"Esta foi uma situação catastrófica". Quem o diz é James Oberg, ex-funcionário da NASA. Na opinião deste consultor espacial "esta é a oportunidade para que Obama tome medidas fortes e visíveis em relação a este problema que tem sido ignorado."
A colisão, que ocorreu terça-feira, 10 de Fevereiro, a cerca de 800 quilómetros, sobre a Sibéria, envolveu um satélite comercial Iridium, que foi lançado em 1997, e o satélite russo Cosmos - 2251, lançado em 1993, que não estaria operacional.
Os norte-americanos negaram qualquer responsabilidade na colisão mas as autoridades russas entendem que os Estados Unidos podiam ter previsto o choque, porque o Iridim continua em observação.
"Os detritos que estão agora em órbita e cuja rota se desconhece são um risco sério para as comunicações espaciais, dada a velocidade a que circulam", explicou Vladimir Solovyov, um cientista russo.
A NASA disse que esta foi a primeira colisão espacial a alta-velocidade entre duas naves, sendo que o Iridium pesava mais de 500 quilos e o Cosmos - 2251 tinha quase uma tonelada.
O cientista David Wright afirmou que "é possível que este choque tenha gerado milhares de partículas com dimensões superiores a um centímetro", o que é suficiente para causar danos graves ou mesmo destruir uma nave espacial.