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Professores na rua ou a senhora para casa?

13:32 Terça-feira, 11 de Nov de 2008
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Os professores voltaram a sair à rua a um sábado. Em maior número do que em Março passado. Não conheço, na democracia portuguesa, nenhum grupo profissional que tenha expressado de forma tão massiva o seu descontentamento. Mais de 80% da totalidade dos seus membros é muita gente. Entre eles estão dezenas de milhar de eleitores do partido que está no Governo.

A socióloga emprestada à Educação devia ser a primeira a compreender o significado dos números. Mas não. Prefere fingir continuar a reinar com tranquilidade e determinação contra tão esmagadora prova de insatisfação. A pensar apenas na maquilhagem de estatísticas para inglês ver.

A birra, a caturrice, o aferro, a obstinação, não são pose de Estado. Evidenciam, isso sim, a pose do estado de fraqueza de convicções sobre a Educação. E esta sob a físsil casca de um autoritarismo de má memória.

A teimosia paga-se com teimosia. É um convite a que se faça o menos possível sob a capa do mais possível. Um relatório de desempenho docente também pode ser uma peça de ficção. Um professor contrafeito estimula melhor a sua imaginação para a inércia pró-passiva. Quem se trama é o aluno que precisa a serenidade da paixão e da alacridade do professor na escola.

Muitos pais não entendem isto. Até mesmo o seu representante vitalício, Albino Almeida, futuro presidente da Confederação dos Avós e Bisavós de Portugal. Já veio mostrar preocupação por uma putativa greve dos professores - um direito constitucional inalienável -, em Janeiro do próximo ano, que não se sabe se virá a acontecer. O ministério, para além de já o ter remunerado e bem, devia condecorar este seu virtuoso virtual 'secretário' de Estado para os assuntos da família. A untuosa bajulice merece alvíssaras.

Os professores ganharam a unidade entre si. Mas ainda não ganharam o coração dos portugueses, nomeadamente o dos encarregados de educação. E precisam.

Precisam de aclarar que querem avaliação objectiva. Que não são todos iguais como gémeos univitelinos. Que estão a favor do princípio de que o balda (e existe) deve ser penalizado, na progressão na carreira, face ao professor empenhado.

Sendo essa a vontade inequívoca da maioria, a mensagem não tem passado. Os professores devem esforçar-se por esclarecer que estão submergidos em papel numa avaliação criada, em 'copy/paste', do modelo chileno. Que a sobrecarga burocrática é feita à custa da energia que devia estar na preparação das aulas e nas actividades curriculares. Que não há universalidade, nem equidade, na avaliação uma vez que cada escola inventa, como pode, a sua.

E que não faz sentido que um professor de Matemática seja avaliado pelo colega do lado que é professor de Educação Visual. Ou que um professor de Francês avalie um colega de Inglês. Ou que, numa escola secundária que conheço bem, um professor doutorado, com a mais alta classificação, não seja 'titular' e esteja a ser avaliado por uma colega que é apenas licenciada. E não é titular porque esteve uns anos a trabalhar como um moiro para... fazer o doutoramento!

E muitas outras coisas especiosas que este modelo de avaliação contempla e que quem não está nas escolas desconhece. Que, por exemplo, é o ministro das Finanças quem estabelece as quotas que, em última instância, determinam o número de professores com 'Muito Bom' ou 'Excelente'. E que, para ter 'Excelente', o professor tem de ter zero por cento de faltas. Se tiver de prestar a última homenagem a um familiar próximo, e faltar, azar! Enquanto há avaliadores que são obrigados a deixar os seus alunos do 12.º ano sem aulas. Para quê? Para avaliar colegas!

Excelentes professores, esses sim, que deram uma vida à escola, profundamente desmoralizados, estão a pedir a aposentação antecipada. Com penalizações substantivas, nas suas pensões de reforma, vão para casa. Não seria mais económico, e mais sensato, mandar para casa apenas uma senhora? Quem diz para casa, diz para a universidade. Claro. Para exercer na plenitude a sua vocação autoritária, perdão, a sua autoridade... científica!

 

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12 Nov 2008 Ovação à ministra
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De que constam as avaliações dos professores?
C$ (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 19:26 | Terça-feira, 11 de Nov de 2008
Onde estão as divergências dos professores e da Ministra. Pondere-se no seguinte exemplo: Um aluno faz um teste numa escola e outro teste exactamente igual noutra escola sendo as respostas aos dois testes exactamente iguais. Seria de esperar que os resultados dos testes fossem iguais! Pois bem o que se passa com a avaliação dos professores é que muitos dos parâmetros variam de escola para escola, as interpretações também variam de escola para escola, os avaliadores adicionam incompetência, compadrios e inimizades e se isto não bastasse há parâmetros dos quais se destaca um que pesa forte, é o do sucesso dos alunos que influencia fortemente a avaliação; este parâmetro em escolas situadas em bairros sem problemas com alunos de famílias estáveis será muito diferente do parâmetro em escolas com alunos problemáticos de famílias ainda mais problemáticas. Ser-se avaliado pelo nível das asneiras do chefe só em Portugal.
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    Re: De que constam as avaliações dos professores?    Ver comentário
Alexandre Santos (seguir utilizador), 1 ponto , 23:47 | Terça-feira, 11 de Nov de 2008
    Razão limpida    Ver comentário
user178221 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:54 | Domingo, 23 de Nov de 2008
    Re: De que constam as avaliações dos professores?    Ver comentário
Philos (seguir utilizador), 1 ponto , 20:29 | Sexta-feira, 14 de Nov de 2008
    Re: De que constam as avaliações dos professores?    Ver comentário
C$ (seguir utilizador), 1 ponto , 20:56 | Sexta-feira, 14 de Nov de 2008
    Re: De que constam as avaliações dos professores?    Ver comentário
menosketiago (seguir utilizador), 1 ponto , 11:49 | Domingo, 16 de Nov de 2008
CORAGEM, SERENIDADE, BOM SENSO, INTELIGÊNCIA
jotao (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 14:48 | Terça-feira, 11 de Nov de 2008
BEM HAJA A QUEM ASSIM PÕE OS PONTOS NOS IS E OS IS NOS LUGARES CERTOS. Portugal, somos povo que o faz, o alimenta, o sustenta, lhe dá ser. Infelizmente temos no governo do nosso Povo a pior das misérias: a mediocridade e o novo riquismo do poder. Somos Portugal, povo de trabalho e dignidade humana. Saibamos levantar a voz, saibamos respeitar a História que nos dá identidade para o futuro, não consentindo, NUNCA MAIS, o descalabro do poder e a iniquidade que a mediocridade de quem é posto no lugar de ministro tem trazido para os lugares chave da existência de um Povo. A nossa maior riqueza é a nossa inteligência, a nossa Cultura e o que com ela fazemos. A Democracia falhou. Sempre que um país passa pelas situações por que nós temos passado, a Democracia falhou. Este Governo falhou. Não é Governo para Portugal. Nem para ninguém. A Democracia não é consentânea com estes absurdos. Ministros premiados, tal como a da Educação, com 300.000€; fez o quê esta pessoa para merecer este nosso dinheiro?
A Democracia morreu em Portugal. Saibamos repô-la nas próximas eleições.
25 DE ABRIL SEMPRE. PS NUNCA MAIS.
E eu nem acredito em "partidos". Acredito em pessoas com sentido de Estado, capazes de unir vontades a favor de todos.
Somos um grande Povo. Por que aceitamos gente tão pequenina a governar-nos?

p.s. - eu votei PS. Pela última vez na vida.
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    Re: CORAGEM, SERENIDADE, BOM SENSO, INTELIGÊNCIA    Ver comentário
mansilper (seguir utilizador), 1 ponto , 15:41 | Terça-feira, 11 de Nov de 2008
    Re: CORAGEM, SERENIDADE, BOM SENSO, INTELIGÊNCIA    Ver comentário
jotao (seguir utilizador), 1 ponto , 1:17 | Quarta-feira, 12 de Nov de 2008
é curioso
ruiasc (seguir utilizador), 1 ponto , 14:24 | Terça-feira, 11 de Nov de 2008
é curioso, que em todas estas opiniões à cerca de reformas que foram tentadas por diversos governos nunca se questione o papel dos maus e péssimos profissionais e de que forma deveriam os ministros reagir ou ainda melhor os que são mais prejudicados por eles; os seus colegas !?
facemos então um exercicio mental ( delculpem alguns dos que aqui costumam insultar quem apoia algumas medidas governanmentais, pois tenho a consciencia que isto é exigir demais de vós ), se fossem um comum cidadão e um dia fossem eleitos ministros da educação como é que lidariam com esta situação...( não me digam que não existem maus e péssimos proficionais, se calhar têem razão em que estão eu tive muito muito azar em encontrar montes em diversas áreas )
mas se forem professores como é que lidam com estes elementos ?
e como é que quem não tem resposta para estas perguntas, se justifica perante aqueles que colaboram para os impostos que pagam os srs professores e lhes pagaram a sua formação... bem como empregados de limpeza que têem que levantar o cú da cama ás 4 da manhã para limpar as universidades e institutos superiores onde estudam o futuro do futuro da sua nação!? os calceteiros que passam o dia com os cornos para o chão a criar tapetes para aqueles a quem eles lhes vão ajudar a pagar pelo menos 3 vezes mais que o seu misero ordenado !?
querem mais exemplos reacionários meus srs ?
como é que os partidos da oposição se justificam a estes e aos outros contribuintes que querem manter estes meninos bonitos da sociedade intocáveis ? com que lata ?
como é que os bons e muito bons professores se justificam perante a podridão que estes elementos causam na escola e no futuro para o nosso país ?
porque é que um sr que aparentemente já não leciona à mais de 19 anos não cumpre a sua palavra e não pára de nos chamar estúpidos quando diz que o sindicato esteve sempre a favor das avaliações; estes srs nem com um ministro do PCP...
e os 57% da sondagem do EXPRESSO a seguir a manifestação anterior também estão completamente enganados, ou estão todos a candidatar-se a um lugar na função pública, ou será que estes também têem uma palavra a dizer ?
vá venham os insultos fáceis agora, estou pronto, não tenho medo....não se vai cometer o mesmo erro que nos anos 1975 e afins, queremos todos um Portugal melhor e vamos ter !!
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    É verdade.    Ver comentário
jotao (seguir utilizador), 1 ponto , 15:02 | Terça-feira, 11 de Nov de 2008
    Professores a Descontar???    Ver comentário
petinho007 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:06 | Terça-feira, 11 de Nov de 2008
    Re: Professores a Descontar???    Ver comentário
ruiasc (seguir utilizador), 1 ponto , 17:36 | Terça-feira, 11 de Nov de 2008
    Re: Os ruisac s deste país    Ver comentário
Jaime V. (seguir utilizador), 1 ponto , 21:58 | Terça-feira, 11 de Nov de 2008
    Re: é curioso    Ver comentário
Rui Espinho (seguir utilizador), 1 ponto , 16:20 | Terça-feira, 11 de Nov de 2008
    Re: é curioso    Ver comentário
Gonzo1st (seguir utilizador), 1 ponto , 13:31 | Quarta-feira, 12 de Nov de 2008
    Re: é curioso    Ver comentário
ruiasc (seguir utilizador), 1 ponto , 15:58 | Quarta-feira, 12 de Nov de 2008
    Re: é curioso    Ver comentário
Fareques (seguir utilizador), 1 ponto , 13:43 | Quinta-feira, 13 de Nov de 2008
    Re: é curioso    Ver comentário
ruiasc (seguir utilizador), 1 ponto , 18:14 | Quinta-feira, 13 de Nov de 2008
    Re: é curioso    Ver comentário
Fareques (seguir utilizador), 1 ponto , 11:21 | Sexta-feira, 14 de Nov de 2008
    Re: é curioso    Ver comentário
ruiasc (seguir utilizador), 1 ponto , 16:53 | Sexta-feira, 14 de Nov de 2008
    Re: é curioso    Ver comentário
Fareques (seguir utilizador), 1 ponto , 17:54 | Sexta-feira, 14 de Nov de 2008
    Re: é curioso    Ver comentário
imune (seguir utilizador), 1 ponto , 15:56 | Quarta-feira, 26 de Nov de 2008
Mais não ...
Jovanoti (seguir utilizador), 1 ponto , 15:16 | Terça-feira, 11 de Nov de 2008
Caros....
Por tudo o que foi escrito, falado e dito...
e porque toda a gente já entendeu que este assunto não passa de uma prepotencia da Srª Ministra...
Não se esqueçam de votar nas próximas eleiçoes...contra esta situação intolerável...
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Urgente
mansilper (seguir utilizador), 1 ponto , 15:36 | Terça-feira, 11 de Nov de 2008
É URGENTE que os professores, pelo menos os do 5º ao 12º ano, sejam avaliados, pois quem acompanhar os seus filhos no dia-a-dia, facilmente constata que uma GRANDE PARTE, NÃO TODOS os professores não dispoem de conhecimentos técnico/cientificos para ensinarem. Não duvido que reunissem esses conhecimentos quando iniciaram a carreira. Mas por culpa deles ou de terceiros, o facto é que já não reunem esse conhecimento. São incapazes de responder a uma pergunta de um aluno mais interessado e cuja resposta não esteja no Manual. Em algumas matérias como História, Geografia, Ciências, etc, vão para as aulas e limitam-se a LER o que vem no Manual! Em disciplinas como Línguas Estrangeiras, dão erros inacreditáveis. Formulam perguntas nos testes de Inglês e Francês com erros grosseiros, denotando um fraquissimo conhecimento dessas Línguas. Aceitam respostas erradas e corrigem respostas certas. Em Matemática e Física o desastre é total: Raramente respondem a uma pergunta de um aluno mais "ousado" cuja resposta não esteja no Manual, vindo depois esses alunos perguntar aos Pais. Com esta manifestação os professores contribuiram mais uma vez para a degradação do clima que se vive nas escolas, onde os alunos cada vez são mais indisciplinados, isto deve-se á triste figura que exibem nas manifestações, que se assemelham aos mais vulgares arruaceiros, insultando e caluniando os seus superiores hierárquicos.
A Senhora Ministra tem que ter mão firme, pois tem a legitimidade que o povo lhe deu em eleições livres e democráticas e não ganhas na rua bem ao gosto dos partido politicos que promoveram a manifestação.
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    Re: Urgente    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 16:01 | Terça-feira, 11 de Nov de 2008
    Re: Urgente    Ver comentário
Alexandre Santos (seguir utilizador), 1 ponto , 20:09 | Terça-feira, 11 de Nov de 2008
    Re: Urgente    Ver comentário
Cafer (seguir utilizador), 1 ponto , 1:03 | Quarta-feira, 12 de Nov de 2008
    Re: Urgente    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 11:02 | Quarta-feira, 12 de Nov de 2008
    Re: Urgente    Ver comentário
Alexandre Santos (seguir utilizador), 1 ponto , 14:43 | Quarta-feira, 12 de Nov de 2008
    Re: Urgente    Ver comentário
Fareques (seguir utilizador), 1 ponto , 15:46 | Quinta-feira, 13 de Nov de 2008
    Re: Urgente    Ver comentário
aguafria (seguir utilizador), 1 ponto , 11:35 | Sexta-feira, 14 de Nov de 2008
É hora de acordar!
Carlos A R Ferreira (seguir utilizador), 1 ponto , 16:05 | Terça-feira, 11 de Nov de 2008
Assim só dá razão à "Senhora"!
Por que razão é absurdo um doutorado "ser avaliado por uma colega que é apenas licenciada"? É espantoso este raciocínio. O professor doutorado não pode ser pior em método pedagógico, em comunicação, em absentismo, em organização pessoal, e até em comportamento na qualidade de educador?
A elite portuguesa continua a proteger-se em castelos, para fugir à realidade.
Por que razão eu, enquanto utente do serviço nacional de saúde, não posso opinar sobre o meu médico de família?
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    Você não sabe do que fala    Ver comentário
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 0:09 | Quarta-feira, 12 de Nov de 2008
    Re: Você não sabe do que fala    Ver comentário
Carlos A R Ferreira (seguir utilizador), 1 ponto , 15:49 | Quarta-feira, 12 de Nov de 2008
    É    Ver comentário
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 19:17 | Quarta-feira, 12 de Nov de 2008
    Re: Você não sabe do que fala    Ver comentário
aguafria (seguir utilizador), 1 ponto , 11:48 | Sexta-feira, 14 de Nov de 2008
Informe-se, pais e encarregados de educação!
C$ (seguir utilizador), 1 ponto , 18:58 | Terça-feira, 11 de Nov de 2008
Solicita-se às Senhoras e aos Senhores Jornalistas que analisem de que constam as avaliações dos professores, dos parâmetros impostos e de como são feitas e que rapidamente promovam a respectiva divulgação para que pais, encarregados de educação e todos os portugueses sejam informados e esclarecidos!
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    Re: Informe-se, pais e encarregados de educação!    Ver comentário
imune (seguir utilizador), 1 ponto , 15:45 | Quarta-feira, 26 de Nov de 2008
quando o aprendiz avalia o mestre
letra negra (seguir utilizador), 1 ponto , 19:34 | Terça-feira, 11 de Nov de 2008
Num país de analfabetos são naturais alguns dos comentários que acabo de ler. E também é natural que alguns professores sejam incompetentes, sobretudo para suprirem a incompetência de muitos pais. Eu próprio admito não ser um professor competente, porque tive vários professores incompetentes, tenho colegas que talvez sejam incompetentes e também não posso louvar a competência dos meus pais. Bom, pelo menos, julgo ter uma virtude: toda a vida tentei ser competente. Depois de uma licenciatura, de um mestrado e de um doutoramento continuo a acreditar que é possível aproximar-me desse paradigma. Mas sei que não é fácil chegar lá. Sobretudo se a incompetência continuar à solta no ministério da educação; se a minha competência for aferida por um professor incompetente; se se continuar a admitir que a competência de um licenciado é superior à de um doutorado ou se a dita competência pode ser avaliada tendo em conta a incompetência dos alunos e dos pais desses mesmos alunos. Não nos falte a esperança. O rumo deste país está traçado. Depois da liberalização do aborto, do casamento dos homossexuais, das chamadas novas oportunidades, da lei das nacionalizações e etc., não tenhamos dúvida de que vamos acabar com os analfabetos e os incompetentes, sobretudo porque, entretanto, teremos acabado com os professores e, quem sabe, com o país.
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    Re: quando o aprendiz avalia o mestre    Ver comentário
Carlos A R Ferreira (seguir utilizador), 1 ponto , 21:07 | Terça-feira, 11 de Nov de 2008
    Re: quando o aprendiz avalia o mestre    Ver comentário
letra negra (seguir utilizador), 1 ponto , 22:56 | Terça-feira, 11 de Nov de 2008
    Re: quando o aprendiz avalia o mestre    Ver comentário
Carlos A R Ferreira (seguir utilizador), 1 ponto , 15:55 | Quarta-feira, 12 de Nov de 2008
    Re: quando o aprendiz avalia o mestre    Ver comentário
letra negra (seguir utilizador), 1 ponto , 23:19 | Quarta-feira, 12 de Nov de 2008
    Re: quando o aprendiz avalia o mestre    Ver comentário
annima (seguir utilizador), 1 ponto , 15:52 | Quarta-feira, 12 de Nov de 2008
Lápis Azul ou "Espaço Aberto"?
RenewFersal (seguir utilizador), 1 ponto , 19:38 | Terça-feira, 11 de Nov de 2008


O Gestor deste espaço parece reger-se por regras muito peculiares: similares ao tempo do lápis azul.

Este sitio é privado, obviamente fazem dele o que querem.

Mas, seria suposto que ao receberem criticas não simpáticas, mas não insultuosas as confrontassem; é assim em Democracia.

A pratica aqui é diferente, “elimina-se o mal pela raiz” e corta-se o acesso a quem se atreve a pôr em causa uma entidade infalível: os jornalistas.

Vem este texto a proposito do descabido convite que o “expressoonline” fez na véspera da manif dos prof´s, para colocar no site (não o site da fenprof) imagens da manifestação, iniciativa que revela ausência de imparcialidade no assunto.

Há um comentador que “se atreve” a escrever que só vê duas razões para aquela anormalidade:

• O facto de este órgão de comunicação social ser propriedade de um fundador do PPD, oposição ao governo
• Ou o facto de este governo, ter retirado aos jornalistas um anti-democratico sistema privado de segurança social, financiado pelo Estado, o que não se esquece.

Consequencia: Out.

ps
No entanto mantém-se textos , cujo autor (há muitos outros exemplos similares) se passeia alegremente insultando tudo e todos que não são anti-governo :

          Re: o Ferreira facho
 
        (Ó ABREU, 1 ponto , 22:58 | Segunda-feira, 10 de Nov de 2008)

    Ó EX-PIDE...fecha essa sargeta imunda que cheiras a m rd !!
        Re: marciano
 
        (Ó ABREU, 1 ponto , 1:21 | Domingo, 9 de Nov de 2008)

    Este filho da p t deste Odisseia é só propaganda fascista o c br .

Bem Hajam

Renew Fersal

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A burra aprende com os erros:
roze (seguir utilizador), 1 ponto , 22:33 | Terça-feira, 11 de Nov de 2008
A sociologa leiga em sociologia não!
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Falta disciplinar
Janja (seguir utilizador), 1 ponto , 23:58 | Terça-feira, 11 de Nov de 2008
Acho o texto fantástico, não só a nível de conteúdo como de bom português. Parabéns ao autor.
A Maria de Lurdes merece uma falta disciplinar, com direito a ordem de saída... não da sala de aula, mas do governo. Nem na Universidade ela devia entrar! Os antidemocratas que se escondam em casa. Vivemos numa democracia. Como pode uma governante ignorar uma classe inteira e impor a sua vontade? É do Partido Socialista a senhora? E o 1º ministro também é do PS? Acho que a ideia que eu tinha de partidos políticos à direita e à esquerda já era... Este PS nem é de direita nem de esquerda... é do tempo da outra senhora!
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O problema!
jotao (seguir utilizador), 1 ponto , 2:04 | Quarta-feira, 12 de Nov de 2008
O maior problema da educação em Portugal, não sendo tão sómente o que estruturalmente, ao longo de tantos anos sempre esteve mal e nunca foi resolvido por laxismo, incompetência e ignorância da realidade por parte do poder político, reside fundamentalmente e exactamente no facto de este sistema político ter conduzido a políticas de interesse exclusivamente partidário e nunca de interesse Nacional. Assim tem sido desde sempre e já todos, ou quase todos os que frequentamos o Ensino Público, sofremos com isto. E esta situação não se resolve em três tempos. É necessário concertar vontades em vez de interesses. Respeitar e discutir as ideias em vez de destruir e arrasar. É necessário que os políticos trabalhem para quem lhes paga: nós, com os impostos que pagamos. É necessário responsabilizar para que haja moralidade. É necessário moralizar para que haja responsabilidade. E isto exige mais tempo do que qualquer prepotência ministerial ou governativa. É obra para gerações de portugueses que queiram bem a Portugal e não ao partido. O problema está nas políticas assentes em ressentimentos e iniquidades partidárias. É necessária uma nova geração de "homens bons", que não sigam a carreira política apenas e exclusivamente para mamarem na teta da porca. É que a "porca", o POVO, há-de saturar. E está a ficar magra, muito magra. Pobre porca, que de tão pouco se alimenta para alimentar tanto parasita político.
Façamos agora a revolução das ideias.
Em vez de vénias, saibamos exigir responsabilidades e competência a quem assume os cargos e ignora as razões de lá estar.
É Portugal que conta. Portugal somos nós. A política mediocre de que temos sido vítimas tem destruido o País. E os políticos que temos são meros consumistas e esbanjadores de recursos que deviam servir a toda a comunidade. Acabe-se com o elitismo político, nobreza sem nobres, pessoas incapazes de obra; pessoas que apenas servem o partido, partido esse que só fala ao Povo para "ser legitimado pelo voto do povo"; mas que ignora o povo quando este mostra o seu descontentamento.
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Conquistar o coração dos portugueses
ruiacosta (seguir utilizador), 1 ponto , 8:59 | Quarta-feira, 12 de Nov de 2008
"Os professores ganharam a unidade entre si. Mas ainda não ganharam o coração dos portugueses, nomeadamente o dos encarregados de educação. E precisam. "

Eu próprio não diria melhor. Fui professor há muitos anos. Saí porque se tornou essencial, para ser professor, possuir um grau académico superior (Bacharelato no mínimo) e eu não tinha na altura. Saí porque descobri que, na área de informática por exemplo, em muitas escolas, se praticava um nível técnico (leccionado aos alunos) muito baixo.

Não contesto o facto de ter sido obrigado a sair, pelo contrário. Actualmente sou casado com uma professora e estou completamente afastado do ensino.

E é precisamente isto que lhe tento explicar dia após dia. É preciso que os professores, nomeadamente os respectivos sindicatos que têm sido pouco explícitos nesta área, saibam dizer aos portugueses, de forma concisa e objectiva, que o problema não está no facto de serem avaliados. O problema não é o de quererem um sistema de avaliação perfeito até porque tal não existe.
O problema é o facto de este sistema de avaliação, logo nas suas bases, provocar uma avaliação incorrecta. As lacunas neste sistema são inúmeras, começando pela escolha dos pontos a serem avaliados, os métodos de avaliação, a escolha dos avaliadores...
Poderia aqui começar a enunciar as várias falhas mas são demasiadas.
Ainda não falei de um outro ponto: a burocracia. Este sistema de avaliação já era péssimo sem toda a burocracia que lhe acrescentaram mas com esta em cima...
Como se pode pedir a um avaliador, que antes de ser avaliador é professor e tem inúmeros alunos à sua responsabilidade, que passe inúmeras horas a elaborar documentação sobre a avaliação em vez preparar conteúdos, métodos de ensino e soluções alternativas para alunos com maiores dificuldades?
Como se pode pedir a um professor, ao ser avaliado, que se preocupe com a lista infindável e extremamente subjectiva de pontos de avaliação em vez de se preocupar com os seus alunos ?
Uma última questão: quantos portugueses foram obrigados a comprar computador para exercer a sua profissão porque a sua entidade patronal não lhe fornece ferramentas de trabalho? Quantos gastam anualmente 200€ em tinteiros e papel porque não podem imprimir no seu local de trabalho documentos do seu trabalho? Quantos trabalham 8 horas por dia no local de trabalho e depois em casa trabalham, diariamente, mais 2 a 6 horas?
Poderia mencionar mais questões...
Quando os portugueses perceberem o que é a vida actual de um professor, não a que era há anos atrás, perceberão porque razão devem exigir e têm o direito de exigir, um sistema de avaliação adequado, justo e muito bem elaborado.
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Re: Professores na rua ou a senhora para casa?
merenwen (seguir utilizador), 1 ponto , 11:56 | Quarta-feira, 12 de Nov de 2008
Reconheça-se que não há outra classe profissional no contido e submisso portugal tão activa como esta dos professores. E isso é de louvar. Mas quanto ás reivindicações dos professores, é mais uma luta teimosa contra a perda de privilégios de anos, do que uma batalha ideológica.
A questão da avaliação creio que deva, efectivamente, ser revista, mas que também não faz sentido estar a contratar uma empresa exterior para fazer o serviço, gastando mais dinheiro dos contribuintes nessa tarefa. Mas de facto os professores necessitam de ser avaliados, pois, como em tudo, há os bons e os maus professores, aqueles que estão na profissão por talento e vocação e aqueles que não tinham uma média suficiente para entrarem na faculdade no curso da primeira escolha e que decidiram ir para professores, onde as médias são medianas, as vagas mais do que o mercado comporta (depois queixam-se se não tem colocação, e que pode o estado fazer aí meus amigos?) e o trabalho tem, ou costuma ter, privilégios inerentes á função pública.
Lutam porque consideram que esta reforma lhes vai tirar tempo para preparar aulas e para ter vida própria...se bem me recordo a semana de trabalho tem uma carga horária máxima imposta por lei,sendo quase certo que um professor não vá trabalhar mais do que o comum cidadão que prefaz oito horas de trabalho diário. A diferença é que, antes da reforma, tinham manhãs ou tardes livres, ou tinham férias quase tão alargadas como os próprios alunos. Que outro profissional se pode dar ao luxo disso? E porque haveriam os professores de o ter?
Que se revoltem contra o programa escolar invés. Que tira textos como o velho do Restelo (será por ser reivindicativo e os alunos se quererem actualmente fáceis de moldar?! talvez neste campo os professores lhes devessem ensinar qualquer coisa)Ou que retiram o sermão de St António aos peixes, obra que os próprios professores consideraram "Chata", e que substituiram pelo estudo dos Big Brothers e o fenómeno dos reality shows. É mais interessante esta matéria e mais fácil de leccionar?! E que contributo causa nas mentes subdesenvolvidas desta geração de alunos?!
Se o governo finca pé contra privilégios de classe estou completamente de acordo. Pena é que não acabe com o outro milhão de privilégios injustos que por aí circulam. E pena é que os professores não coloquem tanto empenho e força numa luta pelo superior interesse da educação e do aluno.
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Por causa da educação...
2000 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:59 | Quarta-feira, 12 de Nov de 2008
Esta semana, foi a demonstração do descontentamento dos professores.
Não esquecendo que acumulam funções. Também são pais.
E nós? também não deveríamos de ser professores dos nossos filhos? Não me refiro às matérias a leccionar apenas.

Segundo rezam os livros, o Bing Bang foi há 15 mil milhões de anos. Com a evolução do Tempo, criaram-se as condições para a Vida, entra as quais o básico a educação subjacente à evolução do Homem. E hoje, sim, século XXI estamos com o problema educativo que já transbordou o ministério. Será que a educação não merece mais educação?

O que estamos nós a fazer? Está alguém a pensar? Hoje há de tudo e mais alguma coisa para a Dor a evolução do Tempo assim o permitiu. Mas para a Dor do Pensamento não há medicamento e por isso, é melhor não Pensar.

Onde está a voz de comando credível de quem nos representa? Onde está o discurso que pode levar a uma boa execução de política educativa? De onde vem o exemplo?
Pois, é verdade o que nos diz o Professor José Alberto Quaresma. Parabéns pela exposição escrita da crise que veio bem antes que a financeira...
Sim, fala-se de crise financeira todos os dias...!!!!!!!!!!! Sim e com razão....
Mas de uma forma discreta, e eu lembro-me disto desde sempre,
e a minha filha também se vai lembrar,
nas nossas casas entra todos os dias em horário nobre
o apelo ao : não Pensar.
Durante o telejornal: crise financeira, escândalos, imediatismo...
Depois: publicidade, publicidade... E finalmente, o grande apelo:
"vamos todos ver umas novelas, descontrair, é fácil, é só ouvir, nem temos que conversar
estamos todos no silêncio". E começa o espectáculo diário familiar!!!!

Onde param os valores educacionais que já parecem mal como a humildade, credibilidade, confiança, os valores até familiares?
Pensemos: Que actos humanos levaram ao Bing Bang financeiro, o novo paradigma do século XXI?

Afinal as metodologias estão criadas, mas falta salvar a Humanidade enquanto há Tempo.

Mas para tal, no meu entender é necessária
a voz de comando de confiança
para que as regras de educação sejam uniformes,
aceites e esclarecedoras....
E não esquecer que têm que ter educação...
Caso contrário repetindo as palavras
do Professor José Alberto Quaresma: é melhor ir para casa...e ver a continuação do espectáculo diário!

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