavelmente acabou torturado nela"
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Posso afirmar...
Mr. Jolie (seguir utilizador), 1 ponto , 7:36 | Sábado, 21 de Nov de 2009
...Que já fui operado pelo Dr. Mário Andrea e quem me dera a mim e ao país inteiro que todos os profissionais na área da saúde fossem como ele. Mas para dizer mal do que os outros fazem de bom estamos cá todos não é?
Sinceramente a mim chateia-me mais que me metam um chip na matricula do carro do que me filmem a garganta seja para desenvolvimento de técnicas medicinais ou prevenção em futuros casos similares ou mesmo por questões académicas. Mas se calhar ainda ninguém se lembrou disso.
Acho piada a facilidade com que se rotulam as pessoas na nossa sociedade nos dias que correm e a aderência ao drama e em desenterrar maldade em cada texto que sai na comunicação social por parte de alguns leitores. Em especial por parte daqueles que já "tanto" contribuíram para a humanidade e ciência!
Se gozo do bem estar e saúde que tenho hoje, muito o devo ao Dr. Fica aqui a minha solidariedade, agradecimento e apoio.
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Pensar antes de blablabla
JoanaSantos72 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:50 | Sábado, 21 de Nov de 2009
Todos se têm prendido às afirmações e fazem julgamentos imediatos mas o que têm a dizer sobre as seguintes interrogações:
. se é tudo assim tão grave porque demoraram 5 meses a intervir?
. hoje em dia as situações só avançam através dos jornais?
. se o médico visado afirma não conhecer o conteúdo da carta e, se dizem não ser anónima porque razão a carta não aparece?
. se vai ser aberto um inquério para analisar a situação como é que aparece no jornal "foi nomeada uma personalidade, catedrática e um chefe de serviço para, talvez em menos de um m~es, COMPROVAREM as acusações." - Que raio de insenção é esta demonstrada à partida?

É admirável a facilidade com que neste país as pessoas passam de bestiais a bestas.
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