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Estima-se que 40% das mulheres são vítimas

Assédio sexual no trabalho está a aumentar

Fátima (nome fictício), de 36 anos, teve a coragem para denunciar a situação e enfrentar o chefe em tribunal. Emagreceu e precisou de apoio psicológico. No final, a empresa pagou-lhe "pouco mais de cinco mil euros".

Agência Lusa (Joana Bastos e Sílvia Maia)
18:39 Domingo, 5 de Out de 2008
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No ano passado, foram instaurados mais de 300 processos disciplinares relacionados com este crime
No ano passado, foram instaurados mais de 300 processos disciplinares relacionados com este crime
Tiago Miranda

Estima-se que quatro em cada dez trabalhadoras são assediadas no emprego, mas por medo e vergonha a maioria não o denuncia.

No ano passado, foram instaurados mais de 300 processos disciplinares relacionados com este crime, que o inspector-geral do Trabalho diz estar a aumentar em Portugal.

"Todos os dias, de norte a sul do país, há mulheres vítimas de assédio sexual no local do trabalho", alerta Fausto Leite, advogado especialista em Direito de Trabalho, assegurando que os casos que chegam a julgamento "são apenas a ponta do icebergue".

Fátima (nome fictício), de 36 anos, foi uma das vítimas com coragem para denunciar a situação e enfrentar o chefe em tribunal.

Na empresa de call-center, onde trabalhava há três anos, os avanços do novo superior hierárquico começaram subtilmente: elogiava-a com frequência e atribuiu-lhe mais responsabilidades. Pouco tempo depois começou a acompanhá-la nos serviços externos, criava pretextos para estar sempre a seu lado e à saída do emprego pedia-lhe boleia. Na noite em que a convidou "para subir a sua casa e beber uns martinis" Fátima assustou-se.

"Quando comecei a recusar sistematicamente os convites, foi o descalabro total. Passou a controlar-me, mudou os meus horários para que eu almoçasse sempre sozinha, nas reuniões não me deixava falar, chegava ser agressivo e a humilhar-me em frente aos colegas", conta a mulher de olhos verdes, que recorda os "angustiantes" momentos em que o chefe "ficava parado ao fundo da sala, com as mãos nos bolsos, a olhar fixamente" para ela.

A situação arrastou-se durante meses até que decidiu pedir apoio jurídico ao sindicato, porque "não podia ficar calada". Por ela, e por todas as outras mulheres. Na altura, o advogado avisou-a de que, muito provavelmente, as represálias iriam aumentar e, por isso, quando a empresa lhe moveu um processo disciplinar conducente ao despedimento não ficou surpreendida. Fátima avançou para tribunal com uma queixa por assédio.

Só no ano passado, a Associação Nacional de Pequenas e Médias Empresas (ANPME) acompanhou mais de 300 processos disciplinares por assédio sexual. Um número que para o especialista Fausto Leite está muito longe da realidade: "calcula-se que em cada dez trabalhadoras há quatro assediadas". Mas, ao contrário de Fátima, a grande maioria das vítimas esconde o drama.

"Temos muito, muito poucas denúncias. Era importante que nos fizessem chegar [as queixas], que tivessem essa coragem, porque são situações que nos preocupam e que acontecem com cada vez mais frequência", alerta o Inspector-Geral do Trabalho, Paulo Morgado de Carvalho.

Nas pequenas e médias empresas, que representam cerca de 90 por cento do tecido económico português, "o assédio sexual sempre existiu", reconhece o presidente da ANPME´s, Augusto Morais, admitindo que muitos empresários ainda não estão sensibilizados para o problema.

"Temos um trabalhador que já assediou várias colegas de trabalho e já teve uma semana de suspensão. É reincidente, mas é um bom trabalhador, o que quer dizer que nós não o despedimos, porque o que interessa à empresa é o resultado. Para nós, empresários, o problema do trabalhador tentar assediar a colega é secundário", admite Augusto Morais.
Das centenas de processos que em 2007 chegaram ao gabinete jurídico da ANPME´s, "apenas três resultaram em despedimento", afirma.

Se a maioria das vítimas não denuncia a situação por medo e vergonha, há também quem desista de apresentar queixa perante a dificuldade de arranjar colegas com coragem para testemunhar contra os superiores hierárquicos ou contra outros trabalhadores "com influência no poder".

Fátima não esquece essa experiência: "só quatro colegas se dispuseram a ir a tribunal e mais tarde todos eles sofreram represálias e acabaram por ser afastados da empresa". Mas a jovem acabou por vencer todos os processos: o de assédio sexual e o que moveu pelo despedimento ilegal.

Durante este período, que se arrastou por dois anos, mal conseguia dormir, emagreceu e precisou da ajuda de comprimidos e apoio psicológico. No final, a empresa pagou-lhe "pouco mais de cinco mil euros".

"As indemnizações são miserabilistas e ridículas", critica o advogado Fausto Leite, sublinhando que estes casos "têm consequências terríveis a nível da saúde mental dos trabalhadores". Passados três anos, Fátima confessa que nunca mais conseguiu estabelecer relações de confiança nos diferentes locais de trabalho por onde tem passado.

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vítimas
rever (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 19:01 | Domingo, 5 de Out de 2008
Se calhar algumas dessas pessoas que se dizem vítimas de assédio agiram como agente provocador directo e consciente... depois.. ai e tal que fui assediada...

http://rever.pt.vu/
Directório de Programas de TV e Rádio na Internet
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Capitalizar a sensualidade
mpreto (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 12:46 | Segunda-feira, 6 de Out de 2008
Conheço o caso (veridico) de uma pessoa (feminina, sensual de olhos verdes) que conseguiu aproveitar-se do facto de estar a ser assediada para montar uma armadilha ao assediado e à empresa onde trabalhava. Conseguiu uma super indemenização. Despediu-se (claro, por causa do ambiente que ficou atrás) e com esse dinheiro montou uma empresa... hoje é milionária.
Lição: a beleza e a sensualidade são armas. A questão é saber tirar partido delas e para isso é preciso coragem e inteligência.
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O assédio é invisível
john2john (seguir utilizador), 1 ponto , 19:00 | Domingo, 5 de Out de 2008
O assédio sexual é das coisas mais desencorajantes a que já assisti. Tive uma colega que sofreu durante anos uma 'perseguição' doentia por parte do chefe. Aquela rapariga - tão simpática e eficiente de início - tornou-se neurótica, apavorada com tudo, perdeu por completo a eficiência - deixava documentos por todo o lado (WC por exemp.) - e por fim começou a comer bolachas desalmadamente. Um dia perguntei-lhe o que se passava e a resposta foi: "estou a ver se fico uma baleia e ele me deixa em paz". Acabou com uma severa depressão, andou em tratamento durante imenso tempo, depois foi despedida ou despediu-se. Sei que houve divórcio e tudo pelo meio.
Creio que mudou de cidade e tudo.
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Filme já visto...
Malekas (seguir utilizador), 1 ponto , 21:04 | Domingo, 5 de Out de 2008
De tempos a tempos trazem estas estorietas à baila. Suponho que a origem deste tipo de notícias são os movimentos ditos feministas. Só pode mesmo. Quem anda pelo mundo laboral, sabe muitíssimo bem quem se faz a quem. O mulherio sabe que tem um poder tremendo através da coacção sexual e que os homenzitos ficam perdidos quando vêem uma burra de saias. Pelo que vejo, as ditas assediadas, são normalmente umas sabidonas que têm objectivos bem definidos (promoções, mais dinheiro, reconhecimento sócio-profissional, destacarem-se das outras, fazendo-lhes ver que são unha e carne com os chefes)... Enfim, sempre o mesmo filme. Importa salientar que no jogo da sedução, só entra nele quem quer. Estes "filmes" são sempre levados a cabo por tipas ressabiadas, matreiras e com a escola toda da vida, ainda que por vezes, sejam até bastante novinhas. De uma coisa estou seguro, é normalmente a mulher que manifesta sinais de alguma permissividade relativamente a este tipo de situações. Também tenho constatado que as mulheres sérias e que se regem por princípios de alguma sensatez, não têm esse tipo de problema. É claro que acabam por pagar bem caro pela indiferença e distanciamento com que lidam com os ditos assediadores. Mas o primeiro passo para o assédio, é dado na maior parte das vezes pela mulher que adora e se sente muitíssimo bem nesse papel. De inocentes, não têm nadinha. Os homems têm carradas de defeitos. Mas ao pé de algumas mulheres, não passam de miúdos da catequese. O problema, é que vivemos numa época em que as pessoas acham que não importam os meios, desde que se alcancem os fins desejados. E depois, atiram-nos com estas estorietas da carochinha. Também se nota hoje em dia uma enorme predisposição para criar conflitos e situações de tensão, de onde se possam retirar proveitos pecuniários. A conjuntura é favorável a tais estratégias. Ganha-se pouco (relativamente aos gastos), a vida está má, por isso, há que deitar mão a todos os esquemas que de algum modo possam encher os bolsos sem nada fazer. Só que Portugal, não é propriamente os Estados Unidos da América, onde uma vítima de assédio vai para tribunal e recebe uma pipa de massa, que lhe dá para viver o resto da vida de papo para o ar. Aqui, caso se prove (o que é muito difícil), levam uma indeminização de meia dúzia de euros, e ainda se desgastam com toda a situação. Definitivamente, é uma estratégia que deve ser abandonada. É mais rentável vender castanhas no Rossio.
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    Re: Filme já visto...    Ver comentário
filipe@rio (seguir utilizador), 1 ponto , 23:07 | Domingo, 5 de Out de 2008
Assédio Sexual
batassano (seguir utilizador), 1 ponto , 0:25 | Segunda-feira, 6 de Out de 2008
Infelizmente existe de tudo.Além do assédio puro, o da boa actriz ou actor que se joga ao assédio para depois de levar o ou a chefe a atitudes menos próprias ,que hábilmente provocou , o ou a acusar quando ele ou ela caíram na esparrela, com a habilidade de conseguir testemunhos que enganados testemunham aquilo que o assediado ou assediada hábilmente engendraram.Razão porque é necessário uma enorme precaução ao averiguar, investigar e decidir sobre estas queixas .E atenção que as vítimas do assédio não são só as femininas.Também existem assediados masculinos, manietados pela vergonha de apresentarem queixa, sujeitos a serem ridicularizados
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tanta idiotice nalguns coments acima !!!!!
Santropez (seguir utilizador), 1 ponto , 0:34 | Segunda-feira, 6 de Out de 2008
O assedio sexual não tem nada a haver com mulheres que se dão, serem agentes provocadores, com mulheres sérias, sabidonas ou movimentos feministas.

Cada uma aborda a sua sexualidade como quer. Há quem goste de sexo sem a exclusividade de um parceiro ou quem seja mulher de um homem só. Isto não se trata de mulheres boas ou mulheres más, são apenas mentalidades e comportamentos diferentes de se abordar a vida sexual.

As mulheres vitimas de assédio, são maioritariamente aquelas que de acordo com a sua consciencia são fieis a um único parceiro e não admitem tentativas de assedio por chefes ou colegas. Logicamente as mulheres que aceitam o jogo, querem é divertir-se e de certeza que não se queixam de assédio

O grande e principal motivo para os homens assediarem as suas colegas, não éo facto de elas serem bonitas ou sensuais ou mesmo por trajarem alguma roupa mais provocatória mas sim por causa ou de uma adolescencia com frustações sexuais, reprimida ou por um casamento frustante sexualmente ou mesmo por taradisse sexual o que já poderá ser um problema clinico.
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    Plenamente de acordo com o seu comentário.    Ver comentário
Mrs. Dalloway (seguir utilizador), 1 ponto , 11:44 | Segunda-feira, 6 de Out de 2008
assunto para levar assédio...
B l u e S k y (seguir utilizador), 1 ponto , 12:44 | Segunda-feira, 6 de Out de 2008
não brinquem!
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nao acredito
odagrom (seguir utilizador), 1 ponto , 16:10 | Segunda-feira, 6 de Out de 2008
40% é quase uma em cada duas mulheres!! Desculpem-me, mas nao acredito, a percentagem de mulheres susceptiveis de serem assediadas no meu serviço é inferior a uma em cada cinco (quatro em cinco sao demasiado feias ou velhas). Ou entao a minha definição de assédio é diferente da dos autores do estudo. Se um homem brinca com uma colega e lhe pede boleia está a assedia-lá? Entao e se o homem gostar mesmo dessa colega? Fica com medo se ser acusado de assédio e nunca lhe declara o seu amor? Para mim assédio é apalpar o rabo ou abusar de poder para levar o outro a subjugar-se sexualmente. Tudo o mais nao passam de problemas normais da especie humana. Qualquer dia estao a levar-se os adolescentes a tribunal por pedirem em namoro uma colega de turma...
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    Re: nao acredito    Ver comentário
pflcoelho (seguir utilizador), 1 ponto , 20:23 | Quarta-feira, 8 de Out de 2008
Re: Assédio sexual no trabalho está a aumentar
felicidade10102008 (seguir utilizador), 1 ponto , 1:21 | Sábado, 1 de Nov de 2008
Que foto tão bem tirada do departamento de contabilidade do Banco Mais, onde tudo é possível, sendo o director um homem o Dr. Rogerio Ferreira do Ó, e já agora onde estará ele que não aparece na foto, será que está no gabinete com alguma das senhoras que faltam nas cadeiras. A minha questão é: que estará ele a fazer com ela, será que lhe está a dizer que ela têm de ficar a trabalhar até á meia noite, ou será que está a dizer que ela têm de vir trabalhar ao fim de semana para justificar os 500,00 euros que ganha que por sinal é muito bem paga na opinião do director financeiro. Deviam era ver as condições que ele têm, um grande carro de valor que poucas empresas dão aos directores, mas ele merece as funcionárias são obrigadas a fazer muitas horas extra grátis. O jornalista que escreveu este artigo pode aproveitar a foto para a próxima edição e escrever como o sr. director explora as mulheres no seu departamento e também porque elas se vão embora, podem ir ver os registos de demissão desde 2000 e confirmar porque as pessoas foram embora. Agora deixo uma pergunta, todas as pessoas que foram embora sairam pela mesma razão, qual será ? dificil resposta não, deixo uma pista RFO.
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Viva a República!
Zorate (seguir utilizador), 0 pontos (Mal Educado), 20:05 | Domingo, 5 de Out de 2008
Aumentam os assédios...aumenta o numero de mulheres que só comem iogurtes para darem nas vistas dos assediadores...aumenta a lista de mulheres que "dão o rabinho e oito tostões" para serem assediadas para depois receberem em troca uma promoçaozinha...aumenta o numero de mulheres gordas e deprimidas que ninguém quer assediar...aumenta a lista de chifrudos derivados do assunto da questão...somos um país de grandes aumentos! Viva a República!
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