22/05/2012 atualizado às 20:14
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Grécia: "redução das reformas" trava acordo

A reunião dos chefes do governo grego de coligação sobre plano de resgate, terminou sem um acordo global com a divergência centrada num ponto: a "redução das reformas".

23:31 Quarta feira, 8 de fevereiro de 2012

Os chefes do governo grego de coligação, reunidos hoje para debater o novo plano de resgate, chegaram a acordo sobre "todos os pontos menos um", afirmaram os serviços do primeiro-ministro, que espera um acordo global até quinta-feira à noite.

O ponto de divergência é a "redução das pensões", adiantou à AFP uma fonte governamental, após o encontro que durou oito horas e que "continuou" entre o primeiro-ministro, Lucas Papademos, e os chefes da delegação da troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) "com o objetivo de concluir um acordo antes da reunião do Eurogrupo" previsto para quinta-feira à noite, em Bruxelas.

A reunião crucial de Georges Papandréu (socialista), Antonis Samaras (direita) e Georges Karatzaféris (extrema-direita) na residência oficial do primeiro-ministro, Lucas Papademos, começou às 17h locais (14h em Lisboa) e prolongou-se por oito horas.

Consenso em troca de €130 mil milhões


O encontro pretendia alcançar um consenso entre os partidos do governo sobre as medidas de austeridade exigidas pelos credores internacionais de Atenas em troca de um novo resgate de €130 mil milhões.

O chefe do partido de extrema direita grego, o Laos, abandonou a reunião dos chefes do governo de coligação, antes de este terminar, adiantando que os responsáveis estiveram "sete horas a discutir a questão da redução das pensões".

"Clarifiquei as minhas intenções logo no início da reunião: não posso, uma hora depois, comprometer-me com um plano que vai empenhar o país por 40 ou 50 anos sem ter as garantias (legais) de que estas medidas vão fazer o país sair do impasse", justificou à imprensa

Georges Karatzaferis, líder do Laos, à saída da residência do primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, depois de sete horas e meia de reunião.

Os serviços do primeiro-ministro informaram em comunicado que Georges Karatzaferis "exprimiu várias reservas" sobre o plano.

Entre as medidas de austeridade exigidas pela troika, estão a redução do salário mínimo, o despedimento de 15 mil funcionários públicos e os cortes das reformas complementares.

Lusa
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Trata-se de uma conspiração ultra liberal
Resistente (seguir utilizador), 2 pontos , 0:12 | Quinta feira, 9 de fevereiro
E em Portugal estão a aproveitar-se da crise para impôr ao País a sua ideologia privatizando o que resta tal como aconteceu na Polonia e Humgria e agora esses paises vivem a pior crise de sempre com a miseria a aumetar juntamente com o desemprego..Enquanto que o Alvaro que de transportes deve perceber de carroças lá nas berças pretende colocá-los ao serviço das privatizações e não dos utentes e dos trabalhadores... .

 
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    Re: Trata-se de uma conspiração ultra liberal    Ver comentário
JPOSR (seguir utilizador), 1 ponto , 1:27 | Quinta feira, 9 de fevereiro
    Re: Trata-se de uma conspiração ultra liberal    Ver comentário
argala (seguir utilizador), 1 ponto , 19:49 | Sexta feira, 10 de fevereiro
Os Toni's não chagaram a acordo! Pudera!
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 0:15 | Quinta feira, 9 de fevereiro
"redução das reformas" trava acordo

Na Grécia o que há a mais são Toni's!
Não me admira nada que estejam no estado em que estão!
Pudera! Pimenta no cu dos outros para mim é refresco!
Pois com certeza! Os cortes na Grécia deviam ter começado há muito, precisamente pela redução das Reformas e Pensões, bem como pela eliminação pura e simples do duplo emprego de alguns incansáveis do regime fazem questão de manter, e não tanto pelos trabalhadores na vida activa, que se vêm à nora para chegar ao fim do mês com a digestão feita.
Aliás, nem sequer deviam haver nesta fase pelo menos, reformas acima dos 2.000 €, estabelecendo-se uma regra de proporcionalidade em que só ficavam intocáveis aquelas que se aproximassem do salário mínimo nacional.
 
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