Ana Jorge: No sector público tem de haver condições para "tratar situações graves e não só"
Tiago Petinga/Lusa
A ministra da Saúde, Ana Jorge, referiu hoje no Parlamento que não iria a um hospital privado em caso de acidente grave, defendendo que este sector só deve funcionar como complemento do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Falando na Comissão Parlamentar de Saúde sobre o pagamento adicional das cirurgias oftalmológicas, Ana Jorge indicou que "a contratualização interna será uma forma de rentabilização" da acção dos profissionais do SNS.
"Se não se fizer isso, o que resta ao SNS é fechar as portas? Quem iria garantir a formação, a equidade de serviços, quem iria tratar doentes com traumas?", questionou a ministra.
Aparentemente agastada com as críticas da oposição, a ministra perguntou ainda a um deputado se iria a um hospital privado em caso de acidente grave, adiantando: "Eu não iria".
A titular da pasta da Saúde acrescentou que no sector público tem de haver condições para "tratar situações graves e não só".
Segundo Ana Jorge, o SNS também tem de ter bons profissionais, "parâmetros de qualidade" e a capacidade de incentivar e dar ânimo aos profissionais para desenvolver a sua actividade e a investigação.