"A TAP
compromete-se com os passageiros que têm reservas para esses dias a transportá-los e nesse sentido vai fazer todo o possível para cumprir esse objectivo dentro da lei", afirmou o porta-voz da TAP, António Monteiro, sobre os dias de greve convocados pelos sindicatos dos trabalhadores da empresa.
Os sindicatos acusam o Governo de estar a planear utilizar a empresa de handling Portway para assegurar serviços que os grevistas pretendem paralisar já na próxima sexta-feira e sábado.
Os sindicatos acusam ainda o presidente da transportadora portuguesa de "arrogância e prepotência", esperando uma greve "histórica", com adesões de mais de 90 por cento, nos dias 28 e 29 de Agosto e 11 e 12 de Setembro.
Segundo António Monteiro, quem rompeu o diálogo ao apresentar um pré-aviso de greve, "uma declaração de guerra", foram os sindicatos e não a administração.
"A Groundforce estava num processo de diálogo com os sindicatos que foi interrompido quando, inesperadamente, entregaram um pré-aviso de greve", afirmou o porta-voz da TAP.
O responsável disse que esta greve se deve apenas a motivos políticos, devido à aproximação das eleições legislativas (a 27 de Setembro), e acusa os sindicatos de marcaram greve precisamente para o fim-de-semana em que muitos portugueses regressam de férias do estrangeiro e muitos emigrantes regressam aos países onde trabalham.
António Monteiro estranha ainda que os sindicatos aleguem como um dos motivos para a greve, a alegada intenção da administração levar para a antiga ex-VEM, no Brasil, a manutenção dos aviões.
"É ridículo. A greve é da Groundforce. O que é que a Groundforce tem a ver com a manutenção?", questionou.
"Este foi um dos pontos que causou a perplexidade da administração", afirmou António Monteiro.
De acordo com o porta-voz da TAP, a principal questão a tratar é a sobrevivência da Groundforce.
"Essa é principal questão e não nos podemos esquecer que a Groundforce teve um prejuízo o ano passado de 36 milhões de euros e este ano vai a caminho dos 25 milhões de euros", afirmou.
O responsável disse que estão a ser estudadas "várias soluções, existindo caminhos diversos" para resolver a situação na empresa de handling.
A manutenção da intenção de venda da Groudforce pela administração da TAP é uma das principais questões que levou os sindicatos a marcar uma greve para a próxima sexta-feira e sábado.
Os quatro dias de greve foram propostos pelos sindicatos dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA), dos Trabalhadores de Aviação e Aeroportos (SITAVA), das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA), Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC) e dos Quadros da Aviação Comercial (SQAC).
O pré-aviso de greve contempla paralisações nos dias 28 e 29 de Agosto, e 11 e 12 de Setembro, estando ainda prevista greve ao trabalho suplementar de 28 de Agosto a 30 de Setembro.