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Há 30 anos que a população portuguesa está a envelhecer

Especialistas nacionais e estrangeiros debatem hoje os baixos níveis de fecundidade e natalidade na conferência "Nascer em Portugal", na Cidadela de Cascais

Alexandre Costa (www.expresso.pt)
20:05 Quinta feira, 16 de fevereiro de 2012
Há 30 anos que a população portuguesa está a envelhecer
Ana Baião

"Nascer em Portugal" é a conferência que junta hoje, a partir das 9h, na Cidadela de Cascais, investigadores, economistas e sociólogos como Maria João Valente Rosa, António Barreto, Manuel Villaverde Cabral e Rui Vilar, em torno do debate sobre os baixos índices portugueses de fecundidade e natalidade.

A conferência é promovida pelo Presidente da República, Cavaco Silva, no âmbito do ciclo de conferências "Roteiros do Futuro" que visam abordar problemas estruturais que afetam a sociedade portuguesa, promovendo a análise e o debate em torno de indicadores estatísticos.

Segundos dados do INE/Pordata, há trinta anos que em Portugal o nível de nascimentos deixou de ser suficiente para assegurar a reposição da população, uma vez que desde o início da década de 1980 que a média de filhos por mulher é inferior aos 2,1 (em 2010 era inferior aos 1,5).

Nos anos mais recentes, o número de nados-vivos de mães residentes em Portugal tem-se situado em torno dos 100 mil, o que representa uma quebra para dois terços do registado no início da década de 1980 e metade do número dos anos 1960.

Filhos em idade mais avançada


As mulheres têm filhos em idade mais avançada, num período em que os seus níveis de fertilidade já são mais baixos, o que reduz a probabilidade de terem muitos filhos.

Outra mudança estrutural é o aumento do número de filhos fora do casamento. Atualmente mais de 2 em cada 5 nascimentos são de filhos de pais oficialmente não casados (o dobro do que se verificava em finais dos anos de 1990).

Para lá do envelhecimento, em anos recentes verificou-se também a diminuição da população, pois em 2007, 2009 e 2010 o número de nascimentos foi ultrapassado pelo das mortes.

Entre os indicadores positivos, surgem a diminuição da maternidade precoce, da mortalidade infantil e materna e contributo dos imigrantes para atenuar os baixos níveis de natalidade dos portugueses.

A conferência "Nascer em Portugal" é comissariada por João Lobo Antunes.

Entre os conferencistas estrangeiros estarão personalidades como Olivier Thévenon, que participou num estudo da OCDE sobre o problema da fecundidade, Gunnar Andersson, da universidade de Estocolmo, e Massimo Livi Bacci, autor do primeiro estudo sobre fecundidade em Portugal e que será distinguido pelo Presidente da República no final da conferência.

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É de admirar
Cruzadas (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 22:09 | Quinta feira, 16 de fevereiro
Os jovens portugueses sentem o futuro tão risonho, que não se entende o porquê de não terem filhos.

Quem tem filhos, às dezenas, são os dos bairros sociais. Para esses, o futuro é coisa que pouco importa.
 
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    Re: Comentário desprezível    Ver comentário
peixedaprrecefice (seguir utilizador), 1 ponto , 11:15 | Sexta feira, 17 de fevereiro
    Re: É de admirar    Ver comentário
Luis14 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:50 | Domingo, 19 de fevereiro
Neste momento ter filhos é irresponsavel
alix07 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 23:40 | Quinta feira, 16 de fevereiro
Sinceramente , neste momento , quem pensa em ter filhos é irresponsável.

O pior a que se pode assistir é alguem a dizer que tem fome , há dias ouvi isso de um idoso que estava a pedir ao pé do Chiado , por mais que imaginemos , nada mais crua que a realidade , a fome é uma coisa completamente inaceitável e chocante.

Nem quero imaginar ver crianças a vaguear pelas ruas a pedir com fome , diz que isso acontecia em Lisboa no ano mais terrível do sec.XX , 1921.

Sejam responsaveis , por mais que se queiram ter filhos , não se os pode ter de qualquer maneira.
 
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    Irresponsável...    Ver comentário
esperanca69 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:43 | Sexta feira, 17 de fevereiro
Vamos começar a acordar rapaziada!
userEX36765 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 22:24 | Quinta feira, 16 de fevereiro
Alguem reparou que esta notícia irrelevante de 1ª página veio substituir aquela outra que anunciava a revelação da maior taxa de desemprego de sempre, que apenas figurou na primeira página do expresso online durante uma hora?
Vamos começar a acordar rapaziada!
 
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    Re: Vamos começar a acordar rapaziada!    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 22:59 | Quinta feira, 16 de fevereiro
    Re: Vamos começar a acordar rapaziada!    Ver comentário
Franco5612 (seguir utilizador), 2 pontos , 1:23 | Sexta feira, 17 de fevereiro
    Re: Irrelevante?    Ver comentário
poiz (seguir utilizador), 2 pontos , 9:50 | Sexta feira, 17 de fevereiro
    Re: Irrelevante?    Ver comentário
naifasanaconda (seguir utilizador), 1 ponto , 11:53 | Quinta feira, 23 de fevereiro
    Re: Vamos começar a acordar rapaziada!    Ver comentário
ZMARS (seguir utilizador), 1 ponto , 10:01 | Sexta feira, 17 de fevereiro
Cavaco: Receita para fazer filhos?
carlos-carlos (seguir utilizador), 2 pontos , 22:25 | Quinta feira, 16 de fevereiro
Cavaco ainda há poucos meses tentou ensinar uma receita.

Como é costume, engasgou-se e ficou infértil... de resultados positivos.
 
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    Re: Cavaco: Receita para fazer filhos?    Ver comentário
Franco5612 (seguir utilizador), 2 pontos , 1:07 | Sexta feira, 17 de fevereiro
Filhos?
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 22:26 | Quinta feira, 16 de fevereiro
Nesta altura do campeonato é um luxo a que muitos não se podem dar?
 
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O nascimento de uma criança...
M.Farid (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 22:39 | Quinta feira, 16 de fevereiro
...acaba por ser indesejável numa sociedade pautada pelo hedonismo,guiada pela busca do lucro empresarial e da construção da carreira profissional.As grávidas são preteridas nos concursos a empregos, em favor das não-grávidas, sendo que muitas são inquiridas sobre as suas intenções de engravidar no futuro.

Quando a responsabilidade da satisfação das necessidades de uma criança recaem exclusivamente sobre os pais e mais vincadamente sobre a mãe,reflexo de uma política de família ruinosa, é "natural" que se defenda o aborto e este corresponda, não a uma pretensa "liberdade" da mulher, mas precisamente, a um modo cínico de lhe negar a liberdade autêntica de poder ser mãe.

Encarada nestes termos, a problemática da natalidade e fecundidade em Portugal, encontrará decerto alguma dose de compreensão.

Falta, no entanto, fazer a revolução.
 
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Há 30 anos que estamos a envelhecer
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 23:10 | Quinta feira, 16 de fevereiro
Há tempos no autocarro seguiam alguns jovens em grande palhaçada. Um deles saiu com esta que fez rir toda a gente que se encontrava dentro do autocarro. Dizia ele:

-Meu pai é pobre porque tem dez filhos. Se me tivesse só a mim era rico.

Aposto que já adivinharam qual a cor do jovem.

Antigamente tinham muitos filhos, porque não havia televisão. Também havia muito medo de ir para ao Inferno. Hoje em dia tudo tem os olhos abertos. Nunca entendi a razão porque os pobres tinham tantos e os ricos tão poucos.
 
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    "Aposto que já adivinharam qual a cor do jovem"    Ver comentário
Franco5612 (seguir utilizador), 2 pontos , 1:18 | Sexta feira, 17 de fevereiro
A questão demográfica...
Manuelisboa82 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 9:25 | Sexta feira, 17 de fevereiro
A questão demográfica foi um dos múltiplos aspectos estruturantes(como se diz agora)perante o qual os governos se mostraram alheios,durante as três últimas décadas(como na restante Europa ocidental o problema português é anterior).Junta-se a outros como a agricultura e as pescas,a justiça e a educação/cultura.Os governos do actual PR,o qual surge como o promotor das conferências,são dos principais responsáveis.Em troca de subsídios fáceis da CEE-UE,preferiram seguir políticas fáceis de pseudo-modernização,de substituição de produção nacional por produtos importados e,ao mesmo tempo,aqueles sectores básicos de sustentação e de actividade do estado saíam descurados,ou tão mal como isso,alvo de todo o tipo de experiências e remendos legislativos.E não se pense que o menosprezo como se tratou a "família",alicerce fundamental da sociedade portuguesa, não constituiu ainda vector contribuinte para o descalabro demográfico.Não é apenas uma questão de dinheiro,até porque se houver comparação de índices,não restarão dúvidas que as famílias,em termos gerais,vivem melhor hoje em dia do que no passado.Antes a forma de utilização dos recursos financeiros e,concomitantemente,o desprezo efectivo pelos valores tradicionais,substituídos pelo consumismo fácil(este incentivado pelos próprios governos),que podem ser identificadas como algumas razões objectivas para que haja cada vez menos portugueses.Não bastará,agora, bater no peito e dizer "mea culpa"...(manuellisboa.blogspot.com)
 
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    Re: A questão demográfica...    Ver comentário
peixedaprrecefice (seguir utilizador), 1 ponto , 11:22 | Sexta feira, 17 de fevereiro
Porquê?
jojo_ODST_26 (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 9:37 | Sexta feira, 17 de fevereiro
Toda a gente sabe; salários baixos, custo de vida elevado face aos rendimentos, creches caríssimas e com oferta deficiente, custos com educação, etc. etc. Isso e os tempos risonhos, que este País já está em crise desde que sou pikeno. Ora eu e a "Maria", na flor da idade e da força, que noutras circunstâncias estaríamos mais do que preparados e disponíveis para ter filhos e tentar passar algo à geração seguinte, temos esse projecto em pausa, sabe-se lá até quando...
 
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    Re: Porquê?    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 7:08 | Terça feira, 28 de fevereiro
Ouvi dizer que o Alforreca Fascista
ERA 2011 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:37 | Quinta feira, 16 de fevereiro
quer cortam nos espermatozóides e óvulos dos portugueses e portuguesas!!!!

O FMI, a Goldman Sachs e a Merkel já vieram dizer que não é necessário tanta austeridade!!!

Mas o Alforreca Fascista está mesmo determinado ir mais além, custe o que custar!!!!!!!!

O Galinhadois já disse que suporta totalmente esta medida!!!

O Ondinhas não aguentou a vergonha, saiu da zona conforto e emigrou para a Coreia do Norte!!!!!!!!

O Odisseia está de baixa psiquiátrica para o resto da vida...
 
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É ironico falar deste tema!
Titanium (seguir utilizador), 1 ponto , 4:39 | Sexta feira, 17 de fevereiro
Claro que a população há-de continuar sempre a envelhecer até chegar a um ponto de não retorno por causa destes malditos politicos"comissionistas"e outros pseudo homens de negócios agiotas e sem escrupulos...pois são estes os"vampiros"do erário publico e roubam durante decadas impunemente, DUVIDAS?? Todo o dinheiro que devia circular e promover o bem estar das familias e natalidade para o renovar das gerações está todo"enterrado"em contas bancárias de paraísos fiscais! Todos esses ladrões que tanto roubam o país são culpados indirectamente porque esse dinheiro devia estar aplicado em escolas, apoios a natalidade, saúde etc etc as leis do aborto também promovem esta situação e por ultimo mas com menos relevancia é que as mulheres dos nossos dias preferem e dão muito mais importância à vida profissional do que a constituição de familia... a independencia financeira e ganância sobrepõe-se nos nos dias à humanidade! Com esta mentalidade que o nosso país tem e com a impunidade de quem rouba os recursos este país não terá futuro... quem me dera estar errado!
 
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Incongruências!
JCCC (seguir utilizador), 1 ponto , 9:23 | Sexta feira, 17 de fevereiro

Ora aqui está uma bela duma incongruência!

Por um lado temos o presidente com dificuldades em enfrentar os jovens insatisfeitos e reivindicativos e logo a seguir diz-nos que temos de fazer mais filhos.

Será masoquismo? Estará à procura de mais "lenha" para se queimar?

Nascer em Portugal é uma autêntica aventura. Sabe porquê sr. Presidente?

Porque este é um país de tesos onde o ordenado médio é a miséria que se conhece e onde as famílias são obrigadas a fazer muitas contas antes de sequer pensar em ter filhos.

Compreende? Não rodeie a questão e vá directo ao principal motivo.

 
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Eis um tema escaldante...
jvlv (seguir utilizador), 1 ponto , 13:09 | Sexta feira, 17 de fevereiro
"Segundo o INE/Pordata, há trinta anos que em Portugal o nível de nascimentos deixou de ser suficiente para assegurar a reposição da população, uma vez que desde o início da década de 80 a média de filhos por mulher é inferior aos 2,1 (em 2010 era inferior aos 1,5)".

Daqui decorrem algumas reflexões:

1) A redução sistemática da natalidade no nosso país, evidencia um conjunto de problemas estruturais graves, a exigir a tomada de medidas de fundo urgentes de carácter politico para fazer reverter tal fenómeno.

2) É preocupante e dá que pensar que, em ciclo tão longo, os diversos poderes politicos, não tão diferentes uns dos outros como seria de esperar, atendendo aos resultados obtidos, não tivessem empreendido uma única medida de contenção.

3) Sendo o fenómeno transversal e abrangendo o país como um todo, pasma-se como os responsáveis politicos, sobretudo os que detiveram o poder governamenteal, não acordaram, há mais tempo, para a gravidade da situação.

4) A fase extremamente crítica e recessiva que atravessamos não ajuda a resolvê-la, mas uma coisa é certa: independentemente da evolução favorável ou desfavorável da taxa de natalidade, seja onde for, pelo tempo que for, todo o ser humano merece e exige respeito, do nascimento à morte, pois ninguém, que se saiba, nasceu para ser cobaia de incompetências, omissões e experiências sócio-politicas inconsistentes e falhadas.
 
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Um país envelhecido!
marluz (seguir utilizador), 1 ponto , 14:26 | Sexta feira, 17 de fevereiro
O presidente da Republica está na sua Praia ... Numa redoma de vidro ... a falar ... mas como palavras leva-as o vento é mais uma discussão para alguns ... sendo um problema de todos...

Actualmente, vivemos uma situação muito crítica quanto aos diversos problemas que estão se agravando com velocidade assustadora: injustiça social, sistema financeiro decadente, núcleos familiares desprotegidos e sem condições de dar às crianças o mínimo de sobrevivência e educação neste Portugal.
A família, entendendo como tal pais e filhos, ainda é a célula menor da qual emerge o futuro enquanto nova geração. E quando existem factores maléficos que destrói o seu núcleo ... a coesão dá lugar à desestruturação ..

Um problema tão sério ... que se traduz num território "insuportável" ... somos um dos país mais envelhecido...
Mas...
"Talvez" é uma palavra que encerra alguma incerteza mas poderá encerrar alguma esperança...
 
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    Re: Numa redoma de vidro ...    Ver comentário
FernandoMaria (seguir utilizador), 1 ponto , 1:00 | Sábado, 18 de fevereiro
há 30 anos
bivolta (seguir utilizador), 1 ponto , 14:31 | Sexta feira, 17 de fevereiro
que a pieguice procriadora se iniciou.

Obviamente, porque as condições de vida melhoraram. Na perspectiva deste governo, passada a crise a phoda sem camisa vai aumentar.

Chamem o Cavaco para ele dar conselhos. E dirá que Phoder sim, mas só com fins de fazer netinhos.
 
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