O esforço realizado nos últimos anos no domínio da Investigação & Desenvolvimento (I&D) levou o European Innovation Scoreboard a incluir Portugal no grupo de países "inovadores moderados". No Índice Global de Inovação (SII) Portugal, entre os 27 países da União Europeia (UE), subiu da 22ª para a 15ª posição, deixando, em 2007, o grupo de países considerados "em recuperação". Portugal foi o país da UE com uma maior taxa de crescimento da despesa em I&D no triénio 2005/07. Em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), a despesa passou de 0,8 para 1,18% (crescimento de 46%), um valor muito acima da média europeia.
A boa notícia foi dada hoje por Rui Guimarães, director-geral da Cotec, na apresentação no Porto da segunda edição do Prémio Produto Inovação. A iniciativa é um instrumento da Cotec, em parceria com a Unicer, na sua cruzada pela promoção de uma cultura empresarial de inovação e visa premiar as empresas que tenham transformado uma ideia feliz num produto vencedor. A edição inaugural contou com 33 candidatos e o prémio foi partilhado por dois produtos: a Pluma, a garrafa de gás desenvolvida pela Galp Energia e o Optical Channel Unit, o primeiro dispositivo de ligação entre redes ópticas de muito longo alcance, desenvolvido pela Nokia Siemens Networks Portugal.
Na sua apresentação, Rui Guimarães notou que o desempenho recente de Portugal beneficiou do forte impulso empresarial. No triénio 2005/07, as empresas duplicaram os investimentos alocados à I&D, atingindo 0.61% do PIB. Pela primeira vez, a despesa do sector empresarial superou o acumulado do Estado, Universidades e organizações em fins lucrativos. O número de investigadores ao serviço de empresas passou de um quinto para um terço do total do país.
O Prémio Produto Inovação Cotec-Unicer destina-se a distinguir produtos ou famílias de produtos, desenvolvidos por empresas que operem em Portugal. "No difícil período que atravessamos, é essencial que os empresários mantenham o investimento em inovação para que os seus produtos se afirmem internacionalmente", adverte a Cotec. As candidaturas terão de ser entregues até ao dia 3 de Abril e serão apreciadas por um júri presidido Artur Santos Silva, presidente da Cotec. O grau de inovação, o potencial em mercados globais, as vantagens competitivas, sustentabilidade ambiental e inserção do produto na estratégia da empresa são os critérios que norteiam a avaliação do júri.