O ministro da Indústria japonês, Banri Kaieda, anunciou que vão efetuados "testes de resistência" em todas as centrais nucleares do país para verificar a sua segurança depois do acidente de Fukushima.
Depois do sismo e tsunami de 11 de março, que causaram fugas radioativas na central nuclear de Fukushima-Daiichi, no nordeste do Japão, que as autoridades locais de diferentes regiões do país estão preocupadas com a segurança das suas instalações nucleares.
Nenhum dos reatores que foram parados para manutenção depois do acidente de 11 de março foi reativado por causa dessa ansiedade, o que reduziu drasticamente a produção de eletricidade das empresas japonesas, já que se encontram a funcionar apenas 19 reatores de um total de 54.
Neste contexto, as autoridades nipónicas exigiram às empresas a redução de 15% do seu consumo de eletricidade durante o verão em Tóquio e Tohoku para evitar um apagão e apelaram à população para também economizarem energia.
Incêndio hoje num armazém de resíduos
O ministro japonês da Economia alertou em junho que uma escassez de fornecimento de energia poderia prejudicar os esforços de reconstrução no nordeste do país, devastado pelo sismo de 9,0 graus e tsunami que causaram cerca de 23 mil mortos.
O acidente de Fukushima é o mais grave desde o de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, tendo forçado à retirada de cerca de 160 mil pessoas das suas casas.
Entretanto um incêndio deflagrou hoje num armazém de resíduos da central nuclear de Tokai, no leste do Japão, tendo sido rapidamente dominado sem perigo de fuga de radiação ou qualquer outro dano.
O incidente ocorreu às 10h00 locais (2h00 em Lisboa) na central nuclear 2 de Tokai, operada pela Japan Atomic Power, na província de Ibaraki, a norte de Tóquio, indicaram fontes do governo regional citadas pela agência noticiosa japonesa Kyodo.