23/05/2012 atualizado às 2:38
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Let's face it

Miguel Sousa Tavares
8:00 Segunda feira, 17 de agosto de 2009

Pergunta-se a alguém porque está no Facebook e a primeira resposta é: "porque me interessa profissionalmente, para estabelecer contactos". Como - um tipo é dentista (ou fotógrafo, ou canalizador ou advogado) e angaria clientes no Facebook? "Não, claro, que não!", respondem logo. Então? Porque têm negócios ou produtos que lhes interessa divulgar - resposta nº 2. Ah, então é uma rede de comerciantes, que aproveitam a publicidade grátis? "Bem, também não", respondem, já levemente embaraçados. Afinal, insisto, é porquê? "Por exemplo: serve para encontrar os antigos colegas da Primária ou do Liceu" - resposta nº 3, já levemente irritada. (E eu fico a pensar para comigo: interessa-me assim tanto encontrar os antigos colegas do Liceu ou da Primária? Francamente, não. Eles que me perdoem, mas a vida não se faz a andar para trás). Passemos, então, a outro tipo de dúvidas que a minha curiosidade gostaria de ver esclarecidas.

F tem 1243 'amigos' e 'amigas' registadas - uma multidão (e eu que detesto mutidões...).

- Tens mesmo 1243 amigos?

- Não, claro que não!

- Então porque estão registados como teus amigos?

- Porque pediram e eu os aceitei.

- Se os aceitaste é porque os queres como amigos: tens de lhes escrever de vez em quando, mandar notícias, responder quando eles escrevem...

- Só respondo quando quero. E à maior parte não respondo.

- Não consigo perceber...

- O quê?

- É que toda a gente diz o mesmo, quando pergunto isto: que só têm essas legiões de amigos porque lhes pediram e eles aceitaram. Parece que ninguém pede, toda a gente se limita a aceitar; e, depois, todos juram que só respondem a alguns. Sendo assim, não consigo entender como e para quê têm esses 'amigos todos'.

Fim de conversa. Já fiz esta conversa várias vezes, já tive esta discussão com amigos inúmeras vezes e ninguém sai da sua: eles do Facebook, eu da minha perplexidade. Na verdade, só há uma resposta que eu entenderia: estão no Facebook porque não conseguem enfrentar a solidão e vivemos um tempo em que, quanto mais se comunica, quanto mais se fala, quanto mais se apregoa, mais a solidão é funda e irremediável. E o Facebook é o instrumento perfeito para criar a ilusão de que não se está sozinho, mas acompanhado por uma vastidão de amigos. Basta escolher um 'perfil', carregar num botão e esperar que um desconhecido nos aceite como amigo. E, se esse não aceitar, há mais uns milhões, o universo todo, para tentar de novo. Quem disse que é difícil fazer amigos? Que é difícil encontrar pessoas interessantes? Que, hoje em dia, não há tempo para conhecer pessoas novas? Que as relações humanas são complicadas? Eis o instrumento que veio pôr fim a tudo isso. Agora, com o Facebook, só está só quem quer.

Essa explicação eu entenderia: é séria, é real, é humilde. Só que, essa, ninguém a dá. Menos ainda se atreverão a confessar outro tipo de razões pelas quais eu desconfio que muita dessa Humanidade perde horas preciosas das suas vidas amarrada à coisa (embora todos jurem também que raramente lá estão). As razões inconfessadas são estas (e isto é uma teoria muito pessoal): a) - para arranjar parceiros amorosos ou apenas sexuais; b) - para se exibirem a si mesmos, às suas vidas, às fascinantes personagens que todos se imaginam ser; e c) - para vasculharem a vida dos outros.

Vá, venham, caiam-me todos em cima. Estou aqui para dar o peito às balas dos 'amigos'. É verdade que eu sou, por natureza, o oposto da filosofia da coisa: detesto falar ao telefone, só abro o correio uma vez por mês, só respondo a mails de trabalho ou aos dos verdadeiros amigos que conheço, de carne, osso e alma, odeio expor a minha vida (já tão devassada, inventada e caluniada em blogues que por aí circulam) e interessa-me nada a vida privada dos outros. Gosto de fazer amigos de outra maneira, de ter encontros de outra forma, por acaso olhos nos olhos (embora haja gente que consegue mentir olhos nos olhos e tranquilamente). E não consigo simplesmente entender essa fórmula de as amizades circularem em rede, tipo-D. Branca, 'temos x amigos em comum, vamos ser amigos também', numa progressão geométrica imparável e absurda, até ao ponto em que o universo inteiro acabará amigo, todos uns dos outros, nesse admirável pesadelo novo do Facebook.

Vocês, os 'amigos' do Facebook, conseguiram transformar em realidade o pesadelo do Orwell e o sonho de todas as polícias: montaram uma rede onde todos se cruzam e expõem, onde é fácil descobrir o paradeiro de cada um, mesmo quando ele não quer, onde se estabelecem relações amorosas por magnetismo virtual, se desvendam traições e adultérios, se partilham segredos no meio da multidão, se revelam as fotografias e as andanças que deveriam ser íntimas, e onde se faz tudo isso com uma compulsão de drogados, viciados em voeyurismo e exibicionismo. Vocês, caros 'amigos' e 'amigas', transformaram o Big Brother numa realidade planetária. Mas com a diferença de que não é ele que vos vigia contra vontade, mas vocês que se lhe oferecem voluntariamente.

Era de esperar que aqui chegássemos: os sinais estavam todos lá e cada vez mais nítidos. Os dois barómetros principais, para quem tenha estado atento, foram a crescente profusão das revistas ditas 'sociais' e a crescente audiência dos programas de TV ditos 'populares'. Os primeiros transformaram inutilidades em celebridades, os segundos aliciaram o 'povo' a conquistar os seus minutos de fama, exibindo-se para um catálogo de vícios onde os degradaram a um extremo indecoroso, convencendo-os de que eram ídolos e corajosos. Juntos, as revistas sociais e os programas populares de TV levaram a pobre gente a acreditar que eles próprios podiam transformar-se na notícia, saltando de espectadores para actores principais. Não pelo que fazem, pelo que são, pelo mérito que têm, pelo exemplo ou pelo valor que dão à sociedade, mas exactamente pelo contrário: porque vão a festas, porque namoram X ou Y, porque fizeram um implante de silicone, ou porque tiveram um filho (e vendem a gravidez, o parto, a saída da maternidade, o primeiro banho, o baptizado, a primeira fralda borrada), ou então porque se tornaram 'vedetas' na televisão, em programas onde se dispuseram a ser acorrentados, chicoteados ou filmados 24 horas por dia, retrete incluída. E assim se tornaram eles próprios na notícia.

Mas como não cabem todos nas revistas ou nos programas televisivos, e como todos queriam beber da mesma água, os sobrantes encontraram no Facebook o instrumento exactamente adequado a esta ânsia de protagonismo, a esta irresistível compulsão de partilha que a todos reanima, com um sopro de vida como há muito não varria o mundo. Está bem, concedo que, pelo que me tenho apercebido e no que a Portugal diz respeito, o clube está acima do nível das revistas sociais ou do lixo televisivo: há para ali alguns intelectuais, ou autonomeados como tal, bastante gente perfeitamente frequentável noutras circunstâncias, muita gente interessante e outra desarmante, e muitíssimas mulheres que não são nada de deitar fora, sob vários aspectos (e, sobretudo, muita outra gente que só lá está porque os outros estão e têm medo de não serem 'modernos', ficando de fora). E confesso também que é isso o que mais me preocupa: será que sobra alguém para fora, onde também continua a haver vida, embora sob outra forma? Será que sobra alguém que se possa e valha a pena encontrar num café, num cinema, numa praia, num aeroporto? Ou vai tudo viver, envelhecer e morrer agarrado ao Facebook, sob o desagradável olhar de todos os outros? E a seguir, o que se seguirá?

Ó desgraçados, voltem antes que seja tarde!

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O meu facebook.
Márcio da Rosa (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 9:57 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
Miguel e restantes leitores.

Eu tenho uma página no facebook e uso todos os dias.
Confesso que gosto, pois reúne vários patamares de comunicação: directa ("amigo para amigo" num contexto público através do wall; "amigo para amigo" num contexto privado através de mensagem pessoal), indirecta (grupo, ao qual decidi pertencer, para "amigo"), talvez outros.

Solidão... bom tenho que confessar que conheci mais gente (interessante) pela internet que por outro qualquer sitio, seja café, bar, escola ou trabalho. Confesso que não tenho muito tempo para sair e principalmente muito dinheiro. Confesso que prefiro muitas vezes falar pela internet porque se me apetecer fazer algo diferente (voltar aos estudos) não tenho que estar a fazer chá e vou offline, por exemplo. Solidão, menos do que quando não tinha internet e o facebook. Aliás não me sinto em solidão desde que utilizo, pois tenho sempre alguém para conversar lá, se me apetecer. É grátis, ao contrario de um telemóvel ou rede fixa, conveniente, pois não existe atrasos nos encontros, mais económico e menos problemático.

(continua)
 
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    Re: O meu facebook.    Ver comentário
Márcio da Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 9:58 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
    Re: O meu facebook.    Ver comentário
Márcio da Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 9:59 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
    Re: O meu facebook.    Ver comentário
Márcio da Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 9:59 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
    Re: O meu facebook.    Ver comentário
Márcio da Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 10:01 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
    Re: O meu facebook.    Ver comentário
Márcio da Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 10:02 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
    Re: O meu facebook.    Ver comentário
Márcio da Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 10:04 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
    Re: O meu facebook.    Ver comentário
mascas (seguir utilizador), 1 ponto , 21:22 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
    Re: O meu facebook.    Ver comentário
Márcio da Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 21:51 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
"Big Brother"
Karyatis (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 14:36 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
Concordo plenamente na parte de exhibicionismo, mas o meu background é diferente.
Ainda há uns anos a net era anónima, toda gente tinha nickname e guardava zelosamente a sua privacidade, operadores que sabiam IP de alguém, já sabiam muito.
Ultimamente internet foi invadida pelos "concorrentes do Big Brother" que para ganharem alguma notoriedade, os tais "amigos", pontos, comentários - expõem tudo - nome, morada, fotos da família, clips deles próprios aos berros ou a chorarem para a webcam, informação que nunca mais acaba a espera de ser usada... e depois admiram-se quando o chefe lê o que disseram dele no twitter, em confidência para 16549 amigos.
Tenham dó - o mundo não precisa de saber que ontem jantaram chinês e hoje vão ao cinema.

 
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What?
NãoHáInocentes (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 15:11 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
O que é essa coisa de Facebook?
 
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facebooking all day...
kcorreia (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 16:38 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
Confesso que não frequento estes “salões sociais virtuais” e, até à data nunca me tinha debruçado sobre os prós e os contras de andar em tais andanças.
Depois de ler a crónica, senti-me na tentação de escrever “subscrevo na íntegra” mas, de repente, assaltou-me a pergunta “E se eu vivesse num país, em que o acesso ao Facebook me fosse interditado, ou como no Irão, bloqueado?”

Estes, de quem o Miguel fala, estão no “bom caminho” isto é, tanto podem adicionar 1000 amigos num dia, como, certamente, cometer o Facebook-genocídio, isto é, no dia a seguir, mandá-los todos às ortigas…Esta gente tem “Liberdade de Escolha”!!!

Mas o que dizer dos outros, os que se vêem privados de, livremente, entregarem de bandeja as suas vidas nas mãos dos cybercuscas ? Estarão estes menos expostos, nos seus países, ou pelo contrário?

“só abro o correio uma vez por mês”

Lógico que só abra o correio uma vez por mês…quer queiramos quer não, as nossas vidas são geridas através da Internet, para quê o papel? Se não fosse assinante dum jornal diário, que é entregue pelo correio, nem precisaria abri-lo uma vez por mês…

Ó desgraçados, os vícios matam! Sejam eles, Facebook, anti depressivos, álcool, TABACO:):)
 
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    Re: facebooking all day...    Ver comentário
KlausBarbie (seguir utilizador), 1 ponto , 13:41 | Terça feira, 18 de agosto de 2009
    Re: facebooking all day...    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 1 ponto , 16:53 | Terça feira, 18 de agosto de 2009
    Re: facebooking all day...    Ver comentário
KlausBarbie (seguir utilizador), 1 ponto , 17:05 | Terça feira, 18 de agosto de 2009
    Ó Barbie, pelo nick, pensei que fosses do Bayern    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 1 ponto , 23:18 | Terça feira, 18 de agosto de 2009
    Re: facebooking all day...ESTOU COM MST    Ver comentário
gaivota 49 (seguir utilizador), 1 ponto , 21:02 | Terça feira, 18 de agosto de 2009
    Tempestade no mar…gaivotas em terra.    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 1 ponto , 23:09 | Terça feira, 18 de agosto de 2009
    Re: Tempestade no mar…gaivotas em terra.    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 1 ponto , 12:09 | Quarta feira, 19 de agosto de 2009
de caras
joaomiguelfs (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 17:32 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
DE CARAS

"Vocês, os 'amigos' do Facebook, conseguiram transformar em realidade o pesadelo do Orwell e o sonho de todas as polícias: montaram uma rede onde todos se cruzam e expõem, onde é fácil descobrir o paradeiro de cada um, mesmo quando ele não quer, onde se estabelecem relações amorosas por magnetismo virtual, se desvendam traições e adultérios, se partilham segredos no meio da multidão, se revelam as fotografias e as andanças que deveriam ser íntimas, e onde se faz tudo isso com uma compulsão de drogados, viciados em voeyurismo e exibicionismo. Vocês, caros 'amigos' e 'amigas', transformaram o Big Brother numa realidade planetária. Mas com a diferença de que não é ele que vos vigia contra vontade, mas vocês que se lhe oferecem voluntariamente."
'Let's Face It", Miguel Sousa Tavares, Expresso

Fosse Orwell vivo, tivesse Orwell dobrado o réveillon de 1984 e, Miguel, teria hoje provavelmente uma página no FB. Desse púlpito binário arengaria talvez - sempre o fez - contra os desmandos autoritários e autoritaristas e exultaria decerto, agora sem cirílicos nem rubores, com a nova Internacional urdida sem amos num rincão fantasista de Oz por moles transnacionais de junkies compulsivos, amigos e amigas de onças Drum e mortalhas de enrolar. Passe a solidão imanente a tal convénio, passem os infortúnios da virtude -
 
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    de caras    Ver comentário
joaomiguelfs (seguir utilizador), 1 ponto , 13:14 | Terça feira, 18 de agosto de 2009
DETESTO
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 19:06 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
Porque detesta multidões?
 
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Excessiva e insensível crónica
Resignado (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 23:41 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
O Facebook é um site na internet de livre acesso e gratuíto. Os aderentes são livres de se registar e utilizar nas mais diferentes formas. Ora totalmente expostos ou com diversas restrições que o próprio utilizador pode escolher. Cada um dispõe da ferramenta como bem entender. Cada ultizador usa-o com as intenções que bem entender.
O facebook não é mais que o resultado de uma mudança. Vivemos um novo mundo com o advento da internet e do sistema digital. Há mudanças sociais inevitáveis com o qual MST não se está a adaptar. Isso é a realidade de quem já está a ficar para trás no tempo e no modo social. Se o facebook veio para menorizar a solidão, então é positivo. Se veio para fazer negócios, então é positivo. Se veio para distribuir mais informação, então melhor. Não se vê um único ponto negativo no uso do facebook. Há um manancial de informação sobre eventos, livros, filmes que muitos nunca teriam conhecimento se não existisse o facebook. Há encontros e jantaradas que nunca se realizariam sem o facebook. Há negócios que nunca se fariam se não fosse o facebook. Não se entende a azia apresentada pelo articulista. As amizades também se fazem pela palavra escrita. As amizades aprofundam-se presencialmente se assim for o caso. Não se percebe o articulista onde quer chegar. Demonstra de facto que não conhece a ferramenta.
Let's face it, you are getting outdated.

 
 
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Diz o roto ao nu!
Ramirez Correia (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 0:59 | Terça feira, 18 de agosto de 2009
Antes de mais gostava de apontar que no inicio da pagina está o seguinte link:
http://www.facebook.com/s...
Para quem não sabe é um link que serve unicamente para partilhar esta pagina com os "ditos amigos" do facebook! Achei um toque humorístico delicioso!

Tudo o que li fez perfeito sentido e até me ri um bocado da coisa, realmente somos bixos estranhos, estranhamente sociais! Ainda me ri mais porque, caro sr., mesmo sem facebook faz parte da "multidão"! 1355 visitas só neste "post" e 39 comentários! Está cheio de "amigos", e eu quero ser um deles, daí o meu "coment"! Podia simplesmente estar interessado nas suas ideias e querer mostrar o meu ponto de vista para trocarmos ideias. De certa forma é o que fazem os amigos, será isso um "amigo" do facebook? Aqui entre nós, "amigo" é usado como abstracção, e até soa bem!

Pelo que estou a ver é um grande candidato ao facebook, irá sem duvida enriquecer a rede social! Mas com a projecção que o expresso dá, se calhar é dar um passo atrás e ficará com um pouco de "cede"! Por isto tudo proponho que, ainda assim, experimente!

Eu não vejo televisão, não percebo nada de bola e revistas cor de rosa sei que existem! Não adiciono toda a gente ao facebook mas acho que abro uma excepção para si, um revoltado do facebook parece uma boa adição!

Experimente de mente aberta! Essa é uma critica que gostaria de ler, mais do que esta, que ainda assim adorei!
...
 
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Agora é que eu vou ser o máximo!
lord byron (seguir utilizador), 1 ponto , 9:17 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
Aquilo que ando a pregar no deserto (para não me chatearem com essas porcarias) desde que me quiseram inscrever no HI5, é finalmente corroborado pelo autor do Equador o único livro que estas pessoas leram até hoje e mesmo assim saltando paginas… o que sem dúvida faz de mim um entendido nestas coisas do “neo-social”!
Que máximo depois de anos visto como um paria por ser anti-social, agora que vou ser trendy é que não vou ter mãos a medir, é que isto do sexual a metro e tirar pelos… não estava mesmo para as minhas cores, não brinquem …aquilo parece doloroso e quanto a usar a lamina, a barba já me dá uma trabalheira!
 
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    Re: Agora é que eu vou ser o máximo!    Ver comentário
Márcio da Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 10:13 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
    Re: Agora é que eu vou ser o máximo!    Ver comentário
lord byron (seguir utilizador), 1 ponto , 10:18 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
    Re: Agora é que eu vou ser o máximo!    Ver comentário
Márcio da Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 10:23 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
    Re: Agora é que eu vou ser o máximo!    Ver comentário
lord byron (seguir utilizador), 1 ponto , 10:22 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
    Re: Agora é que eu vou ser o máximo!    Ver comentário
Márcio da Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 10:25 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
Cada um faz do facebook o que quer
oWarchild (seguir utilizador), 1 ponto , 11:16 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
Caro Miguel,

Como ex-céptico posso dizer-lhe que o facebook é como uma ferramenta e pode ser usada como cada um pretende. Muitas pessoas apenas têm como "amigos" os seus amigos de carne e osso e para estes o facebook é uma ferramenta de comunicação assíncrona, unindo o que o tempo e o espaço separam. Para outros é uma forma de conhecer novas pessoas.

Outra perspectiva. Já publicou um artigo que gerou uma discussão agradável com um amigo seu? O facebook faz algo semelhante para o comum mortal constantemente. Levando opiniões, acontecimentos, eventos (pessoais ou não) a ser discutidos quer entre amigos online quer, posteriormente, ao vivo.

Quanto à partilha, cada um partilha quanto quer, outros nem partilham nada, apenas usam para se manter a par do que os seus amigos e familiares fazem.

Para quem tem amigos (ainda aqueles de carne e osso) espalhados pelo mundo é uma forma rápida e barata de manter contacto.

Sugiro que experimente por um ou dois meses e talvez se surpreenda.

 
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Acertou na mouche
ajace (seguir utilizador), 1 ponto , 13:02 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
Sou utilizador do Facebook (FB) e na altura em que abri o meu perfil pensei que seria útil para manter-me em contacto com amigos distantes (e realmente revelou-se útil nesse aspecto).

Também vi como a utilização do FB pode tornar-se obsessiva e felizmente consegui por o FB no seu próprio lugar na minha vida. O meu anuncio que "não estou a aceitar mais amigos no momento, por favor tentem mais tarde" fez furor entre os meus amigos de carne e osso (corri o risco de ser considerado arrogante).

O Dr. Sousa Tavares acertou na sua analise a este fenómeno, e concordo com tudo o que diz.
E por este tipo de comentários que vale a pena comprar um jornal.
 
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POSSO SER SUA AMIGA?
Doisémes (seguir utilizador), 1 ponto , 13:46 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
Eu não sei se faço parte daquelas mulheres que você designa como "não são nada de deitar fora", mas por quem é...não quero que se sinta "out"; se quiser ser meu amigo, faça favor.

Tenho muito gosto.
 
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    Re: POSSO SER SUA AMIGA?    Ver comentário
Márcio da Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 14:07 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
    Re: POSSO SER SUA AMIGA?    Ver comentário
Buma (seguir utilizador), 1 ponto , 14:08 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
    Re: POSSO SER SUA AMIGA?    Ver comentário
Márcio da Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 14:48 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
    E eu? E eu?    Ver comentário
Geraldo Sem Favor (seguir utilizador), 1 ponto , 18:22 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
    Re: POSSO SER SUA AMIGA?    Ver comentário
turquoiseblue (seguir utilizador), 1 ponto , 21:55 | Quarta feira, 19 de agosto de 2009
És o maior!
Buma (seguir utilizador), 1 ponto , 14:12 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
Eu voto em ti, e vou apagar aquela coisa do Hi5 já já já já já já já já já já já já já já já já já já, até pq já n estou só!!;)
 
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saber ou não saber?
Márcio da Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 15:36 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
bom... falemos de privacidade:

Os bancos sabem perfeitamente quem é quem, quanto fizeram na vida toda e se sempre fizeram os pagamentos de todas as prestações do empréstimo, para poder pagar todas as bebidas que tenho que comprar para ir sociabilizar na barulhenta discoteca ou ao chiado, a tempo...

Vai ao supermercado e sabem precisamente que compras fizeram, quem as fez, em que quantidades, e quantas vezes por semana (se ainda não chegou cá... estamos atrasados e existe aqui um potencial de negócio megalómano).

A sua impressão digital está em todo o lado e é reconhecível, e agora com o cartão do cidadão, em segundos de pesquisa, para além de saberem tudo sobre as suas evasões fiscais, descontos atrasados á segurança social, roubo na loja de um chupa-chupa, e muito mais. Se não o sabem, são burros e não sabem o potencial da tecnologia que compraram aos Australianos.

a nossa cara está em montes de câmaras de CCTV, se ainda não temos isso preocupa-me a segurança e não me espanta o rate de crime que temos.

pode-se saber onde estou e o que estou a fazer (compras na loja, online ou pagar pornografia, comprar um bilhete de comboio ou carregar o telemóvel das minhas três amantes) com um cartão de crédito...

Confidência... sim, pode haver. Há tags que são clicadas, onde se muda o grau de exposição que uma pessoa pode ter:

(continua, claro está!.. lol )
 
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    Re: saber ou não saber?    Ver comentário
Márcio da Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 15:37 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
    Re: saber ou não saber?    Ver comentário
Márcio da Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 15:39 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
    Re: saber ou não saber?    Ver comentário
Márcio da Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 15:57 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
para que não haja dúvidas
Márcio da Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 15:53 | Segunda feira, 17 de agosto de 2009
e achem que sou maluco...

Eu prefiro fazer amigos olhos nos olhos tb... a realidade de Miguel Sousa Tavares, não é a minha e diga-se de praticamente de nenhuma pessoas aqui... Não temos as nossas vidas em Bloggues por aí devassadas.

Portanto encaro este depoimento como isso mesmo.... o seu pessoal depoimento... não exposto no Facebook, mas no Expresso... que é mais chique! ;)

Espero que as pessoas não sigam o exemplo de Miguel e abram as cartas e respondam aos emails... è muito feio deixar as pessoas á espera. Desculpa dizer Miguel, mas isto foi só uma achega pessoal e não direccionada para ti... posso trataar por tu, não posso? :)

M.
 
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