Segundo adiantou ao Expresso uma fonte judicial, na origem da detenção do ultra-nacionalista Mário Machado, está uma investigação em curso há já alguns meses relacionada com crimes violentos, nomeadamente casos de extorsão, agressões e homicídio. Na ocasião foram apreendidas armas de fogo, uma viatura e um computador pessoal de Mário Machado.
Mário Machado foi detido em casa, ao início da tarde e deverá ser presente amanhã noTribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa. Para já, encontra-se detido nas instalações da Unidade de Combate ao Terrorismo da PJ.
José Manuel Castro, advogado de Mário Machado, afirmou ao Expresso que ainda não se encontrou com o seu cliente. "Disseram-me que não era possível falar com ele. Creio que se trata de uma situação de legalidade duvidosa, que irá ser analisada", adiantou o advogado.
"Não conhecemos os motivos que estiveram na origem da detenção. Tudo o que sabemos, neste momento, é que foi preso", sublinhou José Manuel Castro.
Mário Machado deverá começar a ser julgado em Maio devido a uma carta na qual apelidava a procuradora Cândida Vilar de rosto da "nova inquisição" e apelava aos companheiros de extrema-direita para que não a esquecessem. Em causa no processo que vai ser julgado no tribunal da Boa-Hora estão crimes de ameaças, coacção e difamação.
Há cerca de uma semana, Mário Machado voltou a ser notícia por divulgar num fórum nacionalista da Internet vários documentos relacionados com a situação financeira de um familiar do primeiro-ministro José Sócrates. Mário Machado disse, na altura, que os documentos tinham sido deixados à sua porta por desconhecidos.