O Governo de Dilma Rousseff teme que a greve da polícia militar, na Baía, se alastre a outros seis estados. De acordo com o jornal brasileiro "Folha", Rio de Janeiro, Pará, Paraná, Alagoas, Espírito Santo e Rio Grande do Sul são os locais críticos.
A Presidente brasileira já terá sido avisada que a contestação levantada faz parte de um plano para pressionar o Governo Federal a apoiar uma emenda constitucional, que define um piso salarial para polícias militares e bombeiros.
As autoridades prenderam ontem um dos líderes da revolta, o sargento Elias Alves Santana. No total, foram expedidos 12 mandados de captura, sendo este o segundo a ser executado.
Carnaval em risco
O ponto central de discórdia na negociação entre polícias e o executivo da Baía prende-se com reajustes salariais. O governo já aceitou fazer aumentos progressivos até 2015. No entanto, as autoridades do Estado não querem aplicar uma amnistia aos polícias envolvidos nos confrontos provocados pela greve.
A paralisação já suspendeu o início das aulas no estado e coloca em risco a realização do Carnaval.