Lisboa, 08 Fev (Lusa) - A PSP sustentou hoje que usou os "meios coercivos necessários e adequados" sobre várias pessoas que se concentraram na escadaria de acesso ao Grémio Lisbonense, para permitir a saída do proprietário das instalações, e que deteve uma delas.
Cerca das 20:00, agentes da PSP de guarda à associação, que hoje foi despejada do primeiro andar de um edifício da baixa pombalina que ocupava há mais de 150 anos, repeliram com cassetetes vários sócios e amigos da instituição que se encontravam nas escadarias de acesso às instalações protestando contra a ordem do tribunal.
O repórter fotógrafo da agência Lusa Mário Cruz foi atingido pela polícia na cabeça, nos braços e nas costas, apesar de ter mostrado a carteira profissional aos agentes.
"Estávamos a tentar dialogar mas a polícia bateu indiscriminadamente na cabeça, nas mãos e no pescoço dos vários associados", contou à Lusa um dos sócios do Grémio Lisbonense, Daniel Melim, que tinha um saco com gelo sobre uma das mãos.
Em declarações telefónicas à Lusa, cerca de três horas após o incidente, o comissário Paulo Flor, oficial de serviço na Direcção-Nacional da PSP, referiu que a polícia "utilizou os meios coercivos necessários e adequados para repor a legalidade".
"Um grupo de pessoas estava a bloquear a passagem do proprietário [das instalações do Grémio], do mandatário judicial e da própria PSP", frisou o mesmo responsável.
Uma das pessoas foi detida por agressão a um agente da PSP e tentativa de desarmamento, indicou o oficial, acrescentando que o polícia teve de receber tratamento hospitalar.
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