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Marta Coelho

Assistente social serve bebidas em casino

Cecília Malheiro, agência Lusa
11:43 Sexta-feira, 22 de Fev de 2008
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Marta Coelho, licenciada em educação comunitária e intervenção, trabalha como barmaid no Casino de Vilamoura
Marta Coelho, licenciada em educação comunitária e intervenção, trabalha como barmaid no Casino de Vilamoura
Luís Forra/Lusa

Após anos a estudar e enquanto não tem como pôr em prática a licenciatura que a ensinou a usar o dinheiro para ajudar os necessitados, Marta Coelho ganha a vida a fazer o oposto: serve bebidas aos ricos num casino.

"Esta é uma realidade oposta àquilo que estudei", disse à Lusa, explicando que o curso que fez lhe deu ferramentas para utilizar o dinheiro na ajuda aos mais desfavorecidos. "A assistente social dá o peixe e nós ensinamos a pescar", explicou. Depois de acabar a licenciatura de quatro anos na Universidade do Algarve, a bela, alta e magra Marta, de 24 anos, procurou trabalho ou um estágio profissional durante meses.

Como a única hipótese laboral que lhe surgiu foi participar num projecto na Guiné-Bissau que arrancará em Agosto, decidiu procurar uma forma de, entretanto, se manter independente.

Duas amigas que trabalham no mesmo casino deram-lhe a ideia de se transformar em "barwaitress", até porque o salário era simpático (cinco euros à hora e 8,5 euros a partir da meia-noite). E é assim que, apesar nunca se ter imaginado a circular de bandeja na mão num casino, Marta serve agora bebidas aos jogadores e recolhe copos entre a roleta clássica e a electrónica, a banca francesa e americana, o "blackjack" ou as "slots".

Vestida com calção preto cintado, blusa preta e lenço branco ao pescoço à "coupier", Marta afirma que já perdeu três quilos no bailado que executa entre meio milhar de máquinas distribuídas pelas salas de jogo.

Licenciada em Julho de 2007 e à espera de rumar à Guiné para se concretizar profissionalmente, admite que por enquanto o ideal é trabalhar 12 dias por mês no casino para conseguir tirar pelo menos o ordenado mínimo, mas a fasquia do salário pode aumentar com as gorjetas de jogadores mais mãos largas ou nos eventos em que se trabalha para além do turno.

A empresa Sol Verde, a que pertence o casino de Vilamoura onde Marta Coelho trabalha, disse à Lusa que "todos os licenciados ao serviço dos Casinos do Algarve estão a trabalhar em área adequada, à excepção de três", que desempenham funções de pagador de banca e de operador de computador. A mesma fonte explicou que as "barwaitress" não são trabalhadoras dos casinos, mas sim de uma empresa de trabalho temporário.

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Eu ofereço-lhe um emprego bem remunerado!
pcesteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 13:15 | Sexta-feira, 22 de Fev de 2008
Como é que uma miuda destas anda a servir copos a velhos bêbados sem tusa e comunas no casino de Vilamoura? sinceramente ... as tuas duas amigas devem ser fresquinhas ui uii ... 5 euros por hora? a minha empregada doméstica recebe 6 euros! tenho de ir aí ver o que se passa uma noite destas ... não quer mudar de ares doutora? isso de andar enfiada em casinos fica-lhe muito mal .... é mal empregada para isso eu arranjo-lhe uma melhor opção.

cumprimentos xxxxxx
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    Re: Eu ofereço-lhe um emprego bem remunerado!    Ver comentário
MFCoelho (seguir utilizador), 1 ponto , 1:48 | Terça-feira, 26 de Fev de 2008
    Re: Eu ofereço-lhe um emprego bem remunerado!    Ver comentário
Pesaran (seguir utilizador), 1 ponto , 1:51 | Quinta-feira, 28 de Fev de 2008
Equívoco quanto à formação dessa senhora
AJPDUARTE (seguir utilizador), 1 ponto , 17:57 | Sexta-feira, 22 de Fev de 2008
Peço desculpa, mas tenho de enviar esta chamada de atenção: a pessoa retratada nesta reportagem não é Assistente Social, mas sim técnica de educação e intervenção comunitária. Para ser Assistente Social teria de ser licenciada em Serviço Social, conforme legislação que regulamenta o acesso à profissão. É vergonhoso que essa senhora venha falar duma profissão que não possui, auto-intitulando-se assistente social, o que é uma usurpação de um título académico que não lhe pertence. Lamento, mas se querem retratar uma situação que envolva um Assistente Social, DE FACTO, informem-se melhor. Quanto à atitude dessa senhora, é vergonhosa e VIGARISTA. Usurpação de títulos académicos é CRIME. Irei contactar o organismo representante da minha classe profissional acerca desta situação. E aconselho o Expresso a emitir uma nota rectificativa de esclarecimento. Assinado: um Assistente Social (DE VERDADE) licenciado pelo Instituto Superior de Serviço Social de Lisboa.
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    Re: Equívoco quanto à formação dessa senhora    Ver comentário
MFCoelho (seguir utilizador), 1 ponto , 1:42 | Terça-feira, 26 de Fev de 2008
Re: Assistente social serve bebidas em casino
limaos (seguir utilizador), 1 ponto , 1:50 | Sábado, 23 de Fev de 2008
É uma infiltrada da ASAE.
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    Re: Assistente social serve bebidas em casino    Ver comentário
MFCoelho (seguir utilizador), 1 ponto , 1:50 | Terça-feira, 26 de Fev de 2008
Pescar e ensinar a pescar...
CarlaES (seguir utilizador), 1 ponto , 12:53 | Quarta-feira, 27 de Fev de 2008
Lamento que um jornal de referência, como o Expresso, numa notícia tão simples contenha tantos mal entendidos.
O título profissional de Assistente Social apenas é atribuído legalmente a licenciados em Serviço Social e/ou Política Social (veja-se a Classificação Nacional de Profissões bem como o enquadramento do MTSS). Existe legitimamente todo um conjunto de profissões no âmbito da Intervenção Social e aqui não residem quaisquer dúvidas, nem lhes é retirada qualquer mérito ou legitimidade profissional! A Intervenção Social quer-se multi e transdisciplinar... não há dúvidas!!!

Pescar e ensinar a pescar... não sou eu que vou aqui dsenvolver um tratado sobre a matéria, todavia parecem-me profundamente redutoras as explicações em torno de pescar ou ensinar.. parece-me que ficou presa na rede!
Passo a citar: (...)"Esta é uma realidade oposta àquilo que estudei", disse à Lusa, explicando que o curso que fez lhe deu ferramentas para utilizar o dinheiro na ajuda aos mais desfavorecidos. "A assistente social dá o peixe e nós ensinamos a pescar", explicou.(...)" Além de redutor e simplista de imediato se percebe a contradição... afinal quem pesca (no caso em apreço dá o dinheirinho) e quem ensina (leia-se trabalham-se competências, etc, etc, etc,)????
É Vital ter cuidado com a mensagem que passamos, corre-se o risco de termos um País a pensar que os Interventores Sociais (como vê incluo todos os profissionais) andam a dar uns dinheiritos e vão ali ao rio com canas de pesca na mão!!!!! Engano, no Social trabalha-se com metodologias específicas de intervenção, com valores e deontologia! Estamos a falar duma licenciatura não são propriamente cursos tirado à distância de 30 horas, são anos de estudo, estágios... pelo menos assim se espera!!!!!
Uma licenciatura exige que apresentemos uma linguagem clara, simples mas com o necessário grau de exigência técnica e profissional!

De qualquer forma não quero deixar de sublinhar que esta realidade da Marta é a realidade de milhares de licenciados, que vive num País cujo discurso governamental defende a qualificação e na prática oferece medidas avulsas só para enganar as estatísticas (vejam-se os estágios), promove a mão de obra barata e não qualificada e nivela-se pela mediocridade (opinião minha que tem o valor que tem).

Boa Sorte para o projecto na Guiné, espero que seja efectivamente uma excelente experiência de vida e profissional!

Uma última questão... não é vergonha nenhuma um licenciado seja em que área for trabalhar como empregada de balcão, de limpeza ou a varrer ruas...

Ass: Carla (Assistente Social licenciada em Serviço Social que faz questão de trabalhar lado a lado, ao mesmo nível, com profissionais das várias áreas)
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