A sérvia Marija Serifovic foi a vencedora do Eurovisão 2007
Darko Vojinovic/AP
Na próxima edição do Festival Eurovisão da Canção, a ter lugar em Moscovo dentro de cinco meses, os 'gays' e lésbicas não serão benvindos. A mais recente decisão do autarca da capital russa, Juri Lushkov, está a levantar uma onda de protestos no seio da comunidade homossexual.
"Divirtam-se, mas não nas ruas, praças, nem em marchas e manifestações... Não permitiremos os desfiles gays', disse esta semana o presidente da Câmara de Moscovo. Em conferência de imprensa, Juri Lushkov foi claro: nem na véspera nem durante o certame.
Tradição em risco
As declarações do autarca, além de consideradas homofóbicas, vão de encontro a uma tradição do festival, que são os desfiles de 'gays' e 'drag queens', realizados anualmente nas cidades que acolhem o evento.
Curiosamente, ao longo dos anos, o festival tem contado com a participação de artistas 'gays' e lésbicas, que concorrem por seus países. A mais recente foi a cantora sérvia Marija Serifovic, que venceu a edição de 2007.
A 54ª edição do Eurovisão realizar-se-á de 12 a 16 de Maio, no Olimpiisky Indoor Arena, o antigo estádio olímpico de Moscovo, com capacidade para receber 25 000 espectadores e entre 3 000 a 5 000 jornalistas.
O Eurovisão decorre desde 1956. A Rússia conquistou o direito de realizar o festival em 2008, com a canção 'Believe', de Dima Bilan.
Para 2009, prevê-se a participação de 47 países (contra 43 em 2008), dos quais 44 já estão confirmados. Pela primeira vez na história do festival, o Eurovisão poderá contar com o Kosovo entre os países concorrentes. Comenta-se, porém, que a Sérvia (que venceu em 2007) terá ameaçado retirar-se do evento caso isso venha a acontecer, o que ainda não foi confirmado.