09/02/2010 actualizado às 23:06
Lusofonia

Angola analisa Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Escritor Eduardo Agualusa defende ortografia brasileira

Angola é um país independente que nada tem a dever a Portugal. Esta é a opinião do escritor angolano, que frisa o facto de o Brasil produzir mais títulos e a preços mais baratos.

Lusa
16:52 Domingo, 10 de Fev de 2008
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Na opinião de Agualusa, educação de angolanos dependerá da importação, nos próximos anos, de milhões de livros
Na opinião de Agualusa, educação de angolanos dependerá da importação, nos próximos anos, de milhões de livros
Tiago Miranda

O escritor angolano, José Eduardo Agualusa, defende, em crónica hoje divulgada pelo semanário A Capital, de Luanda, que Angola "deve optar pela ortografia brasileira", caso o Acordo Ortográfico não venha a ser aplicado por "resistência" de Portugal.

Para esta tomada de posição de um dos mais respeitados escritores angolanos e lusófonos, José Eduardo Agualusa avança como justificação o facto de Angola ser um pais independente, nada dever a Portugal e o Brasil ter 180 milhões de habitantes e produzir muito mais títulos e a preços mais baratos do que Portugal.

Agualusa diz ainda, na crónica que publica regularmente n´A Capital, que Angola "tem mais a ganhar com a existência de uma ortografia única do que Portugal ou o Brasil", porque o país não produz livros mas precisa "desesperadamente deles".

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi alcançado em 1991 e assinado por todos os países da CPLP, sendo imediatamente ratificado pelo Brasil, Cabo Verde e Portugal.

Em 2004, em S. Tomé e Príncipe, foi acordado um Protocolo Modificativo, segundo o qual bastava este ser ratificado por três Estados para entrar imediatamente em vigor.

Este Protocolo Modificativo foi assinado por todos os países lusófonos, mas apenas ratificado inicialmente pelo Brasil e Cabo Verde.

Em Agosto do ano passado foi ratificado também por S. Tomé, "passando juridicamente a entrar em vigor".

Sobre a situação em Angola, a análise do documento para ratificação está entregue aos ministérios das Relações Exteriores e da Educação e, segundo fonte próxima do processo contactada pela Lusa em finais de 2007, o governo angolano está a "desencadear mecanismos internos" para a sua conclusão.

O último passo será dado quando o processo passar pela aprovação do Conselho de Ministros e da Assembleia Nacional.

"Os Estados foram notificados para se pronunciarem sobre o assunto e nós estamos a desencadear mecanismos internos para saber como estão as coisas", acrescentou a fonte.

De acordo com a fonte contactada pela Lusa, existe uma "preocupação" de todos os estados lusófonos para resolver a questão, na medida em que há actualmente "uma fala e duas escritas".

Para o governo angolano, o Acordo Ortográfico ainda não foi assinado porque "caiu no esquecimento", considerando a fonte que "agora é importante voltar a analisá-lo para lhe dar seguimento".

Entretanto, em Portugal está em preparação a ratificação do Protocolo Modificativo ao acordo, embora sujeito a uma reserva de 10 anos, conforme anunciou recentemente a ex-ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima.

A posição do governo português, anunciada pela então ministra, é que "juridicamente o Acordo Ortográfico, assinado e ratificado por Portugal em 1991, está em vigor".

Todavia, invocou razões de ordem científica e empresarial para pedir 10 anos de reserva para "avaliar com a sociedade civil" a sua implementação.

Ainda no referido texto do escritor José Eduardo Agualusa, este defende que a educação das populações angolanas e o desenvolvimento do país depende da importação, nos próximos anos, de milhões de livros.

E defende que as autoridades angolanas devem criar "rapidamente legislação" que permita e facilite a entrada de produtos culturais e, "em particular", de livros, no país.

Agualusa aponta ainda como razões para a demora na activação do acordo a "confusão" entre ortografia, as regras de escrita e linguagem, resumindo que o acordo tem por objectivo a existência de "uma única ortografia" no espaço de língua portuguesa, sendo "absurdo" pensar-se em unificar as diferentes variantes da "nossa" língua.

O autor aponta ainda o dedo a um "enraizado sentimento imperial" de Portugal em relação à língua para o protelamento de uma decisão.

E, contrariando esta possibilidade, diz que a História nega este sentimento porque "a língua portuguesa formou-se fora do espaço geográfico onde se situa Portugal - na Galiza".

"Por outro lado, a língua portuguesa tem sido sempre, ao longo dos séculos, uma criação colectiva de portugueses, africanos, brasileiros e povos asiáticos", aponta.

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Ortografias... Por Manuel Mendes de Carvalho
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 19:51 | Domingo, 10 de Fev de 2008

História da ortografia em Portugal e no Brasil (uma das três partes em que se divide o trabalho)

A história da ortografia da língua portuguesa pode dividir-se em três períodos:

- fonético, até ao século XVI;
- pseudo-etimológico, desde o século XVI até 1911;
- moderno, desde 1911 até hoje.

Quando a língua portuguesa começou a ser escrita, quem escrevia procurava representar foneticamente os sons da fala. Esta representação, no entanto, nunca foi satisfatória. Por um lado, não havia norma e, assim, por exemplo, o som /i/ podia ser representado por i, por y, e até por h (1); a nasalidade por m, por n, ou por til, etc. Por outro lado, a ortografia conservou-se em certos casos antiquada em relação à evolução da pronúncia das palavras, como em leer (ler) e teer (ter). Nos documentos mais antigos, de qualquer modo, o que se observa é a procura de uma grafia fonética. Com o decorrer do tempo, esta simplicidade foi desaparecendo por causa da influência do Latim. Assim, começaram a aparecer grafias como fecto (feito), regno (reino), fructo (fruito), etc. Realmente, uma das características do Renascimento foi a admiração pelos tempos clássicos e, em particular, pelo Latim. Isso consolidou, por assim dizer, e levou ao extremo a influência daquela língua na escrita do Português. Daqui resultou o aparecimento de inúmeras consoantes duplas, o aparecimento dos grupos ph, ch, th, rh, que antes praticamente ninguém usava. Por outro lado, já nesse tempo, tal como hoje, a ignorância e o pretensiosismo se aliavam para produzir os maiores disparates, tais como, por exemplo, lythographia, typoia, lyrio, etc. (2)(3). É por esta razão que se chama pseudo-etimológico ao período em que esta tendência se impôs. Isto é, queria-se pretensiosamente fazer etimológica a ortografia, mas a ignorância não deixava ir além da pseudo-etimologia. Além disso, segundo J. J. Nunes (4), "por este processo [o da procura da grafia etimológica] recuavam-se bastantes séculos, fazendo ressurgir o que era remoto, e punha-se de lado a história do nosso idioma...".

Deve-se dizer que cedo começou a haver reacções simplificativas. Por exemplo, Duarte Nunes de Leão, um dos primeiros gramáticos portugueses, reprova a pseudo-etimologia nascente em "Ortographia da lingoa portuguesa", livro de 1576. Outro gramá- tico que se opôs a esta ortografia complicada foi Álvaro Ferreira de Vera, no seu livro "Ortographia ou arte para escrever certo na lingua portuguesa" (1633) (5). Também D. Francisco Manuel de Melo (século XVII) usou, pelo menos na sua obra "Segundas três musas do Melodino", uma ortografia simplificada em que quase não havia consoantes dobradas, o ph era substituído por f, e o ch com som /k/ era substituído por qu (pharmacia -> farmacia, Achilles -> Aquiles) (3).

No século seguinte, o XVIII, o célebre Luís António Verney apresentou também a sua proposta de ortografia simplificada e, mais do que isso, publicou nessa ortografia a sua grande obra "O verdadeiro método de estudar".

O que é certo, porém, é que, na quase totalidade dos escritos, principalmente a partir da publicação em 1734 da "Ortographia ou arte de escrever e pronunciar com acerto a lingua portugueza" de João de Morais Madureyra Feyjó, se procurava a grafia mais complicada. Note-se, no entanto, que, apesar de tudo, o número de acentos era bastante restrito e empregue em casos e para fins algo diferentes dos actuais.

No princípio do século XIX, também Garrett defendia a simplificação ortográfica e criticava a ausência de norma. Nesse mesmo século proliferaram os pretendentes a reformadores da ortografia. Além de Garrett, pode-se mencionar, por exemplo, Castilho, como um dos mais conhecidos.

No decorrer do século XIX, começou a compreender-se a falta de justificação de muitas das grafias complicadas que então se usavam, mas, por outro lado, caiu-se no extremo de, mesmo aqueles sem quaisquer habilitações para tal, desatarem a simplificar disparatadamente. O resultado foi que, no fim do século XIX, a desordem ortográfica era total. Cada um escrevia como lhe parecia melhor.

Assim, em 1911, o Governo nomeou uma comissão para estabelecer a ortografia a usar nas publicações oficiais. Desta comissão fazia parte o insigne foneticista Gonçalves Viana, que já em 1907 apresentara um projecto de ortografia simplificada. O trabalho da comissão consistiu praticamente em adoptar o que propunha Gonçalves Viana e a nova ortografia foi oficializada por portaria de 1 de Setembro de 1911. Esta reforma da ortografia, a primeira oficial em Portugal, foi profunda e modificou completamente o aspecto da língua escrita, aproximando-o muito do actual. Foi, pode dizer-se, uma mudança verdadeiramente radical e feita sem qualquer acordo com o Brasil. Ao fazer desaparecer muitas consoantes dobradas, e os grupos ph, th, rh, etc., a reforma, afinal, fazia desaparecer os exageros do período pseudo-etimológico e promovia um "regresso" ao período fonético. Por isso, é que, a propósito das muitas reacções adversas que houve na altura, escrevia J.J. Nunes (6), em 1918: "Pena é que a ortografia nova, que, em rigor, é velha, não seja compreendida por todos, ou antes, que se não queira ver a sua justeza, acabando-se de vez com os desconchavos que ainda perduram, quase sempre resultantes da ignorância...". Como estas palavras continuam actuais !

O essencial da reforma ortográfica de 1911 foi acabar com o despotismo da etimologia, aproximando a ortografia oficial de uma escrita fonética. Aproximando, apenas, note-se, dado que, apesar de tudo, se fizeram vastas concessões a hábitos anteriores, como era o caso de manter inúmeras consoantes mudas, com um ou outro pretexto (homem, directo, sciência, etc.).

Um ponto em que a reforma foi incoerente e em que se afastou da tradição dos primeiros tempos do Português escrito foi a introdução profunda de acentos. Em particular, passaram a ser acentuadas todas as palavras esdrúxulas, o que não acontecia antes.

A seguir à reforma de 1911, houve vários ajustamentos efectuados por portarias de 19.11.1920, 23.09.1929, e 27.05.1931. A grande reforma seguinte foi a resultante do acordo ortográfico Portugal-Brasil de 1945, a qual, ligeiramente alterada por um decreto de 1971, deu origem à ortografia oficial que até agora se usou em Portugal. Note-se, de passagem, que o acordo de 1945 anulou algumas modificações introduzidas em 1911 e 1931.

Vejamos o que entretanto se passava no Brasil. No século XIX, a ortografia no Brasil estava no mesmo estado que em Portugal. Pode-se dizer que havia unidade... no caos.

Em 1907, a Academia Brasileira de Letras tivera em estudo um projecto de reforma análogo ao de Gonçalves Viana, que, como vimos, levou à reforma portuguesa de 1911. Neste projecto, embora baseado no do foneticista português, colaboraram vários brasileiros ilustres, como Euclides da Cunha, Rui Barbosa e outros (7). Isto mostra que, em ambos os países, há muito se sentia a necessidade de modificar a ortografia. O mesmo, aliás, se passava noutros países e tinham sido e viriam a ser feitas reformas em vários deles, como se verá mais à frente.

O projecto da Academia Brasileira de Letras de 1907 acabou por não ir por diante e, por outro lado, Portugal cometeu o absurdo erro de avançar sozinho para a reforma. Assim, e apesar de a reforma portuguesa ser defendida sem alterações, para uso no Brasil, por filólogos brasileiros do calibre de Antenor Nascentes e Mário Barreto, o certo é que, durante alguns anos, ficaram os dois países com ortografias completamente diferentes: Portugal com uma ortografia moderna, o Brasil com a velha ortografia pseudo-etimológica.

Foi em 1924 que as duas Academias, a Brasileira de Letras e a das Ciências de Portugal, resolveram procurar uma ortografia comum. Claro que, para isso, o Brasil teria que se aproximar de Portugal, que, na altura, caminhava na frente. Houve em 1931 um acordo preliminar entre as duas Academias, em que se adoptava praticamente a ortografia portuguesa. Assim se iniciou o processo de convergência das ortografias dos dois países com um reconhecimento quase total, por parte do Brasil, da superioridade da ortografia portuguesa. Contudo, os vocabulários que se publicaram, em 1940 (Academia das Ciências de Portugal) e 1943 (Academia Brasileira de Letras), continham ainda algumas divergências. Por isso, houve, ainda em 1943, em Lisboa, uma Convenção Ortográfica, que deu origem ao Acordo Ortográfico de 1945. Este acordo tornou-se lei em Portugal pelo Decreto 35 228 de 08.12.45, mas no Brasil não foi ratificado pelo Congresso; e, por isso, os Brasileiros continuaram a regular-se pela ortografia do Vocabulário de 1943.

Em 1971, novo acordo entre Portugal e o Brasil aproximou um pouco mais a ortografia do Brasil da de Portugal. Tratou-se de cedência brasileira, mais uma vez. O acordo teve a sorte de ser oficializado sem burburinho. Note-se aqui que, do ponto de vista absoluto, ambas as grafias eram nesta altura perfeitamente razoáveis e sua única desvantagem era apresentarem ainda algumas diferenças. Não fosse isso, seria, de facto, inútil "mexer" mais.

Em 1973, recomeçaram as negociações e, em 1975, as duas Academias mais uma vez chegaram a acordo, o qual "não foi contudo transformado em lei, pois circunstâncias adversas de vária ordem não permitiram uma consideração pública da matéria" (8).

Em 1986, o Presidente José Sarney tentou resolver o assunto, que há longo tempo se arrastava, e promoveu o encontro dos sete países de língua portuguesa no Rio de Janeiro. Deste encontro, mais uma vez saíu um acordo ortográfico e mais uma vez o acordo não foi por diante, devido a um surpreendente alarido que se levantou em Portugal. Este alarido, longe de ser resultado de defeitos do acordo, deveu-se sobretudo a uma confrangedora ignorância do assunto por parte dos pouco ponderados adversários da união ortográfica. Mas a verdade é que o acordo foi suspenso.

O pior é que se concluiu este ano novo acordo, dito "mais moderado", mas na verdade mais incoerente, e exposto, este sim, a críticas com fundamento. Os responsáveis portugueses pelo Acordo de 1986, que garantia uma unificação quase total da ortografia da língua, cederam aos auto-proclamados donos da Cultura Nacional e, agora, em 1990, produziram um acordo imperfeito, que não unifica, cheio de grafias duplas, defeitos estes que são deslealmente aproveitados pelos detractores que os causaram. É o castigo da demagogia. Enfim, se encarado como transitório, como mais uma pequena dose de mudança sem dor para não assarapantar o profanum vulgum, este acordozito é um passo na direcção certa. Para mim, no entanto, o método correcto seria fazer a unificação total de uma só vez e liquidar definitivamente o problema.
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asperezas (seguir utilizador), 1 ponto , 6:10 | Segunda-feira, 11 de Fev de 2008
O que vejo na atitude do Agualusa...
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 19:56 | Domingo, 10 de Fev de 2008

Apenas uma provocação aos mastodontes lusos que não admitem se mover...
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Cortem os subsídios a este escritorzito.
Viking3000 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:34 | Domingo, 10 de Fev de 2008
Esta atitude de José Eduardo Agualusa entristece os Portugueses e não faz qualquer sentido.

Todos sabemos que qualquer lingua é dinâmica e vai evoluindo ao longo dos anos por influência dos falantes dessa lingua. Tambem todos sabemos, ou deveriamos saber, que as linguas não se mudam por decreto ou imposição legal. Qualquer que seja o acordo ortográfico que seja aprovado, as pessoas que aprenderam a escrever com determinadas regras, vão continuar essas regras até morrerem.

A riqueza de qualquer lingua reside nas variantes adoptadas pelos diferentes grupos que usam essa língua. Por isso, não faz qualquer sentido pretender uniformizar a lingua Portuguesa (ou qualquer outra). Os Portugueses devem o usar o seu Português. Os Brasileiros devem usar o seu Português e o mesmo se aplica aos restantes Estados lusófonos.

É isso que se passa com as outras linguas mais faladas do Mundo: o Inglês e o Espanhol. Os Britânicos continuam a falar e a escrever o seu Inglês. Não adoptaram o Inglês dos EUA. Isto apesar de os Americanos serem mais de 300 milhões e produzirem mais livros que os Ingleses. O mesmo se aplica aos restantes países falantes do Inglês.
Esta polémica levantada pelo Agualusa só existe na cabeça dele. Não é sequer um problema.

O José Eduardo Agualusa está a deixar que o sucesso lhe suba à cabeça. Está armado em vedeta. Ele devia era olhar-se ao espelho e perceber de uma vez por todas que há escritores Angolanos muito melhores do que ele e que não têm a projecção que ele tem, porque não têm o privilégio que ele tem de poder viver em Portugal.

Portugal não deve assinar mais nenhum acordo ortográfico de qualquer tipo nos próximos 100 anos. Não é um escritorzito qualquer como o Agualusa que está a morder a mão que lhe deu de comer, que se pode arrogar o direito de impôr a Portugal o Português que o seu cerebrozito bineuronal entender. Quem gostar do Português de Portugal usa-o, quem não gostar não é obrigado a usá-lo. Os acordos ortográficos só fazem sentido serem feitos de 100 em 100 anos apenas para fazer pequenos ajustamentos. Não se fazem acordos ortográficos de 5 em 5 anos apenas para meia dúzia de escritores que pensam que são vedetas andarem a fazer turismo à custa do erário público.

Apelo a todos organismos e editoras Portuguesas para passarem a tratar aqueles que atentam contra a lingua Portuguesa de Portugal (como o sr. Agualusa) como eles merecem ser tratados. Pela parte que me toca não quero ver um único cêntimo do dinheiro dos meus impostos gasto com este sr. Mal agradecido. Os subsídios a este senhor devem acabar. As editoras devem recusar-se a publicar os seus livritos. Ele que vá lá para Angola escrever em Português do Brasil ou da puta que o vazou.
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    Re: Cortem os subsídios a este escritorzito.    Ver comentário
NJP (seguir utilizador), 1 ponto , 16:53 | Sexta-feira, 22 de Fev de 2008
É parvo
flyboy (seguir utilizador), 1 ponto , 19:27 | Domingo, 10 de Fev de 2008
Este Agualusa tem sido apaparicado em Portugal só por se intitular angolano.Só é escritor porque esreve uns textos que são publicados.Mas o que ele verdadeiramente é,é parvo.
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Mandem o Agualusa para Angola. Persona non grata
Viking3000 (seguir utilizador), 1 ponto , 21:38 | Domingo, 10 de Fev de 2008
O Português de Portugal está bem vivo e de boa saúde.

Os Portugueses dispensam bem qualquer acordo ortográfico. Venha ele de onde vier.
Era só o que faltava agora termos de gramar as nossas ex-colónias armadas em impérios.
O Português de Portugal não deve mudar. Daqui a 100 anos podemos fazer um pequeno acordo ortográfico para ajustar pequenos detalhes.

Para já a única coisa que é necessário e urgente é os Portugueses meterem o Agualusa e os traidores do mesmo tipo na ordem. Deixem de o convidar para o que quer que seja. Deixem de comprar, editar ou ler os livritos que ele escrevinha. Pode ser que daqui a um anito ou dois ele já tenha ganhado juízo.
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Enigma...
user173104 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:33 | Domingo, 10 de Fev de 2008
Os alunos angolanos que chegam às escolas portuguesas até sabem ortografia, o que não sabem é sintaxe e interpretar os textos. A razão que subjaz a tal enigma parece que se vai resolver com a ortografia brasileira... De caminho, o bem pensante Sr. Agualusa pode aconselhar os seus conterrâneos a irem para o Brasil estudar, seria garantidamente uma forma de baixar a taxa de insucesso em Portugal.
Por: M. G. N. de Medeiros
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Agualusa IDIOTA !!
jorge ii (seguir utilizador), 1 ponto , 1:07 | Segunda-feira, 11 de Fev de 2008

  Este idiota é um complexado que tem a mania que é avant gard e vai mudar a ortografia. Comecem a mandar estudantes para o Brasil e comprem livros barsileiros que a nós não nos fazem falta nenhuma.....!
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Acho que já assinámos.
Avis (seguir utilizador), 1 ponto , 1:12 | Segunda-feira, 11 de Fev de 2008
Não me choca o acordo ortográfico. Mas, esta atitude "ressabiada" destes escritores das ex-colónias dá-me vontade de rir. Eles têm uma auto-estima cultural baixa, própria dos "filhos" que à força querem cortar com os pais. Olha "filho" também é do nosso interesse vender livros num mercado de 180 milhões de pessoas. Agora, devo dizer que já fui confrontado com a oposição de estudantes de Angola e S. Tomé em relação a este acordo. Eles preferem o "nosso" português.
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Vai aprender a escrever
Geraldo Sem Favor (seguir utilizador), 1 ponto , 3:06 | Segunda-feira, 11 de Fev de 2008
Este Agualusa é uma miséria a escrever, intitula-se português para chular o País com os seus livros de merda, mas é angolano para receber os prémios combinados com os amigalhaços. Escreve lá as tuas porcarias com a ortografia que quiseres mas deixa a Língua Portuguesa em paz. Vai-te catar. Em ovibundo ou bailundo!
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Falas
Cynicus (seguir utilizador), 1 ponto , 5:16 | Segunda-feira, 11 de Fev de 2008
Das minha frequentes viagens a Angola fiquei sempre com a impressão de que o Português que lá se fala e escreve está mais próximo de Portugal do que do Brasil, país este que também conheço.
Claro que Angola é um país soberano e pode decidir o que muito bem entender. Todavia, embora pessoalmente me pareça que o Acordo Ortográfico é inofensivo, desconfio sempre de coisas impostas à martelada...
Depois, as diferenças ortoépicas e morfo-sintácticas das falas de Portugal e do Brasil são tão grandes que não sei se algum dia poderá haver alguma aproximação. Provavelmente os livros portugueses vão continuar a ter "versões brasilerias" e os nossos filmes e telenovelas continuarão a exigir dobragem ou legendas no Brasil...

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pela separação do "brasileiro do português"
asperezas (seguir utilizador), 1 ponto , 9:12 | Segunda-feira, 11 de Fev de 2008
Em Portugal, aumenta o desprezo pelos direitos das pessoas, os deveres de cidadania são desvalorizados e há muito que me cansei de argumentar acerca do Acordo Ortográfico.

Mas debater o assunto no âmbito da posição Angolana (ou da falta dela) e na opinião avalizada de Agualusa, podia ser interessante.
Agualusa, não é um escritor qualquer. Não é por acaso que foi premiado pela Associação Portuguesa de Escritores, entre outros prémios e distinções.
Mas a argumentação usada por Agualusa e por outros defensores que alinham pelo mesmo princípio, não convence e carece de alguma lógica.
Agualusa merece-me todo o respeito, pelo modo como escreve e pelo que escreve.
E não raras vezes me revejo no modo como encara o mundo e as pessoas.
Mas a defesa de um acordo total, segundo a mais recente norma brasileira, não faz qualquer sentido. Porque são muitas as diferenças.
7000km e 500 anos no espaço e no tempo, separam os crescimentos das línguas praticadas em Portugal e no Brasil. É muito, e os caminhos foram obviamente diversos.
Por muito menos, a língua Portuguesa foi formada longe das normas galegas, castelhanas e outras.

Só no sec XX começaram a intensificar-se as trocas de literatura científica e de obras literárias entre o Brsail e os outros povos lusófonos.
Essas trocas, aumentaram só muito recentemente, com o aumento das rápidas deslocações em avião a jacto e com o acesso em massa à internet.
E só a partir de então, foi encarado com seriedade um qualquer acordo ortográfico.

São muito poucos os que defendem isto, mas eu penso que Portugal e o Brasil deviam seguir caminhos diversos.

A escolaridade no Brasil, defende uma pedagogia voltada para a rápida aprendizagem da escrita. Para isso, sacrificam as estruturas-base ou as raízes das palavras, eliminando as suas letras "mudas".
Ora, em quase todas as línguas dominantes da civilização actual, a raiz das palavras foi mantida. Os anglófonos até pronunciam as letras "mudas" das palavras de origem romana.
E não é por acaso, que os brasileiros têm uma enorme dificuldade para aprender línguas...
Nos tempos que correm, um português de 14 anos, já lê mais inglês pelos computadores, do que português.
Mas o que fizeram os brasileiros? Como não conseguiam sequer soletrar YouTube, criaram eles mesmos os seus "sítios", os seus YouTube, etc, etc...
É isto que Agualusa e os defensores do Acordo Total querem no futuro?
Para além dos livros baratos, orientados para a escolaridade brasileira, querem acesso a "sites" criados para brasileiros?
Não é definitivamente o caminho a seguir.

E há cada vez menos paciência para os "espertos" que nos colocam regras.
Chamo "espertos" aos "experts" que têm como objectivo mascarado vender livros através da polémica.
Num tempo presente, em que se comunica com povos de todas as línguas, já NENHUM lusófono sabe escrever por causa das regras dos "espertos". Dou comigo a escrever segundo os padrões instituídos em França e na Inglaterra, que mantiveram as origens nas estru(c)turas das suas palavras!
Húmido, ainda é correcto no Priberam... Valha-nos o Bom-Senso...

(nota: este comentário está duplicado, por erro na colocação de outro como resposta ao 1º comentário)
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Ricardo
Psicólogo (seguir utilizador), 1 ponto , 13:03 | Segunda-feira, 11 de Fev de 2008
Parece-me haver um equívoco do Sr. Agualusa. Não seria caso de utilização da ortografia brasileira, mas, sim, da ortografia resultante do acordo ortográfico firmado. Embora Portugal ainda não o tenha ractificado, o acordo já pode ser posto em práctica pelos países que o fizeram (pelo menos três). Os países que ractificaram o acordo estão a aguardar que Portugal o faça, por razões de ordem meramente políticas, decorrentes do respeito devido a Portugal como pai da língua, mas podem avançar sozinhos se lhes for conveniente.
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Re: Escritor Eduardo Agualusa defende ortografia b
BrincaNareia (seguir utilizador), 1 ponto , 20:36 | Segunda-feira, 11 de Fev de 2008

Porque não escreve o Agualusa em português de Angola ?!

Que dirá um escritor de língua francesa habitante da Nova Caledónia; sabedor das 52 variantes da sua língua ?!

Não me obriguem de fato a trocar o meu fato, pois o fato é de que não necessito de um fato novo.

Claro que o Agualusa teria "traduzido" para terno: o tal escritor francês, é que nunca traduzirá nonante para quatre-vingt-dix.

Talvez faça do francês uma língua menor ?
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MUITA PARRA POUCA UVA
NJP (seguir utilizador), 1 ponto , 0:24 | Quinta-feira, 21 de Fev de 2008
Não me aquenta nem arrefenta que Agualusa esteja a defender isto ou aquilo. O que me preocupa é que um escritor refira os 180 milhões, que perfazem a população brasileira, e a publicação de livros mais baratos para colonizar Angola com a versão do falar brasileiro.

Só que Agualusa deveria e poderia defender o angolano, como variante dos português. Foi isso que José Graça, ou se quiser Luandino Vieira, fez passando para o papel a fala do muceque de Luanda tal qual. O "Luuanda" provocou a ira de gente supostamente culta que em tudo via um atentado ao português, demais vindo de quem veio.

A razão invocada de que Angola irá importar milhões de livros não pode valer. Primeiro porque a realidade angolana é distinta da realidade brasileira, como é da portuguesa. Continue-se a linha do dinamismo criado por Luandino, porque as falas são dinâmicas e evoluem numa interação entre as gentes do espaço nacional e o mundo, criam um corpo coerente que depois é teorizado pelos sábios que nada criam.

Na minha opinião o melhor elogio do português foi feito, algures nas matas da Guiné, por Amilcar Cabral , quando considerou que era o melhor legado para a unificação das etnias guineenses.

No seu caso, é estranha a sua aversão ao português de Portugal, País que lhe financiou os estudo em Agronomia, lhe concedeu 2 bolsas de criação literária, pô-lo a viajar pelo Mundo.

Antes Portugal tivesse financiado um angolano de verdade, com raízes verdadeiramente angolanas, porque ele defenderia a importância do português de Angola, como ferramenta da construção da Nação Angolana, sem subserviências de burgês que não quer que os africanos de Angola sejam orgulhosos da fala que tomaram dos portuguêses e acrecentaram com a propriedade de serem independentes e cultos no que é seu.
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