Os centros comerciais foram dos estabelecimentos que "menos perderam" com a crise económica, que não chegou a afectar a facturação em mais de 10%, disse o presidente da Associação Portuguesa de Centros Comerciais, em entrevista à Lusa.
António Sampaio de Mattos afirma que, comparando com outros sectores de actividade, os centros comerciais foram dos que "menos perderam" com a crise económica que o país atravessa desde o ano passado. Prova disso é a previsão sobre a quebra da facturação que, em termos médios, "não é superior a 10%".
Moda é o sector mais afectado
O responsável explicou que "[no sector da] alimentação não se sente muito, mas na moda sente-se mais a crise, especialmente na moda de empresas dirigidas por amadores, pequenas organizações que fazem uma gestão pouco profissional e que não têm economias de escala".
A crise económica não só abrandou o consumo, como também obriga uma revisão dos investimentos programados: "Os empresários quando entram para um projecto destes avaliam-no do ponto de vista comercial e financeiro.
Com a crise o crédito está menos facilitado, não só para o promotor do projecto como também para os lojistas), e o próprio mercado dos centros comerciais já tem uma oferta alargada, o que leva os bancos a ponderar a concessão de crédito", afirmou.